Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2019

«APELO A UM AMIGO DEFENSOR DO ACORDO ORTOGRÁFICO»

 

“PARA PARA PENSAR!”»

 

Este foi o apelo feito por Rui Rocha, no Blogue «Delito de Opinião», no ano de 2012, que pode ser consultado neste link:

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4641494.html

 

Recupero este texto, porque todos os textos escritos, desde então, infelizmente, continuam bastante actuais, o que demonstra apenas que os nossos governantes, quais avestruzes, de cabeças enfiadas na areia, continuam a fazer ouvidos de mercador aos inúmeros apelos à racionalidade e bom senso, estados absolutamente ausentes dos palácios de Belém e de São Bento.

 

Mas o que sobressai neste texto, para além do apelo do Rui Rocha, são dois elucidativos comentários, que aqui transcrevo, para que neles reflictamos. E quando acabarmos de reflectir, podemos ir comer um sorvete com pudim, como a imagem sugere…

 

PARA PARA.jpg

 

As passagens a negrito e os sublinhados são da minha responsabilidade, e denotam a minha mais veemente concordância com o que está escrito, se bem que subscreva tudo o resto.

 

***

De Jota a 31.07.2012 às 18:21

 

 

Este pequeno comentário ao Apelo do Rui Rocha encerra a vacuidade da defesa deste AO. Enfim, denota profundidade dos argumentos. Acho-o particularmente ilustrativo quanto à suposta pseudo-intelectualidade superior dos acordistas, em oposição às restantes massas ignaras, retrógradas e avessas à modernidade, que não atingem a bondade da mítica ideia de uniformização da língua.

 

Vamos, então, por partes e reciclando algumas opiniões expressas noutros contextos (vou tentar ser simultaneamente sintético e o mais exaustivo possível):

 

1) Argumento jurídico.

 

O AO não está em vigor e é preciso dizê-lo com esta simplicidade. É do Direito (eu diria do Direito mais básico), da hierarquia das leis, que uma Resolução da Assembleia ou do Conselho de Ministros não revoga um Decreto-Lei. Um Decreto-Lei é vinculativo, ao passo que uma RCM é uma mera recomendação (eu diria é a opinião do governo em relação ao assumpto recomendado).

 

Por conseguinte, uma RCM não tem força legal para revogar um Decreto-Lei, e por isso o AO45 continua em vigor. Adicionalmente e a título ilustrativo, uma RCM não se aplica às relações entre privados, um Decreto-Lei é universal.

 

2) A suposta unificação da língua.

 

Então a unificação ortográfica não foi feita com AO45? Não percebo. Se já estava feita, validada e assinada por todos, por que razão é necessário voltar a fazer outra suposta unificação. E já agora se é para fazermos um exercício de fé quanto à bondade do AO90, em que página está a suposta evolução natural da língua, quando é que vão ser corrigidas as alterações dos erros e deficiências existentes e por quem?

 

3) O prestígio internacional.

 

Quem é que aprende uma língua por causa de 1 acordo ortográfico? E em que país é que se vai “adotar” o português como língua oficial? A Ucrânia, a Guiné Equatorial? Quantos milhões vão subitamente sentir a necessidade de aprender português?

 

Ou então dizer que a língua se vai subitamente “projetar-se” a nível internacional. Sem comentários.

 

4) Aspectos técnico-linguísticos.

 

Aproveito para referir uns quantos números (de acordo com o ILTEC): palavras inventadas por AO90, cerca de 4.000 (letivo, receção, aspeto, espetador,...), palavras que não fazem qualquer sentido em português, cerca de 6.000 (teto, reto, tátil, tato, corretor,...[já agora com é que se lê teto? têto, této ou t'to], grafemas com facultatividades em português, cerca de 200 (láct, lát, ...), palavras com dupla grafia, cerca de 60.000 em 240.000.

 

E não me venham com a conversa que a ortografia não é a língua e que não há qq impacto na prosódia e na fala, e tudo fica na mesma e bláh, bláh,… demonstrem-no com base em estudos linguísticos sérios, tou cansado de pseudo-opiniões. Dou os seguintes exemplos: corruto, sutil, indenização, alumno, columna, himno, fleugma…

 

5) Outro assunto que não percebo

 

Por que raio é que Presidente da República tem 4 grafias diferentes?

 

6) O desacordo do acordo do desacordo do acordo.

 

Qual é a necessidade de acordar o desacordo ou, em alternativa, em desacordar simplesmente? Entre estarmos todos em desacordo com o Brasil, ou acordarmos todos que termos opiniões diferentes e cada um ir à sua vidinha, onde é que está a diferença? No exercício fascizante deste acordo ortográfico feito por lunáticos (aqui, peço por favor que consultem as actas da comissão técnica), baseado em mentiras (onde estão os estudos scientíficos referidos no preâmbulo) e inventado polìticamente pelo Dr. Santana Lopes. É isto que vamos deixar aos nossos netos?

