Terça-feira, 17 de Janeiro de 2017

DOIS PAÍSES, DUAS LÍNGUAS

 

Aviso:

1 – Esta publicação não aborda o AO90 directamente, mas nela está implícita a rejeição deste acordo em favor das línguas derivadas da Língua Portuguesa, nomeadamente no Brasil e Cabo Verde.

2 – No final do texto, direi o motivo que me trouxe até aqui…

 

 Quem você pode confiar 100%?

QUEM VOCÊ.png

 

Encontrei esta situação na página do Facebook de uma cabo-verdiana:

A pergunta «Quem você pode confiar 100%?» está formulada em brasileiro, e não em Língua Portuguesa, como podemos verificar.

 

Eis as respostas a este post, de cabo-verdianos (as), dos quais vou omitir os nomes, por motivos óbvios, (apesar de a página ser pública).

 

Bu tinha dúvidas 😧😧😧

Gosto · Responder · 14/1 às 13:41

 

Eliminar

***

Nha dimeu?

Gosto · Responder · 14/1 às 13:41

 

Eliminar

 ***

Felicidade pa nhos

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 17:45

 

Eliminar

***

I love nhos na tia

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 22:39

 

Eliminar

***

Não, nca tem dúvida Nta cunfia odju fitchadu

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 22:45

 

Eliminar

***

Brgd, sdd bo bjjj

Gosto · Responder · 14/1 às 22:46

 

Eliminar

***

Nu ta amau tb, bjjjjj

Gosto · Responder · 14/1 às 22:46

 

Eliminar

***

Bu pd tem certeza nha miga d peto loveyou

Gosto · Responder · 14/1 às 23:25

 

Eliminar

*** 

na se tinha dúvida é pa sotau propi ahaahah ki Dios ilumina nhos sempre

Gosto · Responder · 1 · 14/1 às 23:37

 

Eliminar

***

Pois é nha miga, bgd, bjjjj

Gosto · Responder · 14/1 às 23:38

 

Eliminar

 ***

Kkkkkkkk, vdd nha miga quim gosta de mas

 

***

Depois disto, a questão que coloco é esta:

 

O Brasil e Cabo Verde não terão direito a ter uma Língua própria?

 

 

O que uns e outros escrevem ou falam terá alguma coisa a ver com a Língua Portuguesa parida na Europa?

 

Digamos que remotamente terá. Mas o que restou dela foi um dialecto derivado da Língua Portuguesa, que tem pernas para andar nos respectivos países.

 

Sou apologista da Língua Brasileira e da Língua Cabo-Verdiana.

 

Do Latim brotaram muitas línguas.

 

Da Língua Portuguesa poderá brotar muitas mais.

 

Por que não?

 

O que é preciso é acabar com a farsa da CPLP, e mais ainda com a monumental fraude do AO90.

 

E este é o caminho.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Terça-feira, 11 de Outubro de 2016

O JORNAL SOL DIZ QUE PORTUGAL ESTÁ “SOBREPRESENTADO” NA ONU… COMO DISSE? ESTÁ O QUÊ????

 

Li isto aqui há dias no Jornal Sol online

 

«Segundo o último balanço oficial, trabalham no secretariado das Nações Unidas 120 portugueses. Portugal está entre os 28 países “sobrepresentados” na organização».

 

Por mais que eu tente, não consigo alcançar o significado exacto do vocábulo “sobrepresentados”. Alguém sabe o que isto é?

 

Será mais uma daquelas deformidades do AO90? É que ultimamente elas (as deformidades) crescem por aí como os cogumelos num bosque em dias chuvosos…

 

O QUÊ.jpg

 

Origem da frase: http://www.sapo.pt/logout/mail

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

O ACORDO NÃO SERVE PARA NADA, EXCETO (EXCEPTO) PARA CRIAR CONFUSÃO

 

(ou a verdade verdadeira do AO/90 vista por Paulo Franchetti*?)

 

AO.jpg

 

Origem da imagem: http://rfm.sapo.pt/content/1/38321/desacordo_ortografico_nilton_na_rfm

 

Talvez a pergunta melhor não fosse essa, mas sim a quem serve o AO, para ter sido implementado como foi.

 

Mas me ocorrem algumas possibilidades de resposta:

 

1- No Brasil, serve para mais uma vez demonstrar a inutilidade e a desqualificação cultural e científica dessa instituição anacrônica (anacrónica), caricata de si mesma, que se chama Academia Brasileira de Letras;

 

2- Em Portugal, para mostrar a dupla face do pós-colonialismo: de um lado, os rugidos xenófobos e nostálgicos do período imperial de alguns revoltados contra o AO; de outro, a subserviência institucional aos interesses econômicos (económicos) do e no Brasil (e desconfio que, se eu não fosse um homem de letras, mas um executivo de editora portuguesa ou espanhola, talvez ficasse muito tentado a trabalhar, às claras ou encobertamente, pela aprovação do acordo em Portugal);

 

3 - No Brasil, serve para mostrar como a indústria editorial, nacional ou multinacional, especialmente a que publica livros escolares e de referência — os mais beneficiados aqui com o parto doloroso desse aleijão —, tem aumentado seu poder econômico (económico) e cooptado intelectuais e políticos em postos de decisão;

 

4 - Em Portugal, serve também para tornar patente o desconhecimento de como funciona o Brasil e da nenhuma importância que aqui se atribui ao pequeno mercado português ou à manutenção de vínculos culturais com a antiga metrópole — pois a implantação do AO no Brasil parece servir a interesses exclusivamente brasileiros, tendo Portugal nessa história apenas função e uso, restrito, como argumento, perdendo mesmo nisso para alguma cobiça pelo também hoje pequeno mercado africano;

 

5 - Ainda no Brasil, para mostrar como — apesar de tudo, inclusive da irresponsabilidade do governo em decretar açodadamente desde há alguns anos que só podem ser utilizados nas escolas livros com a nova ortografia — a sociedade civil ainda tem algum poder de influência, revelado na “suspensão” do acordo, para estudos, a meio caminho; medida que, diga-se a bem da verdade, parece tão absurda neste momento quanto o decreto de sua implementação;

 

6 - Nos dois países, para mostrar como a língua é tratada sem critério e sem respeito, justamente pelos que deveriam zelar por ela;

 

7 - Nos dois países, ainda, para evidenciar que a lusofonia, as proclamações, os jantares, as viagens subsidiadas, os acordos anódinos e ineficazes e todo o arsenal discursivo da integração cultural pode nunca frutificar, mas ser muito produtivo como argumento a justificar uma ação (acção) inconsequente, seja do ponto de vista científico, seja do ponto de vista cultural;

 

8 - Em resumo: o acordo não serve para nada, exceto (excepto) para criar confusão, para afirmar a inépcia linguística de seus autores, para favorecer os vendedores de livros didáticos (didácticos) e de livretos e cursos sobre a “nova ortografia”, e — claro — para aumentar o gasto das famílias e dos governos com aquisição de livros didáticos (didácticos) e obras de referência de uso nas escolas.

 

 

Fonte:

http://formadevida.org/simposioao/

 

*** Paulo Franchetti é um crítico literário, escritor e professor brasileiro, titular no Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas. É mestre pela Unicamp, doutor pela USP e livre-docente pela Unicamp. Wikipédia

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Agosto 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
14
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. DOIS PAÍSES, DUAS LÍNGUAS

. O JORNAL SOL DIZ QUE PORT...

. O ACORDO NÃO SERVE PARA N...

.arquivos

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO