Domingo, 23 de Fevereiro de 2020

«Um segredo: ninguém gosta do AO90, nem sequer os seus defensores…»

 

Andou por aí a circular uma petição que visava mudar o nome da língua no Brasil, de Língua Portuguesa para “língua brasileira”, visto que, dizem os Brasileiros, ela possuir características que diferem do Português Europeu, ou seja, da Matriz da Língua Portuguesa.

 

Já andei por lá a dizer das minhas, e por lá andou também o Ja Sousa, da Universidade Nova de Lisboa, a dizer das dele.

 

E é a sua excelente argumentação, deitando por terra o AO90, que passo a transcrever:

 

NAVEGANDO.jpg

 

Os Portugueses navegaram por mares nunca dantes navegados, deram novos mundos ao mundo, e neles deixaram, como herança, a riqueza da Língua Portuguesa. Uns souberam honrar essa herança. Outros, nem por isso…

 

 Texto de Ja Sousa

(Universidade Nova de Lisboa)

 

«#1 - A mim interessa-me pouco que os brasileiros "não saibam escrever Português" ou coisas do género, até porque não é a sua Língua; o que me interessa mesmo é que não haja intrujões a querer transformar o Português numa Língua trapalhona para ficar igual ao Brasileiro. Cada Língua é como é, e ponto final.

 

#2 - Confesso que fico arrepiado com demonstrações de ignorância que tenho visto por aqui (nos comentários à Petição) atribuindo ignorância aos outros trocando fundamentações por insultos;

 

#3 - Um segredo: ninguém gosta do AO90, nem sequer os seus defensores, e não é por falta de inteligência, mas porque o referido AO é completamente indefensável; os seus defensores baseiam-se em vez disso em raciocínios de ser (supostamente) muita gente a falar "Português" como se fosse um critério numérico que dá prestígio, de ser mais fácil de aprender (supostamente) uma Língua mutilada, e evitam discutir o facto de o AO90 ser completamente mentiroso e incoerente (como já foi reconhecido por um dos seus autores, Malaca Casteleiro). O problema é que toda a gente quer acabar com ele mas ninguém quer ficar com a responsabilidade, especialmente portugueses e brasileiros;

 

#4 - Mencionei que do ponto de vista do Direito, a implementação do AO90 tem sido uma sucessão de golpes, atropelos e ilegalidades? Viola a Constituição Portuguesa e o Direito Internacional, e foi abusivamente implementado em Portugal por uma resolução do Conselho de Ministros?

 

#5 - A renomeação da Língua falada no Brasil não é uma coisa nova; já esteve em discussão no Senado Brasileiro nos anos 30 do Século passado, Senado que foi dissolvido pelo golpe de Getúlio Vargas. O seu proponente, Edgard Sanches, publicou depois um extenso trabalho desenvolvendo a sua fundamentação. E alguém se lembra que a defesa da Língua Brasileira foi uma das bandeiras de José de Alencar, embora tenha havido quem tenha querido transformar a suas ideias em apenas "literatura brasileira" (Evanildo Bechara, um ex-opositor ao AO90 convertido em defensor)?

 

#6 - Peço desculpa mas vou-me eximir a comentar como me apeteceria o que escreveu A favor do Acordo Ortográfico, porque considero insultuosa e desonesta a ideia de que é mais importante um lugar qualquer num pódium de Línguas do que a própria verdade da Língua; a equivalente desportiva deste raciocínio seria que é mais importante ganhar, mesmo com todo o doping e truques desonestos que se usou para isso. Avalie-se o lodo e a indigência intelectual em que nada a sustentação do "Português... do Brasil" e o Acordismo ao seu serviço, e limito-me a citar:

 

"Se, de um dia para o outro, a língua falada e escrita no Brasil deixasse de ser o português, deixaríamos de ser a 6ª língua com mais falantes nativos do mundo, e passaríamos a ser, talvez, a 20ª ou a 30ª. Daqui a 30 ou 40 anos, surgiriam novas línguas (o angolano, o moçambicano...). E nós (os portugueses) ficaríamos outra vez sós, pequeninos, esquecidos e isolados. E pelos vistos há que prefira que assim seja... em nome de ideais românticos de pureza ortográfica."

 

Por mim, e como se diz, prefiro ser “pobrezinho, mas honrado". Mas cada um faz as suas escolhas. E acabei aqui.»

 

Fonte:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR71343&fb_comment_id=fbc_391313027678020_837239959751989_837239959751989#f22b40213e6f3f4

***


(Uma petição que não teve adeptos, talvez porque ter como língua uma Língua Europeia, ainda que deturpada,  dê mais prestígio à Nação brasileira? Se assim não fosse, já não teriam mandado às malvas a Língua Portuguesa que, no Brasil, foi deliberadamente americanizada, italianizada, castelhanizada, afrancesada, juntando a tudo isto a influência nativa e africana, e de portuguesa a língua já quase nada tem?)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020

Pequena amostra da indigência linguística que o Estado Português teima em manter, seguindo a política do “quero, posso e (ando a) mando” …

 

… estando a marimbar-se para o caos que está a promover escudado num falso acordo e numa falsa “lei”.

 

Atentem nesta primeira imagem, que ilustra esta minha publicação, com o comentário de Ramires Cartacho:

 

«A asneira do ANO... Acreditam que tive de lidar com isto? »

 

MAIS por MAS.png

 

Origem da limagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2335151273443275&set=gm.2555291558048677&type=3&theater&ifg=1

 

Inacreditável, não é?

 

É que nem sabem distinguir MAIS de MAS.

 

Nós, que já fomos crianças, e tivemos de aprender a Língua com TUDO nos seus devidos lugares, devíamos ser uns génios, uns sábios, com um QI dos mais elevados, desde que o mundo é mundo. Nós e todas as gerações anteriores à nossa.

 

A humanidade estará a regredir assim tanto, no que à inteligência diz respeito?

 

As crianças de hoje não serão capazes de aprender Línguas (e são bastantes) que acentuam as palavras e têm consoantes mudas aos magotes?

 

***

 

Lus” vermelha

 

Para o Estado Português, uma República Constitucional, da qual fazem parte quatro Órgãos de Soberania: o Presidente da República, a Assembleia da República (Parlamento), o Governo e os Tribunais, e todos continuam a fazer-se de cegos, surdos e mudos à indigência linguística que cada vez mais, pavorosamente, se agiganta.

 

E não digam que estou a exagerar, porque não estou.

 

Sigam-me.

Nem tudo é culpa do AO90. Mas tudo é culpa de quem permite que se degrade, deste modo iníquo, a Língua Oficial (uma das mais antigas da Europa)de um País, com mais de 800 anos de História.    

 

LUS VERMELHA.png

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=504659267111228&set=gm.2555841697993663&type=3&theater&ifg=1

 

***

Está a aumentar drasticamente o número daqueles que já não conseguem escrever correCtamente a Língua Portuguesa, desde que a famigerada Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 mandou “aplicar” o “Acordo Ortográfico” de 1990, a quase toda a Administração Pública (directa, indirecta e autónoma), às publicações no Diário da República, bem como a todo o sistema de ensino (público, particular e cooperativo). E foi então que toda esta gente (ou quase toda, porque há gente que resistiu e continua a resistir) muito servilmente, desatou a desescrever.



Mas o mais curioso, é que neste grupo, que se sentiu obrigado a aplicar o AO90, não estão incluídos os Órgãos de Comunicação Social (salvo raras excePções) e estes, também muito servilmente, apressaram-se a adulterar o seu mais precioso instrumento de trabalho, envergonhando a classe dos que escrevem.

 

***

E se alguém souber o que significa ANTEVIDOque, bem sei, nada tem a ver com o AO90, mas com uma ignorância já entranhada na pele… é um génio!

 

ANTEVIDO.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10156409441172136&set=gm.2556180484626451&type=3&theater&ifg=1

 

***

 

É absolutamente inconcebível que estas coisas, que ultrapassam os limites das gralhas (que sempre, saudavelmente, existiram), estejam sempre a acontecer.

 

E dizem que quem escreve as legendas é gente licenciada. Poderemos perguntar: licenciada em quê? Como? Serão licenciaturas à “relvas”, como sói dizer-se?

 

Guardas prisioanais.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3306216446061325&set=gm.2558901047687728&type=3&theater&ifg=1

 

***

 

Esta então é o cúmulo dos cúmulos!


Pasmem!

 

Terão.png

 

Pois estes TERÃO de regressar aos bancos do 1º ano da Escola Básica.

 

***

 

Poderíamos estar aqui até ao ano de 2050, a descarregar os disparates que têm vindo a  amontoar-se, não só devido à política acordista do CORTA TUDO o que se não lê e também o que se lê e estiver a dobrar, do TIRAR hífenes e acentos, porque complica a aprendizagem dos adultos hodiernos, que são muito, mas muito  emperrados da cabeça (não das crianças, porque estas têm uma capacidade infinita para aprenderem várias línguas íntegras ao mesmo tempo),  mas temos de acabar (por hoje) este desfile de ignorância pura e de DESPREZO pela Língua Portuguesa.



Para tal vou deixar-vos com estes “contatos” que não são para ser, mas infelizmente são, e não são poucos.


Até onde o Estado Português levará esta falta de respeito pela Língua Oficial de Portugal, o único país do mundo onde é permitido tamanho CAOS?

 

CONTATOS.png

 

Ninguém no Parlamento Português PARA PARA pensar nisto?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:00

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Quinta-feira, 5 de Dezembro de 2019

«O Acordo nasce do delírio português de que existe uma entidade chamada “lusofonia” e da ambição do Brasil»

 

 Porque é da inteligência olhar para as coisas com olhos de ver, e não com olhos de não-querer-ver.

 

Sabem o que distingue os  “Velhos do Restelo” (os que têm saber e defendem a Língua Portuguesa), dos “Novos de São Bento e Belém” (os que não têm saber e estão a destruir a Língua Portuguesa)? Responderei a esta pergunta, mais adiante, depois da leitura do texto de Luciano Amaral.


 

 

LUCIANO AMARAL.jpg

 

Para já vamos a outra questão: recebi, via e-mail, a imagem, que aqui reproduzo, de um texto, assinado por Luciano Amaral, publicado no Correio da Manhã em 03 de Março de 2014, um texto com cinco anos, mas de validade actualíssima. Infelizmente.

 

Todos os que estamos a trabalhar para restaurar a Língua Portuguesa, em Portugal, sabemos que ela será restaurada, mais dia, menos dia, porque um País não pode avançar para o futuro, sem uma Língua que o identifique.

 

E neste momento, Portugal não tem uma Língua que seja SUA.

 

O que se passa actualmente é que Portugal perdeu a sua Língua, perdeu a sua identidade linguística, perdeu o brio, perdeu o profissionalismo, perdeu a vergonha, perdeu a dignidade, e agora só quer ser “grande” outra vez, como no tempo do Império, à pala do Brasil.

 

Concordo em absoluto quando Luciano Amaral diz que «os portugueses só entendem a sua imaginada grandeza como algo para além de Portugal: antes era o império. Agora é a lusofonia (…), a coisa vai tão longe que chega muitas vezes ao ponto da anulação do País».

 

Bem, mas acontece que o País já está anulado. Um país que perde a sua Língua, fica automaticamente anulado. Portugal desviou-se da Europa, e anda por aí, à deriva, sem rei nem roque: é que nem é deste lado do Atlântico, nem do outro. Não tem uma Língua que o identifique: nem portuguesa, nem brasileira.

 

Um País que não cuida da sua Língua, não merece o estatuto de País. É simplesmente uma colónia da ex-colónia.

 

Estão muito enganados aqueles que acham que o “Acordo Ortográfico de 1990” é essencial para o “prestígio” da Lusofonia. Mas que acordo, que prestígio, que lusofonia?

 

Uma Língua só dá prestígio a alguma coisa, quando é uma LÍNGUA. Neste momento, a língua que circula em Portugal é apenas uma imitação de língua, que identifica o Brasil, mas não identifica Portugal. Por isso se insiste que cada país fique com a respectiva Língua.

 

A língua que actualmente é grafada (e já começa a ser falada) em Portugal é made in Brazil (escrito assim à americana). E digam-me lá: que outro país do mundo, senão Portugal, mudou a Língua que o identificava, para adoptar uma língua, made num país estrangeiro?

 

Todos sabemos o que está por trás deste “acordo” para o qual não foram chamados os restantes seis países ditos lusófonos. Apenas o Brasil e Portugal se enfronharam numa negociata de bradar aos céus, cheia de mentiras. Repletíssima de fraudes!

 

Como diz Luciano Amaral, e muito bem, este “acordo” nasceu apenas do delírio português de que (ainda) existe uma entidade chamada “Lusofonia” e da ambição do Brasil.

 

Acontece que o Brasil não se distanciou, do modo como se distanciou, e cada vez se distancia mais, da Língua Portuguesa, para ficar eternamente ligado à língua do colonizador, e não fruir de uma língua própria, de uma língua que o identifique como uma Nação independente. E quem não acredita ou não aceita este incontestável facto, é bocó (já agora, e uma vez que estamos numa de brasileirismos…)

 

Portugal amesquinhou-se. Portugal deixou-se levar pelo “sonho brasileiro”. O Brasil acenou-lhe com os “milhões” de falantes e escreventes de uma língua a que eles, por enquanto, ainda chamam Portuguesa, mas que, na verdade, já não é portuguesa, e nem sequer é estudada nas escolas, como tal. E Portugal sentiu-se um pigmeu, e deslumbrou-se com a ideia de se agigantar à pala de uma Língua que tem o destino marcado para ser Brasileira.

 

Nada é mais perverso e caracterizador da pequenez de espírito, do que políticos pigmeus deslumbrados com a fictícia grandeza de um gigante. Se ao menos soubessem a história de David e Golias!

 

O Brasil tem todo o direito de ter o seu “sonho brasileiro”. Porque não? O nosso Rei Dom Diniz também teve o seu “sonho português” e ficou para a História como o responsável pelo nascimento oficial da Língua Portuguesa. Em 1290, Dom Diniz decretou que a “língua vulgar” (o galaico-português falado) fosse usada na corte, em vez do Latim, e designada como “Português”. E é facto que o Rei adoptou uma língua própria para o reino de Portugal, tal como o seu avô Afonso X “O Sábio”, e de quem era tradutor, fizera com o Castelhano.

 

E foi assim que do Latim se passou ao dialecto galaico-português, e deste, à Língua Portuguesa. E será assim que o Português (ainda dito) do Brasil, e que tecnicamente é classificado como um dialecto, evoluirá naturalmente para Língua Brasileira.

 

Resta saber quem será o governante brasileiro que ficará para a História como o responsável pelo nascimento oficial da Língua Brasileira.

 

Este é o percurso natural das línguas que os povos que dominam outros povos vão deixando pelo caminho…

 

No que a isto diz respeito, não entendo a estranheza e os ataques de certas pessoas, que não param para pensar, que não lêem, que não procuram informar-se, nem querem, porque deliram com as falsas grandezas.

 

Portugal está dividido entre os ditos “Velhos do Restelo” e os “Novos de São Bento e Belém”. Qual a diferença entre uns e outros?

 

É que os “Velhos do Restelo” escrevem correCtamente a Língua Portuguesa, a oficial, a que permanece em vigor, a do Convénio Luso-Brasileiro 1945.

 

E os “Novos de São Bento e Belém” desprezaram a Língua Portuguesa, e substituíram-na por uma novilíngua conhecida por Mixordês, uma mistura do Português e do Brasilês.

 

E para que não digam que estou a inventar coisas (o Brasilês) aqui deixo a fonte onde fui beber o significado deste termo, que considero bastante interessante: Dicionário inFormal, neste link:

https://www.dicionarioinformal.com.br/brasil%C3%AAs/

  1. Brasilês

Significado de Brasilês Por C (SP) em 02-03-2011

Brasilês é uma lingua falada no Brasil.

Embora derivada do português, tem sintaxe, morfologia, fonética, semântica e vocabulário autóctones, especialmente pela absorção de elementos lingüísticos de origem indígena e africana,

Em virtude da grande extensão do nosso país, o brasilês apresenta grande diversidade de sotaques sem que isto afete o significado das palavras.

Isto é muito natural para um universo de mais de 180 milhões de pessoas falando o mesmo idioma.

***

 Porque é da inteligência olhar para as coisas com olhos de ver, e não com olhos de não-ver.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Domingo, 30 de Junho de 2019

Portugal – único país no mundo que dá aos seus “súbditos” a liberdade de escrever de acordo com a ignorância de cada um

 

Pois esperemos que as coisas se componham no sentido de mandar às malvas este desacordo ortográfico (AO90) que só serve para facilitar a vida dos pouco dotados para a aprendizagem de Línguas. Há gente dessa por aí, mais do que se imagina. Mas os que sabem pensar a Língua, são muitos mais.

 

analfabetismo.jpg

 

E isto vem a propósito de um texto publicado no Jornal Observador, sob o título «O desacordo. Ortograficamente falando» da autoria de André Duarte.

 


Na primeira frase o autor diz logo dessa grande dificuldade, que teve de ser colmatada com a liberdade de se escrever de acordo com a ignorância de cada um.

 

«Linguisticamente muita coisa mudou em Portugal e a principal é que cada um escreve hoje como quer, coisa que antes não sucedia. O Acordo é bem vindo, pois trouxe um cheirinho acrescentado a liberdade em que cada um respeita mais ou menos o que quer na medida aproximada do que pretende.»



Pois agora cada um é livre para não só dizer, como escrever incorreCtamente as asneiradas que quiser.

 

Este é o resultado caótico da aplicação do AO90 em Portugal, o único país do mundo que dá a liberdade aos seus “súbditos” de escrever de acordo com a ignorância de cada um. E desde os meios de comunicação social, subservientemente acordizados, aos funcionários públicos, deputados da Nação, políticos, governantes  e professores, o exercício da escrita é à vontade do “freguês”.

 

Nunca se escreveu tão mal, em Portugal, como hoje.

 

Actualmente somos o país com o índice de analfabetismo mais elevado da Europa, e brevemente seremos o país com o índice de ANALFABETOS FUNCIONAIS mais elevado do mundo, porque quando se é privado de se pensar a Língua, fica-se impossibilitado de entender os textos, ainda que sejam simples e estejam escritos de acordo com a tal ignorância de cada um.

 

Também seremos (se já não somos) o único País do mundo que não terá uma Língua que o identifique como país livre e soberano.


E Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, respectivamente presidente e primeiro-ministro da República Luso-Brasileira, são, actualmente, os maiores culpados deste analfabetismo instalado no País, e da perda da nossa identidade linguística, a juntar a Aníbal Cavaco Silva, José Sócrates e Santana Lopes.



Todos estes impatriotas pagarão bem caro esta postura desleixada, porque o Futuro e a História encarregar-se-ão de os atirar para o caixote do lixo, como eles estão a atirar para o caixote do lixo a Língua Portuguesa.

 

E isto é tão certo como eu estar aqui a escrever isto.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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Segunda-feira, 18 de Março de 2019

«O Acordo nasce do delírio português de que existe uma entidade chamada “lusofonia” e da ambição do Brasil»

 

Sabem o que distingue os  “Velhos do Restelo” (os que defendem a Língua Portuguesa), dos “Novos de São Bento e Belém” (os que estão a destruir a Língua Portuguesa)? Responderei a esta pergunta, mais adiante.

 

 

LUCIANO AMARAL.jpg

 

Para já vamos a outra questão: recebi, via e-mail, a imagem, que aqui reproduzo, de um texto, assinado por Luciano Amaral, publicado no Correio da Manhã em 03 de Março de 2014, um texto com cinco anos, mas de validade actualíssima. Infelizmente.

 

Todos os que estamos a trabalhar para restaurar a Língua Portuguesa, em Portugal, sabemos que ela será restaurada, mais dia, menos dia, porque um País não pode avançar para o futuro, sem uma Língua que o identifique.

 

E neste momento, Portugal não tem uma Língua que seja SUA.

