Quarta-feira, 25 de Maio de 2022

Uma interlocução luso-brasileira ao redor da Língua Portuguesa

 

A  Apeiron edições publicou a imagem que se segue, no Facebook.

 

Tal imagem originou uma interlocução, na qual participei, porque, como já disse algures, sou uma pessoa absolutamente sensata, amável, gentil, pacífica e pacifista, educada, afectuosa, mas diante da ESTUPIDEZ, seja de que origem for, não me contenho, nem tenho de me conter, então, sou o contrário disso tudo, porque me sinto no DEVER de deixar bem claro que NÓS, Portugueses, NÃO temos a obrigação de ACEITAR as palermices dos outros. É que se ninguém disser nada, eles acham que são o supra-sumo da inteligência, e quando se trata de Brasileiros, nomeadamente de "lauras e lauros do mundo", acham que “estão por cima da carne-seca”, quando, na verdade, “estão na pior” …

 

Esta interlocução foi praticamente entre mim e uma "laura maria", que se multiplica ene vez na Internet, nas redes sociais, no YouTube, com o mesmo tipo de linguagem e de mentalidade, que é preciso combater.  

Isabel A. Ferreira

 

APEIRON - 2.png

 

Laura Maria

O maior país com o maior número de pessoas a falar o português, Brasil, será mesmo o iniciador da mudança ortográfica. Para nós não tem o menor sentido a colocação da letra "c" em palavras que não contém o som de "q". Não falamos "equixato"...pronunciamos "exato". Aliás o português ensinado mundo afora é o português brasileiro, por um simples motivo...SOMOS maioria.

 

Paulo Mendes

Até podem ser a maioria mas isso nao vos faz os detentores da língua portuguesa, Português existe por causa de Portugal e nunca por causa do Brasil, então as unicas alteracoes que poderiam ser PEDIDAS A REPÚBLICA PORTUGUESA era a de retirar os C e os P em palavras que não são pronunciadas, mas jamais fazerem reenvidicacoes ou algo do género a uma língua que não vos pretence.

E a mesma coisa que eu ir a Apple e pedir para fazer algo que eu quero so pq comprei 1 Iphone e nao concordo de como foi feito.

Se nao concordo deixo de comprar ou de usar e de igual forma se aplica ao Brasil.

Não gosta do Português então aprendam Tupiguarani e tornem isso a vossa lingua materna e ai podem fazer o que quiserem com ela

 

António JM Antunes Gomes

Laura Maria diz Não falamos "equixato"...pronunciamos "exato". Mas neste caso que exemplifica o X tem valor de Z e não sofre alteração porquê?? deveria ser escrito EZATO tal como caso deveria ser CAZO não é???

 

António JM Antunes Gomes

O único país que tem como língua oficial o PORTUGUÊS e pertence a CPLP e aos PALOP foi Angola que continua a escrever de forma correcta porque pronunciamos o C

 

Laura Maria

Paulo Mendes não sei se é do seu conhecimento, mas 70% da população brasileira é descendente de portugueses...eu inclusive...LOGO, A LINGUA NOS PERTENCE...quanto ao tupi guarani, ainda seria falado aqui se os NOSSOS antecedentes não tivessem dizimado os índios... O que eu quero dizer é que, por sermos agora MAIORIA, nós é que determinamos o que é melhor para a lingua portuguesa, quer você queira ou não. No Reino Unido, Alemanha, China, dentre outros países onde os laços comerciais com o Brasil é infinitamente maior do que com Portugal, o português ensinado é o português brasileiro. O mundo é pragmático.

 

Laura Maria

António JM , na verdade a palavra não tem uma lógica. A palavra é um simbolo como qualquer outro, a ser memorizado. Escrevemos tigela com "g" e Majestade com "j"...Parece não ter lógica, mas como é um símbolo, não tem que ter logica...Já o excesso de letras é perfeitamente dispensável como "ecxato"...não necessita do c.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria QUANTIDADE não significa QUALIDADE.

Chamem Língua Brasileira ao que falam e escrevem, e fica tudo bem.

E já agora, a palavrinha "ecxato" é alguma nova palavra do léxico brasileiro? Curiosa, esta palavrinha!

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira não são brasileiros ou portugueses que ditarão qual é a lingua portuguesa padrão...Será aquela que é mais falada no mundo.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria engana-se. Língua Portuguesa só há UMA. A de Portugal. As outras são VARIANTES do Português. A vossa é a BRASILEIRA. E que fiquem lá com ela. E que façam muito bom proveito dela. Mas não lhe chamem Portuguesa.

Só países com elevadas taxas de analfabetismo e incultura precisam de acordos ortográficos.

EUA e Inglaterra não precisaram nunca de acordos ortográficos.

Espanha e países sul-americanos de expressão espanhola, também nunca precisaram de acordos ortográficos.

Porquê isto agora?

Eu digo-lhe porquê: um complexo de inferioridade descomunal.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria está muito mal informada. Fizeram-lhe uma lavagem cerebral e aceitou-a. Eu já ESTUDEI NO BRASIL, aprendi a ler e a escrever lá, e sei do que estou a falar. Sabia?

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira Vc sabe nada do que fala. Age apenas como uma bairrista.

E o que mais percebo são pessoas portuguesas pessimamente alfabetizadas. Já que é para falar a verdade, não sabem conjugar verbos e a pontuação é algo inexistente.

Não quero ofender, apenas dissertar uma constatação lúcida. Tenho amigos portugueses. E gosto deles.

E quem te disse que inglês da América é igual ao britânico?!!! Não é não. Existem características distintas.

E palavras como geladeira, ao invés de frigorífico, ou celular ao invés de telemóvel, não é incultura. É OUTRA forma de se expressar. Devia saber disso!!!

O PORTUGUÊS falado no Brasil é o mais ensinado na Europa, China, por uma simples razão - somos a maioria a falar.

E o Brasil, sendo uma das dez maiores economias do mundo, e que comercializa globalmente, é perfeitamente compreensível ser o português brasileiro o mais aceito no mundo.

E por final o Brasil foi colonizado por portugueses com suas virtudes e defeitos TAMBÉM!!!

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria ACORDE!!!!! Estamos em 2022. O Brasil é independente desde 1822. E continua a marcar passo, porque pessoas como você não entenderam nada das lições da História.

Quantidade nunca foi sinónimo de qualidade. Sabia?

Os estrangeiros, quando querem aprender Português, escolhem a Língua Portuguesa, a ORIGINAL, e não a VARIANTE brasileira.

Como gostam de se enganarem a si próprios!

Os Africanos, de expressão portuguesa, não se afastaram da Língua Portuguesa, porque não sofrem do complexo de inferioridade (o complexo de vira-lata, de que falava Nelson Rodrigues).

Vá esperando sentada.

O Brasileiro poderá ter milhões de falantes no Brasil. Mas a Língua Portuguesa tem milhões de falantes em Portugal e nos quatro cantos do mundo.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira deixe de ser ridícula. A língua portuguesa ensinada no Reino Unido é o português brasileiro. A China acho que nem precisa citar. Basta ter dois neurônios pra entender o OBVIO, o porquê.

Complexo de inferioridade é o seu. Nem vou dizer o que os europeus pensam dos portugueses por consideração. E VOCÊ sabe disso.

Africanos não tem complexo de inferioridade? Haha, vc é hilária mesmo....

E se eles falam mais o português de Portugal, é porque estão estacionados no século passado. Não é culpa deles.

Agora, se a língua portuguesa tiver relevância no mundo será por causa do BRASIL, não de Portugal que encolhe economicamente bem como a sua população... 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria o seu comentário é de uma pobreza extrema. Não diz coisa com coisa. E saiba que os seus insultos não me atingem, porque a mim, só me insulta quem eu deixo.

A Laura Maria delira ao acreditar no que diz. Nada é mais lamentável do que fabricar delírios até à exaustão e acreditar que são verdades.

Fique lá com as suas ilusões. A lavagem cerebral que lhe fizeram resultou.

A Língua Portuguesa não precisa do Brasil para ser relevante. Ela É e SEMPRE FOI RELEVANTE, por si só.

As Línguas minoritárias europeias são TODAS RELEVANTES.

A língua que o Brasil espalha por aí, é uma língua de comunicação, não é uma Língua LITERÁRIA, uma Língua estruturada, uma Língua CULTA. Serve para comunicar, mas não serve para FIXAR o pensamento.

Os estrangeiros (repito) quando querem aprender Língua Portuguesa, vão ao original, não, às suas variantes. As variantes só servem para comunicar.

Eu quando quis aprender Língua Inglesa e Língua Castelhana, não escolhi os linguajares norte-americano e sul-americano. Fui à fonte, à raiz, ao original. O mesmo acontece com quem quer aprender Língua Portuguesa.

Contudo, se preferir acreditar que os estrangeiros escolhem o Brasileiro para aprender Português, leve lá a bicicleta. Contente-se com essa falácia.

Jamais a Língua Portuguesa se imporá no mundo através do Brasil, porque a VOSSA Língua já NÃO É a Portuguesa.

SE ainda não se apercebeu disto, eu REPITO quantas vezes forem necessárias.

