Quinta-feira, 3 de Setembro de 2020

Crime de lesa-cultura ou nem por isso?

 

Se os livros que se vêem no contentor de lixo estiverem escritos em acordês/mixordês (como os há por aí, infelizmente, e  a este tema regressarei, para dar conta disso mesmo) o lugar certo deles é, realmente, no lixo, para que não fique rasto de um tempo, em que a Língua Portuguesa foi deliberadamente destruída por uma mixórdia ortográfica (grafia portuguesa + mais grafia brasileira + grafia acordizada) que desonra Portugal e os Portugueses.

 

Fora deste grupo de livros, que merece o lixo, estão obviamente os livros escritos na original grafia brasileira, pelos bons autores brasileiros.

 

Contudo, se não for este o caso, então estamos diante de um crime de lesa-cultura.

 

Há sempre um alfarrabista, onde entregar livros que não são amados pelos seus detentores.

 

Livros no lixo.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4319266484782444&set=gm.664865264381755&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:44

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 28 de Agosto de 2020

As Feiras do Livro de Lisboa e do Porto estão aí: o que os “desacordistas” têm de fazer?

 

Comprar livros, obviamente.

Mas ATENÇÃO: em nome da nossa Língua Portuguesa, não comprem livros acordizados. Temos óptimos escritores e editoras que recusam a absurdez do Acordo Ortográfico de 1990, e escrevem e publicam em Português de FaCto.

 

Aqui deixo a lista de escritores e editoras que rejeitam o AO90: 

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/estas-sao-as-vozes-audiveis-que-gritam-137738

 

A lista é longa, e a ela juntei a dos 199 subscritores da Petição «Cidadãos contra o “Acordo Ortográfico” de 1990» [publicada como Manifesto no Jornal "Público", em 23 de Janeiro de 2017] a qual vergonhosamente os meros 230 deputados da Nação (com algumas poucas excepções) se recusam a levar em conta, estando deste modo a empalear os Portugueses, numa atitude ditatorial, não se decidindo pela anulação deste que foi o maior desacordo em toda a História de Portugal.

 

Numa DEMOCRACIA isto jamais aconteceria.

 

E aqui fica o link para a Página Português de FaCto, no Facebook

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/  

onde podem encontrar bastantes sugestões de livros recentemente editados, em Português CorreCto.

 

Em nome da Língua Portuguesa, dêem lucro a quem o merece.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

feira-do-livro-2020.jpg

feira_livro_porto_2020.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:37

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 29 de Julho de 2020

Da importância do Livro e do acto de Ler (Bons livros escritos em Bom Português)

 

E tempo de férias, nada mais relaxante do que estar à sombra de uma árvore ou em qualquer outro recanto tranquilo, a LER um bom livro, de um bom autor, escrito ou traduzido em bom Português.

Nada de dar trunfos ao acordês, ou lucro aos que traíram Portugal.

Adquiram livros que rejeitem o AO90.

E viagem por um mundo onde as palavras têm asas…

Venham daí comigo…

 

LER.jpg

 Origem da imagem: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=933630530487736&id=100015223923324

 
 
© Isabel A. Ferreira 2008
 

 

«Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive»  (Padre António Vieira)   
 
 

Livraria Lello.jpgLivraria Lello (Porto) - A Catedral do Livro (Origem da imagem: Internet)

 
Os livros são barcos que dão para muitas viagens.
 
LER é, pois, como viajar num barco e ir a muitos lugares, onde nos é permitido viver uma infinidade de aventuras.
 
LER é entrar na Máquina do Tempo, que nos transporta a todos os tempos. Até ao início do mundo, passando por todas as épocas, por todos os lugares, por todas as gentes. Até às mais longínquas galáxias do universo. Se tivermos IMAGINAÇÃO.
 
Quando somos crianças gostamos que nos contem histórias.
Mia Couto, um prestigiado escritor moçambicano, que também gosta de ler, costuma dizer que ao ler «recuperamos as histórias da nossa infância». Para ele, LER «é uma caixa de tesouros que não encontramos em mais lado nenhum. Devemos ler para podermos contar histórias».
 
Daniel Sampaio, escritor português – que é também psiquiatra, irmão do nosso ex-Presidente da República, Jorge Sampaio – sobre os livros diz-nos: «Os livros são para podermos IMAGINAR».
 