 

O que se passa actualmente é que Portugal perdeu a sua Língua, perdeu a sua identidade linguística, perdeu o brio, perdeu o profissionalismo, perdeu a vergonha, perdeu a dignidade, e agora só quer ser “grande” outra vez, como no tempo do Império, à pala do Brasil.

 

Concordo em absoluto quando Luciano Amaral diz que «os portugueses só entendem a sua imaginada grandeza como algo para além de Portugal: antes era o império. Agora é a lusofonia (…), a coisa vai tão longe que chega muitas vezes ao ponto da anulação do País».

 

Bem, mas acontece que o País já está anulado. Um país que perde a sua Língua, fica automaticamente anulado. Portugal desviou-se da Europa, e anda por aí, à deriva, sem rei nem roque: é que nem é deste lado do Atlântico, nem do outro. Não tem uma Língua que o identifique: nem portuguesa, nem brasileira.

 

Um País que não cuida da sua Língua, não merece o estatuto de País. É simplesmente uma colónia da ex-colónia.

 

Estão muito enganados aqueles que acham que o “Acordo Ortográfico de 1990” é essencial para o “prestígio” da Lusofonia. Mas que acordo, que prestígio, que lusofonia?

 

Uma Língua só dá prestígio a alguma coisa, quando é uma LÍNGUA. Neste momento, a língua que circula em Portugal é apenas uma imitação de língua, que identifica o Brasil, mas não identifica Portugal. Por isso se insiste que cada país fique com a respectiva Língua.

 

A língua que actualmente é grafada (e já começa a ser falada) em Portugal é made in Brazil (escrito assim à americana). E digam-me lá: que outro país do mundo, senão Portugal, mudou a Língua que o identificava, para adoptar uma língua, made num país estrangeiro?

 

Todos sabemos o que está por trás deste “acordo” para o qual não foram chamados os restantes seis países ditos lusófonos. Apenas o Brasil e Portugal se enfronharam numa negociata de bradar aos céus, cheia de mentiras. Repletíssima de fraudes!

 

Como diz Luciano Amaral, e muito bem, este “acordo” nasceu apenas do delírio português de que (ainda) existe uma entidade chamada “Lusofonia” e da ambição do Brasil.

 

Acontece que o Brasil não se distanciou, do modo como se distanciou, e cada vez se distancia mais, da Língua Portuguesa, para ficar eternamente ligado à língua do colonizador, e não fruir de uma língua própria, de uma língua que o identifique como uma Nação independente. E quem não acredita ou não aceita este incontestável facto, é bocó (já agora, e uma vez que estamos numa de brasileirismos…)

 

Portugal amesquinhou-se. Portugal deixou-se levar pelo “sonho brasileiro”. O Brasil acenou-lhe com os “milhões” de falantes e escreventes de uma língua a que eles, por enquanto, ainda chamam Portuguesa, mas que, na verdade, já não é portuguesa, e nem sequer é estudada nas escolas, como tal. E Portugal sentiu-se um pigmeu, e deslumbrou-se com a ideia de se agigantar à pala de uma Língua que tem o destino marcado para ser Brasileira.

 

Nada é mais perverso e caracterizador da pequenez de espírito, do que políticos pigmeus deslumbrados com a fictícia grandeza de um gigante. Se ao menos soubessem a história de David e Golias!

 

O Brasil tem todo o direito de ter o seu “sonho brasileiro”. Porque não? O nosso Rei Dom Diniz também teve o seu “sonho português” e ficou para a História como o responsável pelo nascimento oficial da Língua Portuguesa. Em 1290, Dom Diniz decretou que a “língua vulgar” (o galaico-português falado) fosse usada na corte, em vez do Latim, e designada como “Português”. E é facto que o Rei adoptou uma língua própria para o reino de Portugal, tal como o seu avô Afonso X “O Sábio”, e de quem era tradutor, fizera com o Castelhano.

 

E foi assim que do Latim se passou ao dialecto galaico-português, e deste, à Língua Portuguesa. E será assim que o Português (ainda dito) do Brasil, e que tecnicamente é classificado como um dialecto, evoluirá naturalmente para Língua Brasileira.

 

Resta saber quem será o governante brasileiro que ficará para a História como o responsável pelo nascimento oficial da Língua Brasileira.

 

Este é o percurso natural das línguas que os povos que dominam outros povos vão deixando pelo caminho…

 

No que a isto diz respeito, não entendo a estranheza e os ataques de certas pessoas, que não param para pensar, que não lêem, que não procuram informar-se, nem querem, porque deliram com as falsas grandezas.

 

Portugal está dividido entre os ditos “Velhos do Restelo” e os “Novos de São Bento e Belém”. Qual a diferença entre uns e outros?

 

É que os “Velhos do Restelo” escrevem correCtamente a Língua Portuguesa, a oficial, a que permanece em vigor, a do Convénio Luso-Brasileiro 1945.

 

E os “Novos de São Bento e Belém” desprezaram a Língua Portuguesa, e substituíram-na por uma novilíngua conhecida por Mixordês, uma mistura do Português e do Brasilês.

 

E para que não digam que estou a inventar coisas (o Brasilês) aqui deixo a fonte onde fui beber o significado deste termo, que considero bastante interessante: Dicionário inFormal, neste link:

https://www.dicionarioinformal.com.br/brasil%C3%AAs/

  1. Brasilês

Significado de Brasilês Por C (SP) em 02-03-2011

Brasilês é uma lingua falada no Brasil.

Embora derivada do português, tem sintaxe, morfologia, fonética, semântica e vocabulário autóctones, especialmente pela absorção de elementos lingüísticos de origem indígena e africana,

Em virtude da grande extensão do nosso país, o brasilês apresenta grande diversidade de sotaques sem que isto afete o significado das palavras.

Isto é muito natural para um universo de mais de 180 milhões de pessoas falando o mesmo idioma.

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Porque é da inteligência olhar para as coisas com olhos de ver, e não com olhos de não-ver.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2018

PALAVRAS E CONSIDERAÇÕES AO REDOR DO AO90 – O MEU COMBATE

 

Via e-mail, frequentemente recebo pedidos de informação, ou mesmo uma opinião sobre o que está a passar-se a propósito do despropósito de um acordo ortográfico que ninguém pediu, não é necessário, sendo, portanto, inútil, e muito menos é um acordo racional.

 

E é sobre o que escrevo em privado, que partilho, hoje, em público.

 

PALAVRAS.jpg

 

Não sou Filóloga, nem Linguista. Tive de dar aulas de Português, porque os de História tinham de dar também a disciplina de Português, para a qual, no entanto, nunca foram preparados na Universidade. Daí, ter tido a necessidade de estudar a Língua Portuguesa, mais aprofundadamente, para não defraudar os meus alunos.

