Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

DESACORDISTAS DE PORTUGAL, TEMOS UMA GUERRA A VENCER: A DA ANULAÇÃO DO AO90

 

E como se vence esta guerra, se já foram travadas algumas batalhas, sem atingir os inimigos que, apesar de não serem fortes, nem inteligentes, nem terem a razão do lado deles, usam a táctica do silêncio e ocultam os seus despropósitos, nos subterrâneos mais inacessíveis dos Palácios de Belém e de São Bento?

 

Não, não é com um ataque aos Palácios com bombas ou granadas incendiárias, porque isso não seria nada civilizado, e sendo eu uma discípula de Mahatma Gandhi, jamais aconselharia tal violência para atingir uma tão nobre finalidade: a de restituir a Portugal, a Língua Portuguesa, na sua forma culta, íntegra e europeia.

 

Já se fez quase, quase tudo. Já se disse quase, quase tudo. Mas, ainda assim, os políticos fazem-se de cegos, surdos e mudos, antidemocraticamente, achando que o povo não merece respostas.

 

Contudo…

 

GANDHI 1.png

 

quando me desespero, lembro-me de que, ao longo da História, os caminhos da verdade e do amor sempre venceram. Tem havido tiranos e assassinos (da Língua Portuguesa) e, por algum tempo, eles podem parecer invencíveis, mas no final, são sempre derrubados. E eu penso nisto. Sempre. E aguardo, com grande esperança, a queda de todos os que estão a contribuir para um país de faz-de-conta, chamado PORTUGAL.

 

Mahatma Gandhi é o meu Mestre. Tenho-o como fonte de inspiração para as minhas lutas, sejam elas de que natureza forem. Gandhi foi pioneiro e praticou o princípio da Satyagraha - resistência à tirania através da desobediência civil não-violenta (em massa), em relação às leis injustas e às injustiças.

 

Em Portugal, nos tempos que correm, a desobediência civil não-violenta, até pode acontecer esporadicamente, mas não em massa, porque o povo português anda anestesiado, desinformado, alienado, com uma visão que apenas chega ao próprio umbigo. Já não se fazem padeiras de Aljubarrota ou Nunos Álvares Pereiras. Quem se interessa se Portugal se afunda; se Portugal tem a taxa mais alta de analfabetismo da Europa; se Portugal é um país cheio de políticos, banqueiros e empresários corruptos e vigaristas; se Portugal vendeu a alma ao diabo? Quem se interessa?

 

Eu falarei apenas por mim: eu interesso-me. Por isso luto. E não esmoreço. E não desisto. Procuro lembrar-me dos ensinamentos de Mahatma Gandhi, e pôr em prática alguns dos seus preceitos para que o mundo possa mudar. E o primeiro desses preceitos é que eu devo ser a mudança que quero ver no mundo.

 

Aprendi com Gandhi que a ideia do olho por olho” torna o mundo inteiro cego.

 

Aprendi também com ele que nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer. E é isso que me move, nesta luta contra os todo-poderosos acordistas, que apesar de serem poucos, dão as cartas, se bem que viciadas, neste jogo sujo da negociata da Língua.

 

Também sei que quando alguém compreende que é contrário à sua dignidade de homem (no meu caso de mulher) obedecer a leis injustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo (escravizar-me) (Mahatma Gandhi).

 

GANDHI 3.png

 

Gandhi dizia que não devemos perder a fé na humanidade. A humanidade é um oceano, e se algumas gotas do oceano estiverem sujas, o oceano não ficará sujo; dizia ele que a diferença entre o que fazemos e o que somos capazes de fazer é suficiente para resolver a maioria dos problemas do mundo.

 

Contudo, sem acção, não vamos a lugar nenhum, é que um grama de prática vale mais do que toneladas de pregação, dizia Gandhi.

 

É bem verdade. Hoje, dia 19 de Fevereiro de 2019, eu e um outro elemento do MPLP (Movimento Em Prol da Língua Portuguesa) estivemos em acção, no Correntes D’Escritas, na Póvoa de Varzim. O que fizemos, bem calculado, poderia ter pesado um grama, mas o essencial foi feito. Todos os restantes elementos foram convidados. Mas decidiram não ver, não ouvir, não ler. É que ver, ouvir e ler dá muito trabalho. É mais fácil andar pelo Facebook a pôr “gostos” e “não-gostos” e a dizer “de fato não gosto do pato” … Enfim… Gandhi tinha razão: sem acção, não vamos a lado nenhum.

 

Mas eu não esmoreço. Não desisto.

PERSISTO.

Porque primeiro eles ignoram-te, depois eles riem-se de ti, depois eles combatem-te, depois tu vences.

GANDHI 2.png

 

Devemos ser persistentes. Com o tempo, a oposição ao nosso redor desaparecerá.

O sucesso de qualquer luta é a persistência, em massa. Dizia Gandhi.

Mas onde está a massa?

ESTAS SÃO AS VOZES AUDÍVEIS QUE GRITAM CONTRA A EXTINÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/estas-sao-as-vozes-audiveis-que-gritam-137738

 

Mas onde estão todas estas vozes que gritaram, mas já não gritam?

 

Sejam congruentes, sejam autênticos, sejam os vossos verdadeiros EUS. Dizia Gandhi. E dizia mais. Dizia que a felicidade é quando o que tu pensas, o que tu dizes e o que tu fazes estão em harmonia.

 

É isto que nos faz crescer e evoluir.

 

Não, não desistirei de defender a minha Língua Materna. O meu mais precioso instrumento de trabalho.

 

Quando me desespero, lembro-me de que, ao longo da História, os caminhos da verdade e do amor sempre venceram. Tem havido tiranos e assassinos (da Língua Portuguesa) e, por algum tempo, eles podem parecer invencíveis, mas no final, são sempre derrubados. Penso nisto. Sempre.

 

E penso também numa frase de Miguel de Cervantes, que viu os seus carrascos serem castigados: «Deus suporta os maus, mas não eternamente».

 

CERVANTES.png

 

E é nestes dois pilares do Saber, que deposito todas as minhas esperanças de ver a minha Língua Materna devolvida ao meu País.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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