Diz a notícia que cerca de 200 lusodescendentes, portugueses e franceses, vão reunir-se este fim-de-semana, na Casa de Portugal, em Paris, para preparar uma estratégia de promoção da aprendizagem da Língua Portuguesa em França, uma iniciativa considerada "crucial" pela embaixada portuguesa.
A questão é saber que Língua Portuguesa irá ser promovida. É bom que eles saibam que os governantes portugueses andam por aí a propagar o Português grafado à brasileira, que se distancia substancialmente da Língua Portuguesa original. E se pensam, esses lusodescendentes, que estão a aprender a Língua Materna dos seus Pais, enganam-se. Andam a vender-lhes gato por lebre, crime que sairá bastante caro a Portugal.

A reunião dos "Estados Gerais da Lusodescendência" ('États Generaux de la Lusodescendance', em francês) que será coordenada pela associação Cap Magellan, e juntará cerca de 150 estruturas associativas, empresários, estudantes e professores, entre lusodescendentes, portugueses e franceses, vai dedicar-se integralmente à promoção de uma Língua que em Portugal já deixou de ser Portuguesa, na sua forma grafada, mas também na oralidade, que já se começa a sentir a olhos vistos.
O embaixador português em Paris, Jorge Torres Pereira, considerou, num comunicado enviado à Lusa, que a segunda edição deste encontro debruça-se sobre um tema "crucial para o desenvolvimento sustentado da relação bilateral" Portugal-França: "a mobilização de esforços para que a língua portuguesa ganhe efectivamente a 'batalha do paradigma', e deixe de ser vista como uma língua de uma comunidade - 'une langue d'immigration' ['uma língua de imigração'] - assumindo o seu lugar natural entre as 'deuxièmes' [segundas] ou 'troisièmes langues' [terceiras línguas] a serem aprendidas pelas crianças e jovens em França".
O que o senhor embaixador deveria ter acrescentado é que a língua que estes lusodescendentes aprenderão não é a Portuguesa, se estiverem a seguir o que se passa em Portugal.
E só para dar um exemplo da mixórdia que será ensinada a estes desventurados lusodescendentes, transcreverei uma parte desta notícia, tal qual ela vem escrita na fonte:
Tal como o diplomata, outras figuras da comunidade, mas também do ensino em França, marcarão presença neste encontro. Christophe Chaillot, responsável pela cooperação educativa do Instituto Francês e Sophie Sellier, diretora de comunicação do mesmo instituto, vão partilhar a experiência da francofonia no mundo, assim como Anne-Dominique Valieres, inspectora geral da Educação Nacional, participará nos trabalhos.
Ou seja: diretora (dir’tora) (grafada à brasileira, sem cê) e que em Francês se escreve direCteur (com cê), e em Língua Portuguesa se escreve direCtora, (também com cê).
Mas… inspeCtora já com cê à portuguesa.
Explique-se a estes lusodescendentes porquê escreverão “direCteur” em Francês, mas “diretor” em “português”, se o Português é uma Língua Românica tal como o Francês.
É esta mixórdia que será ensinada aos lusodescendentes por “professores” acordistas?
Diz a notícia que para a organização do evento, o português está "muito aquém" das suas possibilidades, atrás do espanhol, alemão e até italiano, sendo assim necessário dar ferramentas às associações e aos lusodescendentes para promoverem a aprendizagem da Língua de Camões.
Se andarem por aí a promover o AO90, não estão a promover a aprendizagem da Língua de Camões. E isso será preciso ficar bem claro, para que os lusodescendentes não sejam enganados.
Dizem que escolheram o eixo da Língua Portuguesa porque há muito trabalho a fazer, e quando comparado o Português com o Castelhano o Alemão ou o Italiano, está aquém das suas possibilidades em termos de ensino.
É preciso dizer que nem os Espanhóis, nem os Alemães, nem os Italianos adoPtaram a grafia de uma ex-colónia e lhes chamaram “Castelhano”, “Alemão” e “Italiano”. Estas línguas são línguas europeias e íntegras. E o que Portugal anda por aí a “ensinar” como Língua Portuguesa, é a forma grafada da língua da ex-colónia brasileira, que se afastou da matriz europeia.
Dizem que vão tentar construir uma verdadeira campanha para a promoção da Língua Portuguesa para convencer os decisores locais a abrir novas turmas de português. Se for o “português acordizado”, não lhe chamem Português, porque não é, e ao lado do Castelhano, do Alemão e do Italiano será o parente empobrecido das Línguas Românicas.
Os lusodescendentes saberão destes meandros?
Perguntem-lhes que LÍNGUA querem aprender: a Língua Materna dos seus Pais, ou a língua sul-americanizada que os políticos traidores da Pátria dos seus Pais andam por aí a impingir aos lusodescendentes e aos Portugueses.
Se esta reunião é para promover a Língua Portuguesa na sua versão culta e europeia, esqueça-se tudo o que escrevi.
Isabel A. Ferreira
Fonte da notícia:
Este foi o título de um pequeno texto que escrevi em 2015, na véspera das comemorações do dia 10 de Junho, era presidente da República Aníbal Cavaco Silva.