 

Aprendi a ler e a escrever no Brasil, e fui estudando cá e lá, ao longo da infância, adolescência e juventude. Conheço a fundo as duas versões do Português, para poder dizer, com conhecimento de causa, e sem titubear, que o que nos estão a impingir, hoje, é a ortografia brasileira, que eu aprendi na escola primária, no Brasil. Com que intenções fazem isso? Naturalmente com as intenções mais obscuras por parte de Portugal que, servilmente, se curva aos interesses exclusivos do Brasil.

 

Não sou propriamente avessa aos neologismos, quando estes têm fundamento. Não gosto de certas adaptações de palavras estrangeiras para Língua Portuguesa, se lhes retiram a elegância. Estou a lembrar-me de “avalanche”, do francês “avalanche”. Detesto a palavra aportuguesada “avalancha” que não tem graciosidade nenhuma. É uma palavra espessa. Eu utilizo o termo “avalanche”, que existe nos nossos dicionários (quando digo nossos, descarto os novos dicionários acordistas, que não são nossos). E isto é como chamar João Lenão ao John Lennon. Não gosto de palavras espessas, e agora com o AO90 é o que mais existe, por aí: palavras espessas e muito deselegantes.

***

Passando às questões:

Acessibilidade (do latim accessibilitas, -atis) significa qualidade do que é acessível, alcançável, atingível.

Jamais pode ser aplicada como acesso (entrada) a alguma coisa.

Os que usam o vocábulo acessibilidade para significar “acesso” cometem uma grande calinada.

 

Mas as calinadas são aos milhares: eles “cOmprimentam-se”, eles “fOncionam”, eles dizem das suas "circOnstâncias", à última DA hora, eles aplicam mal os tempos dos verbos, eles não sabem Português. Estou a referir-me aos governantes responsáveis pela decadência da Língua Portuguesa. Estejam atentos ao modo como falam.

 

***

Quanto ao “contratualizar” (contratual + izar), significa estabelecer as regras contratuais de…; pôr em contrato.

 

Deriva da palavra CONTRATUAL do francês “contractuel” relativo a um CONTRATO (= convenção, acordo).

Contratar = empregar (do latim contractare)

Contrato (do latim contractus)

Ambas as palavras perderam o C antes do AO90. São daquelas excepções, à regra.

 

A palavra “contratualizar” não existe nos dicionários de Língua Portuguesa, mas não me faz mossa.

Porque o vocábulo “contractar” não existe.

O que existe é “contracto” (do latim contractus) = contraído, encolhido, que sofreu contracção = CONTRAÍDO.

E como contratualizar significa “fazer um contrato”, é um neologismo que não faz mossa na Língua.

 

***

 

Agora, não me venham com “parabenizar”, uma palavra horrorosa que os portugueses andam a adoptar do brasileiro (e que me desculpem os brasileiros, também as temos horrorosas, por cá). É como “apenado” (condenado, o que sofreu uma sanção penal); ou “estrelar” (protagonizar - o Johnny Depp estrelou o filme «Piratas das Caraíbas», talvez com umas batatinhas fritas…), palavras americanizadas, escusadamente, até porque temos vocábulos tão mais graciosos, em Português.

 

Mas há muitos mais que agora não me ocorrem.

 

***

Pois se fôssemos a seguir essa regra parva de "perde a consoante porque não é pronunciada" teríamos de aumentar a lista em várias centenas de palavras.

 

É que a lógica dos acordistas quanto à supressão das consoantes mudas é tão ilógica que se lhes perguntamos porque (h)avemos de suprimir a consoante em faCtor, porque não pronunciamos o C, por que não a suprimir em (h)avemos, uma vez que também não pronunciamos o H? E eles não têm uma explicação racional para o fazer. Mas eu já vi por aí escrita este conjunto de letras - ospital. Talvez porque o H passe despercebido… como no vocábulo “umidade” (humidade em Portugal), que no Brasil se grafa sem H, porque o H passa "despercebido" na palavra... (li isto no Ciberdúvidas), e li mais, ainda se escreve, por exemplo, (h)oje e (h)ora, com H, porque, por força do uso, algumas palavras com H inicial já têm fixação visual e deixa alguma perplexidade grafias como "oje" ou "ora"... Foi o que li no Ciberdúvidas.

 

Considero esta “explicação” de uma inteligência raríssima.

 

Pois se aos acordistas a grafia “oje” (por hoje) e “ora” (por hora) causa perplexidade, porque aquele H mudo inicial já tem fixação visual, a mesma perplexidade, causam grafias como "fatura" (fâturâ), "fator" (fâtôr), "fração" (frâção), “direto” (dirêtu), “diretor” (dir’tôr, “objeto” (objêtu), “rutura”, “receção” (r’c’ão),”exceto” (eiscêtu), “Egito”, “aspeto” (âspêtu), “adoção” (âdução), “inseto” (insêtu), “ação” (âção), “deteta” (d’têtâ), “exato” (ixâtu), enfim, estes e centenas de abortinhos ortográficos, que assim escritos, é obrigatório pronunciá-los conforme está entre parêntesis e não significam nada.

 

E é deste modo híbrido que os acordistas justificam a supressão das consoantes mudas em palavras onde elas são indispensáveis, e não fazem cair as outras porque, visualmente, elas criam perplexidade!!!!! Isto é de quem não tem a mínima noção do que diz, o mínimo conhecimento da estrutura das Línguas, de todas as Línguas.

 

Depois existe um outro detalhe: quando me dizem que os estrangeiros percebem o “brasileiro” melhor do que o Português… é mentira! Na escrita, um inglês, um francês, um espanhol ou um alemão que não saibam muito bem o Português, se depararem, por exemplo, com as palavras directo, director, factor, saberão reconhecê-las-ão. Ao contrário, se depararem com “direto”, diretor, fator, não saberão o que isto é.

 

Eu, que não domino o Alemão, mas domino o Inglês, consigo entender uma frase em alemão tirando pela a pinta as palavras. E isto acontece porque a etimologia é a mesma. Somos da família indo-europeia. Não somos da família sul-americana, aliás, cuja língua, à excepção das línguas nativas, é oriunda da Europa.

 

Quando eu digo que se fala mal, ou escreve mal, no Brasil, refiro-me ao emprego do tempo dos verbos, dos plurais, dos artigos, dos pronomes, da acentuação, que o comum dos Brasileiros não sabe aplicar, muito por culpa do "não-ensino" da Gramática, nas escolas. Não me refiro ao "sotaque" que, até lhe acho piada.

 

E o que se fala e escreve no Brasil será a mesma Língua Portuguesa que, por exemplo, os Angolanos e Moçambicanos instruídos falam e escrevem?

 

É óbvio que os Timorenses, Angolanos, Moçambicanos e restantes povos ditos lusófonos não falam todos do mesmo modo. Até em Portugal, de Norte para Sul, o modo de falar difere.