É muito triste fazer a figura triste, que faz, ao dizer o que diz, porque opta por não querer ver o ÓBVIO.

Sinto muito.

Os Portugueses têm muito ORGULHO da sua Língua MINORITÁRIA EUROPEIA, porque é ela que FIXA o pensamento e a Cultura secular portuguesa. E esta Língua Minoritária Europeia jamais será ultrapassada pela Língua Brasileira, que anda por aí MAL escrita e MAL falada.

Pode dizer o que bem entender, porque tem essa liberdade. Pode acreditar nas invencionices que quiser, porque tem essa liberdade. Pode até insultar-me do modo que quiser, porque tem essa liberdade.

Porém, essa sua liberdade vale o que vale. Jamais conseguirá transformar a Língua Portuguesa numa língua apenas comunicativa.

Faça bom proveito com o seu BRASILEIRO.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira nao leio textão, ainda mais com conteúdo pouco inteligente, em telinha minúscula. Aprenda a ser concisa, vc não é um William Shakespeare, para se gastar muito tempo lendo.

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria é por não ler TEXTÕES que a sua ignorância é tão evidente.

Estou-me nas tintas que leia ou não leia os TEXTÕES em telinha minúscula. Só pessoas com MASSA CINZENTA dentro do crânio é que conseguem LER TEXTÕES numa telinha minúscula. Por isso, a sua apreciação do conteúdo que NÃO LEU, já demonstra a sua falta de massa cinzenta.

Por que não vai encher pneus de trem, que é um ofício muito mais digno do que andar pelo Facebook, a expor-se ao ridículo?

 

Cristina Nascimento

Isabel A. Ferreira Quanta grosseria, nossa !!!! A língua portuguesa brasileira é tão variante da de Portugal quanto a de Portugal é variante do latim vulgar falado pelos soldados nas ruas. Nossa língua é moderna porque ela é viva se movimenta, não estacionou no tempo. Não entendo como uma "pessoa" aproveita uma oportunidade para expressar todo seu preconceito contra um povo; que fique claro não foram os brasileiros que foram à Portugal e sim o português que veio ao Brasil, deixou sua língua e levou muitas coisas nossas tipo ouro, madeira...

 

 Isabel A. Ferreira

Cristina Nascimento como é que num espaço tão pequeno se pode esparramar tanta IGNORÂNCIA! Parabéns! É um feito extraordinário!

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira toma lesada!!! O seu textão é tão energúmeno... E não tenho paciência pra ler pensamento de gente tão obsoleta, retrógada, inculta, como você. Aprenda ai com o texto excelente da Cristina Nascimento. Até macaco adestrado é mais inteligente que você. 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria este seu comentário só diz de si, e absolutamente NADA diz de mim. Nem sequer belisca um fio do meu cabelo.

É gente como você que envergonha o Brasil e impede que ele EVOLUA, e faça com que mantenha um nível cultural tão baixo.

Lamento pelo Brasil. Pobre Brasil, que não merece ser deste modo tão INSULTADO, porque, infelizmente, ele está cheio de gente como você, que anda pelas redes sociais, pelo YouTube a disseminar o desmedido analfabetismo funcional e a gigantesca incultura que transparece nos seus hidrófobos comentários.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira lamento por Portugal, já tão desconsiderado na Europa, ainda ter VOCÊ tão atrasada que envergonha ainda mais o pequeno país... E invejo a sua burrice porque ela é ETERNA. Agora te darei um comando - escreva mais ignorâncias para eu testar um negócio aqui. Rápido!!! No aguardo... 

 

Isabel A. Ferreira

Laura Maria ainda não desistiu de fazer papel ridículo? Não entendeu o que eu disse? A sua verborreia não me atinge. Se está habituada a fazer bullying com os mais fracos, saiba que comigo isso não funciona, porque tenho uma estrutura psicológica extraordinariamente  sólida. Estou muito para além dessa sua aberração. Diga o que disser, a sua verborreia só desfavorece a si, não a mim. O que é que ainda não entendeu aqui? Preciso de fazer um desenho? Se quiser continuar, continue, porque diga o que disser só me privilegiará. Espero que consiga alcançar o significado deste meu comentário. Até agora não entendeu nada.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira ÓTIMO...respondeu rapidinho...Isso só comprova minha tese de que vc é ADESTRÁVEL. Responde aos comandos obedientemente. Vc é um excelente experimento para treinar "como influenciar uma mente simplória em pouco tempo".... Muito bem... Agora escreva mais  para eu confirmar a tese... No aguardo.

 

 Isabel A. Ferreira

Laura Maria ainda não percebeu que está a enterrar-se? Como poderia perceber? Está habituada a fazer bullying com os fracos. O caminho é perigoso. Ainda não se deu conta disso? Eu sou rápida, sim, porque quanto mais comentários fizer, melhor, para o meu objectivo. Não ando aqui a passar tempo. Ando aqui numa missão, com um objectivo bem definido. E a Laura Maria, está a ajudar bastante. OBRIGADA. Ainda não se apercebeu? Como pode, não é? Vá. Continue. Quando atingir o meu objectivo aviso-a.

 

Laura Maria

Isabel A. Ferreira  kkkk...Vc é tão previsível... Veio correndo responder, nem esperou um dia... Pois bem, vc respondeu de novo aos comandos. Está bem ADESTRADA...Convenceu-me. Eu a compro do seu dono. 

 

Isabel A. Ferreira 

Laura Maria quero dizer-lhe que o nosso (não estou nisto sozinha, ou pensava que estava?) objectivo foi finalmente alcançado, com êxito total, se quer saber.

Andou por aqui a pavonear-se como se fosse dona da verdade, e prestou-nos um grande favor, comprovando uma teoria, que se vem desenvolvendo há algum tempo, sobre o Brasil e as suas mentes "brilhantes", e a "Laura Maria" foi o expoente máximo, aquele toque final, de que precisávamos, para as conclusões finais, que circularão por outras vias. Eu avisei-a, mas não percebeu nada. Só quis olhar para o seu ego, achando que estava a dar cartas.

Quero agradecer-lhe (afinal, fui eu quem deu a cara) o facto de não ter desistido (alguns desistem) o que nos proporcionou chegar aos finalmentes. Já tínhamos visto de tudo, faltava a cereja para pôr no topo, e a "Laura Maria" foi perfeita. 

Parabéns!

Posto isto, e não precisando de mais provas, tenho a dizer-lhe que daqui em diante, se quiser continuar a falar sozinha, esteja à vontade.

Quanto a mim, dou por encerrada a minha participação, nesta profícua interlocução luso-brasileira. Valeu! 

 

***

Já depois de eu ter  dito que dava por encerrada a minha participação, nesta profícua interlocução luso-brasileira, a Laura Maria, no registo de sempre, fez mais este comentário, e irá ficar a falar sozinha, uma vez que o objectivo de manter esta espécie de "diálogo", foi plenamente atingido.


Laura Maria

Isabel A. Ferreira hahaha...Vc está tão ADESTRADA kkkk....E escreve textão que ninguém lê, muito menos eu...Anta demais!!!
Vamos escreve outro textão para eu comprovar o seu adestramento servil...



Fonte:

https://www.facebook.com/114726108610753/photos/a.114867811929916/983867861696569

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:05

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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2022

Entre outras coisas, o que esperar da maioria PS? «A revogação imediata do AO90, essa barbaridade que o anterior MNE, autoritariamente, decidiu manter em vigor, sem dar satisfações aos ministros da Educação e da Cultura (…)»

 

Num texto sob o título «De Costa a Costa - da “geringonça” à maioria», publicado no Jornal PÚBLICO, o cineasta António-Pedro Vasconcelos disse ao que veio: «O que não fez ou fez mal o anterior Governo de António Costa — e que se espera que corrija nesta nova legislatura.»


(O texto poderá ser consultado através do link que deixarei no fim desta minha exposição).

 

Uma análise com a qual concordei, na sua generalidade, contudo ater-me-ei apenas ao que António-Pedro referiu acerca do Acordo Ortográfico de 1990, ainda que de passagem - poderia ter aprofundado mais a questão, pois trata-se de algo visceralmente lesivo da Cultura e Identidade Portuguesas.



Depois de questionar «e o que não fez ou fez mal o anterior Governo de António Costa — e que se espera que corrija nesta nova legislatura?» António-Pedro enumerou três pontos: a imperativa reforma da Justiça; que o Ministério do Ambiente não esteja refém de lobbies; e «last but not the least, a definição do que deve ser o papel do Estado na Cultura, nas áreas do Património e das Artes Vivas (coisa que até hoje nenhum Governo fez), tarefa que deve ser assumida pelo primeiro-ministro e subscrita e apoiada por vários ministérios, e cujo orçamento passe a ser visto, não como uma esmola aos artistas, mas como um investimento e um direito, não apenas dos criadores, mas dos cidadãos **.»


Aos dois asteriscos finais corresponde o seguinte:


«** Incluindo a revogação imediata do Acordo Ortográfico, essa barbaridade que o anterior MNE, autoritariamente, decidiu manter em vigor, sem dar satisfações aos ministros da Educação e da Cultura (os que mais deviam ser ouvidos), um ato (sem c) que nos isolou ainda mais dos PALOP, ao aprovar uma ortografia absurda e que só nós adotámos (sem p), no conjunto dos países lusófonos.»

