Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2019

Li no “Público”: António Costa questionou: “Como é possível ainda ninguém ter sido julgado no caso BES?”- nós perguntamos: «Como é possível ainda ninguém ter sido julgado no caso das fraudes do Acordo Ortográfico de 1990»

 

Será pelos mesmos motivos? Ou por outros, ainda mais obscuros?

 

O AO90 lançou o caos ortográfico em Portugal, e descaracterizou a Língua Materna dos Portugueses, deixando-nos sem Língua que nos identifique como Nação Portuguesa.


Grafa-se por aí à brasileira, à balda, uma mixórdia ortográfica sem precedentes, denunciam-se as fraudes, e é como se nada estivesse a acontecer.

 

Isto é grave. Isto é gravíssimo, num Estado que se diz de Direito.

 

Portugal foi assaltado pela grafia brasileira, e a justificação para isto, a tal dos milhões de falantes e escreventes sul-americanos, é absolutamente patética!  Repetimos: jamais nenhum país ex-colonizador, trocou a própria grafia pela do ex-colonizado. Isto só poderia ter acontecido num país como o nosso, onde o complexo de pequenez avassala os que nos governam.

Vamos recordar o que nos diz Octávio dos Santos, no demolidor texto «Descolonização ortográfica, já!» que reduz a zero o AO90.



E nesta quadra natalícia, não desejaremos BOAS FESTAS aos que nos desgovernam.

 

Nesta quadra natalícia optamos por desejar que o Menino Jesus encha de LUZ as mentes ofuscadas pelo obscurantismo.

Isabel A. Ferreira

 

 

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Texto de Octávio dos Santos

Publicado no Jornal Público

 

«Descolonização ortográfica, já!

 

Como é que pessoas e instituições aparentemente sensatas aceitam participar nesta patética e degradante farsa, à qual não estão obrigadas? (Octávio dos Santos)

 

publico.pt, 16.04.19

 

Não deveria ser necessário, por se referir a algo evidente a quem é minimamente atento, honesto e inteligente, mas mesmo assim deixo um aviso aos “acordistas”, quer activos, por convicção (poucos, fanáticos, pervertidos), quer passivos, por capitulação (muitos, cobardes, preguiçosos): a (efectiva, plena) unificação ortográfica transcontinental “lusófona” nunca será concretizada.

 

Tal devemos agradecer principalmente a africanos (mas também a asiáticos, aos timorenses): Guiné-Bissau, Angola e Moçambique ainda não ratificaram, passados todos estes anos, o AO90 – aliás, a Academia Angolana de Letras, em Outubro de 2018, pronunciou-se formalmente contra a ratificação; e em Cabo Verde, que a fez, parece porém estar cada vez mais próxima (Abraão Vicente, ministro da Cultura do governo da Cidade da Praia, confirmou-o em entrevista concedida em Fevereiro último) a institucionalização do crioulo como idioma nacional – o que significará que aquele arquipélago deixará de ser, de facto, um país de língua oficial portuguesa, seja lá o que esta for actualmente. Portanto, e uma vez mais, em África luta-se pela descolonização; nisto deveriam reflectir muito seriamente todos os alegados “antifascistas” que se preparam para celebrar neste mês os 45 anos do 25 de Abril com “a” minúsculo.

 

Agora há que saber se em Portugal se vai acabar com a experiência catastrófica, não utópica mas sim distópica, de uma “novilíngua” que viola a etimologia europeia predominante em todas as nações civilizadas do Mundo e que resultou da “adoção” ilegal e reforçada, deste lado do Atlântico e isolando-nos daquelas, de uma subversão terceiro-mundista executada por uma ditadura brasileira da década de 40 do século passado decidida a diminuir os laços com o Velho Continente, e em especial com a nação ex-colonizadora de que muitos brasileiros se envergonha(va)m – para o comprovar basta recordar certas reacções ao incêndio que destruiu o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, em Setembro de 2018. Os portugueses, e, mais concretamente, os seus supostos representantes que têm assentos (mas que dispensam acentos) no hemiciclo par(a)lamentar, poderão ter ainda em 2019 uma nova oportunidade de terminar esta traição, esta auto-sabotagem da cultura, identidade e honra nacionais, se e quando for apresentada e votada a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, cujos responsáveis anunciaram em Janeiro último terem alcançado finalmente (o número mínimo de) 20 mil assinaturas necessárias e isso o comunicaram à Divisão de Apoio ao Plenário da Assembleia da República, neste  momento aguardando o agendamento. Infeliz e vergonhosamente, sabe-se o que aconteceu na anterior oportunidade, ocorrida a 22 de Fevereiro de 2018: a proposta de desvinculação do “Acordo Ortográfico de 1990” defendida naquela data pelo PCP foi rejeitada por BE, PS, PSD e CDS, com as excepções, expressas em apoio ou abstenção, de oito deputados (um do PAN, uma socialista, um social-democrata e cinco centristas). Este quase consenso, da esquerda à “direita”, na continuação da destruição de uma componente fundamental do património nacional é apenas mais um motivo (outros, igualmente relevantes, existem) que justifica uma mudança de regime neste país, com a consequente exclusão (e, em alguns casos, detenção) dos “políticos” que manifestamente não sabem, não querem e/ou não conseguem defender o autêntico interesse público.