 

Mas não é ao "modo" que me refiro. É à "forma" como a Língua é utilizada, é grafada, é pronunciada. Não se conhecendo a Gramática, dizem-se e escrevem-se os maiores disparates.

 

Quanto à escrita, dos sete povos ditos lusófonos ou lusógrafos, apenas os Brasileiros deformaram a ortografia, mutilando-a e criando palavrinhas sem significação real alguma.

 

No que respeita ao Inglês e ao Castelhano o que se passa não é bem a mesma coisa. Os povos colonizados pelos Ingleses e Espanhóis não mutilaram as línguas que adoptaram do colonizador. Têm novos vocábulos para designar as mesmas coisas, uma grafia diferente, muito pontualmente, o “sotaque” difere de país para país, mas não mutilaram ostensivamente as palavras. E jamais Inglaterra ou Espanha fariam um "acordo" para adoptar a grafia das ex-colónias. E os falantes e escreventes das Línguas Inglesa e Castelhana também são aos milhões nas ex-colónias deles.

 

Então porquê substituirmos a nossa Língua Portuguesa, pelo Dialecto Brasileiro? Por eles serem milhões e nós milhares? Isso nunca será argumento válido, em parte alguma do mundo.

 

E é essencialmente isto que combato.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

NO DIA MUNDIAL DO LIVRO CELEBRO A MINHA BIBLIOTECA IMPOLUTA

 

Hoje, dia 23 de Abril, comemora-se, por todo o mundo, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995, para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.

 

Porquê 23 de Abril? Porque foi no dia 23 de Abril de 1616 que morreram dois grandes nomes da Literatura Universal: William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

 

E em Portugal? O que há para celebrar em relação aos livros que hoje se publicam, por aí?

 

BIBLIOTECA.png

 

Esta é uma pequeníssima amostra da minha Biblioteca, que acolhe várias colecções e edições antigas, outras mais modernas, publicadas, por exemplo, pelo Jornal Público (que se mantém fiel à grafia portuguesa); ou pela Visão e pelo Expresso, no tempo em que estes ainda publicavam em grafia portuguesa; obras completas autografadas, de autores contemporâneos; obras completas dos clássicos portugueses e de estrangeiros (neles estando incluídos os meus preferidos autores lusógrafos); livros de História e das Ciências auxiliares da História, Filosofia, Política, Ciência, Religiões, Poesia, Arte, Literatura, Biografias, Dicionários, Prontuários, Gramáticas, Enciclopédias, enfim, um mundo de livros, que é o meu verdadeiro mundo.

 

Porém, na minha Biblioteca não entram obras acordizadas, ainda que fique com colecções de obras de autores contemporâneos, por completar; e como era (já não sou mais, por já não haver no mercado obras com qualidade linguística, que me seduzam, exceptuando os autores de renome, que não se renderam ao modismo linguístico, ou os publicados por editoras com verdadeiro brio profissional, que são uns oásis no meio do deserto editorial português), dizia eu, como era uma compradora de livros compulsiva, hoje, tenho um acervo de boas obras ainda por ler, e se não fizesse mais nada na vida, e me pusesse a ler de manhã à noite, teria leitura, com prazer, até ao fim dos meus dias, e, ainda assim, deixaria, com muita mágoa minha, aliás, como vou deixar, várias centenas ainda por ler.

 

Hoje, o que há para celebrar neste dia 23 de Abril, quando as publicações, as traduções, as revisões dos livros e até algumas escritas estão nas mãos de ignorantes?

 

Sim, de ignorantes.

 

E para que não digam que estou a insultar, chamando ignorantes aos que estão a destruir a Língua Portuguesa e a desleixar tudo o que diz respeito à publicação de um livro, algo que deve ser quase sagrado, feito com Arte e Saber, aqui fica o significado de ignorante:

 

Aquele que não sabe, desconhece, ignora, que não tem conhecimentos, saber, instrução, formação, cultura ou competência em determinada matéria; que não tem conhecimentos teóricos ou práticos em determinado domínio…

 

E a edição em Portugal, salvo raras e honrosas excepções, não estará nas mãos daqueles que pouco ou nada sabem de Línguas, de traduções, de revisão tipográfica? Daqueles que não têm conhecimentos, nem teóricos ou práticos, da Língua Portuguesa? Daqueles que não têm competência alguma no domínio da Língua, e editam obras sem a mínima qualidade, cheia de erros (e nestes está excluída a grafia brasileira preconizada pelo AO90), erros de todo o género. A edição de livros, hoje, é uma edição descuidada.

 

No passado mês de Fevereiro, desloquei-me à Feira do Livro do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, exclusivamente para comprar o livro Gadanha do meu amigo Aurelino Costa, um poeta poveiro que muito aprecio, editado pela Modo de Ler – Centro Literário Marinho, Ldª., cujo lançamento se realizou durante o Correntes, prefaciado por António Cabrita, tudo escrito em boa Língua Portuguesa. Um primor de livro: capa, paginação, grafia e, obviamente, o conteúdo.

 

Dei uma volta pela Feira. Uma autêntica desgraça. Mas o que mais me feriu, foi ver as obras para a infância, de Sophia de Mello Breyner, acordizadas, pela porto editora, assim em letras minúsculas, à acordês, porque não será mais do que o mês de abril, escrito em minúsculas, também à acordês.

 

Senti-me insultada. Isto sim, é um verdadeiro insulto, não só à memória de Sophia, como a todos os Portugueses que prezam a Língua Portuguesa.



Soube que, este ano, esta Feira do Livro foi um autêntico fracasso.  E eu, que, nesta feira, gastava fortunas em livros, limitei-me a comprar o Gadanha, do meu amigo  Aurelino.

 

Por isso, hoje, Dia Mundial do Livro, celebro a Minha Biblioteca Impoluta, onde não permito a entrada de edições acordizadas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

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Quinta-feira, 15 de Março de 2018

O GOVERNO NEM SEQUER PARA PARA QUESTIONAR AS INCOERÊNCIAS DO AO90

 

Isto dito (mais escrito do que dito) assim à acordês, é algo aparolado, sem nexo, porque uma coisa é o tempo de um verbo (pára), outra coisa é uma preposição (para), e outra coisa são duas preposições lado a lado…

 

Além disso, graficamente a frase fica mais feia do que um troll, e, linguisticamente, mistura-se alhos com bugalhos…

 

E nem sequer é a questão ah! (este ah não devia levar H, segundo a regra acordista) deduz-se na frase o que é para de parar e para preposição... deduz-se… E pronto, é assim!