 

São os comentários à questão ortográfica, que o texto de António-Pedro levantou, que mais me interessa salientar, deixando-os aqui para reflexão:

COSTA - 1.PNG

COSTA - 2.PNG

COSTA  -   3.PNG

COSTA  -   4.PNG

 

Sim, é falso que no Brasil o AO90 tenha sido implementado. A grafia que corresponde ao AO90 e que foi imposta aos Portugueses DITATORIALMENTE, é a grafia que os Brasileiros sempre usaram (à excePção de umas poucas palavras e suas derivantes, e a acentuação e hifenização é outra coisa), e que os menos informados acham que é a grafia do AO90. Não é. É a grafia que corresponde à Base IV do Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943, portanto, uma grafia muito anterior ao engendramento do AO90 por Antônio Houaiss, Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro, (que lhe acrescentaram a hifenização e acentuação mais parva que já vi),  e à Reforma Ortográfica Luso-Brasileira de 1945,  a qual os Brasileiros rejeitaram depois de a ter assinado.

 
Isabel A. Ferreira

O texto de António-Pedro Vasconcelos, cuja leitura recomendo, pode ser consultado neste link:

https://www.publico.pt/2022/02/14/opiniao/opiniao/costa-costa-geringonca-maioria-1995243?fbclid=IwAR02HAgZsTTW11pUING3ud0QwxQ7YbXHD6ozhcSRuonh1hc7Yd0c9sVw5t4

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:37

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Sexta-feira, 24 de Julho de 2020

«Este acordo [AO90] é vergonhoso para Portugal»

 

«A imprensa internacional noticiou este acordo, como sendo a primeira vez na História em que a outrora colónia (Brasil) de Portugal é que determina como se vai escrever português no presente e no futuro. Este acordo é vergonhoso para Portugal.» (Carlos Mota)

 

Vem isto a propósito de um artigo publicado no Diário de Notícias, há cerca de duas semanas, intitulado «Angola e o Acordo Ortográfico», da autoria de João Melo, jornalista e escritor angolano, e que pode ser consultado neste link:

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/11-jul-2020/angola-e-o-acordo-ortografico-12411257.html?target=conteudo_fechado

 

Um texto escrito em acordês, a apelar para a consagração do AO90, que, como todos sabem, só favorece a ex-colónia do Brasil, atirando para o charco a nossa Língua Portuguesa.

 

Tal texto gerou indignação entre os que se recusam a ser enganados, e a levar gato por lebre. É o resultado dessa indignação, em forma de comentários, que aqui transcrevo.

 

Mark Twain.jpg

 

Carlos Mota

 

Santa ignorância do autor deste artigo! Citando o dito cujo: "os números mostram, desde logo, que o Brasil fez mais concessões do que Portugal no que concerne ao novo Acordo Ortográfico". Mostre-nos lá esses números!


É preciso não conhecer nada do AO para produzir semelhante aberração. A única concessão que o Brasil fez foi no trema e nem sequer se pode falar de uma concessão, pois acho que a maioria dos portugueses não se importavam que os brasileiros continuassem a usar o trema. As concessões foram todas de Portugal!


A imprensa internacional noticiou este acordo, como sendo a primeira vez na História em que a outrora colónia (Brasil) de Portugal é que determina como se vai escrever português no presente e no futuro. Este acordo é vergonhoso para Portugal.


E os PALOP nem sequer foram ouvidos na redacção do AO, sendo completamente ignorados. Este "acordo" apenas serve ao Brasil, pois não muda nada na norma brasileira do português.


Este "Aborto Ortográfico" não serviu para mais nada excepto para vender mais papel, que constituiu a principal razão para a sua criação: satisfazer o lobby da indústria gráfica e livreira, pois de um momento para o outro as pessoas foram a correr comprar novos dicionários. A outra razão foi satisfazer os caprichos dos idiotas que o redigiram.


Como Português e Angolano deixo aqui o meu elogio a Angola por se recusar a ratificar o "Aborto Ortográfico".

 

*

 

Manuel Rodrigues

 

O texto, tal como o AO, parte de um pressuposto errado e acientífico: o de que é possível unificar a grafia do português a partir da fonética. Com efeito, as variações fonéticas do português falado nos vários países (e mesmo dentro de um país tão pequeno como Portugal) são de tal ordem que a aplicação desse princípio só pode produzir o efeito contrário do pretendido. Tal aconteceu com a norma portuguesa, onde ocorrem grafias que se afastam da brasileira e das dos outros países falantes do português - e, o que é bem pior, do bom senso. Veja-se o caso de palavras como "receção", "conceção", "perceção" e outras que tais.


Para além disso, faz uma afirmação que está longe de corresponder à verdade: a de que o Brasil fez mais concessões. Os estudos mostram exactamente o contrário. Finalmente, apoia-se num mito, o de que a unificação facilitaria a circulação internacional do português. O inglês mostra que tal não passa de um mito.


Finalmente: ao ratificar o AO, que norma irá seguir Angola? A portuguesa ou a brasileira? Como irá escrever as palavras transcritas acima entre aspas? À portuguesa ou à brasileira?

 

*

 

Isabel A. Ferreira

 

 

O autor deste artigo que me desculpe a sinceridade, mas demonstra uma gigantesca IGNORÂNCIA sobre o que é uma Língua e a sua funcionalidade.

 

Demonstra, aliás, uma grande ignorância sobre tudo o que diz respeito ao acordo ortográfico de 1990.

 

Estará a soldo dos que querem destruir a Língua Portuguesa, e substituí-la pela variante brasileira ( = dialecto oriundo do Português)?

 

 

Que vergonha! E diz-se jornalista e escritor angolano, "dir'tôr" de uma revista.

 

Aconselho-o a ir estudar Língua Portuguesa e a sua já longa história, para não vir a público esparramar tantas ignorâncias e tantas inverdades!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:49

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Domingo, 12 de Janeiro de 2020

Audição da ILC sobre o AO90, na Comissão de Cultura: Pedro Cegonho refere que «o PS tem o entendimento de que um Acordo aproxima e não afasta”

 

Exactamente: um acordo, qualquer acordo, é para aproximar, não é para afastar. O que acontece é que o AO90, engendrado com intenções pouco ou mesmo nada linguísticas, gerou o maior desacordo e mal-estar e entre os povos da CPLP, e lançou o mais gigantesco caos ortográfico, jamais visto, caos esse que já ultrapassou as fronteiras de Portugal, conforme podemos ler no excerto do texto «Convergence and Divergence in World Languages», da autoria do Professor Roger Wright, da Universidade de Liverpool, publicado em Março de 2012, na obra The Handbook of Historical Sociolinguistics.

 

E não é uma vergonha,  Portugal constar em tal obra, como sendo um país com uma ortografia caótica? Será que os nossos governantes não têm um pinguinho, um pinguinho sequer, de vergonha, acerca disto?



E o texto é de 2012, quando o chaos  estava ainda no início.

 

Estamos em 2020, e o chaos continua vergonhosamente cada vez mais chaos, e a fazer engrossar a chusma de analfabetos funcionais.  

 

Senhores deputados da Nação, não é chegado o momento de acabar com este estado de indigência linguística?

 

(des)acordo ortografico.png

 

Texto de Rui Valente

 

«Depois da reunião que não houve, o encontro com representantes do Grupo Parlamentar do PS finalmente aconteceu. A nossa delegação — Rui Valente e Nuno Pacheco, membros da Comissão Representativa da ILC, aos quais se juntaram António-Pedro Vasconcelos e António Bagão Félix — foi recebida pelo deputado Pedro Cegonho e pelo assessor do Grupo Parlamentar do PS, João Pedro Lopes. Pedro Cegonho esteve presente também na qualidade de deputado-relator do nosso Projecto de Lei. Recordamos que a ILC-AO (Projecto de Lei 1195/XIII) baixou à Comissão de Cultura e Comunicação, onde aguarda a elaboração de relatório. Pedro Cegonho é o deputado que, na Comissão de Cultura, está encarregado de redigir esse documento.

 

Antes de mais, vale a pena assinalar este facto: com esta reunião passou a haver algum diálogo com o Partido Socialista. É cedo para dizer se será um diálogo frutuoso, até porque o deputado pretendia, antes de mais, ouvir a nossa posição sobre o Acordo Ortográfico. Mas, pelo menos, podemos agora dizer que o estado de incomunicabilidade quase total que se verificava até aqui foi, de alguma forma, ultrapassado.

 

Na verdade, esta foi até uma das reuniões mais extensas, em termos de duração. Houve tempo para desmontar o “Acordo Ortográfico” nas suas várias vertentes, explicando que o AO90 não é “Acordo” nem é “Ortográfico”.

 

Não é “acordo” porque, por definição, um acordo é estabelecido entre partes (duas ou mais) e envolve habitualmente cedências de parte a parte. O que não sucede no AO90, visto termos uma parte que cede em tudo (Portugal), outra parte que não cede em nada (Brasil) e várias outras partes que são remetidas ao papel de figurantes (PALOP e Timor-Leste). Como seria de prever, a maioria dos países arrastados para este “acordo” não o ratificam ou não o aplicam.