 

Já se sabia que a “ortografia” do AO90 é a do abuso, da arrogância. E desde que José Sócrates e Lula da Silva, principais culpados da exumação e da reanimação do “cadáver acordizador”, foram acusados judicialmente e mandados para a prisão, passou a ser igualmente a da corrupção, do crime. Pelo que todos os que aceitam “escrever” dessa maneira são cúmplices dessa corrupção, desse crime. Cada vez mais o “aborto pornortográfico” se assemelha a uma doença altamente “contagiosa”, cujo sintoma mais visível é a incapacidade dos que se submetem ao dito cujo se aperceberem do ridículo em que caem. Um exemplo (verdadeiro) entre vários possíveis: quem escreve “proveta referindo-se a “provecta” não pode estar num estado normal, minimamente saudável; e o mesmo se aplica a outras aberrações como “afetar”,detetar”, “espetáculo”, “fatura” oureceção. Isto para não falar daqueles que estão já em situação “terminal” e escrevemapocalise”, “abruto” ou “corruto. Como é que pessoas e instituições (públicas e privadas, empresas, e não só editoras) aparentemente sensatas aceitam participar nesta patética e degradante farsa, à qual não estão obrigadas? É na verdade espantoso como há tantas prontas a obedecer a “normas” absurdas e anormais só porque são impostas “de cima”. Compreende-se hoje ainda melhor por que é que Portugal aguentou quase 50 anos de ditadura.

 

Octávio dos Santos

 

Fonte:

https://cedilha.net/ap53/2019/04/descolonizacao-ortografica-ja-octavio-dos-santos-publico-16-04-19/?fbclid=IwAR03nl8FrgR0i4hpeZUbpEZ0t6g0__vRqj7WQ4T3yjDd-UxS83VIN0qMF0o

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:08

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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019

Se Portugal fosse um Estado de Direito, o AO90 já tinha sido extinto, e as fraudes, que o envolvem, investigadas por quem de direito

 

A palavra vergonha devia ser escolhida para Palavra do Ano 2019.

 

Explicamos porquê.

 

Sá Carneiro.jpg

Origem da imagem: Internet

 

O que se anda por aí a fazer é uma política verdadeiramente vergonhosa, sem um pingo de Ética, sem o mínimo de respeito pelo conceito de Estado de Direito e de Democracia, e sem qualquer consideração pelos Portugueses.


O que está a passar-se no que ao AO90 diz respeito é absolutamente inacreditável, e todos os que continuam a lançar um véu de silêncio sobre as fraudes do AO90, que estão a ser denunciadas no Jornal Público e neste Blogue são cúmplices do maior atentado ao Estado de Direito, que já se viu em Portugal, nomeadamente por terem substituído a grafia portuguesa pela grafia brasileira, pelos motivos mais fúteis.