 

PÁRA.jpg

 Origem da imagem:

https://www.vortexmag.net/as-incoerencias-do-desacordo-ortografico/

 

Desconheço, por completo, o motivo que levou a inteligência acordista a retirar o acento agudo à terceira pessoa do indicativo do verbo parar – pára – que também entra em palavras compostas, como elemento designativo de aquilo ou aquele que protege ou ampara, por exemplo: pára-quedas, pára-raios, pára-lama, pára-vento, pára-choques…

 

Agora, segundo a inteligência acordista, estas palavras escrevem-se sem o acento agudo no A, e ficamos com algo que nos leva a coisas que servem para as quedas, para os raios, para a lama, para o vento, para os choques… (Pâra)

 

Retirou-se o acento agudo de pára (verbo) porquê? Qual o critério?

 

Alguém me explica? Por favor? Algum acordista que espreita o meu Blogue, pode informar-me? Algum professor brasileiro de Comunicação e Expressão (nome que, no Brasil, substituiu a designação da disciplina de Língua Portuguesa – até a este ponto o Brasil se distanciou de Portugal, e isto não é uma crítica) pode explicar-me?

 

É que li no Guia dos Estudantes Brasileiros esta explicação: os acentos diferenciais, que são usados para distinguir duas palavras iguais com significados diferentes, como por exemplo pára (do verbo parar) e para (preposição) deixa de existir nos seguintes casos:

 

Para (verbo); pelo (substantivo) – que se diferencia da preposição pelo (este é outro que tal: pêlo (penugem) pelo (contracção da preposição antiga per e do artigo ou pronome lo) e pelo (tempo do verbo pelar).

 

Mas atenção! A nova regra não se aplica para:

 

Pôde (do verbo poder no passado), que mantém o acento para se distinguir de pode, o uso do verbo no presente; pôr (verbo), que mantém o acento para se diferenciar de por (preposição).

 

Ora se pôr (verbo) mantém o acento para se diferenciar de por (preposição), por que raio é que pára (verbo) não mantém o acento para se diferenciar de para (preposição?).

 

Isto é uma aluna a perguntar aos acordistas: porquê? Qual o critério utilizado?

 

E não me venham com a aquela da colher e colher… com significado e pronúncia diferentes.

 

Uma coisa é colher substantivo feminino (culhér) – utensílio de cozinha), do francês cuillére.

Outra coisa é colher verbo (culhêr) – fazer colheita, do latim colligere.

 

Como distinguimos o substantivo do verbo numa frase?

«Fui colher laranjas e achei uma colher».

 

É que o verbo colher jamais será precedido por uma, à, a, esta, desta, como o substantivo colher.

 

E o que serve para o verbo colher, serve para os restantes verbos, como acordar. Daí pronunciar-se “acórdo”, quando dizemos acordo sempre para o mesmo lado… e “acôrdo”, quando dizemos este acordo ortográfico é uma estupidez. Etc..

 

para (preposição) e pára (tempo do verbo parar) precisa do acento diferencial, de outro modo as frases tornam-se confusas.

 

«Eu ia a caminho da escola quando ouvi aquele para, e assustei-me. Para para o quê? Ora para porque… sim, para para nada… foi uma brincadeira para te assustar…, disse o meu amigo, saindo de trás da árvore.»

 

Qualquer criança da Escola Básica com o básico de Português, ou um qualquer adulto, doutorado em Línguas, lê todos estes “pâras” deste modo: “pâra”.

 

Façam a experiência. E a intenção não foi simplificar? Pois não simplificaram nada.

 

Além disso, todas as Línguas cultas têm um visual elegante e harmonioso, e não atulhado de palavras sem sentido, desviadas das suas origens, mutiladas, as quais, juntas num texto, dá-nos a sensação de um cenário caótico, por onde passou uma ventania demolidora.

 

Alguém pode elucidar-me por que retiraram o acento de pára.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Domingo, 27 de Agosto de 2017

«Um segredo: ninguém gosta do AO90, nem sequer os seus defensores…»

 

Anda por aí a circular uma petição que visa mudar o nome da língua no Brasil, de Língua Portuguesa para “língua brasileira”, visto que, dizem os Brasileiros, ela possuir características que diferem do Português Europeu, ou seja, da Matriz da Língua Portuguesa.

 

Já andei por lá a dizer das minhas, e por lá andou também o Ja Sousa, da Universidade Nova de Lisboa, a dizer das dele.

 

E é a sua excelente argumentação, deitando por terra o AO90, que passo a transcrever:

 

NAVEGANDO.jpg

 

Os Portugueses navegaram por mares nunca dantes navegados, deram novos mundos ao mundo, e neles deixaram, como herança, a riqueza da Língua Portuguesa. Uns souberam honrar essa herança. Outros, nem por isso…

 

 Texto de Ja Sousa

(Universidade Nova de Lisboa

 

«#1 - A mim interessa-me pouco que os brasileiros "não saibam escrever Português" ou coisas do género, até porque não é a sua Língua; o que me interessa mesmo é que não haja intrujões a querer transformar o Português numa Língua trapalhona para ficar igual ao Brasileiro. Cada Língua é como é, e ponto final.

 

#2 - Confesso que fico arrepiado com demonstrações de ignorância que tenho visto por aqui (nos comentários à Petição) atribuindo ignorância aos outros trocando fundamentações por insultos;

 

#3 - Um segredo: ninguém gosta do AO90, nem sequer os seus defensores, e não é por falta de inteligência, mas porque o referido AO é completamente indefensável; os seus defensores baseiam-se em vez disso em raciocínios de ser (supostamente) muita gente a falar "Português" como se fosse um critério numérico que dá prestígio, de ser mais fácil de aprender (supostamente) uma Língua mutilada, e evitam discutir o facto de o AO90 ser completamente mentiroso e incoerente (como já foi reconhecido por um dos seus autores, Malaca Casteleiro). O problema é que toda a gente quer acabar com ele mas ninguém quer ficar com a responsabilidade, especialmente portugueses e brasileiros;

 

#4 - Mencionei que do ponto de vista do Direito, a implementação do AO90 tem sido uma sucessão de golpes, atropelos e ilegalidades? Viola a Constituição Portuguesa e o Direito Internacional, e foi abusivamente implementado em Portugal por uma resolução do Conselho de Ministros?

 

#5 - A renomeação da Língua falada no Brasil não é uma coisa nova; já esteve em discussão no Senado Brasileiro nos anos 30 do Século passado, Senado que foi dissolvido pelo golpe de Getúlio Vargas. O seu proponente, Edgard Sanches, publicou depois um extenso trabalho desenvolvendo a sua fundamentação. E alguém se lembra que a defesa da Língua Brasileira foi uma das bandeiras de José de Alencar, embora tenha havido quem tenha querido transformar a suas ideias em apenas "literatura brasileira" (Evanildo Bechara, um ex-opositor ao AO90 convertido em defensor)?

