Começando pela posição da Sociedade Portuguesa de Autores, que continua a não utilizar as regras do Acordo Ortográfico, que são mais desregras do que regras, e seguindo com a opinião de alguns cidadãos, que se opõem a esta invasão linguística, que dá pelo nome de Acordo Ortográfico de 1990, que nenhum país de expressão portuguesa, à excepção de Portugal, está disposto a concordar. Daí não haver razão nenhuma para continuar com esta farsa.

«Os livreiros têm de ser chamados à pedra; o Santos Silva merece um enxovalho público; o Marcelo agacha-se; quanto ao PS, tem de ser desafiado a não vilipendiar mais a Língua Portuguesa.» (M. Figueiredo, via e-mail.)
Não podia estar mais de acordo, M. Figueiredo. Os livreiros deviam ir à falência, como pena do crime de lesa-língua; Santos Silva, o kapo de serviço, para a destruição da Língua Portuguesa, terá o seu enxovalho, no momento certo; Marcelo ficará para a História com a alcunha de Dom Marcelo Rebelo de Sousa, o Subserviente; o Partido Socialista será perpetuado na lista do maior predador da Língua Portuguesa, e espero que seja penalizado nas eleições que se aproximam. (Isabel A. Ferreira)
«Agora que a petição foi entregue e o Brasil está a discutir a possível desvinculação do AO90, é que os acordistas se lembraram todos de escrever artigos a defender o dito cujo! Devem estar a tremer porque afinal o plano de desprezar a opinião pública sobre esta matéria não resultou como eles esperavam. Ignorantes.» (M. Castro, no Facebook).
E como ignorantes que são, o que andam por aí a defender só prova essa ignorância, que brevemente terão de engolir com sorrisinhos amarelos. (Isabel A. Ferreira)
«O argumento de que iria ser difícil retornar ao Português de Portugal é uma falácia. Em toda a Administração Pública seria necessário que o corrector ortográfico fosse actualizado. Com este passo, a grafia e a acentuação entrariam, facilmente, no hábito dos utilizadores, pois, quem ainda escreve à mão, em pouco ou nada adaptou o (des)acordo ortográfico.» (J. Moreira, Blogue O Lugar da Língua Portuguesa)
Exacto, caro J. Moreira. Esse é um “desargumento”. Claro que é uma falácia, como tudo o que anda ao redor do AO90. Bastava o corrector ortográfico, na Administração Pública, ser como o meu, que é um caça-acordês e repõe as consoantes mudas, a acentuação e a hifenização correCtamente, para que as coisas normalizassem.
Mas também não acredito que os funcionários públicos não conseguissem tornar a escrever “direCtor” em vez de “diretor”, ou “recePção” em vez de “receção”, se passaram a maior parte da vida deles a escrever com os cês e os pês nos respectivos lugares, e a acentuar “pára”, do verbo parar, e a hifenizar fim-de-semana (um substantivo masculino que se dividiu em três palavras diferentes: substantivo masculino + preposição + substantivo feminino), e deixou de ser fim-de-semana (período que decorre desde a noite de sexta-feira a domingo à noite) para poder ser o final de uma qualquer semana, que pode começar a uma quinta-feira, num ciclo de sete dias, mas enfim, quem engendrou este acordo, ou nada sabia da Língua ou, se sabia, estava com a “ganza”.
Quem escreve à mão, escreverá à portuguesa. Isto de dizer que o AO90 está implantadíssimo é outra falácia. Cada vez aparecem mais publicações em BOM PORTUGUÊS, e por esse Portugal afora há muito, mas muito povo que nem sabe o que é o “acordo”.
Os acordistas, quando falam do acordo, só se enterram, a eles e ao acordo. E ainda bem que assim é. A ignorância optativa nada constrói, e um país não avança quando anda a navegar no nada. Por isso, não percamos a esperança. O AO90 não tem qualquer hipótese de futuro.
Isabel A. Ferreira)
Encontrei um texto muito curioso no Apartado 53 - Um blog contra o AO90 e outros detritos, intitulado «Toda a lógica instrumental do AO90 é brasileira» [jornal “Opção” (Brasil)]» que me provocou urticária, porque já estou farta desta ditadura ortográfica que os governos português e brasileiro nos andam a impor sem um mínimo fundamento lógico e contra toda a lógica da contestação que está a sofrer em todo o mundo lusófono.
É chegada a hora de derrubar esta ditadura, porque na verdade as ditaduras não se combatem, derrubam-se.
Origem da imagem:
Nesse texto começa-se por dizer que «os países lusófonos apresentam resistência em introduzir as novas normas de modo efectivo. Por quê? O argumento principal é de que se trata de um acordo brasileiro».
