Quinta-feira, 7 de Junho de 2018

FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA DEBATIDO NO FRONTEIRA XXI DA RTP3

 

Assisti ao programa com todas as minhas “antenas” ligadas, e a primeira coisa que me surpreendeu foi a escolha dos convidados, para debater a importância e o futuro da Língua portuguesa: Ivan Lins (Brasil), Germano Almeida (Cabo Verde) e Pedro Mexia Portugal).

 

 

Ivan Lins, cantor, pianista e compositor, um dos artistas brasileiros de maior sucesso em todo o mundo, e de quem sou muito fã; Germano Almeida, um dos mais destacados escritores cabo-verdianos, Prémio Camões 2018, editor, portanto, fã do AO90; Pedro Mexia, distinto poeta, cronista e crítico literário português, e Assessor Cultural da Presidência da República. Três figuras relevantes da Cultura dita lusófona, escolhidas a dedo para serem “conduzidas” pelo guião predeterminado por Carlos Daniel, jornalista e moderador do debate.

 

E surpreendi-me porque esperava ver ali também um Linguista (dos sérios), um Jurista (dos sérios) e representantes de Angola e Moçambique, (que não aderiram ao AO90) para nos esclarecer o que não ficou esclarecido. Ivan Lins é um excelente músico; Germano Almeida, um escritor acordista, que, como editor, tem os seus interesses em expandir o AO90; quanto a Pedro Mexia, a sua intervenção foi morna, como assessor de um presidente da República que se está nas tintas para a destruição da Língua, e que viola a Constituição Portuguesa, que jurou defender, aceitando placidamente que o AO90 seja imposto a Portugal, ilegalmente; a Pedro Mexia talvez não conviesse ser muito explícito, numa crítica mais cáustica ao que está a passar-se em Portugal, a nível da Língua, no que diz respeito à ilegalidade desta imposição. E se isto não é verdade, peço, desde já, desculpa.

 

Carlos Daniel insistentemente ia dizendo que o Português está entre as seis línguas mais faladas do mundo. Do Brasil, a África, passando pela Índia, Timor-Leste ou Macau serão mais de 260 milhões aqueles que no mundo falam Português, dizem os dados oficiais. Mas serão mais de 260 milhões de pessoas no mundo a falar Português? Isto corresponderá à realidade? Se é em Português que nos entendemos, que estratégia existe para a língua e a sua afirmação no futuro? Quanto vale falar Português? Que património cultural arrasta? Que poder tem a nossa língua?

 

Perguntas cuja resposta é apenas uma: os Portugueses, ao darem novos mundos ao mundo, deixaram a sua Língua, a Portuguesa, que foi sendo assimilada, reformulada, e enriquecida com as diversas influências de línguas nativas e de povos que se foram fixando nos vários territórios colonizados pelos Portugueses (não se pretenda descolonizar o passado, não se queira destruir a História, porque jamais a História poderá ser destruída), criando uma nova linguagem e dialectos, que se afastaram da sua Matriz, criando uma riquíssima diversidade linguística que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende destruir.

 

E o Português só terá PODER e durabilidade na sua diversidade, e não numa pretensa e impraticável uniformidade, que não serve os interesses de nenhum país dito lusófono/lusógrafo, excepto o Brasil.

 

Também se disse, falaciosamente, que o Português É língua oficial de nove países, quando não é bem assim. Ser língua oficial não significa que seja falada ou escrita por todo o povo, ou sequer aplicada. Poderá ser língua oficial junto com a Língua autóctone ou até outras línguas, existindo uma, predominante, que não é o Português. E isso ficou bem claro, quando Germano Almeida salientou que em Cabo Verde a Língua Oficial é o Crioulo Cabo-verdiano, oficializado passado pouco tempo de aquele país ter ratificado o AO90. O povo cabo-verdiano exprime-se em Crioulo, com toda a legitimidade, e a Língua Portuguesa está como segunda língua, ou língua estrangeira. O mesmo acontece na Guiné Equatorial, que Pedro Mexia disse e muito bem, ser um país que nem sequer fala Português. Foi introduzido no grupo dito “lusófono” pela CPLP, vá-se lá saber com que intenções, e tem o Português como língua oficial não aplicada. Em Timor-Leste a maioria do povo fala os seus dialectos, e o Tétum. O mesmo acontece em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. Em Macau a maioria do povo expressa-se em Mandarim. No Brasil, existe o dialecto brasileiro, que já se afastou, e muito, do Português.

 

Portanto, é falacioso dizer que o Português é falado ou escrito por esses milhares. Há que descontar, ainda, os milhares de analfabetos existentes em cada país, que não sabem escrever.