 

#6 - Peço desculpa mas vou-me eximir a comentar como me apeteceria o que escreveu A favor do Acordo Ortográfico, porque considero insultuosa e desonesta a ideia de que é mais importante um lugar qualquer num pódium de Línguas do que a própria verdade da Língua; a equivalente desportiva deste raciocínio seria que é mais importante ganhar, mesmo com todo o doping e truques desonestos que se usou para isso. Avalie-se o lodo e a indigência intelectual em que nada a sustentação do "Português... do Brasil" e o Acordismo ao seu serviço, e limito-me a citar:

 

"Se, de um dia para o outro, a língua falada e escrita no Brasil deixasse de ser o português, deixaríamos de ser a 6ª língua com mais falantes nativos do mundo, e passaríamos a ser, talvez, a 20ª ou a 30ª. Daqui a 30 ou 40 anos, surgiriam novas línguas (o angolano, o moçambicano...). E nós (os portugueses) ficaríamos outra vez sós, pequeninos, esquecidos e isolados. E pelos vistos há que prefira que assim seja... em nome de ideais românticos de pureza ortográfica."

 

Por mim, e como se diz, prefiro ser “pobrezinho, mas honrado". Mas cada um faz as suas escolhas. E acabei aqui.»

 

Fonte:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR71343&fb_comment_id=fbc_391313027678020_837239959751989_837239959751989#f22b40213e6f3f4


(Uma petição que não teve adeptos, talvez porque ter como língua uma Língua Europeia, ainda que deturpada,  dê mais prestígio à Nação brasileira? Se assim não fosse, já não teriam mandado às malvas a Língua Portuguesa que, no Brasil, foi deliberadamente americanizada, castelhanizada, afrancesada, italianizada, juntando a tudo isto a influência nativa e africana, e de portuguesa a língua já quase nada tem?)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

Apenas as grandes mentes têm a capacidade de reconhecer o erro

 

Infelizmente, não são as grandes mentes que governam este nosso país, metade grandioso, metade insignificante.

 

Um ministro (minus) (o tal dos negócios dos estrangeiros) que diz «se quiséssemos, acabaríamos com o AO90, mas não queremos…» não tem o mínimo sentido de Estado, não tem personalidade própria, não tem dignidade, nem inteligência, e governa conforme os quereres, e não conforme os deveres.

 

E isto tem as mais desastrosas repercussões para o país, principalmente para o futuro dos futuros analfabetos funcionais que estão a fabricar-se nas actuais escolas portuguesas.

 

LÍNGUA.png

 

Durante os cerca de 800 anos em que existimos como país, já tivemos de tudo: bons e maus reis; razoáveis presidentes da República e governantes; e maus presidentes da República e governantes; até já tivemos uma ditadura, mas nunca, nunca, ao longo destes 800 anos tivemos um tão péssimo presidente da República e um tão péssimo governo, no que à defesa da identidade portuguesa diz respeito.

 

A um, só interessa ouvir este tu cá, tu lá: «Ó Marcelo, anda cá tirar uma selfie!...», enquanto, sem o menor pejo, promove o acordês abrasileirado pelas comunidades portuguesas, e na feira do livro de Lisboa.

 

Aos outros, interessa assegurar que a negociata trafulhenta, que atou Portugal aos ignorantes, se mantenha, não para bem da Nação, mas para bem dos trafulhas.

 

Todos os Portugueses, mais ou menos instruídos, e principalmente livres, ou seja, os que não têm medo do bicho-papão instalado no poder, os que têm uma espinha dorsal bem erecta, e não se vergam aos maus mandos dos que se aproveitam dos cargos que ocupam, para servir exclusivamente os lobbies e disso tirarem proveito próprio, perplexos com a estupidez reinante, têm encetado todos os esforços e apresentado todos os argumentos racionais, válidos e assentes nas Ciências da Linguagem (e não no simples “querer” de mentes com os neurónios avariados), com o objectivo de iluminarem as mentes mergulhadas na mais profunda ignorância e teimosia e irracionalidade e que insistem em manter vivo um aborto deformado, mutilado, feio, desengonçado, aparvalhado, que dá pelo nome de AO90, também conhecido por socratês, cavaquês, lulês, brasileirês

 

Fernando Pessoa não era Phernando, mas escevia pharmácia

 

Os acordistas apresentam a rejeição de Fernando Pessoa à ortografia de 1911, como um modelo, mas Fernando Pessoa, não era Phernando, mas escrevia pharmácia. Ora se havia a letra EFE, no alfabeto português, porque não utilizá-la? Para bom entendedor...

 

Fernando Pessoa debateu-se apenas contra a mudança, e não contra a estupidez dessa mudança, porque simplesmente o que se propunha em 1911 não era estúpido, como o que se propôs em 1990. O que se propôs em 1911, fez parte da evolução da Língua, e não da mutilação dela.

 

Uma coisa é substituir uma grafia, baseados na Ciência, outra coisa é mutilar as palavras, transformando-as numas aleijadinhas, sem pés nem cabeça, para facilitar a aprendizagem dos menos dotados intelectualmente, ou simplesmente para destruir a língua do colonizador mal-amado, ou para encher os bolsos dos tratantes, ou ainda para colonizar o colonizador.

 

Então, com base em coisa nenhuma que valha a pena, apenas por uma teimosia eivada da mais profunda estupidez, uns tantos desilustrados, já caducados, lusos e brasileiros (porque não foram convocados representantes dos restantes países lusófonos?), com o intuito fajuto de unificar algo que é absolutamente impossível de unificar (e isso está mais do que provado, e nem sequer isso os acordistas conseguem perceber) pariram um aborto ortográfico sem precedentes na História de toda a Humanidade (tinham de ser os portuguesinhos, com neurónios miudinhos e avariados a protagonizar tal desfeito histórico), que está a esmagar uma das mais belas e nobres línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

Eles acham ridículo escrever as consoantes mudas, por isso são um zero à esquerda em Línguas como a Inglesa ou a Alemã, que têm consoantes mudas, umas a seguir às outras, e nem por isso, os Ingleses ou os Alemães as capam. As Línguas cultas são feitas com Cultura, não com palermices de incapacitados mentais.

 

Neste momento, existe um grupo de trabalho no Parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90 que, como não podia deixar de ser, tem o PS a bater o pé, com o seu obscurantismo. E, apesar de todas as críticas bem fundamentadas contra o monumental malefício de uma ortografia parida e aplicada à balda, por todos os que, subservientemente, aderiram a este desmando, não houve ainda fumo branco, para extirpar esta vergonha do nosso País, da nossa Cultura, do nosso Ensino.

 

É que apenas as mentes iluminadas cedem quando se vêem à beira do abismo.

 

Os cegos mentais, porque nada vêem, vão em frente e caem no fosso que, cegamente, eles próprios cavam.

 

Porém, se querem suicidar-se, suicidem-se, mas não levem para a cova a nossa bela e nobre Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:15

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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