 

7) A inutilidade objectiva do acordo.

 

Desde a assinatura do Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta Portugal/Brasil, o estado português aceita a ortografia brasileira em qualquer documento, logo qualquer um pode escrever legalmente com a sua grafia de origem em Portugal, de forma irrestrita e abrangente. Para quê inventar uma nova ortografia?? Para gastar dinheiro??

 

8) O carácter racista, xenófobo e neo-colonial do acordo.

 

Onde estão as variantes africanas? Onde está a norma culta de Madina do Boé? Acho particularmente estranho o ILTEC não registar nenhuma variante africana… Enfim, mais comentários para quê…

 

9) A ilegitimidade do Estado.

 

A ilegitimidade do Estado em andar a brincar à ortografia. Se o Estado não sabe gerir finanças públicas, vai saber gerir ortográfica ou a língua? Para que serve este exercício fascizante e quanto custa? É que, muito claramente, enformar a ortografia por decreto não é uma função de estado.

 

É ilegítimo ao Estado, a qualquer estado, andar a brincar à ortografia. Eu, pessoalmente, não quero ser obrigado a isso, eu quero escrever em português correcto. Não quero que os meus impostos sirvam para universalizar políticas objectivamente medíocres.

 

10) A aritmética da coisa.

 

O francês teve a última pequena alteração ortográfica no séc. XVII (formulada, na sua quase globalidade por Voltaire). O inglês (mesmo na variante norte-americana) ficou estabilizado na década de 30 do séc. XIX.

 

Se transportássemos isto para a realidade brasileira, significava que o Brasil ainda usava a ortografia da independência. E já lá vão 6 ortografias brasileiras, 4 desde 1907. Em Portugal, se contar o A090 também são 5 (3 desde 1911), se não me enganei nas contas.

 

Ou seja, em média, desde final do séc. XIX, de 25 em 25 anos, há uma reforma política ortográfica, ou uma alteração legislativa ou um novo AO. O que é justifica esta fúria estatizante de alterar por lei o português?

 

11) O argumento das homógrafas e das homófonas, i.e., a famosa “sede [é,ê] da sede[é,ê] de poder”

 

O argumento só reforça que a baboseira não é de agora. Lá por que é antiga (sobretudo pelo Decreto-Lei n.º 32/73 de 6 de Fevereiro), não quer dizer que deixe de ser uma baboseira. É o que dá quando os políticos portugueses e brasileiros pensam que a ortografia deve enformar os ideais políticos mais mirabolantes e estapafúrdios. Isso ou então por se julgarem mais “espertos” do que o povo ignaro. Ou por tratarem o povo com tal.

 

12) A evolução natural da língua

 

Dizer que o AO90 é a evolução natural da língua, é de rebolar (não sei se é esse o argumento). Há 100 anos que a língua é esculpida à pedrada e a pontapé por políticos e por decreto, o que de natural não tem nada. Acho até um exercício bastante fascizante.

 

13) A projecção do nacionalismo brasileiro em detrimento da afirmação portuguesa

 

Serão razões genuínas ou então quando um brasileiro defende apaixonadamente a sua ortografia, está a defender exactamente o quê? A visão das juntas militares e dos fascistas brasileiros que fizeram aprovar a ortografia brasileira de 1943?

 

Ou então defende a génese os casos de casos de corrupção e de compadrio político que, primeiro aprovou e depois chumbou o AO45. É este o substrato da cultura linguística brasileira que considera aviltante escrever “acção” ou “adopção”? Ou será apenas o desejo do Brasil ser o “roceiro” universal do português, o que curiosamente é caso único no mundo? Ou é por essa razão que a CPLP é faz actas em 2 línguas?

 

Nunca percebi a razão deste desconforto, ou será sobranceria, ou chauvinismo nacionalista?

 

É para acomodar isto que estamos a truncar e abastardar a língua? Enfim, se calhar é outra coisa, mas que não entendo, não entendo… mesmo.

 

Fonte: “Prontuário da língua portuguesa” de Manuel dos Santos Alves, 1993 da Universitária Editora, Anexo VIII [o Dr. Salazar, enquanto Presidente do Conselho de Ministros, relatou, na correspondência trocada com o Ministro da Justiça, Antunes Varela, casos de corrupção e de compadrio político que, primeiro, aprovou e, depois, chumbou o AO45]

 

14) Fernando Pessoa

 

Por último, como dizia o Fernando Pessoa, a ortografia portuguesa é uma discussão política, condicionada e sustentada por pessoas abjectas (sobretudo, políticos e amanuenses) às quais nutria “asco”.