 

Disse-se que a Língua Portuguesa deixou vestígios em mais de uma centena de línguas e dialectos. É verdade. E essas línguas e dialectos não poderão ser chamados de Português, por já se terem afastado dele; assim como o Português não poderá ser chamado de Latim, língua que deixou vestígios em várias línguas e dialectos, porque se afastou dela.

 

A intervenção de Ivan Lins foi muito curiosa e elucidativa. Deixou bem claro que a Matriz da Língua é a portuguesa, e não a brasileira. Em Portugal canta-se em português, e no Brasil canta-se em brasileiro, e quando um português canta em brasileiro, e um brasileiro canta em português, as coisas não resultam. Eu, pessoalmente, detesto ouvir os nossos fadistas a cantar músicas brasileiras  em português. Não é a mesma coisa. As composições brasileiras foram feitas para o brasileiro, e só em brasileiro são magníficas. O mesmo digo de os brasileiros tentarem cantar músicas portuguesas em português, ou cantar um fado  em brasileiro. É um autêntico desastre!   Não tentem, porque não dá certo. Cada país com a sua particularidade. É o mesmo que tentar cantar o Inglês em português, (kides) ou brasileiro (kidjis) por kids. Uma tragédia!

 

Outra coisa que Ivan disse e até pode ser, mas na realidade não é, é que, no Brasil, faz-se muito pela a Literatura Portuguesa. Podem até fazer encontros, palestras, levarem lá escritores portugueses, mas a verdade é que a Literatura Portuguesa foi banida das escolas brasileiras, e o Português não se estuda nas escolas brasileiras, com a designação de Português. Estuda-se “Comunicação e Expressão”. E isto é que conta. Bem como em Portugal os alunos portugueses nada sabem de Literatura Brasileira. Sabem de novelas e actores de novelas brasileiros. Alguns saberão da música brasileira. Mas não sabem quem é Machado de Assis.

 

Ivan Lins abordou também a questão da pronúncia portuguesa, que os brasileiros não entendem. E não entendem porquê? Porque os portugueses pronunciam mal as palavras. Os alunos portugueses não são ensinados a pronunciar correctamente as palavras. Desde o berço que devemos falar com as crianças numa boa pronúncia, e não naqueles tátátás que deturpam a língua, para que elas possam crescer com a noção de que têm de pro-nun-ciar to-das as sí-la-bas.

 

E Ivan Lins deu como exemplo o termo OPERADO, que mal pronunciado soa a uprado, o que pode levar para a pastagem, ou Museu do Prado. No entanto se os portugueses pronunciarem bem a palavra, dirão ô (nem u nem ó) - p (fechado)- du. E todos os que souberem Português entenderão.

 

Falou-se no caso dos fadistas, que engolem as consoantes, e ninguém os percebe. Eu também não os percebo, porque para se cantar também é preciso ter uma boa dicção. E o Gregório Duvivier brincou com isso, no vídeo apresentado. Mas há que dizer que, em Portugal, a esmagadora maioria dos portugueses pronuncia mal as palavras, porque até nem sabem o que é transcrição fonética. E agora com esta invasão acordista, as coisas pioraram bastante. Se antes se falava mal, agora fala-se mal e escreve-se ainda pior. O ensino do Português é ca-ó-ti-co.

 

Germano Almeida, por sua vez, disse que aprendeu a escrever quizesse com Z, e que um dia lhe chamaram a atenção para o erro, porque a palavra passou a grafar-se com esse (quisesse). O que os acordistas não sabem, é que as reformas ortográficas de 1911 e de 1945 não cortaram a raiz à história das palavras, como a reforma ortográfica unilateral do Brasil, em 1943, cortou.

 

Pronunciem alto as palavras quizesse e quisesse; pharmacia e farmácia, elle e ele. O que mudou? Apenas a grafia, que foi simplificada, porque não interferia com a pronúncia, e no caso de pharmacia, se tínhamos a letra F, porque haveríamos de grafar PH?

 

Agora pronunciem alto as palavras direto e directo; fatura e factura; adoção e adopção. O que mudou? Mudou a pronúncia direto (dirêtu); fatura (fâturâ); adoção (âdução); mutilou-se e desenraizou-se as palavras, deixando-as sem história e sem significado, ou com outro significado, como adoção, que pode interpretar-se como algo que levou muito açúcar.

 

É falácia dizer que a Língua Portuguesa é a 3ª mais usada nas redes sociais e a 5ª mais utilizada na Internet. Qual Língua Portuguesa? Será o Dialecto Brasileiro, derivado da Língua Portuguesa, porque os Brasileiros são em maior número. Mas não lhe chamem Língua Portuguesa.