Vasco Graça Moura – poeta e escritor também português – escreveu este belo texto, acerca dos livros, que passo a citar:
«Há livros que são mágicos.
Abrimo-los e é como se estivéssemos instalados num tapete voador das Mil e Uma Noites: transportam-nos através do tempo e do espaço;
Fazem vibrar aos nossos ouvidos os ecos fortes da História;
Põem-nos diante dos nossos olhos um fervilhar de gente;
Dão-nos a medida dos trabalhos e dos dias;
Mostram-nos as cores, as formas e os volumes das paisagens;
Penetram-nos no coração com os seus excursos mais prosaicos ou com os seus acentos mais líricos, tornando-nos possível fazer uma deambulação e vagabundagem com uma respiração diferente e mais livre, com um paladar de palavras feito que tem o perfume e o encorpamento de um vinho velho».
 
Paulo Filipe Monteiro, guionista, encenador e actor, diz do livro: «Um bom livro é uma viagem absorvente e nocturna para os espaços próprios da obra, para os seus mundos possíveis».
 
Fernanda Pratas (crítica literária) escreve: «LER é uma tarefa irrequieta. Envolve os sentidos todos, exige energia, mete-se com a nossa vida. Desata velhas emoções, inventa outras com um cheiro a novo que até faz doer, serena almas e inquieta-as outras vezes. Consegue o prodígio de nos dar saudades de pessoas que nunca conhecemos».
 
Teolinda Gersão (escritora) diz: «A leitura é isto: um sentido que se ilumina de quando em quando, mas que não nos é dado gratuitamente. Atravessamos um túnel, fazemos um certo esforço para chegar a qualquer lado e o lado onde chegamos é o sentido do livro. O Metro pode ser uma metáfora para isso: atravessa-se um túnel para se chegar a um lugar iluminado. A leitura não é uma coisa automática. Tem de haver um certo trabalho interior. Mesmo do leitor, porque lhe exige o esforço de se colocar na pele da personagem, vendo com os olhos dela».
 
Manuel de Pedrolo (escritor espanhol), defende os livros como a principal e insubstituível fonte de transmissão do saber.
 
E na opinião de Nelson de Matos (editor) «os livros ajudam-nos a decifrar o mundo e a conhecermo-nos a nós próprios ou, como disse o filósofo George Steiner (...) os livros são o santo e a senha para convertermos em melhor aquilo que somos. E “melhor” também quer dizer “menos sós”, mais solidários. Na medida em que busca um leitor (um interlocutor), um livro também nos ajuda a romper a solidão».
 
Arturo Pérez-Reverte, um dos escritores espanhóis mais lidos na actualidade, diz: «Nasci numa casa com uma biblioteca muito grande, cresci entre livros e descobri desde muito pequeno que os livros são uma explicação para o mundo. Quanto mais se lê mais vitaminas se tem, mais recursos se adquirem para enfrentar a vida, para sobreviver. E isso, para mim, foi decisivo».
 
O Livro é, pois, um companheiro fiel, um amigo, que nunca nos deixa ficar sós, em lugar nenhum.  
 
Através da leitura podemos imaginar mundos infinitos e imensos, e cada um de nós imagina esses mundos de um modo tão desigual quanto único; podemos criar as imagens, as paisagens, os rostos das personagens, de acordo com a nossa própria visão e modo de sentir as coisas, que são diferentes de pessoa para pessoa.
 
Podemos até cheirar os aromas que as histórias dos livros nos sugerem: como o da terra molhada; como o das flores; o do mar; o do suor das gentes que trabalham nos campos...
 
Podemos rir ou chorar, conforme a história nos diz da alegria ou da tristeza.
 
LER é também APRENDER. Quem não LÊ não APRENDE. Quem não APRENDE não SABE. E quem NÃO SABE é quase como quem NÃO VÊ.
 
LER é CONHECER uma infinidade de pessoas, umas inventadas, outras verdadeiras, em torno das quais giram peripécias vulgares ou invulgares que, de um modo ou de outro, enriquecem o nosso conhecimento do mundo.
 
Cada escritor é um escritor. Cada um tem as suas próprias vivências. Vê as coisas de um modo diferente, por isso, todos os escritores podem até escrever sobre um mesmo tema, imaginemos, por exemplo, que escrevem sobre o mar, mas esse mar será diferentemente descrito, porque os olhos de cada um vão olhá-lo de um modo absolutamente singular. E o mar, que é o mesmo, será então muitos mares.
 