 

***

O outro comentário, é o de c., que responde a Jota:

 

De c. a 01.08.2012 às 03:16

 

Caro Jota,

 

Não podia estar mais de acordo consigo. Há, no entanto, algo que convém esclarecer quanto à resolução do conselho de ministros. SE o acordo tivesse sido assinado e ratificado por todos os intervenientes (bem com o chamado "2º protocolo modificativo"), vigorava na ordem jurídica internacional e, por força do artº 8º, 1 da CRP, em Portugal, seria um normativo legal com a mesma força do DL de 1945, que revogaria, expressa ou implicitamente.

 

Acontece, porém, que NÃO ESTÁ EM VIGOR na ordem jurídica internacional QUALQUER ACORDO porque o 2º protocolo não foi ratificado - como devia - por todos os países intervenientes e, por isso, para o acordo produzir efeitos, mantêm-se a obrigatoriedade de ratificação por todos - o que, como é sabido, não se verificou.

 

Assim, a "resolução" não pode produzir quaisquer efeitos e os que produz são ilegais, por desrespeitarem a legislação em vigor, que é a de 1945.

 

Dito isto,

O que se passa é a negação total do estado de direito, do que deve ser um estado de direito moderno.

 

Bem ao invés, o estado português está a cometer um crime de aculturação de proporções stalinistas ou nazis, tentando modificar a ortografia de dezenas de milhares de palavras, facto inédito na história do mundo e que deve ser denunciado externamente.

 

Para se ter uma noção da loucura, o acordo ortográfico do castelhano muda 9 - nove - ou 10 - dez - palavras (sic) e é facultativo, por respeito para com os utilizadores...

 

O espanto é que estes bandalhos continuam a não querer prestar contas e o silêncio imposto é total, sendo de registar respostas imbecis como a do ministro Crato.

 

Como já terá percebido, o «acordo», uma imposição brasileira, tem em Portugal o apoio das diversas obediências maçónicas - que o vêem como completando a obra maçónica de 1911.

 

Dizer acordistas é dizer, quase a 100%, maçónico e como tudo tem a sua conveniência, percebemos a influência de uma sociedade secreta num estado supostamente "de direito", e que se nota das instituições à imprensa, das empresas às universidade etc... e dos seus representantes no governo (o digno Relvas, por exemplo, venerável e com grandes ligações aos veneráveis do Brasil).

 

Neste ponto, é a total subversão da democracia - com muita gente a fingir que não percebe.

 

Algumas notas:

 

Sobre a estabilização da ortografia inglesa: o inglês começou a estabilizar desde a publicação da King James Biblia e de alguns dicionários, isto é, desde o séc. XVII.

 

A data que refere de 1830 é da resolução dos jornais norte-americanos em adoptarem todos uma mesma ortografia.

 

Sobre a evolução da língua: a evolução da ortografia consiste na sua... estabilização. Quanto mais culto um país, melhor e mais segura o acesso à norma e menor a existência de erros e variantes. O que muda e muito é o léxico, como qualquer um de nós sabe, não a ortografia.

 

Quanto à "suposta pseudo-intelectualidade superior dos acordistas" é difícil de supor, quando os grandes nomes da Cultura Portuguesa estão entre os adversários do acordo! Lembremos o Manifesto, que de Victorino Magalhães Godinho a Maria Filomena Molder, reunia o que de melhor Portugal teve e tem.

 

Nem podia ser de outro modo! A ideia de "ortografias ciêntifíca" é que está datada - e de há muito, do séc. XIX - um subproduto do positivismo francês, que teve grande influência nos republicanos do Brasil e de Portugal.

 

O mesmo governo que mandou amputar a ortografia em que escreveu Eça foi o mesmo que mandou medir o crânio de padres em busca da bossa da criminalidade... Eram as teorias positivistas de Lombroso, a par com as da ortografia...

 

O acordismo não tem nada de superior. Bem pelo contrário, é um exemplo triste da iliteracia e falta de sofisticação, mais, da miséria intelectual da nossa classe política.

 

***

 

Não posso estar mais de acordo com tudo o que aqui foi dito.

Obrigada, por mais esta excelente lição desacordista.

Os acordistas nunca chegaram, nem nunca chegarão a esta qualidade argumentativa.

Só argumentam com o PH (que passou a ser o símbolo dos ignorantes) e com a treta dos velhos do Restelo, na sua interpretação mais aparolada.

 

Só não entendo por que Marcelo Rebelo de Sousa, que dizem ser muito inteligente, constitucionalista e professor universitário com muitos pergaminhos, ainda não conseguiu encaixar a ilegalidade, a inconstitucionalidade e a absoluta inutilidade do AO90.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:55

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Domingo, 24 de Fevereiro de 2019

«CAVACO, SÓCRATES E OS ANALFABETOS FUNCIONAIS»

 

Um excelente texto, publicado por Pedro Correia, no Blogue «Delito de Opinião», em 19 de Fevereiro de 2019, que destrói o AO90

 

DELITO DE OPINIÃO.jpg

 

«Certas luminárias contemporâneas que pretendem fazer ironia com as orthographias antigas da língua portuguesa -- aludindo por vezes a autores que publicaram há pouco mais de cem anos -- estão, no fundo, a produzir argumentos contra o "acordo ortográfico" e não a favor. Ao contrário do que supunham.