 

2050.png

 

Serão mais de 260 milhões de pessoas no mundo a falar Português? Já vimos que não serão. E este número continuará a subir, acompanhando a explosão demográfica no Hemisfério Sul, e atingirá os 395 milhões em 2050, estimados pela ONU, que tem como secretário-geral o acordista António Guterres, que não serve os interesses de Portugal?

 

Não, não continuará a subir, se insistirem em impor a mixórdia em que se transformou o Português grafado. Ivan Lins, que lê no nosso Português, deu o exemplo da árvore, com as suas raízes, caule, folhas, flores e fruto. A Língua Portuguesa é a árvore, a qual, se lhe cortarem as raízes, não terá caule, nem folhas, nem flores, nem frutos, e acabará por morrer. Desaparecer será o futuro da Língua Portuguesa, se insistirem em a mutilar, cortando as suas raízes latinas.

 

ÁRVORE.png

Origem da imagem: Internet 

O programa trouxe-nos ainda a riquíssima diversidade das pronúncias nos diversos países ditos lusófonos. Ouvimos a pronúncia brasileira, com Ivan Lins; a pronúncia cabo-verdiana, com Germano Almeida; a pronúncia moçambicana, com Mia Couto, o Mestre dos neologismos que enriqueceram a Língua Portuguesa; a de Angola, com José Eduardo Agualusa (que é acordista, talvez devido à sua ascendência brasileira, e a dele não é a pronúncia típica angolana); e se formos aos restantes países, as pronúncias são diversificadas. E há que preservar esta diversidade oral.

 

Por fim, com a pressa de implementar a grafia brasileira nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, o Instituto (custa-me a chamar-lhe Camões, porque já não é Camões), andou a distribuir professores acordistas, por essas comunidades, ensinando-se aos estudantes a grafia brasileira, chamando-lhe portuguesa, e agora não sabem como hão-de descalçar esta bota.

 

Uma coisa é certa: as crianças aprendem e desaprendem com muita facilidade. Poderão até ficar a escrever nas duas versões (como eu fiquei quando andei cá e lá, a mudar as ortografias, e optar por uma), mas não lhes digam que o que estão a aprender é a grafia portuguesa, porque não é. A isto chama-se ludibriar, mentir, enganar.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

«QUAL A LÍNGUA OFICIAL DE PORTUGAL?»

 

20% dos norte-americanos diz que é o espanhol.

 

Então não é?

 

Um interessante texto de José Varela Rodrigues, no Jornal Económico, para reflectir algo que julgamos que existe, mas não existe: uma coisa chamada Cultura Geral. Nem em Portugal, nem nos Estados Unidos da América, nem em parte alguma.

 

O vazio cultural é chocante, e em terra de cegos, quem tem um olho é rei.

Obviamente.

 

REI.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

«Entre os 4.180 norte-americanos inquiridos pela Jetcost, 49% acredita que África é um país; 39% pensa que o Polo Norte não existe e 9% acredita que a Terra é plana.

 

O site de viagens Jetcost divulgou esta terça-feira o resultado de um estudo realizado junto de mais de quatro mil turistas norte-americanos, em que 20% afirmou que o idioma que se fala em Portugal é o espanhol.

 

Para a Jetcost, “os norte-americanos não são propriamente os mais conhecedores de geografia, turismo e cultura de outros países” e, por isso, foi levado a cabo um inquérito junto de 4.180 turistas norte-americanos com mais de 18 anos e emprego estável, que tenham viajado pelo menos uma vez nos últimos dois anos, a fim de apurar os conhecimentos destes turistas.

 

Antes de responderem às questões da Jetcost, num teste de “verdadeiro ou falso”, a maioria dos inquiridos disse estar “muito seguro dos seus conhecimentos”. O resultado acabou por revelar um quadro de ignorância, no mínimo, assustador.

 

Além de 20% julgar que o espanhol é um idioma e que é a língua oficial de Portugal, 11% dos entrevistados pensa que a Islândia é um “país não habitado devido ao clima muito frio” e 9% pensa que Chipre é a capital do México, ou que a terra é plana.

 

Eis os dez erros mais comuns do turista norte-americano:

 

1) 51% acredita que “Australásia” é outra forma de nomear Austrália;

 

2) 45% acredita que África é um país;

 

3) 39% crê que o Polo Norte não existe;

 

4) 28% pensa que é necessário demora-se 18 horas num voo entre Nova Iorque e Londres;

 

5) 26% acredita que a Escócia está no Equador;

 

6) 21% crê que França faz parte do Reino Unido;

 

7) 20% acredita que a língua oficial de Portugal é o espanhol;

 

8) 17% julga que o Japão está “protegido” pela Grande Muralha do Japão;

 

9) 14% acredita que o arquipélago das Filipinas é um estado chinês;

 

10) 11% crê que a Islândia é um “país não habitado devido ao clima muito frio”.»

