Terça-feira, 24 de Novembro de 2020

«Fonoaudióloga brasileira em Portugal luta para provar que fala português»

 

O título é de um artigo publicado num jornal online brasileiro (TAB), o qual esmiúço mais abaixo.

A imagem ilustra o artigo. Por sua vez, a ilustração contém um vídeo de baixo nível, que diz bem ao que a autora do artigo vem.

 

Palavreado rasca.PNG

 

Antes de ir ao assunto e para quem não saiba (eu não sabia) uma fonoaudióloga, em Portugal, corresponde a uma terapeuta da fala, que, de um modo simplificado, estuda a voz e a audição e os distúrbios a elas associados, embora seja mais abrangente. E, esclarecendo esta parte, tudo ficaria explicado, porque a questão aqui é a de uma fonoaudióloga brasileira (só na designação já se percebe a diferença) não ser aceite, em Portugal, para exercer esta profissão.

 

O motivo não será óbvio?

 

O título é de um artigo publicado num jornal online brasileiro (TAB) onde se distorce a questão, por não se entender que a fala brasileira é diferente da fala portuguesa, e tratando-se de terapia da fala, a dicção, a pronúncia das palavras e tudo o resto a elas ligado, é extremamente importante. E se estamos diante de uma pessoa que não domina completamente a expressão da Língua do País, como poderá exercer com eficiência tal profissão?

 

Não estamos a falar das falas das novelas. Estamos a falar de terapia da fala, que mexe com o modo como as pessoas que procuram o terapeuta se expressam e procuram corrigir esse modo.

 

Ora a fonoaudióloga em questão, segundo a notícia, depois de passar por uma entrevista e escrever uma redacção, recebeu um documento a dizer que ela não dominava a semântica (sentido das palavras), a morfossintaxe (construção das frases), a fonética e a fonologia (os sons) do Português falado em Portugal. Não dominando estes importantíssimos meandros da fala, como poderia exercer a profissão de terapeuta da fala, em Portugal? Dependendo da competência, todas as outras terapias (psicológicas, físicas) podem ser exercidas por qualquer estrangeiro. Mas a fala é a fala. Se não a dominamos, não podemos exercer nada que com ela se relacione.

 

Poderia um brasileiro ser professor de Português português em Portugal?

 

Poderia um português ser professor de Português brasileiro, no Brasil?

 

Porém, a fonoaudióloga brasileira entendeu que o preconceito linguístico ou reserva de mercado seriam as verdadeiras motivações para que o seu credenciamento profissional em Portugal tenha sido negado.

 

Não. Não foi preconceito linguístico ou reserva de mercado. Foi simplesmente algo muito óbvio: os Brasileiros não falam Português português. E isto até uma criança tem capacidade de observar. E não falando Português português, não pode exercer a profissão de terapeuta da fala, pelos motivos mais óbvios.

 

Se uma terapeuta da fala portuguesa pretendesse exercer a profissão no Brasil seria aceite?

 

Este artigo mistura alhos com bugalhos, faz uma análise arrevesada da questão, e pela ilustração que usaram, já se vê na aragem o que vai na carruagem.



Deixo aqui o link do artigo, para quem estiver interessado em consultá-lo, e recomendo vivamente que leiam também os comentários, porque neles encontraremos o verdadeiro busílis da questão:

 

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/11/22/fonoaudiologa-brasileira-em-portugal-luta-para-provar-que-fala-portugues.htm

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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