Não. Não é verdade. O argumento principal não é este. Nem pouco mais ou menos, até porque “ser brasileiro” não seria impedimento, se a ortografia sugerida nesse acordo, tivesse uma proveniência culta e fosse baseada na genealogia da Língua Portuguesa, algo completamente “chinês” para os “estudiosos” brasileiros que ousaram “mexer” na Língua sem o mínimo conhecimento dela. E a prova será presenteada mais adiante.
O argumento principal para o mundo lusófono rejeitar este AO90 é o facto deste não ter pés nem cabeça, não ter ponta por onde se lhe pegue; por destruir a etimologia das palavras, empobrecendo, de um modo grosseiro, a Língua Portuguesa, transformando-a numa língua inculta e mutilada; «é um instrumento cientificamente deficiente, não há nele uma única norma que se aproveite, nem uma única vantagem que lhe possa ser apontada», de acordo com Artur Magalhães Mateus.
Em suma, é um autêntico aborto ortográfico destinado a ir parar ao caixote do lixo.
Mas o mais insólito, neste texto, é a descrição dos motivos que levaram os seus “fabricantes” a elaborá-lo, não constando nenhuma razão cientifico-linguística:
O acordo foi elaborado em 1990 e previa:
1 – «A uniformização da língua em todas as suas variantes» e em todos os continentes. Objectivo que não foi alcançado, e nunca será, até pela impossibilidade de ser alcançado, pelos motivos mais óbvios. São oito os países, cada um com as suas especificidades, e a uniformização destruiria a estrutura de uma Língua que nasceu na Europa.
Segundo o autor do texto «a proposta de uniformidade era para contribuir com a internacionalização da Língua Portuguesa. Além disso, a acção iria propiciar a disseminação da língua, possibilitando a circulação de bens culturais entre os países lusófonos, que contam com mais de 250 milhões de falantes - só o Brasil possui mais de 200 milhões.»
É preciso que se diga que aos Portugueses Cultos não interessa a disseminação da versão inculta da Língua Portuguesa. O Brasil até pode ter 200 milhões de falantes e escreventes de Português. Mas desses 200 milhões, quantos escreverão correctamente o Português? Quantos falarão correctamente o Português (não estou a falar da pronúncia)?
2 – «A simplificação da ortografia para que ela fosse melhor aceita…» E perguntamos: "melhor aceita" por quem? Pelos que não têm capacidade intelectual para aprender uma língua? As línguas são assim, simplificadas, sem mais nem menos, para poderem ser aceites ou não aceites pelos menos dotados intelectualmente? Qual das línguas cultas existentes no mundo foi simplificada para ser melhor aceite, como se se tratasse de uma comum mercadoria?
3 – «Para tornar a língua mais acessível a estrangeiros». Como disseram? Os estrangeiros estarão preocupados em simplificar a língua deles para a tornar mais acessível aos brasileiros ou portugueses mais atacanhados? Algum povo, algum dia se lembrou de uma tal idiotice? Os Alemães (que têm, uma língua difícil) os Ingleses, os Franceses, os Italianos, os Russos, os Espanhóis, enfim… algum dia simplificarão as línguas deles, para facilitar a vidinha dos imbecis?
4 – «Para aproximar os países, sobretudo Portugal e Brasil». Aproximar como? Estão assim tão distantes linguisticamente que não conseguem entender-se uns aos outros? É sabido que os brasileiros mais incultos têm muita dificuldade em entender o Português. Mas qualquer português inculto não tem a mínima dificuldade em entender seja quem for: um brasileiro, um inglês, um francês ou até um chinês… Se não se entendem de um modo, entendem-se de outro. Sempre há a linguagem universal: a das mãos (e não estou a falar do Braille). E que saibamos, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor, Cabo Verde e Guiné-Bissau sempre estiveram próximos de Portugal, não precisando de simplificar a língua para se entenderem connosco. Porquê, então, os brasileiros?
5 – E finamente para «facilitação dos negócios». Ao longo de todos estes séculos os negócios entre os países lusófonos teriam sido prejudicados pela falta de “comunicação” ou “aproximação”? Por acaso os negócios que fazemos com países como a China, cuja língua é um mistério para a maioria dos portugueses, não se fazem? Terão os chineses de simplificar a língua deles, para que nós possamos aprendê-la e aceitá-la melhor e com isso facilitar os negócios?
Bem. Estes foram os cinco “argumentos” para que o AO90 fosse parido. Nenhum deles apresenta uma razão de peso.
Mas faltou referir o argumento principal: a negociata obscura que envolve editores, livreiros e políticos duvidosos, portugueses e brasileiros (apenas), porque os outros países lusófonos não foram para aqui chamados. E este é que foi a principal mola que moveu os que pariram este aborto ortográfico.
E o texto prossegue com afirmações das mais espantosas e que dizem da verdadeira natureza do que está por detrás deste acordo do descontentamento de milhões de falantes e escreventes da Língua Portuguesa.
Ler o texto completo aqui:
http://cedilha.net/ap53/?p=4096
. AGORA QUE A NOTÍCIA DE QU...