 

Fonte:

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/qual-a-lingua-oficial-de-portugal-20-dos-norte-americanos-diz-que-e-o-espanhol-295100

 

***

Entretanto, num comentário, a este texto, o Bujardas deixou esta piada clássica, que apesar de ser piada, diz umas verdades, muito verdadeiras, e também diz algo mais…

 

«A ONU resolveu fazer uma pesquisa sobre a escassez de alimentos no mundo. Para isso, enviou uma carta para os representantes de alguns países estratégicos solicitando suas opiniões, no seguinte teor:

 

POR FAVOR, DIGAM HONESTAMENTE A SUA OPINIÃO SOBRE A ESCASSEZ DE ALIMENTOS NO RESTO DO MUNDO

 

A pesquisa foi um fracasso:

 

* Nenhum dos países europeus entendeu o que era "escassez".

 

* Os africanos não sabiam o que eram "alimentos".

 

* Os cubanos estranharam e pediram maiores informações sobre o que era "opinião".

 

* Os norte–americanos nem imaginavam o que significa o "resto do mundo".

 

* O Congresso Brasileiro está debatendo, há anos sobre o que é honestamente.

 

***

Pois… agora, senhores governantes portugueses, digam honestamente a sua opinião… também, sobre tudo isto.

 

Não querem tentar?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:26

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2018

QUE PORTUGUÊS ANTÓNIO GUTERRES CELEBROU NA ONU NO DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA?

 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, esteve presente nas celebrações do Dia da Língua Portuguesa, realizadas no passado sábado, dia 05 de Maio de 2018, nos jardins da sede da ONU, em Nova Iorque.

 

Sabemos que António Guterres adoPtou a grafia brasileira, e foi com grande estupefacção que o ouvi, neste vídeo, falar de uma diversidade que é preciso manter

 

Ouçamo-lo:

 

 

António Guterres, diz que «as pessoas estão fartas da uniformização (mas querem-nos impor a uniformização da Língua Portuguesa através da grafia brasileira); Guterres diz que a diversidade cultural é um valor extraordinário (daí que cada país deva ficar com a própria cultura, seja linguística ou outra, o que não está a verificar-se em Portugal, com a imposição do AO90); e Guterres acrescenta sobretudo num mundo em que estamos a ver surgir o racismo e a xenofobia, vários sentimentos isolacionistas de separar uns dos outros, a diversidade que a CPLP representa e que cada um dos países da CPLP representa na sua multiplicidade étnica, cultural e religiosa são valores fundamentais de que nos devemos orgulhar e que devemos projectar neste mundo»…

 

Ou eu percebi mal, ou António Guterres meteu os pés pelas mãos, ao dizer que a diversidade cultural é um valor extraordinário, e ao considerar a diversidade da CPLP e a multiplicidade étnica, cultural e religiosa como valores fundamentais que é necessário projectar no mundo, se não é isto que o malfadado acordo ortográfico de 1990 preconiza, e se ele próprio, António Guterres, ao adoPtar a grafia brasileira, afastou-se dessa diversidade que apregoa.

 

Se há algo que me tira do sério é esta coisa de os governantes julgarem que somos todos parvos.

 

A diversidade da CPLP está a ser posta em causa pelo AO90, engendrado unicamente entre o Brasil e Portugal, e que o governo português está a impor aos portugueses ilegalmente. Com a imposição do AO90 pretende-se que os oito países da CPLP adoPtem a grafia brasileira, e a isto não se chama diversidade, nem multiplicidade. Chama-se uniformização.

 

Que Português podemos celebrar no dia da Língua Portuguesa, se a Língua Portuguesa saiu da esfera portuguesa?

 

O que pretenderão com estas celebrações?

 

Sabemos que  a CPLP é uma fraude. É uma reminiscência da época colonial. Não me parece que as ex-colónias portuguesas tenham assim tantas saudades do colonizador para continuarem a pretender estar a ele amarradas por elos linguísticos.

 

Queremos manter a diversidade. Queremos preservar a multiplicidade étnica, cultural e religiosa de que fala António Guterres, e para isso é urgente acabar com esta coisa de pretender UNIFICAR a diversidade linguística que existe nos oito países lusógrafos.