 

Basta ler com atenção as denúncias das fraudes, já publicadas. Ver links:

 

https://www.publico.pt/2019/07/28/culturaipsilon/direito-de-resposta/acordo-ortografico-caixinha-surpresas-publicado-25-julho-2019-1881479

 

https://www.publico.pt/2019/12/12/culturaipsilon/opiniao/bom-exemplo-brasileiro-datas-duvidar-validade-acordo-ortografico-1896941

 

https://www.publico.pt/2019/08/08/culturaipsilon/opiniao/querem-datas-giras-duvidar-validade-acordo-ortografico-aqui-vao-1882433?fbclid=IwAR2whidzKO-p7ZpEEcB-uNFNHn3VZQTgbpUCbkYNdNtyrBJORNiRGyBQVPs

 

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/documentosprovasmentirasfraudes-do-203378

 

e consultar as Leis. Mas se não quisermos ter dúvidas, também podemos consultar juristas, e alguns deles dir-nos-ão que, com base nas provas tornadas públicas e de acordo com a legislação, parece existirem indícios muitíssimo graves e sérios de práticas de vários crimes da Lei de responsabilidade criminal de titulares de cargos políticos (Lei n.º 34/87), que pode ser consultada neste link:

https://dre.pt/web/guest/pesquisa/-/search/420430/details/normal?p_p_auth=nP9s53SD

 
Será verdade? Não será verdade? Quem nos explicará tal imbróglio?

 

Contudo, ao que também parece, nem os Partidos Políticos, com assento na Assembleia da República, nem outras autoridades, nem, por mais incrível que pareça, o Presidente da República, que jurou ser o garante da Constituição da República Portuguesa, a qual, dizem os juristas, está a ser violada, nem os muito subservientes canais de informação televisiva portugueses (se não o fossem, já tinham dado o ar da sua graça, tal a ânsia que sempre têm por escândalos, mas haverá escândalos proibidos, que não podem ser abordados), nem os professores de Português, nem os que se dizem ser anti-AO90,  estão interessados em esmiuçar estas graves denúncias, ou sequer tentar saber se têm ou não têm fundamento,  remetem-se a um muito esclarecedor silêncio.

 

Porquê? O porquê não é exactamente um mistério, mas tão-só um gato escondido com um enorme rabo de fora.  

Uma sugestiva leitura a propósito:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/descolonizacao-ortografica-ja-178822

 

Ontem, li algures no Facebook, como sendo uma óptima notícia, que a Academia das Ciências vai rever o AO90.

 

Vai rever o AO90? Vai rever o que dizem ser uma fraude? Vai rever algo que não interessa a ninguém, a nenhum país dito lusófono, está mal concebido, e não tem nada que se aproveite?

 

Mas ainda que estivesse bem concebido, e tivesse tudo para aproveitar, o AO90 teria de ser extinto, não por ser bom, mas por ser uma FRAUDE, que, dizem os juristas, viola o Estado de Direito. Segundo as análises, realizadas ao conteúdo das denúncias, comparadas ao exposto na Lei n.º 34/87, tudo indica, como já foi referido acima, que poderemos estar diante de graves indícios de práticas de vários crimes, que necessitam de ser judicialmente validados. 

  

Vai rever-se o quê? Algo que está a ser denunciado como a maior fraude de todos os tempos, cometida contra um Estado de Direito Democrático?

 

Tudo isto é um absurdo. É inconcebível. É surrealista. É VERGONHOSO, para os organismos estatais, judiciais e partidários, que têm o DEVER de manter a Constitucionalidade, a Legalidade, a Justiça, a Ordem. Tudo isto está a falhar no que ao AO90 diz respeito. Estamos sem uma Língua que nos identifique como Nação Portuguesa. Estamos sem a NOSSA Língua, na sua forma grafada.


Não será da racionalidade parar para pensar?

 

O caos está instalado. Os prejuízos causados pelo AO90 são incontáveis, mas absolutamente reversíveis. É necessário e urgente regressar à ORDEM.  É necessário e urgente praticar a ÉTICA nos organismos de Estado.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:19

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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2019

«Santos Silva avisa esquerda: fazer cair o Governo seria “traição ao eleitorado”». Como disse senhor ministro?»

 

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«Quem, muito legitimamente, tem lutado pela extinção do AO90, não pode deixar de se indignar com esta declaração, onde se aplica o conceito traição, esquecendo-se de que traição maior é aquela que o governo português está a cometer contra Portugal e os Portugueses, no que à Língua Portuguesa diz respeito. E não vemos o senhor ministro Augusto Santos Silva minimamente preocupado com isso.

 

Se fazer cair o governo seria “traição ao eleitorado”, o que dizer da imposição ilegal, inconstitucional e fraudulenta a Portugal e aos Portugueses, de uma grafia estrangeira, que configurará um crime de lesa-pátria, e de alta traição à Identidade Portuguesa, e aos valores linguísticos e culturais de Portugal.

