Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

NO DIA MUNDIAL DO LIVRO CELEBRO A MINHA BIBLIOTECA IMPOLUTA

 

Hoje, dia 23 de Abril, comemora-se, por todo o mundo, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995, para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.

 

Porquê 23 de Abril? Porque foi no dia 23 de Abril de 1616 que morreram dois grandes nomes da Literatura Universal: William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

 

E em Portugal? O que há para celebrar em relação aos livros que hoje se publicam, por aí?

 

BIBLIOTECA.png

 

Esta é uma pequeníssima amostra da minha Biblioteca, que acolhe várias colecções e edições antigas, outras mais modernas, publicadas, por exemplo, pelo Jornal Público (que se mantém fiel à grafia portuguesa); ou pela Visão e pelo Expresso, no tempo em que estes ainda publicavam em grafia portuguesa; obras completas autografadas, de autores contemporâneos; obras completas dos clássicos portugueses e de estrangeiros (neles estando incluídos os meus preferidos autores lusógrafos); livros de História e das Ciências auxiliares da História, Filosofia, Política, Ciência, Religiões, Poesia, Arte, Literatura, Biografias, Dicionários, Prontuários, Gramáticas, Enciclopédias, enfim, um mundo de livros, que é o meu verdadeiro mundo.

 

Porém, na minha Biblioteca não entram obras acordizadas, ainda que fique com colecções de obras de autores contemporâneos, por completar; e como era (já não sou mais, por já não haver no mercado obras com qualidade linguística, que me seduzam, exceptuando os autores de renome, que não se renderam ao modismo linguístico, ou os publicados por editoras com verdadeiro brio profissional, que são uns oásis no meio do deserto editorial português), dizia eu, como era uma compradora de livros compulsiva, hoje, tenho um acervo de boas obras ainda por ler, e se não fizesse mais nada na vida, e me pusesse a ler de manhã à noite, teria leitura, com prazer, até ao fim dos meus dias, e, ainda assim, deixaria, com muita mágoa minha, aliás, como vou deixar, várias centenas ainda por ler.

 

Hoje, o que há para celebrar neste dia 23 de Abril, quando as publicações, as traduções, as revisões dos livros e até algumas escritas estão nas mãos de ignorantes?

 

Sim, de ignorantes.

 

E para que não digam que estou a insultar, chamando ignorantes aos que estão a destruir a Língua Portuguesa e a desleixar tudo o que diz respeito à publicação de um livro, algo que deve ser quase sagrado, feito com Arte e Saber, aqui fica o significado de ignorante:

 

Aquele que não sabe, desconhece, ignora, que não tem conhecimentos, saber, instrução, formação, cultura ou competência em determinada matéria; que não tem conhecimentos teóricos ou práticos em determinado domínio…

 

E a edição em Portugal, salvo raras e honrosas excepções, não estará nas mãos daqueles que pouco ou nada sabem de Línguas, de traduções, de revisão tipográfica? Daqueles que não têm conhecimentos, nem teóricos ou práticos, da Língua Portuguesa? Daqueles que não têm competência alguma no domínio da Língua, e editam obras sem a mínima qualidade, cheia de erros (e nestes está excluída a grafia brasileira preconizada pelo AO90), erros de todo o género. A edição de livros, hoje, é uma edição descuidada.

 

No passado mês de Fevereiro, desloquei-me à Feira do Livro do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, exclusivamente para comprar o livro Gadanha do meu amigo Aurelino Costa, um poeta poveiro que muito aprecio, editado pela Modo de Ler – Centro Literário Marinho, Ldª., cujo lançamento se realizou durante o Correntes, prefaciado por António Cabrita, tudo escrito em boa Língua Portuguesa. Um primor de livro: capa, paginação, grafia e, obviamente, o conteúdo.

 

Dei uma volta pela Feira. Uma autêntica desgraça. Mas o que mais me feriu, foi ver as obras para a infância, de Sophia de Mello Breyner, acordizadas, pela porto editora, assim em letras minúsculas, à acordês, porque não será mais do que o mês de abril, escrito em minúsculas, também à acordês.

 

Senti-me insultada. Isto sim, é um verdadeiro insulto, não só à memória de Sophia, como a todos os Portugueses que prezam a Língua Portuguesa.



Soube que, este ano, esta Feira do Livro foi um autêntico fracasso.  E eu, que, nesta feira, gastava fortunas em livros, limitei-me a comprar o Gadanha, do meu amigo  Aurelino.