 

A este propósito sugiro a leitura de:

UMA DAS MAIORES IGNORÂNCIAS DOS ACORDISTAS É PRETENDEREM COMPARAR O AO90 COM AS ANTERIORES REFORMAS ORTOGRÁFICAS

 

A GRANDE FALÁCIA DOS ACORDISTAS

 

Daí que nada há para comemorar no que respeita à Língua Portuguesa, enquanto pairar sobre nós a fraude do AO90.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

QUE PORTUGUÊS PARA A ONU?

 

ONU.jpg

 

Na entrevista feita pelo acordista Jornal Expresso a Luís Faro Ramos, presidente do “Camões” – Instituto da Cooperação e da Língua (mas qual língua?) li que fazer do Português uma das línguas oficiais da ONU é uma aposta estratégica do Governo (mas qual governo?). E esta foi uma das razões que levaram Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios dos Estrangeiros, a nomear pela primeira vez um diplomata para dirigir o instituto que tutela a língua e a cooperação.

 

E aqui colocam-se algumas questões: o tal “Camões” que agora é cooperador dos verdugos da Língua Portuguesa, nesta questão, estará a servir os interesses de quem? De Portugal, como Estado soberano e independente de influências estrangeiras, ou do Portugal subserviente aos interesses do Brasil?

 

É que a Portugal só interessa apresentar na ONU a Língua Materna Portuguesa, na sua versão culta e europeia, para não destoar das restantes Línguas Maternas cultas (algumas europeias) que fazem parte das línguas oficiais da ONU, a saber: o Inglês (de Inglaterra e não das ex-colónias); o Francês (de França e não das ex-colónias); o Chinês (o mandarim e não nenhum dos dialectos chineses); o Espanhol, (de Espanha e não das ex-colónias); o Árabe culto e não nenhuma das suas variantes; e o Russo, Língua Materna da Rússia e de vários outros países da Eurásia, e não nenhuma das suas variantes.

 

Ora não podemos apresentar na ONU outra língua que não seja a Língua Materna de Portugal, que é a Língua Portuguesa na sua versão falada e escrita, culta e europeia, e não na variante ortográfica brasileira que tem implicações com a oralidade (por exemplo, os que escrevem “direto” terão forçosamente de ler “dirêto”, sob pena de estarem a pronunciar mal o monstrinho ortográfico), e a qual andam a impingir aos Portugueses.

 

Sabemos que a aposta estratégica do Governo é a de apresentar à ONU a versão brasileira da Língua Portuguesa, no que respeita à ortografia, até porque foram os Brasileiros que tiveram a ideia primeiro, porque acham que eles são milhões, e nós, os outros escreventes e falantes lusófonos, que incluem os Angolanos, Moçambicanos, Timorenses, Cabo-Verdianos, São-Tomenses e Guineenses somos apenas milhares. Por isso, é tão importante para Santos Silva que os portuguesinhos aceitem o AO90 sem barafustar. A negociata passa por este detalhe. Por isso, o nosso ministro dos negócios DOS estrangeiros anda tão empenhadíssimo nesta negociata, e o “Camões” (quanto desprestígio para o Poeta!) ajuda a esta “missa (ão)”.

 

Portugal não pode impor-se internacionalmente com uma variante da Língua Portuguesa. Seria o desprestígio total. E penso que a ONU descartará essa possibilidade, a exemplo do que já fez o Vaticano: a Língua Portuguesa deixou de ser língua de trabalho na Cúria Romana, por ter perdido o seu cunho de língua culta europeia...

 

(Ler notícia aqui)

A SANTA SÉ FARTOU-SE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-santa-se-fartou-se-do-acordo-22657

 

LUSOFONIA: BISPOS LAMENTAM SUSPENSÃO DO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/lusofonia-bispos-lamentam-suspensao-do-48332

 

Seria uma vergonha, um país europeu impor-se internacionalmente com um dialecto mutilado, e não com a Língua Materna, como todo os outros.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2016

NA CIMEIRA DA CPLP FOI APROVADA PROPOSTA PARA QUE O PORTUGUÊS SEJA LÍNGUA OFICIAL NA ONU

 

Refira-se que actualmente a ONU tem seis línguas oficiais: Inglês, Castelhano, Francês, Árabe, Mandarim Padrão e Russo, nas suas versões originais e não nas suas variantes.

 

Lê-se nas notícias:

«O Presidente da República de Portugal anunciou hoje que na XI Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi aprovada uma proposta para que o Português seja uma língua oficial nas Nações Unidas (ONU)».

 

E bastou isto para se levantar uma questão pertinente: a que português se referiu o PR? À Língua Oficial Portuguesa, culta e europeia, ou à ortografia mutilada que nos querem impingir como língua, e que dá pelo nome de AO90, mais conhecido por acordês ou brasileirês?