 

Sobre esta questão, tivemos mesmo ocasião de citar as próprias palavras de Pedro Cegonho, proferidas na audição da ILC na Comissão de Cultura. Na única frase dita a propósito do AO90 o deputado afirmou que “o PS tem o entendimento de que um Acordo aproxima e não afasta”. É impossível discordar, é a própria definição, a acepção básica daquilo que significa o termo “acordo”. No entanto, se analisarmos a questão em concreto, até os deputados que aprovaram a sua entrada em vigor terão de reconhecer que o Acordo Ortográfico não encaixa na referida definição. Ignorado pela maior parte dos países, quando não abertamente criticado e rejeitado, como no caso de Angola, o Acordo Ortográfico não só não aproximou como se tornou uma fonte de constrangimentos no seio da CPLP.

 

Não é “ortográfico” porque contraria, perverte e ignora a própria função normativa da Ortografia, tornando casual o que deveria ser sistemático e gerando imprevisibilidade e confusão em vez de estabilizar e fixar (segundo o conceito de “norma”); a arbitrariedade é o oposto diametral de qualquer conceito normativo.

 

Ainda quanto ao lado “ortográfico” da questão, sublinhámos o absurdo de uma “norma” que, para poder dizer que “unifica”, acaba na realidade por dividir, pois adopta como critério “unificador” uma das características da Língua que mais divergem: a pronúncia. Os resultados são conhecidos: o Português Europeu desaparece e, com ele, elimina-se a proximidade entre a nossa Língua e as Línguas mais utilizadas na Europa e no mundo. Aprender Inglês, Castelhano ou Francês será, para as gerações futuras, mais difícil, por comparação com a nossa própria experiência.

 

Continuando a nossa exposição, houve tempo, também, para falarmos no chamado cAOs, que grassa desenfreadamente pelos “média”, hoje em dia, em Portugal, incluindo o próprio Diário da República. Esta simples constatação deveria ser mais do que suficiente para invalidar qualquer tentação, eventualmente bem-intencionada, de “corrigir o que está mal”. Não é possível “corrigir” uma desordem desta magnitude; qualquer tentativa de “melhoria” do Acordo Ortográfico lançar-nos-ia num absurdo ainda maior, pois corríamos o risco de Portugal passar a ser o único país do mundo onde os cidadãos teriam de saber como se pronuncia uma palavra num país estrangeiro para saberem escrever essa mesma palavra no seu país.

 

Pedro Cegonho, apesar da sua disposição para, acima de tudo, ouvir, também falou. Adiantou que ficou com este dossier em mãos por solicitação sua, por especial apetência pela área da Cultura — e fez questão de sublinhar que não recebeu, nem pediu, qualquer orientação do Partido Socialista para a elaboração do relatório sobre a ILC-AO. Esperamos que isto possa ser de facto um indício de independência e a garantia de um relatório objectivo e imparcial. Pedro Cegonho referiu ainda as dúvidas que tem quanto à legitimidade de uma Iniciativa Legislativa revogar uma Resolução da Assembleia da República numa matéria em que o Governo assume competências. Recordamos que a RAR 35/2008 resulta da aprovação de um Projecto de Resolução de iniciativa governamental, o que aliás é um procedimento regimental inerente e comum. Já prevíamos tais reticências do deputado e, naturalmente, disponibilizámo-nos para enviar por e-mail os pareceres de vários Professores de Direito e outros juristas que confirmam ser a ILC um instrumento perfeitamente válido do ponto de vista jurídico e formal para revogar a RAR 35/2008. À data em que redigimos esta nota foi já enviado o parecer do Professor Francisco Ferreira de Almeida, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo o deputado agradecido o envio desse documento e garantido que irá tê-lo em conta na elaboração do relatório.

 

No final da reunião o deputado fez questão de dizer que, apesar de essa prática não ser habitual, irá dar conta das nossas preocupações não só ao Grupo Parlamentar do PS mas também à direcção do Partido Socialista. Sobre o relatório, adiantou que lhe parece que o assunto, na medida que envolve outros países, deverá também ser apreciado pela Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas (2ª Comissão). Não sabemos se esta inesperada “inovação” terá alguma sequência, ou de que forma será implementada. Será a ILC recebida também pela 2ª Comissão? Irá esta Comissão produzir um relatório próprio? Iremos, naturalmente, acompanhar este desenvolvimento com o maior interesse.

 

Não quisemos terminar a reunião sem abordar a questão da liberdade de voto dos deputados do PS, sublinhando que este é um tema em que, como em poucos (ou nenhuns outros), se apela à consciência individual de cada deputado sobre um Projecto de Lei que se apresenta à margem do jogo partidário, ao mesmo tempo que aborda matéria de superior interesse nacional.

 

De resto, esta ILC não deve ser vista como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade. A situação actual é insustentável e, tal como dissemos ao deputado Pedro Cegonho, em algum momento alguém vai ter de reconhecer que “o rei vai nu”. O Partido Socialista pode perfeitamente assumir essa posição, de consciência tranquila. O país é testemunha do esforço feito pelo PS para levar a cabo o AO90, tal como este lhe chegou às mãos. Pede-se agora a coragem de reconhecer que o AO90 não resultou. Não é viável enquanto factor de aproximação entre os povos, não prestigia a Língua Portuguesa, não celebra a riqueza que existe na diversidade. Pelo contrário, nunca deixará de ser visto como coisa artificial e um corpo estranho na sempre fascinante viagem da Língua entre culturas.

 

Pedro Cegonho tem de facto um desafio entre mãos. Pode, se assim o entender, redigir um relatório meramente factual, salientando que a ILC-AO não viola qualquer princípio constitucional ou regimental. Será um relatório isento, que a Comissão de Cultura aprovará sem qualquer dificuldade e que “passa a bola” ao Plenário, através da discussão e votação do nosso Projecto de Lei na generalidade. Mas também pode, se quiser, ir um pouco mais longe. Basta-lhe reconhecer, nesse mesmo relatório, que algo (ou tudo) está mal no reino do Acordo Ortográfico e que os mais de 20.000 subscritores da ILC não só puseram o dedo na ferida como criaram a oportunidade ideal para que este problema se resolva, de uma vez por todas.»

 

Fonte:

https://ilcao.com/2020/01/08/reuniao-com-o-ps-18-12-2019/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:01

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Terça-feira, 13 de Agosto de 2019

Uma lusofábula chamada AO90 – para reflectir

 

Todos sabemos que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, encabeçado pelo Brasil e assinado por sete países em 2006, é a maior fraude de todos os tempos.

 

E porque a revogação deste acordo, que nasceu aborto, se impõe cada vez mais, deixo aqui algumas questões levantadas por Paulo Martins, num comentário ao texto 

«Cabo Verde já depositou junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) o instrumento de denúncia do pseudo-Acordo Ortográfico de 1990? Ou há ainda mais algo escondido?»

que exigem resposta clara e urgente por parte das autoridades portuguesas.

 

Hélder Guégés.png

 

Se Cabo Verde adoptou o "crioulo" como língua oficial, continuará a ter estatuto de PALOP?

 

No que concerne ao inenarrável IILP (http://iilp.cplp.org/), e restante "estrutura linguística" da também inenarrável CPLP, continuará a ter sede em Cabo Verde? Se sim, que sentido faz?

 

Na prática o IILP deveria chamar-se IILB (Instituto Internacional da Língua Brasileira).

 

Já agora, os contribuintes portugueses continuarão a sustentar com milhões de euros anualmente este país insular, numa época em que Portugal sofre tantas carências a nível educativo e de saúde?

 

Exigirão oficialmente as autoridades portuguesas a desvinculação formal de Cabo Verde do tratado de acordo ortográfico, ou fica tudo bem assim como está?

 

O AO90 é também ele uma enorme ilegalidade que assenta em pressupostos ilusórios e ilegais. Parece que a lusofonia se está a desintegrar, mas o governo e o PR Marcelo "das selfies" fingem que não sabem e persistem teimosamente em manter o AO90, que tão lesivo é para Portugal e a Língua Portuguesa. Enfim, insistem em manter esta lusofábula.

 

Paulo Martins

 

***

 

Estava marcada para hoje, a discussão da revogação do AO90, no Brasil.

 

Se o Brasil revogar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), todos os países da dita lusofonia, sairiam a ganhar, e acabava-se de uma vez com este jogo nada limpo, porque, como já se sabe, o AO90 é uma fraude, e não existe, de facto, no Direito Internacional.

 

Cabo Verde já não pertence à lusofonia, porque adoptou o Crioulo Cabo-verdiano como Língua Oficial. O Português é língua estrangeira.

 

São Tomé e Príncipe não o aplicou. A Língua dominante em São Tomé é o Francês.

 

No Brasil, apenas uma minoria sabe o que é o AO90, e não é aplicado pela maioria.

 

Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste não querem saber de acordo algum.