 

É incompreensível que um inglês leia Walter Scott, Charles Dickens ou Oscar Wilde na grafia original, o mesmo sucedendo a um francês em relação a Balzac, Flaubert ou Zola, um espanhol em relação a Pérez Galdós ou Valle-Inclán e um norte-americano em relação a Herman Meville ou Mark Twain, enquanto as obras de um Camilo ou um Eça de Queiroz já foram impressas em quatro diferentes grafias do nosso idioma.

 

As sucessivas reformas da ortografia portuguesa -- somam-se quatro no último século -- constituem um péssimo exemplo de intromissão do poder político numa área que devia ser reservada em exclusivo à comunidade científica. Isto se ambicionássemos reproduzir os modelos implantados em nações com um índice de alfabetização muito mais sedimentado do que o nosso.

 

Cada mudança de regime, desde a queda da Monarquia, produziu pelo menos uma "reforma ortográfica" em Portugal. Para efeitos que nada tinham a ver com o amor à língua portuguesa, muito pelo contrário.

 

Cada "reforma" foi-nos afastando da raiz original da palavra, ao contrário do que sucedeu com a esmagadora maioria das línguas europeias -- como o inglês, o francês, o alemão e em certa medida o espanhol. A pior de todas essas reformas foi a mais recente, que separou famílias lexicais produzindo aberrações como "os egiptólogos que trabalham no Egito [sic] são quase todos egípcios" ou "a principal característica dos portugueses é terem um forte caráter [sic]".

 

Esta ruptura com a etimologia ocorre, convém sublinhar, num momento em que nunca foi tão generalizada a aprendizagem de línguas estrangeiras entre nós, impulsionada pela globalização em curso. Assim, enquanto os políticos de turno pretendem impor a grafia "ator" [sic] à palavra actor, os portugueses continuarão a aprender "actor" em inglês, "acteur" em francês, "actor" em castelhano e "akteur" em alemão.

 

Não adianta deitar fora a etimologia pela porta: ela regressa sempre pela janela. Através de idiomas nunca sujeitos aos tratos de polé de "acordos ortográficos" como o que Cavaco Silva pôs em marcha como primeiro-ministro, em 1990, e que José Sócrates, também como chefe do Governo, mandou aplicar nas escolas e repartições públicas, dezoito anos mais tarde. Ambos exorbitando dos seus poderes, ambos sem imaginarem que estariam a produzir novas legiões de analfabetos funcionais.»

 

Pedro Correia

 

Fonte:

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/cavaco-socrates-e-os-analfabetos-10331788?fbclid=IwAR1tvZipv3eFYxg_UHYLAUZJoBcpUzFCKZ9R8OUS9X835ljFnWeEbaeAcpA

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Domingo, 19 de Agosto de 2018

REVOGAR O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 É UM ACTO DE INTELIGÊNCIA

 

Não, helicópetro, tal qual se lê na imagem, nada tem a ver com a grafia brasileira que nos querem impor (AO90). Mas é assim que falam, portanto é assim que devem escrever. Não é essa a teoria acordista?

Isto tem a ver também com uma incomum ignorância por parte dos legendadores, que nem à brasileira, nem à portuguesa, simplesmente não sabem escrever, porque erros destes são numerosíssimos. Já ultrapassaram todos os limites.

Isto nunca aconteceu em Portugal. Uma gralha ou outra sempre existiu e sempre foi desculpável, em todos os tempos, mas, hoje em dia, fazem das gralhas e dos erros ortográficos uma linguagem, e isto é uma coisa muito estranha… E as televisões, sendo o veículo perfeito, através do qual se estupidifica o povo, até nesta questão da linguagem, induzem o povo também a escrever incorreCtamente.

Que mau exemplo! Que falta de brio profissional! Que desleixo!

 

HELICÓPETRO.png

 

Como todos já sabemos, a designação AO90 é um disfarce, para impor a Portugal a grafia brasileira, já usada pelos clássicos brasileiros, como Jorge Amado, Machado de Assis, José Mauro de Vasconcelos, entre outros autores, que adoro e li na grafia acordista.