 

CPLP.jpg

 

ACTAS.jpg

Isto diz claramente da “UNIFICAÇÃO” pretendida e instalada na CPLP com o AO90

 

Esta proposta partiu do Brasil, com o evidente objectivo de que seja aprovada a ortografia mutilada, que foi adoptada pelo governo brasileiro, com o intuito de baixar o alto índice de analfabetismo que grassava no país, em tempos idos… e que infelizmente ainda se mantém.

 

Ora isto não é motivo científico nem evolutivo que possa conduzir à simplificação de uma ortografia com história. Com origem.

 

Como diz, e muito bem, o amigo António Aguiar, na sua publicação no Facebook:

 

«Todo o povo português unido contra, o povo angolano contra, o moçambicano e o brasileiro, enfim toda a Lusofonia que se preza está contra o acordo ortográfico. Sim, o mesmo Povo que os políticos da cimeira, supostamente, deviam representar. Quanto tempo ainda a contornarem, a divergirem, a inventarem, a insistirem na asneira?!»

 

Fonte da citação e da imagem do Expresso:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208473580212096&set=gm.1283303515048352&type=3&theater

 

Ponto principal: a ONU não pode integrar uma língua oficial a partir de uma ortografia mutilada. Seria uma vergonha para a Lusofonia, para a CPLP, para Portugal, para o próprio Brasil, que mutilou a língua, não por razões evolutivas ou científicas, mas para facilitar a aprendizagem, coisa que povo algum jamais ousou fazer.

 

As línguas evoluem naturalmente. Não por motivos tão pobres, como o da incapacidade de aprendizagem, ou por motivos meramente financeiros.

 

É verdade que uma das línguas mais faladas no mundo é a Língua Portuguesa. Mas isto não significa que se tenha de “oficializar” a versão mutilada dessa mesma língua, apenas porque essa versão tem mais falantes ou escreventes.

 

Como dizia alguém: «Isto não é coisa pequena para um país pequeno».

 

Não, não é.

 

Por isso mesmo, devemos defender a dignidade da Língua que espalhámos pelo mundo, e não permitir que a abandalhem, por aí, escrevendo-a incorrectamente, porque não estamos a falar da diversidade das falas. Mas tão-só da ESCRITA. E essa é só uma: é a da Língua Portuguesa.

 

Não passa pela cabeça de ninguém utilizar as variantes americanas das Línguas Inglesa e Castelhana na ONU, apenas porque essas variantes têm mais falantes e escreventes.

 

Por isso, se o Português se tornar uma das línguas oficiais da ONU, terá forçosamente de ser uma língua legal, a Língua Portuguesa, e não o acordês mutilado, inculto e ilegal.

 

Seria altamente desprestigiante para Portugal, que é o berço da Língua, como Inglaterra é o berço da Língua Inglesa e Espanha o berço da Língua Castelhana.

 

No jornal Tornado lê-se em bom Português:

 

«As pressões sobre Angola e Moçambique para ratificarem o “acordo ortográfico”, continuam, acompanhadas das habituais mentiras sobe a “ortografia única”. O subsecretário para África e Médio Oriente do Ministério brasileiro das Relações Exteriores, Fernando Abreu, deu ênfase à necessidade de ratificação do acordo ortográfico em Angola e Moçambique.

 

“Isso facilitará a divulgação da língua portuguesa e determinadas tarefas, como a divulgação de livros, será facilitada porque teremos uma ortografia única. Evidentemente, respeitando as expressões regionais, de cada país, a um vocabulário ortográfico convencional”, explica Abreu.»

 

Fonte: http://www.jornaltornado.pt/cplp-discute-nova-visao-estrategica/

 

E deforma-se uma língua apenas para facilitar estas coisinhas triviais de que fala o senhor Abreu?

 

Isto só de mentes terceiro-mundistas, que desconhecem a essência das Línguas Cultas.

 

Nenhum povo deforma a própria língua, para facilitar relações ou troca de livros com outros. Isto nunca aconteceu em país nenhum do mundo. Por que haveria de acontecer logo com Portugal?

 

Evidentemente que isto tem a ver com a falta de espinha dorsal dos nossos políticos.

 

Ainda assim, estou convicta de que a ser aceite pela ONU a introdução da Língua Portuguesa, está será a Língua Portuguesa e não o Acordês.

 

É que o AO90 não existe oficialmente, nem internacionalmente.

 

O AO90 é apenas um produto de consumo interno para os brasileiros e os portugueses menos cultos e menos informados. E claro, para os servis e escravos do poder político, de um e de outro lado do Atlântico.

 

A Língua Portuguesa internacional é a Língua Portuguesa. E não outra.