 

 Aliás, têm memória curta, porque os socialistas, quando fizeram cair o governo de Passos Coelho (que ganhou as eleições) para formar a geringonça, também traíram o eleitorado português. Os socialistas podem, os outros não podem. Que raio de democracia é esta? 

 

O que se passa com as fraudes do AO90 não preocupa os actuais governantes portugueses. O que preocupa os actuais governantes portugueses é manterem um governo obeso, para fazerem de Portugal a sua quinta, e desgovernarem conforme os interesses dos grupos de pressão político-económicos, com acentuada tendência para os grupos estrangeiros.

 

Não podemos deixar de demonstrar a nossa indignação diante de tal declaração, quando se anda a trair vergonhosamente Portugal, a mentir descaradamente, de acordo com as denúncias que têm vindo a público das fraudes cometidas por diferentes governos, relativas ao pseudo, ilegal e inconstitucional Acordo Ortográfico de 1990, que podem ser consultadas nestes links.

 

Isto sim, é traição, não a um eleitorado, mas à Nação Portuguesa, o que é muito pior.»

 

«Governos de Sócrates e Lula mentiram sobre o Acordo Ortográfico»

 (Parte I)

 

«Acordo Ortográfico de 1990 nunca entrou em vigor»

(Parte II)

 

«São Tomé e Príncipe nunca entrou no «Acordo Ortográfico» de 1990»

(Parte III)

 

 «Cabo Verde nunca se vinculou ao «Acordo Ortográfico» de 1990»

 (Parte IV)

 

«Cabo Verde não tem «instrumentos de ratificação» dos protocolos ao Acordo Ortográfico de 1990»

(Parte IV-A)

 

«A data do depósito do «instrumento de ratificação» do 1º protocolo de Cabo Verde é falsa»

(Parte IV-B)

 

«A data de depósito do «instrumento de ratificação» do 2º protocolo de Cabo Verde também é falsa»

(Parte IV-C)

 

«Brasil e Portugal declararam datas discrepantes do Acordo Ortográfico de 1990»

(Parte V – Brasil)

 

«Augusto Santos Silva e Lula da Silva declararam versões muito diferentes quanto ao depósito do instrumento de ratificação do 1º protocolo ao Acordo Ortográfico»

(Parte V-A)

 

Fonte da notícia que gerou este comentário:

https://www.publico.pt/2019/10/31/politica/noticia/programa-governo-nao-vai-votos-debate-continua-1892012?utm_source=notifications&utm_medium=web&utm_campaign=1892012

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:53

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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019

O Acordo Ortográfico de 1990 é (já se sabe) “gato escondido com o rabo de fora” – E agora, senhor presidente da República?

 

E agora que se achou o fio à meada, ou seja, que se descobriu todo o enredo obscuro em que o AO90 estava enleado, agora que se encontraram provas que esclarecem o que sempre nos pareceu anormal, o que fará o Senhor Presidente da República Portuguesa? Continuará a remeter-se ao estrondoso silêncio, no que ao AO90 diz respeito, ou tomará uma posição pública, para acabar de vez com o que nunca devia ter começado, até porque sempre se soube que a aplicação do AO90 era ilegal e inconstitucional?

 

AO90.png

 

 

Desde há muito que se sabia que os políticos portugueses escondiam algo muito obscuro sobre o Acordo Ortográfico de 1990, o qual, com base num decreto que, na realidade, nunca existiu, se apressaram a OBRIGAR a aplicar nas escolas, na função pública e nos organismos Estatais, entre eles, os meios de comunicação social servis, (que, pelo visto, fazem parte do aparelho de Estado, tal o servilismo!).

 

Intriga-me o facto de esses, que, cegamente, se apressaram a aplicar o AO90, ou por ignorância, ou porque foram alvo de chantagem, ou por uma mera vocação servil inata, nunca tivessem a curiosidade de perguntar: qual a Lei que obriga a aplicar o AO90?

 

Eu já perguntei. E a resposta foi ZERO, o que significa que essa lei não existe. Se existisse, teriam esclarecido a cidadã ignorante. Não teriam?