 

Em Portugal, devido à imposição ilegal e inconstitucional do AO90, a contestação à sua aplicação é enorme, e apenas um grupo restrito o aplica, ou por ignorância, ou por servilismo ou por mera chantagem. Na verdade, a maioria do povo português nem sabe o que isso é. e os que o seguem, seguem-no por simples vocação para o seguidismo.

 

De modo que revogar o AO90 é a atitude mais inteligente.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Segunda-feira, 4 de Março de 2019

«O negócio do Acordo Ortográfico»

 

Recupero hoje uma investigação criteriosa, publicada pelo Jornal O DIABO em 05/12/2015.

 

Esta é a verdadeira história do negócio do AO90, assente na Base 4 do Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943, ainda em vigor no Brasil. 

 

Este texto mostra preto no branco a negociata (mais do que negócio) do AO90, que está a conduzir à decadência da Língua Portuguesa, apenas porque uns “intelectais” (o termo é mesmo este) mercenários decidiram pôr sete países (Portugal, Angola, Moçambique,  Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) que mantinham uma ortografia normalizada, clara e escorreita, a grafar à brasileira, uma infinidade de palavras.

 

E, se bem que nada tenhamos contra a grafia brasileira (e que isto fique bem claro) que pertence unicamente ao Brasil e aos Brasileiros, e faz parte da norma linguística da Variante Brasileira do Português, oriunda da Língua Portuguesa, a qual os políticos brasileiros escolheram para o Brasil, não podemos aceitá-la como nossa, porque além de não ser nossa, retira Portugal do seu contexto Europeu, uma vez que a Língua de um Povo é a sua identidade, e nós não somos Brasileiros.

 

Isabel A. Ferreira

 

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Texto assinado pelo Jornal «O DIABO»

(Nota: os excertos a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue)

 

«O projecto, nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal.» 

 

O português mais distraído talvez pense que um colégio de sábios bons e eminentes terá decidido um dia, após longos anos de estudo e investigação, proceder à reforma do sistema ortográfico da Língua Portuguesa – e que os governos dos países lusófonos, tendo-se debruçado sobre o assunto com o auxílio ponderado de gramáticos e lexicógrafos, terão conscienciosamente aprovado essa tão bem preparada reforma. Mas o português distraído estaria redondamente enganado.

 

Já se sabia que o acordo ortográfico foi preparado em cima do joelho, longe do debate público e do escrutínio do povo, dos mestres da Língua e dos especialistas da Gramática. Mas só agora começa a conhecer-se, em detalhe, todo o processo de promoção de um tratado internacional que, embora já esteja a ser aplicado em alguns países (como Portugal), só entrará plenamente em vigor, se algum dia entrar, quando todos os governos lusófonos o assinarem. E ainda falta um…

 

Em Portugal, no Brasil e em Angola, o acordo suscita enormes polémicas e tem contra si uma parte considerável do mundo académico e literário. Não obstante, governos e parlamentos dos PALOP têm vindo a ratificar consecutivamente o tratado, na ilusão “politicamente correcta” (estranhamente adoptada em Portugal por Executivos de centro-direita) de que ele representa “progresso” e “igualdade”.

 

A ideia, é certo, nasceu na cabeça de um académico esquerdista, o brasileiro Antônio Houaiss, que contou em Portugal com o providencial auxílio do linguista Malaca Casteleiro. Viajemos, então, no tempo e procuremos a génese de todo o processo, que nas últimas três décadas tem enchido os bolsos a um grupo restrito de autores e editores.

 

Segundo o testemunho do escritor português Ernesto Rodrigues, professor da Faculdade de Letras de Lisboa, publicado no seu ‘blog’ na internet, “Antônio Houaiss e Malaca Casteleiro dinamizavam, desde 1986, um projecto de acordo ortográfico”. Este fora sugerido, em primeiro lugar, no ano anterior, por Houaiss, que até aí fizera carreira como autor de versões brasileiras de dicionários enciclopédicos e dirigira, havia pouco, um “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (1981).

 

Consultor de editoras privadas

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Quem era Antônio Houaiss? De origem libanesa, nascido no Rio de Janeiro em 1915, Houaiss era docente de Língua Portuguesa e consultor de várias editoras privadas de livros quando a ideia lhe surgiu. Apoiante de Getúlio Vargas (e depois de Leonel Brizola e do Partido Democrático Trabalhista, membro da Internacional Socialista), nunca escondeu as suas ideias políticas.

 

Estas levá-lo-iam mais tarde ao cargo de ministro da Cultura no governo socialista de Itamar Franco, entre 1992 e 1993, e à direcção do Conselho Nacional de Política Cultural, do Ministério da Cultura (1994-1995). Foi a seguir (1996) presidente da Academia Brasileira de Letras. Jocosamente, o humorista brasileiro Millôr Fernandes referia-se-lhe dizendo: “Houaiss conhece todas as palavras da Língua Portuguesa, ele só não sabe juntá-las”.

 

Em 1985, Antônio Houaiss era apenas um intelectual de esquerda com uma ambição: compor um dicionário da Língua Portuguesa que ombreasse com o famoso “Dicionário Aurélio”, da autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, que desde a sua primeira edição, em 1975, já vendera até então mais de um milhão de exemplares. Mas Houaiss confrontava-se com uma “pequena” dificuldade técnica: para ultrapassar as marcas de Aurélio, o seu dicionário teria de galgar as fronteiras do Brasil e impor-se em todo o mundo lusófono como obra de referência. E para tanto era preciso “unificar a Língua”…

 

Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), onde sucedeu a Álvaro Lins (diplomata “progressista” que nos anos 50 provocara uma crise diplomática entre Brasília e Lisboa ao conceder asilo político a Humberto Delgado na embaixada brasileira em Portugal), Houaiss começou a congeminar um projecto de “unificação ortográfica” logo em 1985, com o auxílio do filólogo Mauro de Salles Villar.

 

No início de 1986, Houaiss promoveu no Rio de Janeiro os primeiros “Encontros para a Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa”, que haveriam de arrastar-se até 1990. O dicionarista obtivera para isso “carta branca da ABL”, segundo referiu José Carlos de Azeredo, professor do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao jornal digital brasileiro UOL. O Antônio Houaiss era o único representante brasileiro”, especificou.

 

Máquina política e comercial

 

De início, a intelectualidade dos dois lados do Atlântico fez vista grossa à flagrante coincidência entre o autor da ideia de “unificar a Língua” e o potencial autor do primeiro grande dicionário da Língua “unificada”. Só depois, por fugas de informação, a comunidade científica se apercebeu da monstruosidade do propósito. Mas a máquina política e comercial já estava em marcha…

 

Em 1990, os representantes dos PALOPs são levados a subscrever um primeiro tratado com vista à “uniformização” da ortografia. E Antônio Houaiss e Salles Villar embrenham-se na elaboração da sua obra-prima. De caminho, Houaiss vinha publicando outros livros, de carácter mais partidário, como “O fracasso do conservadorismo”, “Brasil-URSS 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas”, “Socialismo e liberdade” ou “Socialismo – Vida, morte e ressurreição”. Creditava-se, assim, como político, condição que assumiu plenamente ao integrar o governo socialista de Itamar Franco, na sequência do ‘impeachment’ do presidente Collor de Melo.

 

Por esta altura, tornara-se óbvia a falta de entusiasmo dos intelectuais brasileiros quanto a uma reforma da ortografia. Um primeiro acordo fora assinado, é certo, mas previa-se um longo e difícil caminho até à sua promulgação final no Brasil. Na própria Academia Brasileira de Letras, muitos eram os académicos que se manifestavam contra o projecto. Um deles, o conhecido gramático Evanildo Bechara, afirmava mesmo: “Deus nos livre desta monstruosidade”.

 

Que fazer? A generalidade dos cientistas opunha-se ao acordo, mas este estava assinado e podia, ainda que informalmente, ser “imposto” através da divulgação massiva de um “novo dicionário” usando as “novas regras”. E se essa divulgação pudesse ser feita pelo próprio Estado, tanto melhor. Foi este o caminho escolhido pelos defensores dessa “nova língua” a que em Portugal logo se pôs a alcunha de “acordês”.

 

Ministro socialista

 

DICIONÁRIO.jpg

 

Houaiss era agora ministro da Cultura de Itamar Franco. Numa entrevista concedida ao programa televisivo Roda Viva, da TVCultura, em 16 de Novembro de 1992, o dicionarista deixou claro o seu propósito de dinamizar “um instituto que, por iniciativa do Estado, fizesse na área da cultura do livro aquilo que a cultura privada não queria fazer”. E confessou, indo direito ao assunto: “A Fundação de Assistência ao Estudante (FAE) tem uma capacidade de distribuição acima de qualquer distribuidora de livros no Brasil. E ela, a título não oneroso, poderá fazer isso para os editores privados, que terão seus livros circulando pelo Brasil inteiro, com uma diminuição de carga de despesas bem substancial. Essa é a linha que eu estou imaginando poder fazer”.

 

Durante essa entrevista, o escritor Ivan Ângelo ainda tentou introduzir a questão em que toda a gente pensava, mas poucos se atreviam a colocar. “Parece que há grandes grupos da indústria cultural, nos dois países, Brasil e Portugal, interessados no acordo, porque isso fará com que se abra um mercado dos países africanos, para dicionários, fascículos, livros escolares, livros didácticos”, sugeriu o romancista. E perguntou com candura: “O senhor sente ou já sentiu alguma vez a presença dessa indústria cultural no favorecimento, ou no apressamento, ou algum ‘lobby’ para que esse acordo saia o mais breve possível para aumentar os seus negócios internacionais?”.