 

Quem fez o anúncio da proposta foi Marcelo Rebelo de Sousa, que não pode trair Portugal e a Constituição da República Portuguesa, sob pena de ficar conhecido na História pelo presidente que vendeu a Língua Portuguesa e não defendeu a CRP.

 

O Presidente da República Portuguesa não se atreveria a ENGANAR o mundo a este ponto, só lhe ficava mal, até porque a Língua Oficial de Portugal é a Língua Portuguesa, e não o acordês, que está ilegalmente a ser utilizado, e anda por aí a fingir que é uma língua a sério.

 

É preciso saber distinguir português de Língua Portuguesa.

 

São duas coisas distintas.

 

Português pode ser muita coisa. Língua Portuguesa é só uma.

 

Portugal não precisa de se pôr em bicos de pés para que o mundo o veja. Portugal teve o seu papel importante ao dar ao mundo novos mundos, novos países.

 

É preferível que a Língua Portuguesa não esteja representada em parte alguma, do que estar representada na sua versão pobre e inculta, ou seja, na versão mutilada, imposta ilegalmente e que envergonha até mesmo o país que a pariu: o Brasil.

 

A propósito: o que faz nesta Lusofonia a Guiné Equatorial?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

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Terça-feira, 11 de Outubro de 2016

O JORNAL SOL DIZ QUE PORTUGAL ESTÁ “SOBREPRESENTADO” NA ONU… COMO DISSE? ESTÁ O QUÊ????

 

Li isto aqui há dias no Jornal Sol online

 

«Segundo o último balanço oficial, trabalham no secretariado das Nações Unidas 120 portugueses. Portugal está entre os 28 países “sobrepresentados” na organização».

 

Por mais que eu tente, não consigo alcançar o significado exacto do vocábulo “sobrepresentados”. Alguém sabe o que isto é?

 

Será mais uma daquelas deformidades do AO90? É que ultimamente elas (as deformidades) crescem por aí como os cogumelos num bosque em dias chuvosos…

 

O QUÊ.jpg

 

Origem da frase: http://www.sapo.pt/logout/mail

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

A NOMEAÇÃO DE GUTERRES PARA A ONU ORGULHA PORTUGAL, E PORTUGAL ORGULHARÁ GUTERRES?

 

Com que ortografia se comunicará com o mundo?

 

É o que vamos esmiuçar

 

AG-1[1] GUTERRES.jpg

 

Penso que serão poucos, aqueles que não se sentirão orgulhosos da nomeação de António Guterres, ocorrida no passado dia 6 de Outubro, para Secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Da direita à esquerda, a unanimidade, perante esta aclamação, parece-nos inequívoca.

 

António Guterres é dos poucos portugueses que passaram pela política sem nódoas negras a manchar-lhe o nome e a reputação.

 

Como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados reuniu consensos e prestigiou Portugal nas suas atitudes serenas e sensatas, ao contrário de outros portugueses que nos envergonham e arrastam o nome de Portugal pela lama…

 

A sua candidatura a Secretário-geral da ONU foi transparente e, apesar da pouca cristalina entrada de Kristalina Georgieva, já no final da “corrida” ao cargo, com pretensões menos claras, a aclamação de António Guterres foi absolutamente cristalina. Disso ninguém tem dúvidas.

 

Portugal intumesceu de tanto orgulho. Nunca um português chegou tão alto em cargos da governação do mundo.

 

Então, no mundo, quem não sabia, ficou a saber que António Guterres é oriundo de Portugal, um pequeno país europeu, situado na ponta mais ocidental da Península Ibérica.

 

Portugal é agora falado no mundo inteiro. Parece estar na berlinda. Na mó de cima.

 

Mas estará?

 

Os mais curiosos pretenderão saber que país é este, de onde é oriundo o novo Secretário-geral da ONU, uma organização que integra 193 estados-membros.

 

Que país será o país de Guterres?

 

É um país com um bom clima. Muito sol. É Lisboa. É o Porto. É o Algarve. É a Ilha da Madeira. As boas praias. Os passeios pelo Douro. Os bons vinhos. A boa gastronomia. Os excelentes e premiados hotéis. É a Arquitectura. O rio Tejo, onde aportam os maiores cruzeiros do mundo…

 

Mas isto é o Portugal dos turistas, que aqui vêm trazidos pela propaganda, pelo sol e pelo clima de tranquilidade que, por cá e por enquanto, ainda se vive, longe da mira dos terroristas.

 

E deste Portugal todos nós nos orgulhamos. Mas este Portugal representa apenas uma pequena parcela dos 92.090 km² do total do seu território.