 

Por isso, hoje, Dia Mundial do Livro, celebro a Minha Biblioteca Impoluta, onde não permito a entrada de edições acordizadas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

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Sábado, 3 de Março de 2018

PORTUGUÊS LEGENDADO PARA BRASILEIRO

 

Ouçam com atenção, até ao fim.

 

 

Quanta verdade se disse neste vídeo! Subscrevo-o na íntegra e também lamento o que se passa, e que já tem barbas muuuuuito longas e brancas... E ainda nada mudou. E não se evoluiu...

 

Legendar um português que fala Português é insultar Portugal e a Língua Portuguesa.

 

As novelas brasileiras, em Portugal, não precisam de ser legendadas. Os brasileiros quando vão às nossas televisões não precisam de ser legendados. Os livros dos autores brasileiros não precisam de ser traduzidos para Português, como os dos autores portugueses precisam de ser traduzidos para “brasileiro”.

 

O que é isto?

 

E os portuguesinhos vergam-se...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

HOJE, NUMA LIVRARIA, EM ACÇÃO ANTI-AO90…

 

LIVROS.jpg

 

Hoje, descoloquei-me à livraria onde habitualmente compro livros e material de escritório, em busca de um determinado livro, para oferecer a um amigo galego (que lê bem o Português), e naturalmente frisei que só o levaria na versão Portuguesa (não vou oferecer gato por lebre a um amigo com quem costumo “trocar” livros). Até agora enviei os meus, e em troca, ele envia-me autores galegos, em bom Galego e Castelhano. Mas só tenho nove livros publicados. Agora terei de lhe enviar outros autores.

 

E aproveitei para dar uma vista de olhos.

 

Encontrei autores portugueses que não se vergaram à ortografia mutilada, e a quem tiro o meu chapéu, mas em contrapartida, encontrei uma série de livros, da Porto Editora, para crianças, mal escritos. Horrorosamente escritos em acordês, e todos os livros traduzidos, que eu até gostaria de ler, seguem o ao-mutilado, e terei de lê-los nos originais, ou nas traduções inglesa e castelhana.

 

E foi isto mesmo que disse à empregada de balcão, acrescentando também que, às minhas crianças, ofereceria os livros que as editoras me enviavam (antes desta tragédia chamada AO90), para que eu os comentasse e publicitasse nas minhas páginas dedicadas à infância, num jornal, que já foi um dos mais prestigiados do Norte, e que a incompetência extinguiu: «O Comércio do Porto». Tenho-os ali todos. Novinhos. E são esses que oferecerei. As novas versões desses mesmos livros serão para atirar ao lixo.

 

Hoje estava sozinha na livraria. Então a senhora aproveitou (penso eu, porque eu sempre que ali vou digo o mesmo) para me dizer que de todos os clientes que ali vão eu sou a única que ligo ao pormenor da Língua.

 

Como disse?????

 

Nunca ninguém aqui entrou a procurar livros escritos em boa Língua Portuguesa?

 

«Não. Nunca. A senhora é a única! Os outros, pedem os livros, e estejam como estiverem escritos, compram-nos».

 

Confesso que fiquei desiludida.

 

Então eu ando pelo Facebook, e aparece-me tanta gente a dizer que não compra e não oferece livros em acordês-malaquês e dou comigo a ser a única a ligar ao pormenor da Língua, numa livraria onde tanta gente compra livros?

 

Das duas uma: ou a senhora da livraria mentiu-me, ou existem muitos mentirosos por aí…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:43

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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

ACTUAIS FEIRAS DO LIVRO SÃO UM LUGAR DE HORROR A EVITAR

 

Todos sabemos como o AO90 esmaga a Língua Portuguesa, e como os editores portugueses e brasileiros o querem impingir a Portugal, um país com governantes demasiado subservientes para o meu gosto.

 

image_highlight_events[1].jpg

 

Nas actuais Feiras do Livro, os editores tentam impor-nos obras escritas em mau Português. Num Português fabricado no outro lado do Atlântico, longe das suas raízes, europeias e cultas. Um Português abrasileirado, numa versão inculta, que arrasta a Língua Portuguesa pela lama.

 

As Feiras do Livro tornaram-se num lugar esvaziado de sedução.

 

Já não me dizem nada.

 

Ler, para mim, continua a ser um prazer desmedido.

 

Visitar uma Feira do Livro era (não é mais), para mim, um grande prazer. Folhear os livros. Sentir-lhe o cheiro. Ler palavras que nos enfeitiçam…

 

Hoje, é uma autêntica viagem ao reino dos horrores.

 

Ver a Língua Portuguesa tão maltratada, tão esmagada sob as patorras de ignorantes traidores, em objectos a que continuam a chamar “livros”, perturba-me os sentidos.