 

Podem consultar essa minha tentativa de obter um esclarecimento junto dos governantes, neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/ao90-todos-os-caminhos-vao-dar-ao-197027?tc=15453345475

 

O resultado da aplicação ilegal do AO90 foi o seguinte: desatou-se a escrever incorreCtamente a Língua Portuguesa, para agora chegar-se à conclusão, a partir de provas documentais irrefutáveis, de que o AO90, de facto, nunca esteve em vigor em país nenhum, e que os Portugueses foram alvo, e as crianças portuguesas, as grandes vítimas, da maior BURLA de todos os tempos.

 

E ninguém nos venha dizer que os que nos governam NÃO SABIAM!

 

E agora que se achou o fio à meada, ou seja, que se descobriu todo o enredo obscuro em que o AO90 estava enleado, agora que se encontraram provas que esclarecem o que sempre nos pareceu anormal, o que fará o Senhor Presidente da República Portuguesa? Continuará a remeter-se ao estrondoso silêncio, no que ao AO90 diz respeito, ou tomará uma posição pública, para acabar de vez com o que nunca devia ter começado, até porque sempre se soube que a aplicação do AO90 era ilegal e inconstitucional.

 

Neste meu Blogue, sempre se chamou à atenção para o facto de o AO90 ser a maior FRAUDE de todos os tempos, desde que Dom Afonso Henriques nos deixou de herança um pequeno País, que já teve grande influência no Mundo, e hoje é apenas um País pequeno, encolhido e subserviente, que se arrasta na cauda da Europa, graças a uma corrupção engravatada, instalada numa política de trazer por casa.

 

Uma autêntica vergonha! E não julguem os políticos portugueses que são aceites na Europa, devido à sua competência e clareza. Porque não são. Aceitam-nos apenas por mero interesse estratégico. De resto, todos sabem que Portugal se arrasta na cauda da Europa, sendo o último em quase tudo.

 

Quiseram-nos arrancar à força o nosso maior símbolo identitário: a Língua Portuguesa, substituindo a nossa grafia, pela grafia brasileira, que apenas ao Brasil diz respeito, perdendo Portugal, deste modo, o respeito por si próprio, apenas porque uns poucos (porque eles até são poucos) traidores da Pátria decidiram dar um golpe de mão. (*)

 

Só que esses poucos esqueceram-se de um pormenor: o de esconder o rabo da tramóia (como na expressão gato escondido com o rabo de fora) que, trocado em miúdos, significa que os que se envolveram nesta coisa do AO90, fizeram uma negociata entre eles, esquecendo-se de que, como em tudo o que não é legal, há sempre um ponto fraco por onde se pode descobrir o “segredo” que parecia estar no “olimpo dos deuses menores”.

 

Podem consultar «O Negócio do Acordo Ortográfico», publicado nos Jornal O Diabo, neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-negocio-do-acordo-ortografico-172469

 

Os negociantes contaram com a subserviência (ressalvando todas as raras e honrosas excePções, obviamente) dos meios de comunicação social (nomeadamente dos televisivos, os mais servis), dos funcionários públicos, dos professores, de uma classe política ignorante e de uma população alienada, mais interessada em futebol, telenovelas e reality shows do que nas trafulhices da Língua, que devia identificar-nos como um POVO europeu independente, e, neste momento, identifica-nos como um povo servil e parvo, que trocou a bandeira portuguesa, pela bandeira brasileira, no que se refere à Língua; bem comotambém um povo trapaceiro, que, para tal, usou de um cambalacho, para impor a Portugal uma grafia que é pertença exclusiva do Brasil.

 

Para os negociantes, o segredo parecia estar bem guardado no olímpico Ministério dos Negócios Estrangeiros. Mas não estava, porque o AO90 configura um gato escondido com o rabo de fora. E como nem todos são servis, neste país cheio de serviçais, conseguiu-se achar o fio à meada…

 

Coube a Nuno Pacheco, redactor-principal do Jornal Público, descobrir a ponta da meada, e, sob o título «Querem datas giras para duvidar da validade do Acordo Ortográfico? Aqui vão algumas», publicou um artigo (que pode ser consultado no link mais abaixo), em que, apresentando provas documentais, conclui o seguinte:

 

«Finalizando (por agora): se Portugal só ratificou o Segundo Protocolo em 2009, a 13 de Maio (data célebre, não devido à ortografia mas a Fátima); se de São Tomé não se conhece registo de que tal protocolo tenha sido mesmo ratificado; e se Cabo Verde, em Dezembro de 2009, ainda estava a pensar notificar o MNE, “com a urgência possível”, da sua ratificação interna, como é possível afirmar (como se lê em notas, avisos e decretos) que o AO “entrou em vigor, a nível internacional, em 1 de Janeiro de 2007”? Não era altura de tais documentos serem mostrados a uma alta instituição, independente e idónea (talvez a Presidência da República ou a Provedoria de Justiça), para deslindar, seriamente, esta monumental trapalhada?»