Daí que quantos mais livros lermos, quantos mais escritores conhecermos, maior será também o nosso conhecimento do mundo.
 
Quem não LÊ não VIVE, nem as venturas, nem as desventuras, nem as aventuras da vida. Porquê? Porque a leitura, mais do que os filmes que vemos na televisão ou no cinema, isto é, mais do que todas as imagens, nos proporciona uma ligação íntima, só nossa, única, com o que cada um de nós tem de mais valioso, que é a nossa liberdade de pensamento, e essa liberdade ninguém, nem o mais feroz e audaz dos carrascos pode tirar-nos.
 
A LEITURA desenvolve a nossa IMAGINAÇÃO, a nossa CRIATIVIDADE, e também o nosso RACIOCÍNIO, se nos propusermos LER, quase como se mastigássemos as palavras, sorvendo, uma a uma, cada gota de sentido que a escrita nos oferece.
 
E como LER nos dá conhecimentos, muitos conhecimentos, LER é preciso, para nos tornarmos pessoas esclarecidas, porque: «Quanto mais esclarecidos forem os homens, mais livres serão», como disse Voltaire, um grande escritor e pensador francês que viveu no século XVIII.
 
E a LIBERDADE, que vem do nosso SABER, é o bem mais precioso que temos, é a coisa mais nossa que possuímos, porque nem que nos encerrem numa masmorra, ou nos condenem à escuridão de uma funda caverna, ninguém neste mundo pode destruir em nós essa liberdade.
 
Façamos então do LIVRO um AMIGO, um COMPANHEIRO para toda a nossa VIDA.
 
Além dele nos proporcionar uma liberdade infinita, far-nos-á companhia nem que seja na mais deserta ilha do nosso planeta, porque com um LIVRO estamos na companhia de um ESCRITOR; estamos com as PALAVRAS; estamos com as PERSONAGENS da história; podemos até entrar na história, se nos deixarmos levar pelas asas da nossa IMAGINAÇÃO, transformando-nos numa personagem.
 
LER, enfim, é viver muitas vidas; e quantas mais vidas vivermos, mais humanos nos tornamos; e quanto mais humanos formos, melhor será o mundo em que vivemos; e quanto melhor for esse mundo, maior será a harmonia do futuro. E hoje, mais do que nunca, é URGENTE acreditar num futuro mais promissor.
 
 
Isabel A. Ferreira
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Terça-feira, 17 de Março de 2020

Terapia para ajudar a passar o tempo: boa música e bons livros, escritos em Bom Português...

 

 

Sol e Lua.png

 

Para os bons livros, escritos em Bom Português, sugiro que os procurem aqui:

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/?epa=SEARCH_BOX

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:08

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

NO DIA MUNDIAL DO LIVRO CELEBRO A MINHA BIBLIOTECA IMPOLUTA

 

Hoje, dia 23 de Abril, comemora-se, por todo o mundo, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995, para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.

 

Porquê 23 de Abril? Porque foi no dia 23 de Abril de 1616 que morreram dois grandes nomes da Literatura Universal: William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

 

E em Portugal? O que há para celebrar em relação aos livros que hoje se publicam, por aí?

 

BIBLIOTECA.png

 

Esta é uma pequeníssima amostra da minha Biblioteca, que acolhe várias colecções e edições antigas, outras mais modernas, publicadas, por exemplo, pelo Jornal Público (que se mantém fiel à grafia portuguesa); ou pela Visão e pelo Expresso, no tempo em que estes ainda publicavam em grafia portuguesa; obras completas autografadas, de autores contemporâneos; obras completas dos clássicos portugueses e de estrangeiros (neles estando incluídos os meus preferidos autores lusógrafos); livros de História e das Ciências auxiliares da História, Filosofia, Política, Ciência, Religiões, Poesia, Arte, Literatura, Biografias, Dicionários, Prontuários, Gramáticas, Enciclopédias, enfim, um mundo de livros, que é o meu verdadeiro mundo.