 

Macera-me a alma.

 

As actuais Feiras do Livro já não me dizem nada.

 

Aplicava (não gastava) fortunas a comprar livros. E comprava tantos livros, que nunca consegui dar vazão à leitura de todos eles.

 

Hoje, esses livros que ficaram por ler são o meu esteio.

 

E são tantos, que poderia passar o resto da minha vida somente a ler, e não os leria a todos.

 

Hoje, já não frequento as Feiras do Livro. Para quê?

 

Faz-me mal ver a minha Língua Materna cominuída como se fosse uma coisa qualquer, que pudesse ser manipulada por malfeitores.

 

E tudo isto por motivos que nada têm a ver com a evolução natural da língua, mas apenas porque sim…

 

E o governo português, qual Judas Iscariotes, está a tentar vender a Língua Portuguesa por trinta dinheiros. Mais dia, menos dia, acabará enforcado na própria corda que está a tecer.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:58

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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016

«O IDIOMA É O LAÇO SAGRADO DA IDENTIDADE DOS POVOS»

 

O AO/90 não respeita as diversidades da Língua Portuguesa.

Insulta-as.

 

LÍNGUA.png

 

Ouçamos a voz de um Português que se preza de o ser:

João Graça

 

«Por isso as ridículas alterações na ortografia da Língua Portuguesa são uma ofensa.

 

Eu recuso aceder ao AO/90.

 

Os povos lusófonos, apesar da diversidade do idioma, têm-se entendido muito bem durante séculos. Todos ficamos confusos com a ortografia nova.

 

Este chamado acordo ortográfico não foi um acordo e nem sequer foi um acto democrático, numa questão bastante importante. O AO/90 foi impingido por abuso de poder de quem tomou decisões.

 

Os governantes só se importam com a opinião pública quando esta lhe causa “dores de cabeça” severas e persistentemente lhe perturba o sono.

 

Escrever-lhes cartas elucidativas não os influencia.

 

Demonstrações de protesto junto do parlamento, escolas, bibliotecas, cinema, etc., talvez não os incomode muito.

 

Quando se deseja mudanças é preciso acrescentar à opinião pública actos de demonstração de força com todos os métodos cívicos válidos.

Há que manifestar a vontade da população com actos concretos.

 

Sem tribulações nem barulho consegue-se fazer muita coisa.

 

Provavelmente a influência eficaz mais rápida seria criar uma onda de mobilização da população para bloqueios económicos a actividades e venda de produtos que utilizam o AO/90.

 

Refiro-me não só a artigos de leitura como os livros, jornais e revistas mas também aos variados artigos de mercado com publicidade e rótulos que seguem o AO/90.

 

Por exemplo, a classe de professores, entre outras profissões, poderia com relativa facilidade pôr isto em movimento.

 

Basta que um grupo de professores de uma cidade consiga incentivar a população para que o resto do país siga o seu exemplo.

 

As instituições e associações independentes com credibilidade poderão fazer o mesmo.

 

 

A Democracia dá-nos muitas regalias, mas como tudo o mais também tem o seu preço. O preço da Democracia é que para preservá-la é preciso a nossa participação contínua.

(…)

Obrigado.»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015

POSSO FAZER-VOS UMA PERGUNTINHA INOFENSIVA?

livros-sobre-empreendedorismo-1024x640[1] BOICOTE.

 

Quantos, dos que por aqui deambulam, se negam a comprar livros que seguem o acordo ortográfico de 1990?

 

Quantos, neste Natal, não darão lucros aos escritores e editores traidores?

 

Eu já tinha encomendado uns livrinhos para oferecer às crianças, neste Natal, e quando soube que os livrinhos vinham conspurcados com o AO/90, desfiz o negócio, ali mesmo.

 

E o autor disse-me: «AH! MAS AS CRIANÇAS ESTÃO A APRENDER A ESCREVER ESTA NOVA LINGUAGEM?»

 

Ai estão? Pois não estão a aprender coisa nenhuma. Estão a DESAPRENDER, e os culpados são os que têm a faca e o queijo na mão para travar esta balbúrdia e a incentivam com um MEDO IRRACIONAL de um coisa que nem sequer EXISTE.

 

VAMOS RECUSAR-NOS, NESTE NATAL, A COMPRAR LIVROS QUE SEGUEM ESTE ACORDO ILEGAL?

 

PROMETEM?

