Domingo, 29 de Maio de 2016

AO90 – a maior fraude de todos os tempos

 

«Este acordo pseudo-unificador é, desde sempre, uma fraude. Não unifica coisíssima nenhuma. Mais não faz que alterar os pontos em que as grafias do português passam a divergir aquém e além-mar. E seus maiores propugnadores, no Brasil e em Portugal, sabem-no tão bem quanto os que melhor o sabem.» (Sérgio de Carvalho Pachá - Lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras (ABL) à época da promoção do acordo).

 

SÉRGIO PACHÁ.jpg

 

(Excerto de entrevista de MARIA FILOMENA MOLDER, via Tradutores contra o Acordo Ortográfico

 

 

img_biografia_361[1] FILOMENA.jpg

 

«A língua não está separada da escrita. Nas "Investigações Filosóficas", Wittgenstein diz: "Pensa que a imagem virtual da palavra nos é num grau semelhante tão familiar como a auditiva."

 

No Acordo Ortográfico, esta familiaridade foi quebrada por razões enganadoras. Convém não esquecer que se trata de um acordo, um compromisso de unificação do que não é unificável. E é um disparate, porque apregoa uma unificação que ele próprio não consegue: o próprio AO admite grafias diferentes para as mesmas palavras. Além disso, pela primeira vez, uma reforma ortográfica tem consequências no modo de dizer as palavras. O 'p' em 'recepção' tem uma função elucidativa da vogal aberta. [...] A tendência do falante português — não do brasileiro — será fechar essa vogal. [...] Estou em crer que 99% das pessoas que o aplicam nunca o leram

 

— Maria Filomena Molder, filósofa e escritora portuguesa

 

Fonte: http://leitor.expresso.pt/…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:27

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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