 

Porém, na minha Biblioteca não entram obras acordizadas, ainda que fique com colecções de obras de autores contemporâneos, por completar; e como era (já não sou mais, por já não haver no mercado obras com qualidade linguística, que me seduzam, exceptuando os autores de renome, que não se renderam ao modismo linguístico, ou os publicados por editoras com verdadeiro brio profissional, que são uns oásis no meio do deserto editorial português), dizia eu, como era uma compradora de livros compulsiva, hoje, tenho um acervo de boas obras ainda por ler, e se não fizesse mais nada na vida, e me pusesse a ler de manhã à noite, teria leitura, com prazer, até ao fim dos meus dias, e, ainda assim, deixaria, com muita mágoa minha, aliás, como vou deixar, várias centenas ainda por ler.

 

Hoje, o que há para celebrar neste dia 23 de Abril, quando as publicações, as traduções, as revisões dos livros e até algumas escritas estão nas mãos de ignorantes?

 

Sim, de ignorantes.

 

E para que não digam que estou a insultar, chamando ignorantes aos que estão a destruir a Língua Portuguesa e a desleixar tudo o que diz respeito à publicação de um livro, algo que deve ser quase sagrado, feito com Arte e Saber, aqui fica o significado de ignorante:

 

Aquele que não sabe, desconhece, ignora, que não tem conhecimentos, saber, instrução, formação, cultura ou competência em determinada matéria; que não tem conhecimentos teóricos ou práticos em determinado domínio…

 

E a edição em Portugal, salvo raras e honrosas excepções, não estará nas mãos daqueles que pouco ou nada sabem de Línguas, de traduções, de revisão tipográfica? Daqueles que não têm conhecimentos, nem teóricos ou práticos, da Língua Portuguesa? Daqueles que não têm competência alguma no domínio da Língua, e editam obras sem a mínima qualidade, cheia de erros (e nestes está excluída a grafia brasileira preconizada pelo AO90), erros de todo o género. A edição de livros, hoje, é uma edição descuidada.

 

No passado mês de Fevereiro, desloquei-me à Feira do Livro do Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, exclusivamente para comprar o livro Gadanha do meu amigo Aurelino Costa, um poeta poveiro que muito aprecio, editado pela Modo de Ler – Centro Literário Marinho, Ldª., cujo lançamento se realizou durante o Correntes, prefaciado por António Cabrita, tudo escrito em boa Língua Portuguesa. Um primor de livro: capa, paginação, grafia e, obviamente, o conteúdo.

 

Dei uma volta pela Feira. Uma autêntica desgraça. Mas o que mais me feriu, foi ver as obras para a infância, de Sophia de Mello Breyner, acordizadas, pela porto editora, assim em letras minúsculas, à acordês, porque não será mais do que o mês de abril, escrito em minúsculas, também à acordês.

 

Senti-me insultada. Isto sim, é um verdadeiro insulto, não só à memória de Sophia, como a todos os Portugueses que prezam a Língua Portuguesa.



Soube que, este ano, esta Feira do Livro foi um autêntico fracasso.  E eu, que, nesta feira, gastava fortunas em livros, limitei-me a comprar o Gadanha, do meu amigo  Aurelino.

 

Por isso, hoje, Dia Mundial do Livro, celebro a Minha Biblioteca Impoluta, onde não permito a entrada de edições acordizadas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
partilhar
Sábado, 3 de Março de 2018

Português legendado para "Brasileiro"

 

Ouçam com atenção, até ao fim.

Quanta verdade se disse neste vídeo! Subscrevo-o na íntegra e também lamento o que se passa, e que já tem barbas muuuuuito longas e brancas... E ainda nada mudou. E não se evoluiu...

 

Legendar um português que fala Português é insultar Portugal e a Língua Portuguesa.

 

As novelas brasileiras, em Portugal, não precisam de ser legendadas. Os brasileiros quando vão às nossas televisões não precisam de ser legendados. Os livros dos autores brasileiros não precisam de ser traduzidos para Português, como os dos autores portugueses precisam de ser traduzidos para “brasileiro”.

 

O que é isto?