 

Ver artigo completo aqui:

https://www.publico.pt/2019/08/08/culturaipsilon/opiniao/querem-datas-giras-duvidar-validade-acordo-ortografico-aqui-vao-1882433?fbclid=IwAR1_a4l2oOCnw3EO1DnfYOzil64bQy19vzKuX9kLuHvxr3pH57U2nB2xeLg

 

Com base naquele “por agora”, e tanto quanto sei, ainda há muito mais por desvendar, devidamente documentado. Aguardemos, pois.

 

Posto isto, do que estão à espera os órgãos de comunicação social televisivos, para abordarem este tema gravíssimo e danoso para a Nação Portuguesa? Fazem propaganda à selvajaria tauromáquica, e silenciam o que é importante para o País?

 

Do que estará à espera o senhor Presidente da República Portuguesa, para se pronunciar sobre esta estranha descoberta?

 

Isabel A. Ferreira

 

***

(*)Golpe de mão”: diz-se de um acto praticado com má-fé.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

Carta aberta de Francisco João da Silva a todos os que amam e lutam pela Língua Portuguesa

 

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Enquanto houver ovelhas negras  em Portugal, a Língua Portuguesa estará a salvo...

Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1856979924329833&set=a.561001547261017&type=3&theater#

 

«Caros Amigos, Caros Colegas, Caros Companheiros de Luta!  

 

Como coordenador do Movimento em Prol da Língua Portuguesa   (MPLP), tenho o prazer de vos transmitir uma informação,   redigida ontem   rapidamente com a Isabel A. FERREIRA (igualmente   coordenadora do MPLP),   e que   demonstra   que a luta deste Movimento assim como a   de portugueses dignos e verticais,   contra a destruição da Matriz da Língua Portuguesa,   compensa     e contribuiu   também   para que a "OMERTA" de uma certa Imprensa Portuguesa, cessasse desde ontem,   dia 13 de Maio de 2019, graças à TVI   (consultar o texto mais abaixo) (*) que deve ser louvada por esta óptima iniciativa.  

 

É de salientar que, embora tenham sido convidados pela TVI, nenhum acordista (defensor do "acordo") se dignou responder ao convite da TVI para que viessem defender os seus  pontos   de vista, os quais como se sabe, apenas contribuem para a destruição da Matriz da Língua Portuguesa.

 

Porquê?   Falta de coragem?   Agora que o vento parece estar a mudar de direcção, será que os "acordistas" têm vergonha de dar a cara?   Estarão eles já a pressentir o princípio do fim do descalabro total da tal "unificação" da Língua Portuguesa nos oito países de Língua Oficial Portuguesa?

 

A nível nacional, desde ontem, dia 13 de Maio, muitas coisas mudaram. E decerto muitas outras vão mudar num futuro próximo, a começar no Congresso Brasileiro ....

 

Para vossa informação, o MPLP, apresentou queixa  contra o Estado Português, por violação da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural e Imaterial (CSPCI) da UNESCO.

 

A própria Constituição da Nação Portuguesa foi violada grosseiramente, assim como a Convenção de Viena, que rege o Direito Internacional, no que respeita aos Tratados Internacionais. (O "acordo"  ortográfico de 1990 é, na verdade, um Tratado Internacional).

 

Esta  luta foi portanto internacionalizada, pelo MPLP, porque era necessária!

 

Actualmente, o Brasil   dirige-se para a revogação   do "acordo" ortográfico, AO1990 , como já todos o sabem! Portugal, teimosamente só, ou melhor   "orgulhosamente só", vai ser o único país a impor ilegalmente e inconstitucionalmente à população, um novo dialecto cujo nome é "ACORDÊS" ?