 

Leiam estes autores, que nunca foram "traduzidos" em Portugal para a grafia portuguesa, como os autores portugueses são traduzidos no Brasil, para a grafia brasileira, e confiram a ortografia que nos querem impingir. Nos originais desses autores, lá encontrarão a supressão das consoantes mudas, que, os que se vergaram a esta fraude acordista, usam e, sobretudo, abusam, porque não sabem destrinçar as que se lêem, das que não se lêem, e cortam tudo à ceguinha... demonstrando mais ignorância do que era esperado, e com isso fabricam abortos ortográficos como "interrução", "invita", "receção", “expetativa”, "espetador" (por espeCtador) enfim, aberrações ortográficas à portuguesinho, que nem os Brasileiros empregam.

 

Mas no Brasil, que usem a grafia brasileira, não tenho nada contra, e o que penso sobre isso, não interessa. Eles são um país livre, e fazem o que bem quiserem do modo como querem expressar-se. Mas não chamem ao que escrevem e falam no Brasil, de Português do Brasil, porque está errado. O que se escreve e fala no Brasil (pela enésima vez) é o Dialecto Brasileiro, oriundo da Língua Portuguesa, tal como o Crioulo Cabo-Verdiano, agora língua oficial de Cabo Verde, procede da Língua Portuguesa.

 

Em Portugal devemos manter a ortografia portuguesa, porque não estamos interessados em sul-americanizar os nossos vocábulos, até porque Portugal não é uma colónia do Brasil, se bem que vontade não falte.

 

Isto é altamente lesivo da identidade portuguesa. Todos os Países que são PAÍSES a sério, identificam-se pela Bandeira Nacional, pelo Hino Nacional e pela sua Língua Oficial, excePto um país chamado Portugal, que vendeu a Língua a mercenários, e o que restou dela é um MIXORDÊS inqualificável, que já não identifica o País.

 

Se não se tomar medidas urgentes e OBJECTIVAS, não tenho qualquer dúvida de que a Língua Portuguesa desaparecerá do mapa, e não só na sua designação. Mas não será substituída por um qualquer "portunhol", mas sim por algo terminado em leiro que vamos a ver o que será.

 

Revogar o AO90, não só é um acto de inteligência, como (e segundo Fernando Alberto II) «um  acto de conhecimento, de sabedoria, de cultura e de sapiência».

 

Eis uma consideração que apanhei já não sei aonde, e que é muito significativa da estranheza que o AO90 causa às mentes esclarecidas:

 

«Com toda a certeza, os neoliberais da treta, que tomaram de assalto este País, respondem unicamente a grupos de interesses, e quem mais teria interesse em promover o Aborto Ortográfico? Claro que sim, em primeira instância, os editores que viram assim um maná das reedições, assassinando por completo a língua, gerando o caos ortográfico, em que ninguém se entende, escrevendo num mesmo texto com a ortografia antiga e com a nova ficando uma salganhada abaixo do execrável. Eu digo não obrigado, não utilizo, nem nunca utilizarei, esta coisa imposta, sem o mínimo de debate, decidido unilateralmente e apenas e só, para dar provimento a interesses e nada mais.»

 

O que as ex-colónias fizeram ou fazem à língua que decidiram adoptar, depois da independência delas, é problema delas. A Língua Portuguesa é uma língua indo-europeia, e a versão ortográfica de 1945 é a que está efeCtivamente em vigor em Portugal. Portanto, Portugal não tem de italianizar, ou abrasileirar, ou espanholar a sua ortografia, porque a Língua Portuguesa identifica Portugal, assim como as Línguas oficiais Inglesa identifica a Inglaterra, a Castelhana identifica Espanha, a Italiana identifica Itália, etc..

 

Portugal não tem de se vergar a nenhum país, em matéria nenhuma, muito menos no que concerne à sua Língua Oficial. Portugal é um país livre. Esta dependência do Brasil só significa que temos em Portugal governantes servos da gleba e traidores da pátria.

 

Ando sempre a bater na mesma tecla. Já é cansativo. Mas como os meus interlocutores parecem ter cérebros cristalizados é preciso martelar, martelar, até que alguma coisa se quebre e possa deixar entrar a lucidez, que tanta falta faz na governação de um País.

 

Entretanto, torno a declarar (pela enésima vez) que nada tenho contra o Brasil, minha segunda Pátria, onde contribuí para a sua economia e aprendi a ler e a escrever, usando a mesma ortografia que, sob o disfarce do AO90, estão agora a impor aos meus netos, induzindo-os em erro; e (pela enésima vez) também nada tenho contra os Brasileiros, até porque a esmagadora maioria da minha família é brasileira e já vai na terceira geração, e conto com muitos e bons amigos no Brasil.

 

Mas uma coisa, é uma coisa, outra coisa, é outra coisa…

Brasil é Brasil, um país livre da América do Sul.

Portugal é Portugal, um país livre da Europa Ocidental.

Não vamos abdicar desta realidade.

Continuarei a pugnar pela defesa da Língua Portuguesa, indo-europeia, de raiz greco-latina.