 

E os portuguesinhos vergam-se...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

HOJE, NUMA LIVRARIA, EM ACÇÃO ANTI-AO90…

 

LIVROS.jpg

 

Hoje, descoloquei-me à livraria onde habitualmente compro livros e material de escritório, em busca de um determinado livro, para oferecer a um amigo galego (que lê bem o Português), e naturalmente frisei que só o levaria na versão Portuguesa (não vou oferecer gato por lebre a um amigo com quem costumo “trocar” livros). Até agora enviei os meus, e em troca, ele envia-me autores galegos, em bom Galego e Castelhano. Mas só tenho nove livros publicados. Agora terei de lhe enviar outros autores.

 

E aproveitei para dar uma vista de olhos.

 

Encontrei autores portugueses que não se vergaram à ortografia mutilada, e a quem tiro o meu chapéu, mas em contrapartida, encontrei uma série de livros, da Porto Editora, para crianças, mal escritos. Horrorosamente escritos em acordês, e todos os livros traduzidos, que eu até gostaria de ler, seguem o ao-mutilado, e terei de lê-los nos originais, ou nas traduções inglesa e castelhana.

 

E foi isto mesmo que disse à empregada de balcão, acrescentando também que, às minhas crianças, ofereceria os livros que as editoras me enviavam (antes desta tragédia chamada AO90), para que eu os comentasse e publicitasse nas minhas páginas dedicadas à infância, num jornal, que já foi um dos mais prestigiados do Norte, e que a incompetência extinguiu: «O Comércio do Porto». Tenho-os ali todos. Novinhos. E são esses que oferecerei. As novas versões desses mesmos livros serão para atirar ao lixo.

 

Hoje estava sozinha na livraria. Então a senhora aproveitou (penso eu, porque eu sempre que ali vou digo o mesmo) para me dizer que de todos os clientes que ali vão eu sou a única que ligo ao pormenor da Língua.

 

Como disse?????

 

Nunca ninguém aqui entrou a procurar livros escritos em boa Língua Portuguesa?

 

«Não. Nunca. A senhora é a única! Os outros, pedem os livros, e estejam como estiverem escritos, compram-nos».

 

Confesso que fiquei desiludida.

 

Então eu ando pelo Facebook, e aparece-me tanta gente a dizer que não compra e não oferece livros em acordês-malaquês e dou comigo a ser a única a ligar ao pormenor da Língua, numa livraria onde tanta gente compra livros?

 

Das duas uma: ou a senhora da livraria mentiu-me, ou existem muitos mentirosos por aí…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:43

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

ACTUAIS FEIRAS DO LIVRO SÃO UM LUGAR DE HORROR A EVITAR

 

Todos sabemos como o AO90 esmaga a Língua Portuguesa, e como os editores portugueses e brasileiros o querem impingir a Portugal, um país com governantes demasiado subservientes para o meu gosto.

 

image_highlight_events[1].jpg

 

Nas actuais Feiras do Livro, os editores tentam impor-nos obras escritas em mau Português. Num Português fabricado no outro lado do Atlântico, longe das suas raízes, europeias e cultas. Um Português abrasileirado, numa versão inculta, que arrasta a Língua Portuguesa pela lama.

 

As Feiras do Livro tornaram-se num lugar esvaziado de sedução.

 

Já não me dizem nada.

 

Ler, para mim, continua a ser um prazer desmedido.

 

Visitar uma Feira do Livro era (não é mais), para mim, um grande prazer. Folhear os livros. Sentir-lhe o cheiro. Ler palavras que nos enfeitiçam…

 

Hoje, é uma autêntica viagem ao reino dos horrores.

 

Ver a Língua Portuguesa tão maltratada, tão esmagada sob as patorras de ignorantes traidores, em objectos a que continuam a chamar “livros”, perturba-me os sentidos.

 

Macera-me a alma.

 

As actuais Feiras do Livro já não me dizem nada.

 

Aplicava (não gastava) fortunas a comprar livros. E comprava tantos livros, que nunca consegui dar vazão à leitura de todos eles.

 

Hoje, esses livros que ficaram por ler são o meu esteio.

 

E são tantos, que poderia passar o resto da minha vida somente a ler, e não os leria a todos.

 

Hoje, já não frequento as Feiras do Livro. Para quê?

 

Faz-me mal ver a minha Língua Materna cominuída como se fosse uma coisa qualquer, que pudesse ser manipulada por malfeitores.