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2015

A VÃ GLÓRIA DE SER ESCRITOR VENDENDO-SE AO LOBBY EDITORIAL

 

A propósito da publicação do novo livro de José Rodrigues dos Santos, que traiu a Língua Portuguesa, e fez o frete aos editores…

 

VÃ GLÓRIA.jpg

 

(Origem da imagem: Internet)

 

Ideias que retirei do Facebook, onde se troca muitas ideias que, não saindo da página, não podem cumprir a sua função, ou seja, destruir o Acordo Ortográfico de 1990, que está a transformar a Língua Portuguesa num lixo linguístico.

 

E estas ideias, todas elas, têm de chegar à Assembleia da República Portuguesa, um lugar onde se decide da vida ou da morte da Língua, dos Valores Humanos, da Ética, da Moralidade, da Civilidade, da Cultura, da Civilização, da Evolução…

 

Estava-se a discorrer sobre a subserviência de alguns escritores portugueses ao lobby editorial instalado, que só publica o que bem entende, tenha ou não tenha qualidade literária ou linguística.

 

O que interessa é vender livros escritos por gente famosa, cá e lá, no outro lado do Atlântico, em terras descobertas por Pedro Álvares Cabral, onde até há bem pouco tempo era necessário “traduzir” os nossos escritores para o Brasileirês (com todo o respeito, porque a Língua utilizada no Brasil, embora descendente de Portugal, nasceu lá, foi metamorfoseada lá, desenraizou-se da matriz greco-latina, que caracteriza as línguas europeias, e transformou-se numa outra língua), o que diminuía a possibilidade de avultados lucros aos editores portugueses, porque tinham de pagar as “traduções”.

 

E aqui é que está o busílis da falsa "obrigatoriedade” de escrever com erros ortográficos, a Língua Portuguesa, nas escolas portuguesas.

 

E nós sabemos que só vende livros, tenham ou não qualidade literária, quem é famoso. Quem tem nome na praça. Quem é vassalo do sistema. Quem é amigo, ou amigo do amigo de editores.

 

(Com todo o respeito pela senhora, até a mãe do Cristiano Ronaldo é escritora). E sabem porquê? Porque vende. Foi a resposta que me deu um editor.

 

Ora conversa daqui, conversa dali… no Facebook… o Álvaro comentou: «Gostaria que essa coisa de Novo Acordo de Editoras nunca fosse para a frente. Mas tenho pena dos miúdos que serão obrigados a cumpri-lo. Miúdos, professores e escritores».

 

Então o Paulo retorquiu, e muito bem: «Obrigados? Ninguém é obrigado e todos podemos recusar!»

 

E o Álvaro respondeu: «Experimente dizer isso num exame de português, ou mesmo ao seu editor (se escrever livros).

 

Bem, chegados aqui não me contive.

 

Até porque o mal dos portugueses é aceitarem tudo sem o mínimo espírito crítico. Nas escolas portuguesas não é conveniente promover-se a Cultura Crítica, que é uma matéria muito útil e necessária para o desenvolvimento intelectual dos alunos.

 

Mas lá interessa aos governantes um povo demasiado culto?

 

Não interessa. Quanto mais ignorante, mais submisso.

 

Daí termos um país virado do avesso, a todos os níveis.

 

Respondi ao Álvaro:

 

Álvaro, há um direito que todos temos: objecção de consciência, quando algo vai contra as normas da nossa sanidade mental, cultural, moral e social.

 

Num exame de Português todos têm o direito de se RECUSAR a escrever com ERROS ORTOGRÁFICOS de grande e grave monta.

Um editor pode recusar-se a editar um livro escrito em BOM PORTUGUÊS, aliás como já era norma, antes de aparecer este famigerado AO de 1990.

 

Agora, um escritor tem duas opções, se um editor aceita publicar o seu livro: ou exige (por direito) que o seu livro seja publicado numa Língua com qualidade linguística, gramatical, ortográfica, etc., ou não publica o livro.

 

Tão simples quanto isso.

 

É o que eu faço.

 

Não querem publicar os meus livros, não publiquem.

 

Fernando Pessoa só publicou um livro em vida. E nem por isso deixou de ser FERNANDO PESSOA.

 

E Luiz de Camões só foi Luiz de Camões passados muitos anos depois da sua morte. E hoje tem um dia dedicado só a ele, como mais nenhum outro poeta tem.

 

O que alguns dos nossos escritores contemporâneos querem é a fama em vida. Mas essa fama, quando é assente em quimeras, morre quando eles estiverem a sete palmos debaixo da terra e esquecidos do mundo.

 

É a vã glória de uma fama assente na fatuidade.

 

Valerá a pena?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:16

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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