 

Mas Houaiss deixou a pergunta sem resposta directa. Em contrapartida, reconheceu que “aspirava”, com o seu “vocabulário ortográfico pan-lusofônico”, chegar a “20% da população, tendencialmente 25, 26, 27%”. E isto só poderia conseguir-se com o auxílio do Estado na distribuição de exemplares pelas escolas e organismos oficiais.

 

Surpreende a franqueza com que Houaiss confessou, na mesma entrevista: “Eu evidentemente tenho subjacente em mim uma direcção socializante, certas visões de relevo derivam dessa minha própria formação”. E, assim, o autor da ideia da “unificação ortográfica” e autor do primeiro dicionário comercial baseado nessa ideia tornava-se agora, como ministro, o promotor desse mesmo dicionário através dos organismos estatais da sua tutela.

 

E não era desprezível, o auxílio que a FAE podia prestar aos editores comerciais de dicionários. Criado em 1983, este organismo tinha a seu cargo a aquisição, difusão e distribuição gratuita de livros didácticos destinados aos alunos das redes públicas de ensino, excluindo expressamente da lista as obras “desactualizadas”. Era uma pescadinha de rabo na boca.

 

O aliado português

 

Entretanto, Houaiss garantira em Portugal a colaboração de um aliado providencial: o linguista João Malaca Casteleiro. Oriundo da área de Filologia Românica, Casteleiro era desde 1981 professor da Universidade de Lisboa e participara, em representação da Academia das Ciências, no primeiro Encontro para a Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, em 1986.

 

Preparando as grandes alterações que o acordo ortográfico fazia adivinhar, e enquanto Houaiss trabalhava no Brasil para concluir o seu opus magnum, Malaca Casteleiro lançou-se em Lisboa à tarefa de coordenar um “Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea” patrocinado pela Academia das Ciências, incluindo estrangeirismos, coloquialismos, brasileirismos e africanismos.

 

A tentativa não lhe correu bem: ao fim de mais de dez anos de trabalho (financiado pela Fundação Gulbenkian e pelo Ministério da Educação), o “Dicionário da Academia” era acolhido pelo público e pela comunidade académica com uma indiferença gelada. Em 2006, aquando do lançamento comercial da obra, pela Editorial Verbo, o próprio editor reconhecia: “ODicionário tem falhas, tem lacunas e precisa de ser urgentemente revisto.

 

Na sequência do malogro, Malaca Casteleiro foi afastado da presidência do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia e dedicou-se à elaboração de dicionários de edição comercial, utilizando a “nova ortografia” que ele próprio ajudara a definir e chegara a recomendar oficialmente, em nome da Academia.

 

Em 2007 solicitou (e obteve) um financiamento público de 70 mil euros para elaborar um “Dicionário Ortográfico e de Pronúncias do Português Europeu”, com a participação de uma empresa privada de edição de livros, a Opifício Limitada. Entretanto, surgira em 2002 como coordenador da versão nacional do “Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa”, que já teve edições pelo Círculo de Leitores e pela Temas & Debates.

 

Vasco Graça Moura acusa

 

Ainda em 2012, o escritor Vasco Graça Moura, recentemente falecido, escrevia (no Diário de Notícias) que o professor Malaca tem-se especializado em produções de medíocre qualidade, como o famigerado e redutor dicionário da Academia das Ciências, abominável exercício de encolhimento do português contemporâneo. E Madalena Homem Cardoso, destacada activista anti-acordo ortográfico, escrevia no seu ‘blog’ na Internet sobre os dois grandes promotores do “acordês” no Brasil e em Portugal: “O que é que existe em comum entre Malaca Casteleiro e Houaiss? Ambos têm raízes genealógicas fora da cultura de língua portuguesa. Houaiss foi filho de pais emigrantes libaneses chegados ao Brasil sem saber falar uma palavra de português. Malaca Casteleiro tem a suas raízes genealógicas na ex-Índia portuguesa, onde o português nunca foi língua comum. Para nenhum deles, portanto, o Português é Língua Materna; não o é, pelo menos, com a profundidade/densidade/qualidade que ela tem para a maioria de nós. Isto é importante que se diga, para que se compreenda esta evidente leviandade no delapidar de um património tão rico”.

 

Entretanto falecera no Brasil (em 1999, com 83 anos) o primeiro e principal promotor do acordo ortográfico, Antônio Houaiss. À data do seu passamento, o acordo era ainda uma incerteza: assinado pelo governo de Brasília, não entrara ainda em vigor e cresciam à sua volta as vozes críticas.

 

Mas Mauro de Salles Villar prosseguia na elaboração do “Dicionário Houaiss”, certo de que (como veio a suceder) as autoridades brasileiras colaborariam na sua compra e difusão. Prudentemente, Antônio Houaiss criara em 1997 um “Instituto” com o seu nome, em cuja delegação portuguesa passou a pontificar Malaca Casteleiro.

 

Acontecesse o que acontecesse com o acordo, o projecto de edição comercial mantinha-se, agora no âmbito do “Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia”, com sede no Rio de Janeiro, e da “Sociedade Houaiss Edições Culturais”, sediada em Lisboa. Apesar das designações de sabor científico, trata-se de duas empresas de responsabilidade limitada. O Instituto, no Rio de Janeiro, passou, entretanto, a editar freneticamente, estando hoje massificados o “Dicionário Houaiss” (concluído em 2001), o “Mini Houaiss”, o “Meu Primeiro Dicionário Houaiss”, o “Dicionário Houaiss de Sinônimos e Antônimos” e uma miríade de outros títulos, como “Gramática Houaiss” e “Escrevendo pela nova ortografia/Como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa”. O negócio continua.

 

Golpe e negócio

 

No final dos anos 90, contudo, havia razões para pensar que o acordo ortográfico corria o risco de “não passar” no Brasil. Muitos escritores, professores e académicos manifestavam reservas, e a própria Academia Brasileira de Letras resistia à sua promulgação. O acordo estava esquecido, e era provável que nunca entrasse em vigor. Foi então que, em 2006, ao tempo da presidência do esquerdista Lula da Silva, antecessor de Dilma Rousseff à frente dos destinos do Brasil, uma reviravolta acabou por impor aos brasileiros, gostassem ou não, a “unificação ortográfica”. Quem o conta é o professor Sérgio de Carvalho Pachá, então lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras (ABL), em entrevista a Sidney Silveira, do Instituto Angelicum de Filosofia.

 

Respondendo à pergunta “Quem foi a pessoa que promoveu este golpe?”, Pachá revelou: “A Academia elegeu um homem que, por temperamento, gostava de aparecer nos Media, na televisão [Marcos Vinícios Vilaça, presidente da ABL em 2006-2007 e 2010-1011]. Uma das primeiras providências desse senhor foi criar um escritório de divulgação, dirigido por um indivíduo cuja função fosse promover as autoridades da ABL nos Media, através de menções nos jornais e na televisão. Este homem era pago, muito bem pago, para ‘badalar’ a Academia. Um belo dia, este indivíduo ouviu dizer que dormia nas gavetas, havia mais de dez anos, um projecto de ‘unificação’ ortográfica. Este homem não era professor de Português, não era linguista, não era filólogo: era um jornalista [Antônio Carlos Athayde, assessor de Imprensa da ABL]. Ele ouvir dizer [que havia esse projecto] e logo pensou em ‘unificar tudo’. Ele correu para o presidente e disse: ‘presidente, eu tive uma ideia que não vai tirar mais a ABL dos Media. Nós vamos promover a unificação ortográfica’. E o presidente, que não entendia absolutamente nada de ortografia ou de sistemas ortográficos, imediatamente comprou aquela ideia genial e a Academia mais que depressa começou a promover a ‘unificação’ ortográfica”.

 

Para esta reviravolta muito contribuiu o gramático Evanildo Bechara, que começara por ser um dos mais acérrimos críticos do acordo e que em 2006 mudou repentinamente de opinião e passou a defendê-lo. Só um pouco mais tarde se percebeu porquê: em breve era publicado o seu livro “O que muda com o novo acordo ortográfico”, vendido aos milhares pela editora brasileira Nova Fronteira…

 

Conclui Sérgio de Carvalho Pachá: “Eles tinham já o gramático de plantão, o ortógrafo de plantão, que se transformou no grande propagandista da ‘unificação’ que não unifica coisa nenhuma. Para quê chamar outros filólogos, que poderiam introduzir controvérsia? […] A ABL não fez isso com o intuito generoso de unificar as grafias da Língua Portuguesa. Não: foi um golpe de publicidade […]. Foi vender gato por lebre. Foi uma balela desde o começo […], uma fraude”. Não tardou muito que o lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras fosse despedido e Lula da Silva decretasse o uso compulsivo do “novo Português” em todo o Brasil.

 

Em Portugal, o acordo ortográfico foi introduzido no dia-a-dia da administração pública e do ensino oficial, mas a sua aplicação definitiva e vinculativa só terá efeito a partir do momento em que estiver ratificado por todos os países lusófonos. Falta que Angola o faça, e em Luanda crescem as dúvidas sobre se isso algum dia virá a acontecer. A decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto e ex-directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, Amélia Mingas, resumiu desta forma a opinião da comunidade académica do seu país: “o governo angolano é o único que não ratificou [o acordo ortográfico] e eu estou plenamente de acordo com isso, porque a variação que a língua portuguesa sofreu no nosso país não está ali considerada.

 

O poder dos negócios e da política parece, até hoje, ter vingado. Mas nem tudo está perdido.

 

Fonte:

http://jornaldiabo.com/cultura/acordo-ortografico-negocio/

 

***

Não, nem tudo está perdido. Não pode estar perdido. Não estará perdido.

Porque a Língua Portuguesa, apesar de andar em bolandas, recuperará a sua condição de Língua Indo-Europeia de Raiz Greco-Latina. (IAF)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:13

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

«Não há acordo sobre o Acordo Ortográfico – Agora é o Brasil que o reconhece, em Janeiro de 2019»

 

Mais um texto de Nuno Pacheco, publicado no jornal PÚBLICO, o qual põe a nu, uma vez mais, a monumental farsa que é o AO90, sendo Portugal o farsante-mor.

 

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Por Nuno Pacheco

 

«De onde vêm as palavras dos dicionários? Trá-las a cegonha, como aos bebés.

 

Não há acordo sobre o acordo ortográfico – agora é o Brasil que o reconhece, em Janeiro de 2019.

 

17 de Janeiro de 2019

 

Não tencionava voltar esta semana ao tema, mas três razões vieram impor-se: os argumentos invocados por alguns comentários à minha crónica anterior; uma notícia da Rádio Agência, de Brasília, sobre o acordo ortográfico; e a edição, recente, de mais um dicionário da Texto.

 

Comecemos pelos comentários. Num, diz-se que “o AO não é um instrumento perfeito. (…) Que tem bastantes incongruências, é verdade. Que muitas delas podem ser corrigidas, também o é.” Mas alguém as corrigirá? Outro: “Graças a si e aos demais como o sr. pensam e (pior) agem, a língua portuguesa daqui a menos de duas décadas estará num museu.” Engana-se, já está. Em São Paulo. E ainda ninguém se queixou.

 

Outro ainda: “É pena não ver algo muito mais importante (e preocupante!), que é a (cada vez menos) subreptícia [sic] instalação de anglo-americanismos no discurso diário [PÚBLICO incluído].” Uma coisa não exclui a outra: as aberrações da “nova ortografia” são, aliás, mais recentes do que as modas dos anglicismos (antes foram os galicismos), porque o papaguear “estrangeiro” sempre foi, desde há décadas ou até séculos, forma ridícula de nos imaginarmos “maiores”; enchemos a boca dos valores do Português, mas à mínima oportunidade ignoramo-lo. Isso enquanto permitimos que o Português se deforme até ficar irreconhecível à vista e à fala.

 

Por fim: “Qualquer entidade pública e até as empresas devia [sic] estar obrigadas por lei a aplicar somente o AO que esteja em vigor!Pois se assim fosse, aplicariam o AO de 1945, único ainda em vigor por lei. O AO90 foi imposto por resoluções, do governo e da assembleia, e essas, como devia ser claro para todos, não têm valor para revogar tal lei. Fica claro?

 

Há, no meio de tudo isto, um justo alerta: o “quase desaparecimento do ensino do Latim e do Grego do ensino secundário português, e das consequências desta situação na qualidade do ensino do Português.” É verdade, mas até isso anda associado aos efeitos nefastos do dito acordo de 1990, com a deslegitimação da etimologia em prol da fonética.

 

Basta ver a mais recente edição do Dicionário da Língua Portuguesa da Texto (já com o AO), das mesmas autoras do Dicionário Verbo de 2006 (ainda sem AO). Num e noutro, não há indicações etimológicas (ao contrário do que sucedia no Universal da Texto de 1995, ou no da Porto Editora de 2009). De onde vêm as palavras? Não dizem. Nem grego, nem latim, nem árabe, nem qualquer língua que haja influenciado a nossa. Podemos talvez arriscar esta explicação patética: Palavras? Trá-las a cegonha, como aos bebés. Tentem agora dizer isso às crianças.

 

Mas já que falamos deste dicionário, que só por si há-de merecer um texto (não por ele, em particular, mas pelas aberrações que o acordês lhe impõe), registe-se reabilitação de óptico (relativo à luz, aos olhos, à visão), deixando o ótico aos ouvidos. E sem dupla grafia! Isto contradiz o AO, claro, mas alguém se importa?

 

Já a secção das “espetadas” ganhou curioso alinhamento. Assim: espetacular, espetáculo, espetada, espetador, espetar, espeto. No Brasil escreve-se espectador, cá não, e o Dicionário deixa isso claro, com um pêzinho ao lado de espetador, indicando que tem “uso privilegiado” [sic] em Portugal. Para quê isto, no entanto, se, como se afirma na Introdução, o AO “prevê o uso facultativo das variantes lexicais europeia e brasileira em todo o espaço lusófono”? Prevê mesmo? Olhe que não.

 

No site brasileiro Português à Letra (que aplica e pretende “explicar” o AO) diz-se claramente: “Quando duas formas são indicadas como válidas, embora sejam ambas corretas [sic], não são necessariamente recomendadas em todos os países.” E mais adiante: “Por seguirem até agora a mesma norma que Portugal, considera-se que os PALOP e Timor apresentarão formas idênticas [no pós-acordo]. ”

 

E aqui vem, em todo o esplendor, a monumental farsa que é o AO90. Continuamos a ter duas normas, a portuguesa e a brasileira, e jamais uma ortografia “unificada”. Se tivéssemos mantido as normas portuguesa de 1945 e a brasileira de 1943 podíamos fazer o mesmo exercício, com a vantagem de não termos de ler notícias como a que publicou no dia 10 de Janeiro a Rádio Agência, de Brasília (que transmite as sessões da Câmara dos Deputados): “Não há acordo sobre Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.”

 

Na reportagem radiofónica (e também escrita), diz-se que o AO “só se tornou obrigatório no Brasil em 2016. Em Portugal e Cabo Verde o acordo também já é obrigatório. Mas isso ainda não ocorreu nos outros países que falam português.” Mais: “Apesar de todos os esforços, não há acordo sobre o AO, nem mesmo no Brasil.” Uma professora de Letras afirma que, “na verdade, não precisaríamos de um acordo ortográfico. (...) É alguma coisa na contramão do desenvolvimento da escrita”; um professor universitário diz, a favor do AO, que este quis “eliminar a duplicidade de ortografias que havia em português” [só que não as eliminou, pelo contrário, mudou-as para pior]; e a presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, Raquel Muniz (do PSD) afirma que é este o “momento para revisão da norma.”

 

Querem parar de brincar com a nossa paciência, de uma vez por todas?

 

Nuno Pacheco

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2019/01/17/culturaipsilon/opiniao/onde-vem-palavras-dicionarios-tralas-cegonha-bebes-1858066?fbclid=IwAR3ZtyvVzKJtJ1Rb2JX_Og_AxZSDV3QzwA93a7wowUtLd390_qPWIP29uVE

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

AINDA O AO90: «NÃO SE BRINCA COM UMA LÍNGUA COMUM A POVOS, COM O IDIOMA QUE APRENDEMOS DESDE O BERÇO…»

 

Um texto do jovem Mark, no Blogue As Aventuras de Mark, publicado em 2017, e que poderá servir de orientação para todos aqueles que, à ceguinha, andam por aí a achar que o AO90 é um acordo ortográfico, e mais do que um acordo: uma reforma ortográfica do género das de 1911 e de 1945.

E o AO90 não é nem uma coisa, nem outra. É apenas a ilusão de que sete países (Portugal, Angola, Moçambique, Timor-Leste, Guiné-Bissau, São-Tomé e Príncipe e Cabo Verde) que tinham a ortografia uniformizada, começassem a grafar à moda de um (o Brasil), que deslusitanizou o Português, tanto ao gosto de Antônio Houaiss, afastando-o da matriz unificadora.

E hoje, quem está a assegurar a Língua Portuguesa são os países africanos de expressão portuguesa.

 

LÍNGUA.png

 

Ainda o Acordo Ortográfico

 Texto de Mark

 

O assunto está praticamente dado por encerrado entre todos, não obstante ainda proliferarem movimentos que se lhe opõem. Entre os organismos estatais, foi adoptado; órgãos de Comunicação Social e demais imprensa, de igual modo, gradualmente o implantaram, com uns quantos que se recusam. Há individualidades que lhe fazem frente, e eu, um fiel apoiante, vejo-me do outro lado. Não farei militância anti-AO, se bem que lhe retirei todo o apoio. Torna-se oportuno contextualizar.

 

Quando o AO entrou em vigor em Portugal, adoptei-o na minha escrita, inclusive no blogue. Por pouco tempo, porque cedo me dei conta da minha impossibilidade em adaptar-me às novas regras, ainda que as tenha, por conta própria, estudado. Esteticamente, foi-me impossível. Mantive, entretanto, o meu apoio ao Acordo. Perfilhei da maioria das razões invocadas pelos seus defensores, as quais expus aqui no blogue - tenho textos escritos, antigos, sobre esta matéria; por 2011, inclusive, lerão textos meus com a ortografia reformada. O principal argumento prende-se à disparidade entre as normas portuguesa e brasileira. Consoantes mudas, acentuação gráfica, sobretudo, o que levava, numa primeira análise, a que os leitores se apercebessem das divergências quase incomportáveis num mesmo idioma, divergências essas que o enfraqueciam no plano internacional, designadamente na hora de um aluno escolher entre qual norma aprender. Anos depois, continuo a considerar este argumento como aceitável e pertinente. A Língua Portuguesa queda enfraquecida com tamanhas, embora não abismais, diferenças, que existem nalguns idiomas, como no inglês, mas que não existem noutros, como no castelhano, sendo que o português goza de bastante menos prestígio do que ambos.

 

O que terá mudado? Sucintamente, o modo como encaro o Acordo. Continuo a ser partidário de uma uniformização, opondo-me veementemente ao processo em curso de simplificação. O Acordo Ortográfico de 1990 descaracteriza o idioma. A raiz etimológica, em detrimento do critério meramente fonético, sofreu um duro golpe. O primeiro foi-lhe dado justamente por Portugal, em 1911 (*). Não sou um purista; todavia, não posso compactuar com este atentado ao idioma. Uniformização ortográfica, sim, AO de 1990, não. (**)

 

Também mudou a minha percepção política. Portugal viu-se quase que compulsivamente obrigado a ceder. Propôs-se, em 1945, que o Brasil reintroduzisse as consoantes ditas mudas. O Brasil rejeitou. Quarenta e cinco anos depois, foi Portugal que se comprometeu em eliminá-las. Houve uma pressão desmedida sobre Portugal, que ainda é, muito embora geográfica e demograficamente menor, o país que viu nascer a Língua Portuguesa, com a Galiza - o idioma surgiu justamente na actual Galiza e no norte de Portugal, na Gallaecia. Outrossim, o Acordo serve propósitos duvidosos de uma parte da esquerda brasileira: simplificar, custe o que custar, porque, segundo defendem, " o português é difícil " (soube de um plano que preconizava, sem mais, a abolição de toda a acentuação gráfica). Seria a lógica de um inglês simples aplicada a um idioma romance. Talvez num futuro acordo, não? Pois não. Jamais. O mercado lusófono em África e na Ásia, em Timor, foi bastante sedutor às editoras do país irmão. O Acordo Ortográfico, sendo adoptado pelos PALOP e por Timor, derrubaria todos os entraves à comercialização de livros brasileiros na África Lusófona. É uma especulação válida, um tanto ou quanto demagógica, aceito, mas não é, de longe, o que me fez recuar. É apenas um exemplo dos interesses que se movimentam à retaguarda de um acordo aparentemente desprovido de qualquer outra intenção que não a defesa do idioma uno e coeso.

 

O Acordo Ortográfico aproveita ao Brasil. Aproximou-se a ortografia da norma brasileira e simplificou-se. As mudanças no Brasil foram mínimas. Aboliu-se o trema e pouco mais. Não houve uniformização harmoniosa e razoável; houve, sim, um país que se soube impor sobre os seus parceiros. Mérito do Brasil. Inteiramente. Ora, não me é permitido transigir com um cenário que em nada dignifica as nossas relações no seio da CPLP e, menos ainda, a Língua Portuguesa, que considero um património imaterial de todos os lusófonos, não só dos brasileiros e dos portugueses, verdadeira pátria para mim, citando Pessoa.

 

Serei sensível a todos os projectos equitativos de uniformização que não comportem lacunas e casos omissos como este (des)acordo (saberão, certamente, que o Acordo não uniformizou vocábulos como Humidade, em Portugal, Umidade, no Brasil, ou, citando outro exemplo, Beringela, em Portugal, Berinjela, no Brasil). Prevê duplas grafias, cá e lá. Surreal. Em breve, nem saberemos como escrever. O caminho para a arbitrariedade linguística está a descoberto. Há casos em que a consoante é ou não articulada. Aspeto e Aspecto, nomeadamente. Em Portugal, há quem a pronuncie, há quem não a pronuncie. O que dizer de Recepção, que no Brasil assim se escreve, e que em Portugal passou a Receção? Paradoxalmente, em razão do critério fonético, eis um vocábulo em que o Acordo veio desarmonizar. Receção que, diga-se, corre o risco de ser confundida com Recessão, de valor semântico totalmente distinto. Não sairia daqui.

 

Não se brinca com uma língua comum a povos, com o idioma que aprendemos desde o berço, que utilizamos para exprimir os nossos sentimentos, medos, estados de espírito. O idioma faz a nossa identidade, liga-nos a uma sociedade, a uma nação. No limite, distingue-nos de croatas e de mongóis. É um elemento para ser encarado com toda a seriedade, e não pode ficar à mercê de conveniências e de politiquices baratas.

Mark

 

Fonte:

https://asaventurasdemark.blogspot.com/2017/09/ainda-o-acordo-ortografico.html?fbclid=IwAR3excDkORQDiXXQjGi10rTyb_f4ItvtSXyGtDQs9aOk77EBp6TJQktO9cM

 

(*) Na reforma de 1911, não houve duro golpe na ortografia. Evoluiu-se, houve uma simplificação, sem mexer na pronúncia. Substituiu-se as consoantes duplas, por simples, e os fonemas gregos, pelos latinos (pharmacia – farmácia, ella – ela); lyrio – lírio), enfim nada que chocasse a vista, ou os ouvidos.

 

(**) Mark pugna pela uniformização ortográfica, mas não o AO90.

Para haver uniformização ortográfica na (ainda) colonialista CPLP, terá o Brasil de se submeter à grafia dos restantes SEIS países de grafia portuguesa, uma vez que Cabo Verde está fora da lusofonia, pois adoptou o Crioulo Cabo-Verdiano (oriundo do Português) como língua oficial.

Estará o Brasil disposto a ceder? Os Brasileiros até podem ser milhões, mas num todo de OITO países lusófonos, é apenas UM. E não são SETE que têm de ceder a UM, mas UM que tem de ceder a SETE, isto se se quisesse unificar a ortografia, que, a acontecer, empobreceria a Língua Portuguesa, pois o que lhe dá brilho e riqueza é a diversidade linguística que Portugal espalhou pelo mundo. Não esquecer este detalhe importante.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:27

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2018

Angola mantém reservas sobre a ratificação do AO90

 

Angola tem personalidade, não deverá ceder ao canto da sereia. Por que há-de adoptar a ortografia de uma ex-colónia portuguesa? Por que há-de adoptar um acordo cheio de erros de toda a ordem? Se têm uma língua íntegra, que necessidade há de passar para um arremedo de língua?

 

Se Angola, algum dia, quiser ver-se livre da Língua Portuguesa escolherá o dialecto brasileiro? Angola tem centenas de riquíssimos dialectos. E dialecto, por dialecto, não será óbvio que escolherá um dos seus?

 

ANGOLA.jpg

 

A notícia é de hoje.

 

«Angola continua "reticente" quanto à ratificação do acordo ortográfico da Língua Portuguesa, defendendo a necessidade de encontrar "mais pontos conciliatórios", face às preocupações de ordem linguística e didáctica da nova versão.

 

O posicionamento foi expresso hoje, em Luanda, pela coordenadora da comissão nacional angolana no Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Ana Paula Henriques, no âmbito da 1.ª reunião de ministros da Educação do Fórum PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).

 

“Em relação às preocupações de ordem linguísticas, há instruções no Acordo Ortográfico que não respeitam preceitos científicos, não se consegue comprovar e os resultados do nosso diagnóstico assim o demonstram”, disse a responsável, em declarações aos jornalistas, à margem da reunião de hoje.»

 

Fonte da notícia:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/angola-mantem-reservas-sobre-ratificacao-do-acordo-ortografico

 

***

Recorde-se que Angola não autorizou o Acordo Ortográfico “a nenhum nível governamental”, Para Angola, "o Acordo tem lacunas e é necessário rectificá-las antes da implementação".

 

Mas a verdade é que o acordo não tem pés nem cabeça, e rectificá-lo torna-se uma missão impossível.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:23

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Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

UMA UNIFICAÇÃO ORTOGRÁFICA MUITO ORIGINAL

 

A ortografia que os governantes portugueses andam a impingir a Portugal, regra geral, é a ortografia brasileira. Mas toda a regra tem a sua excePção, não é verdade?

 

«O que antes se escrevia da mesma forma em Portugal, no Brasil e nos demais países lusófonos, escreve-se agora de forma diferente apenas em Portugal. À excepção de Cabo Verde, nenhum outro PALOP (nem Timor) aplica na prática o Acordo Ortográfico. Orgulhosamente sós?»  (Tradutores Contra o AO90).

 

Não. Eu diria «orgulhosamente muito imbecis

UNIFICACAO.png

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/596411830460489/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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