 

Porque a «Língua é um dos elementos da nacionalidade; pugnar pela vernaculidade daquela é pugnar pela autonomia desta» (Leite de Vasconcelos, um dos maiores linguistas e filólogos portugueses).

 

E este é também o meu pensar e o meu sentir, e jamais abdicarei deste meu direito cívico.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Terça-feira, 12 de Junho de 2018

IMPOSIÇÃO ORTOGRÁFICA OU OFUSCAMENTO DOS PIROSOS?

 

«Ao procurar o calendário dos jogos da Selecção encontrei uma página da RTP, que me levou a crer estar a ler uma página da Globo, não fosse ter notado que a Polónia estava de acordo com os critérios da grafia portuguesa.

Ver Coréia, Irã e Egito (que se pronuncia Egipto) assim escritos, levou-me à triste conclusão de que se tudo assim continuar, a Imposição Ortográfica será total, aniquilando a ortografia portuguesa do séc. XX😥 😡 (João M. Félix Galizes‎)

 

Pois é óbvio que estamos a ser colonizados, e os parvos não se apercebem disso, ou se se apercebem, estão-se nas tintas, porque acham que o que é estrangeiro é que é giro e moderno. E a isto chama-se "ofuscamento dos pirosos", uma pestilência que atacou os políticos, alastrando-se pelos órgãos estatais, incluindo os da comunicação social, servos do Poder, e os subservientes de serviço. Uma autêntica calamidade pública. (Isabel A. Ferreira)

Fonte:

https://www.rtp.pt/noticias/desporto/mundial-2018-conheca-os-grupos-e-o-calendario-do-campeonato-do-mundo_i1043890

 

PIROSICE.jpg

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=864319553757991&set=gm.2127652110812626&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:46

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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE II)

 

 

Continuamos a demonstrar que a grafia que nos querem impingir, através do AO90, é a grafia brasileira, do Formulário Ortográfico de 1943, que está vigente e é oficial desde essa data, apenas no Brasil.

Abram os olhos, Portugueses!

Em Portugal, a grafia oficial que está em vigor é a portuguesa, a da Convenção Luso-Brasileira de 1945, que não foi revogada,

Portanto, é ilegal adoptar a ortografia brasileira em Portugal.

 

GRAFIA2.png

 

 Ver também:

 

GRAFIA PORTUGUESA VS. GRAFIA BRASILEIRA

 

A GRAFIA PORTUGUESA QUE VIGORA EM PORTUGAL VS. A QUE O GOVERNO PORTUGUÊS NOS QUER IMPINGIR (PARTE I)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:19

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

AO90 SERÁ DISCUTIDO NO PARLAMENTO NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA

 

Na berlinda estará a Inteligência dos deputados da Nação...

 

Errar é humano, mas insistir no erro é insano.

 

E há mais: para aqueles que pensam "se já está assim, para quê mexer?” é bom que saibam que recomeçar não é desistir, é ter INTELIGÊNCIA para perceber que devemos mudar de caminho e recomeçar de novo, quando o erro é descomunal.

 

 

PARLAMENTO.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Foi agendada, em recente cimeira de líderes dos grupos parlamentares, a discussão do AO90, bastante contestado praticamente em todos os países da CPLP.

 

Trata-se do debate, em plenário, de uma petição lançada em 2017, com difusão pública, que conta com 22.689 assinaturas e mais de 200 Subscritores, incluindo António Lobo Antunes, Eduardo Lourenço, Pacheco Pereira, Boaventura de Sousa Santos, entre tantos outros nomes sonantes, do mundo lusófono.

 

Ver petição aqui:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=acordoortografico90

 

 A Petição «Cidadãos contra o "Acordo Ortográfico" de 1990» será discutida no dia 21 de Fevereiro, próxima quarta-feira, às 15 horas (2.º e último ponto da Ordem de Trabalhos).

 

Ao que sabemos, pelo menos um dos partidos (o PCP) prepara-se para apresentar nesse dia um projecto de resolução com vista a uma eventual desvinculação de Portugal do AO90.

 

Quem me conhece sabe que sou apartidária (mas não apolítica) e, como tal, estou totalmente à vontade para concordar ou discordar de qualquer iniciativa partidária, ou ser livre para votar em pessoas válidas, sejam de que partido for. Sempre o fiz, desde que me foi dado o direito de votar.

 

E, neste momento, muito sinceramente, lamento que o PCP não tenha a maioria absoluta no Parlamento, para que Portugal pudesse ver-se livre desta “coisa viscosa” que dá pelo nome de AO90, e que está a conspurcar a Cultura Linguística Portuguesa, e a afastar Portugal das suas raízes europeias.

 

O que se espera desta discussão?