 

Existe um outro Portugal. O Portugal das mentes mirradas, que se esconde dos turistas, para não parecer mal. Mas isto acontece em quase todos os países do mundo. Mesmo naqueles mais civilizados. Um turista é levado a ver apenas o que a propaganda quer que vejamos. Já me aconteceu a mim, em vários países. Sei como é. Mas como sou curiosa, não me fico pelo que me querem mostrar. Vou sempre muito mais além. Nem que vá às escondidas.

 

Deste Portugal das mentes mirradas, aposto que nem António Guterres, nem nenhum português que se preze de o ser, sente qualquer orgulho. Eu não sinto.

 

Vejamos:

 

Portugal é um país fragmentado. Venderam-no aos Brasileiros, aos Angolanos, aos Chineses, aos Espanhóis… e são estes povos que praticamente “mandam” no país.

 

Há ainda cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no Censos de 2011. Não se aposta na Educação (e quando o Ministro desta tutela pede aos professores para não chumbarem os alunos, estará tudo dito), no Ensino, na Cultura Culta. Aos políticos convém manter o povo no banho-maria da ignorância para que ele seja mais facilmente manobrado.

 

Ainda um destes dias ouvi falar na geração Nem, Nem, aquela que nem estuda, nem trabalha, e só atrapalha a evolução do país. Mas interessará aos políticos fazer evoluir o País, acabando com esta geração Nem, Nem?

 

(…)

Da União Europeia, os Portugueses são dos cidadãos com menores taxas de participação em actividades culturais (cultas), segundo o relatório do Eurobarómetro. Esta miséria cultural em que Portugal está mergulhado deve-se à falta de investimento no sector, à débil aposta na Educação e ao baixo poder de compra dos portugueses, dizem vários especialistas e responsáveis por estas matérias.

 

(…)

E para culminar, Portugal, que é um dos mais antigos países da Europa, e que até há bem pouco tempo podia gabar-se de ter uma Língua culta e europeia, bem estruturada e das mais belas e ricas, lexicalmente falando, hoje, devido a uma desmedida e incompreensível cegueira mental, à incultura, à ignorância e a interesses económicos (entre outros) obscuros, anda por aí vulgarizada uma ortografia terceiro-mundista, cientificamente desestruturada, inútil, funesta, grotesca, inconstitucional, ilegal e inculta rejeitada por milhares de portugueses, cultos e menos cultos, a que continuam a chamar inadequadamente Português, que os políticos estão a tentar impingir aos Portugueses e ao mundo.

 

Ainda agora na China, António Costa, primeiro-ministro de Portugal, referiu a necessidade de difundir a nossa Língua, a 5ª mais falada no mundo e que até está difundida na Internet… esquecendo-se António Costa de que o que está difundida na Internet é a versão inculta e desenraizada de uma ortografia que envergonha Portugal, e nada tem a ver com o verdadeiro símbolo da Identidade Cultural Portuguesa.

 

A Língua Portuguesa não é um símbolo da Identidade do Brasil. O Brasil adoptou-a como língua oficial, mas não se identifica com ela, por isso, desenraizou-a, afastando-a das suas origens europeias. Mas os Portugueses não são obrigados a ceder a esta proposta indecente que é substituir a Língua Portuguesa pelo AO90.

 

Será com esta ortografia terceiro-mundista, (mal) engendrada no outro lado do Atlântico e que nada tem a ver com as raízes cultas das línguas europeias, que o novo Secretário-geral das Nações Unidas começará a comunicar-se com o mundo?

 

O Engenheiro António Guterres tem duas opções: ou rejeita liminarmente esta ortografia parva, que os governantes portugueses escrevem e querem impingir ao povo, e preserva a Identidade Cultural Portuguesa, a dignidade e a verticalidade com que até hoje regeu as suas atitudes, como figura pública, ou entra no jogo inquinado dos políticos, e mancha o seu nome e a sua reputação, arrastando o nome de Portugal pelo chão.

 

Pesando os prós e os contras, que aqui foram expostos, penso que o Engenheiro António Guterres não tem motivo algum para se orgulhar de Portugal, enquanto este panorama terceiro-mundista se mantiver.

 

E se quiser que Portugal mantenha o orgulho que nos deu a sua nomeação para Secretário-geral da ONU, António Guterres terá de fazer a opção certa, e talvez recomendar aos governantes portugueses que se dignem entrar no século XXI D.C. e abandonem o primitivismo em que ainda se encontram, e façam Portugal crescer como nação integrada numa Europa evoluída, que mantém as suas Línguas cultas e intactas, e que há muito deixou as práticas medievais que envergonharam um passado que já passou, avançando para o futuro.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

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