Terça-feira, 29 de Maio de 2018

LISBOA SEM MAMILOS

 

Enviaram-me o link de uma página do Facebook denominada «Lisboa sem teto (atenção, isto lê-se têtu)».

 

Não é a primeira vez que me deparo com esta palavrinha… que se escreve sem se saber o que se está a escrever.

 

E não me venham com a história do não se lê, não se escreve, porque estarão a demonstrar uma descomunal ignorância.

 

TETO.jpg

Lisboa Sem Teto

 

Nesta página, deixei esta crítica, porque me irrita ver a Língua Portuguesa ser assim tão maltratada:

 

 

«Gostaria muito de poder colocar aqui as cinco estrelas, mas não sei o que é Lisboa sem TETO (lê-se têtu).

 

Lisboa sem TETO (têtu)?

 

 

Sabem o que é TETO (têtu)

 

TETO (têtu) é o mesmo que TÉTUM = Língua Nacional de Timor Lorosae, pertencente ao grupo das línguas malaio-polinésias.

 

TETO (têtu) também significa mamilo dos animais irracionais; gomo de fruta; canal excretor das mamas das fêmeas dos animais domésticos.

 

Lisboa sem TETO (têtu)? O que é isto?

 

O que é que Lisboa não tem? Como é improvável que seja a Língua Nacional de Timor Lorosae, deduzo que Lisboa não tenha mamilos; e se não tem mamilos, não é Lisboa, cidade portuguesa, capital de Portugal.

 

Será uma nova espécie de mamífero sem mamilos?

 

Sugiro que escrevam em boa Língua Portuguesa, e que se deixem de modismos = idiotismos de linguagem

 

É preciso que comecem a saber as idiotices que escrevem, quando mutilam as palavras.

 

É preciso pôr um fim a este tipo de ignorância.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:11

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EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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