 

Mediante tudo o que já foi dito e escrito sobre a inutilidade, a inviabilidade e a ilegalidade de um “acordo” praticamente bilateral, que impõe a Portugal a ortografia brasileira, espera-se que, na próxima quarta-feira, no Parlamento Português, haja Bom Senso e Senso Comum por parte de todos os partidos políticos que terão voto na matéria, e que vença a Inteligência, para que a ortografia portuguesa possa ser devolvida, na íntegra, a Portugal.

 

Para sustentar a inutilidade, inviabilidade e ilegalidade do AO90, sugiro a consulta deste link, que dá voz ao Bom Senso, ao Senso Comum e à Razão…

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

 

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-africanos-cultos-de-expressao-37150

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

«O FATO DO SENHOR DEPUTADO»

 

E pensar que tudo isto seria escusado se os governantes portugueses (nomeadamente os actuais do PS) não tivessem a mania da subserviência aos mandos estrangeiros!

 

FATO.png

 

O fato do senhor deputado

in Blog AVENTAR

06/02/2018 by António Fernando Nabais 2 Comments

 

No JN de hoje, o deputado social-democrata (ou do PSD) Paulo Rios de Oliveira escreve sobre os CTT. Aquém do conteúdo, está a forma. Como deputado de um dos partidos que impôs o chamado acordo ortográfico (AO90), é natural que o use.

 

Não sei se Paulo Rios de Oliveira terá sido apoiante de Santana Lopes nas últimas eleições internas, mas é, em termos ortográficos, um seguidor fiel do candidato derrotado por Rui Rio. Na realidade, foi Santana Lopes que declarou “Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa).”

 

Os defensores do AO90 lá virão lembrar que, em Portugal, a palavra continua a escrever-se da mesma maneira, por causa do “critério fonético”. É claro que uma expressão “continua a escrever-se” está no mundo das regras, território semelhante ao das leis. Ora, uma lei mal feita, com erros de concepção e enunciados vagos, não pode ser respeitada nem desrespeitada.

 

O AO90 é uma dessas leis. Ao misturar um vago critério fonético com duplas grafias, mais quedas de consoantes portuguesas e manutenção de consoantes brasileiras ou vice-versa, as analogias descontroladas vêm à tona e a ortografia portuguesa está num estado tal que já não existe.

 

Um deputado da nação, certamente alfabetizado e dotado de um mínimo de literacia (o verbo “atentar”, apesar de tudo, rege outra preposição), escreve um texto em que substitui “facto” por “fato”, deixando essa marca visual em centenas de leitores que reproduzirão o erro até que Santana Lopes acabe por ter razão.

 

Fonte:

https://aventar.eu/2018/02/06/o-fato-do-senhor-deputado/#comment-236625

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:07

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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

O PRESIDENTE DOS "AFÊTOS" QUE ODEIA A ORTOGRAFIA PORTUGUESA

 

Senhor presidente da República Portuguesa:

Milhares de Portugueses, cultos e instruídos (e até os analfabetos) exigem que se devolva a Portugal a Ortografia Portuguesa.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 12:18

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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017

GRUPO EDITORIAL LEYA VENDE NEGÓCIO NO BRASIL

 

 

Um negócio que eles sonharam vir a ser um negócio da China, ou seja, que desse bons lucros, mas à boa maneira brasileira, deram com os burros n’água, ou seja (vá que não saibam) o negócio foi ao fundo, porque embarcaram numa canoa furada.

E querem saber que mais? Todas as editoras que tentaram vender a Língua Portuguesa ao Brasil deviam ir à falência. Bem o merecem.

A notícia lesse no Expresso, pela pena de Margarida Fiúza

Leya vende negócio no Brasil

 

FUNDO.png

 

Foi o meu amigo Francis quem me chamou a atenção para a notícia, com esta mensagem: «A merecida descida aos infernos, de quem tentou vender o Património Imaterial de Portugal. E é bem feito!»

 

Pois é! É bem feito! Mereciam isto e muito mais.

 

Diz a notícia: «A venda do segmento das edições escolares da editora LeYa no Brasil, às Edições Escala Educacional, que decorreu no final desta semana, faz parte de um plano maior. Em declarações ao Expresso, Miguel Pais do Amaral, dono do grupo editorial, avança que “a venda de uma ou várias divisões no Brasil está em cima da mesa” e que “existem contactos” e “conversações avançadas com diversas entidades”. O grupo já vendeu uma unidade de negócio, mas está a tentar alienar todas

Porquê?

 

Pais do Amaral refere que «a Leya tem três operações no mercado brasileiro. Em São Paulo, actua no sector das edições gerais (através das marcas Leya, Lua de Papel, Casa das Palavras e Alumnus), sendo “o quarto operador do mercado”, e da educação (negócio agora vendido), como “sexto operador”. Em Brasília, tem ainda uma operação de e-learning e formação, a UnYLeYa (ensino universitário a distância).