 

E tudo isto por motivos que nada têm a ver com a evolução natural da língua, mas apenas porque sim…

 

E o governo português, qual Judas Iscariotes, está a tentar vender a Língua Portuguesa por trinta dinheiros. Mais dia, menos dia, acabará enforcado na própria corda que está a tecer.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:58

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016

«O Idioma é o laço sagrado da identidade dos Povos»

 

O AO/90 não respeita as diversidades da Língua Portuguesa.

Insulta-as.

 

LÍNGUA.png

 

Ouçamos a voz de um Português que se preza de o ser:

João Graça

 

«Por isso as ridículas alterações na ortografia da Língua Portuguesa são uma ofensa.

 

Eu recuso aceder ao AO/90.

 

Os povos lusófonos, apesar da diversidade do idioma, têm-se entendido muito bem durante séculos. Todos ficamos confusos com a ortografia nova.

 

Este chamado acordo ortográfico não foi um acordo e nem sequer foi um acto democrático, numa questão bastante importante. O AO/90 foi impingido por abuso de poder de quem tomou decisões.

 

Os governantes só se importam com a opinião pública quando esta lhe causa “dores de cabeça” severas e persistentemente lhe perturba o sono.

 

Escrever-lhes cartas elucidativas não os influencia.

 

Demonstrações de protesto junto do parlamento, escolas, bibliotecas, cinema, etc., talvez não os incomode muito.

 

Quando se deseja mudanças é preciso acrescentar à opinião pública actos de demonstração de força com todos os métodos cívicos válidos.

Há que manifestar a vontade da população com actos concretos.

 

Sem tribulações nem barulho consegue-se fazer muita coisa.

 

Provavelmente a influência eficaz mais rápida seria criar uma onda de mobilização da população para bloqueios económicos a actividades e venda de produtos que utilizam o AO/90.

 

Refiro-me não só a artigos de leitura como os livros, jornais e revistas mas também aos variados artigos de mercado com publicidade e rótulos que seguem o AO/90.

 

Por exemplo, a classe de professores, entre outras profissões, poderia com relativa facilidade pôr isto em movimento.

 

Basta que um grupo de professores de uma cidade consiga incentivar a população para que o resto do país siga o seu exemplo.

 

As instituições e associações independentes com credibilidade poderão fazer o mesmo.

 

A Democracia dá-nos muitas regalias, mas como tudo o mais também tem o seu preço. O preço da Democracia é que para preservá-la é preciso a nossa participação contínua.

(…)

Obrigado.»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015

Posso fazer uma perguntinha inofensiva?

 

livros-sobre-empreendedorismo-1024x640[1] BOICOTE.

 

Quantos, dos que por aqui deambulam, se negam a comprar livros que seguem o acordo ortográfico de 1990?

 

Quantos, neste Natal, não darão lucros aos escritores e editores traidores?

 

Eu já tinha encomendado uns livrinhos para oferecer às crianças, neste Natal, e quando soube que os livrinhos vinham conspurcados com o AO/90, desfiz o negócio, ali mesmo.

 

E o autor disse-me: «Ah! Mas as crianças estão a aprender a escrever esta nova linguagem...»

 

Ai estão? Pois não estão a aprender coisa nenhuma. Estão a DESAPRENDER, e os culpados são os que têm a faca e o queijo na mão para travar esta balbúrdia e a incentivam com um MEDO IRRACIONAL de um coisa que nem sequer EXISTE.

 

Vamos recusar-nos, neste Natl, a comprar livros que seguem este acordo ilegal?

Prometem?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Outubro 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
15
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Crime de lesa-cultura ou ...

. As Feiras do Livro de Li...

. Da importância do Livro e...

. Terapia para ajudar a pas...

. NO DIA MUNDIAL DO LIVRO C...

. Português legendado para ...

. HOJE, NUMA LIVRARIA, EM A...

. ACTUAIS FEIRAS DO LIVRO S...

. «O Idioma é o laço sagrad...

. Posso fazer uma perguntin...

.arquivos

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

. «Português de Facto» - Facebook

Uma página onde podem encontrar sugestões de livros em Português correCto, permanentemente aCtualizada. a href="https://www.facebook.com/portuguesdefacto/" target="_blank">https://www.facebook.com/portuguesdefacto/

.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!

.Os textos assinados por Isabel A. Ferreira, autora deste Blogue, têm ©.

Agradeço a todos os que difundem os meus artigos que indiquem a fonte e os links dos mesmos.
blogs SAPO