 

Quando o Congresso Brasileiro   rasgar e atirar     definitivamente   para o CAIXOTE do LIXO esse FRANKENSTEIN LINGUÍSTICO que é o "acordo" ortográfico,  o Brasil libertará   consequentemente PORTUGAL da ignomínia,  ou seja da destruição  do Património Imaterial de Portugal  (do qual a língua é um elemento / vector essencial)   por uma certa classe   política, que passará   vergonhosamente para a História, como traidores à Pátria de Fernando PESSOA.

 

Chegou a hora de o Brasil ajudar  Portugal  a libertar-se destas grilhetas!   Portugal, que deu "Mundos ao Mundo", assim como o seu Povo, já não consegue fazê-lo sozinho.   A   ajuda tem de vir de fora, como aliás o compreendeu o MPLP ao internacionalizar esta luta.

 

Brasil, Angola e outros Países de Língua Oficial Portuguesa mostram agora o caminho à antiga potência colonial. Devem ajudar-nos agora numa outra luta de libertação! A luta de libertação contra a DITADURA ORTOGRÁFICA, em PORTUGAL.

 

E ao fazê-lo, o Brasil estará igualmente a dar o primeiro passo (que é o mais difícil e importante)   para que   finalmente   proclame   urbi et orbe,   que a derradeira   herança   colonial e linguística chegou ao fim  e que a Língua Oficial da República Federativa do Brasil será a Língua Brasileira (sem dúvida alguma oriunda da Matriz da Língua Portuguesa).

 

É a diversidade linguístico-cultural que nos aproxima, e jamais uma unificação, imposta ilegalmente e inconstitucionalmente por políticos sem qualquer legitimidade ou competência para o fazer (não vá o sapateiro além da chinela).

 

Angola, Moçambique, entre outros países de expressão portuguesa, bem o perceberam, pois não ratificaram esse FRANKENSTEIN LINGUÍSTICO que é o  "acordo " ortográfico, o dito AO1990.

 

CABO VERDE declarou oficialmente, creio que em 2017, o CRIOULO CABO-VERDIANO, Língua Oficial de CABO-VERDE, relegando/classificando o Português como língua estrangeira! Que grande bofetada! O descalabro é total!    

 

Cordialmente a todos.

Forte abraço.

Francisco João DA SILVA»

 

(*)

 

Nos dez anos da aplicação (ilegal) do AO90, TVI abre a "Caixa de Pandora" e solta a aberração em que o "acordo" assenta

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/nos-dez-anos-da-aplicacao-ilegal-do-184141

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:07

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

O DESCONCERTADO PORTUGUÊS AMALACADO

 

Aceitar o AO90 é rejeitar a Língua Portuguesa, a Cultura Portuguesa, a Identidade Portuguesa, a Nação Portuguesa.

 

PORTUGUES AMALACADO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Sexta-feira, 17 de Março de 2017

O governo português não é o dono da Língua Portuguesa…

 

… nunca foi, e jamais será.

 

ABERRAÇÃO.png

 

O Estado Português é tão-só (ou deveria ser) o Guardião da Língua e, como tal, tem o dever de a defender dos seus predadores. Contudo, o Estado Português, na pessoa do seu Chefe, Marcelo Rebelo de Sousa, está-se nas tintas para este dever.

 

Por outro lado, o governo português, socilaista, apoderou-se dela como se fosse sua propriedade. E pior do que isso, para a destruir, para a desbaratar, como tem desbaratado os nossos impostos.

 

Acontece que a Língua Portuguesa é património da Nação Portuguesa e dos Portugueses. Um património inalienável. Inegociável.

 

A Língua Portuguesa é o coração saudável e palpitante que dá vida e identidade a Portugal. É a alma portuguesa.

 

E o governo português, sem ter a mínima noção do que faz, está a extirpar esse coração, para o substituir por um coração artificial, já enferrujado e velho, e a vender a alma ao diabo.

 

E ninguém, na posse das suas faculdades mentais, vende o próprio coração, saudável e palpitante, para o substituir por um artificial, velho e enferrujado, ou vende a própria alma ao diabo.

 

E nós, como Portugueses, temos o direito e o dever de exigir ao governo português que devolva a Portugal o seu imo. O nosso imo. Nem que para isso tenhamos de fazer uma revolução.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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