 

E mais:

«São operações independentes, pelo que podem ser vendidas em separado”. A primeira, a operação das edições escolares, foi vendida à Edições Escala Educacional, que faz “parte do grupo Escala, antigo sócio brasileiro da Hachette, e com 24 anos de tradição no mercado brasileiro, actuando na edição de revistas, serviços gráficos e livros».

 

Segundo Miguel Pais do Amaral, «o plano de venda dos negócios da editora no Brasil, decorre em função da depressão em que entrou a economia brasileira, o que tem tido um impacto forte no negócio da Leya naquele mercado. Por um lado, a Leya tem sofrido com o baixo consumo que o Brasil regista. Por outro lado, também o facto de o Governo brasileiro se encontrar sem recursos financeiros, pagando atrasado ou não pagando, tem dificultado a vida das editoras que estão no mercado».

 

O baixo consumo era expectável. Mas não será apenas isso.

 

Lá diz um ditado bem português: «pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita», e isto significa que algo que começa mal, dificilmente consegue mudar e seguir o bom caminho.

 

Pois as editoras portuguesas vendilhonas, aquelas que se venderam, que rejeitaram a Língua Portuguesa, que renunciaram a princípios por interesses pessoais, o de encher os bolsos, começaram este negócio muito mal, e espero que todas acabem mal.

 

Estão a ser rejeitadas no Brasil, mas também em Portugal, por motivos diferentes.

 

É que como diz Miguel de Cervantes, que viu os seus carrascos serem castigados: «Deus suporta os maus, mas não eternamente».

 

A notícia refere ainda: «A LeYa no Brasil entrou no mercado dos livros escolares em 2010, onde actuava ao nível da educação básica e de ensino médio, com obras didácticas, plataformas digitais de ensino e sistema de ensino. Há três anos, ainda antes da crise económica brasileira, Miguel Pais do Amaral dizia esperar que o negócio da LeYa no Brasil ultrapassasse o de Portugal em vendas. Na altura, o investidor afirmava que a empresa já era rentável nas áreas das edições gerais e de e-learning, mas que ainda estava numa fase de investimento na área educacional e que, por isso, esperava algumas perdas naquele segmento de negócio, apesar das vendas em alta. As expectativas em relação ao mercado brasileiro eram grandes: Tinha “a demografia certa, ao contrário de Portugal” e era um mercado onde a classe média estava a crescer, onde as pessoas estavam a ler mais e onde o ensino era “uma prioridade do Governo”, segundo o investidor. Tudo “novas oportunidades que se abrem aos operadores na área”, sublinhou Pais do Amaral em 2013. Mas o mercado mudou e as expectativas refrearam. A expectativa agora é a de vender tudo e sair do Brasil».

 

Querem recuperar o lucro perdido?

 

Abandonem a canoa furada da unificação ortográfica impossível de unificar, porque jamais terão sucesso.

 

As crianças portuguesas precisam de novos manuais escolares que estejam escritos na Língua Materna delas, a Portuguesa, culta e europeia, e elaborados a pensar que as crianças não são tão idiotas como os adultos, que acham que as crianças são idiotas.

 

Deixem a ortografia brasileira, para os Brasileiros. Eles são maiores e vacinados. São independentes. Têm um linguajar próprio. Desde 1911que os Brasileiros sempre se recusaram a adoptar a ortografia   portuguesa, que se pretendeu, por várias vezes, unificar. Nunca aceitaram, apesar de terem assinado as várias convenções luso-brasileiras. Porque havemos nós de ceder, e de abdicar da nossa Língua Portuguesa de Matriz Europeia, para ceder aos caprichos da ex-colónia?

 

Isto não faz o mínimo sentido. É completamente irracional.

E se o negócio correu mal, bem feito!

É o que apetece dizer.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

http://expresso.sapo.pt/economia/2016-07-02-Leya-vende-negocio-no-Brasil

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:27

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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2017

ACÇÃO CONTRA O FALSO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

Porque a Língua Portuguesa é um dos símbolos que nos identifica como nação livre, é património linguístico cultural da maior importância para as gerações futuras.

E porque há milhares de Portugueses que rejeitam o falso acordo que o Governo Português impôs a Portugal, por favor, enviem a seguinte mensagem (ou outra): «Exigimos que o governo português devolva a Portugal a Ortografia Portuguesa».

para os seguintes endereços electrónicos:

 

 gp_psd@psd.parlamento.pt, gp_ps@ps.parlamento.pt, gp_pp@pp.parlamento.pt, bloco.esquerda@be.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, pev.correio@pev.parlamento.pt, comunicacao@pan.com.pt, gabinete.pm@pm.gov.pt, gabpar@ar.parlamento.pt, belem@presidencia.pt, ministro@mne.gov.pt,

geral@acad-ciencias.pt

CC: isabel.bonari@gmail.com

 

A Língua Portuguesa agradece.

 

 

ACÇÃO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:49

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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