E hoje torno a repetir (assim mesmo: torno a repetir, porque é preciso repetir muitas vezes para que os emperrados das ideias possam ter uma oportunidade de entender):
«Amanhã, o governo português pretende celebrar o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades, com cerimónias hipócritas, que em nada dignificam um país que foi vendido (seja lá a quem for) e perdeu um dos seus maiores símbolos identitários: a Língua Pátria.
Esta estátua jacente de Luiz Vaz de Camões encontra-se no Mosteiro dos Jerónimos. Os seus restos mortais estarão ali ou não, mas o que importa é o Homem de Letras que ele foi, e amanhã será celebrado numa língua que não é a Língua de Camões, aquela Língua que ele usou para tornar grande um Portugal pequeno.
Se pudesse falar, lá do limbo, onde com certeza se encontra, diria, desgostoso:
«Parai, ó (h)omens sem honra! Arrancastes as raízes da Língua, com a qual celebrei os feitos dos Portugueses, e agora só restam palavras alteradas, afastadas das suas origens, para contar as proezas imperfeitas dos que venderam, por baixo preço, o meu País!»
***
Eu, como cidadã portuguesa, não serei cúmplice desta traição à minha Pátria.
Que acordo permitiu unificar que língua?
A Língua Portuguesa não foi, com toda a certeza.
A Língua Portuguesa não é aquela mixórdia de palavras mal escritas e mal ditas que o governo português pretende impingir-nos.
Com isto, as editoras perderam uma boa cliente: eu gastava fortunas em livros, e agora não gasto.
Espero que quem ama verdadeiramente a sua Pátria e os seus valores culturais identitários, digam um rotundo NÃO a esta deslealdade para com os Homens (com H maiúsculo) que nos deixaram uma Língua, e omens (sem H nenhum – se não se lê, não se escreve, não é esta a nova regra?) a mataram por trinta dinheiros.
Amanhã, em vez de flores, depositarei as minhas lágrimas no túmulo de Luiz Vaz de Camões.
Os governantes portugueses depositarão flores no túmulo de Luís Vás de Camões.
E isto não é a mesma coisa.»
***
Um ano é passado, e temos um novo presidente da República: Marcelo Rebelo de Sousa que decidiu ir comemorar o Dia de Camões e de Portugal para Paris.
É chique comemorar o Dia de Camões e de Portugal em Paris.
Os emigrantes portugueses que vivem naquela cidade agradecerão, com toda a certeza.
O presidente aproveita a viagem e vai ver a selecção portuguesa de futebol.
Mas não seria muito mais digno de Camões, comemorar o Dia de Camões com a revogação do A/90 - o acordo do descontentamento de milhares de escreventes e falantes, precisamente da Língua de Camões?
Porque a língua que estão a impor ilegalmente às inocentes crianças portuguesas que não têm como dizer NÃO (os adultos têm o dever cívico de se opor a esta ilegalidade, mas e as crianças?...) não é a Língua Portuguesa.
Trata-se, como todos sabemos, de uma mixórdia ortográfica sem precedentes, na História da Língua.
Vamos gritar bem alto: exigimos a revogação do AO/90 para comemorar o Dia de Camões.
Isabel A. Ferreira
O título da notícia, no Diário Digital é este: «Paris: Pai de terrorista «teria matado» o filho se soubesse do plano»
Depois segue-se a explicação: «Said Mohamed-Aggad disse à agência de notícias francesa AFP que só soube hoje, juntamente com o resto do país, que o seu filho de 23 anos, Foued, era um dos três atiradores que dispararam sobre os espetadores do concerto no Bataclan com espingardas automáticas, fazendo 90 mortos no mais grave dos atentados de 13 de novembro.
(Origem da imagem: Internet)
Não me contive e deixei lá o meu comentário:
«Não sabia que ao concerto no Bataclan tinham ido tantos ESPETADORES.
Espetadores de quê? O que é que essas pessoas, que foram ao Bataclan, ESPETARAM?
Fiquei intrigada. Alguém é capaz de decifrar este enigma?»
***
E logo o Zorro respondeu:
«Realmente. Mas, a avaliar pelo tipo de "música", se calhar muitos espetavam mesmo alguma coisa na veia».
E o Miguel Antunes, mais para o sério e certeiro, disse o seguinte:
«Não há nada para saber, Isabel! É, apenas e só, uma demonstração da estupidez natural das nossas, ditas, "elites" intelectuais, que querem sempre mostrar que são mais papistas que o próprio papa...
No Brasil, mantiveram a grafia antiga! Cá, tiveram que a mudar para mostrar a toda a gente o "inteligentes e cultos" que eram...»
Já com o euro fizeram a mesma porcaria, pondo lá o morabitino, que ninguém conhece, para mostrar a excelência da "sua" cultura.
É o chamado complexo de inferioridade, mas à fina!
***
Pois é! Nem mais. Gostei deste comentário. O Miguel Antunes disse absolutamente tudo, e com clareza.
É esse complexo de inferioridade que se estende aos governantes e os fazem VERGAR aos milhões e ao lobby editorial, que só tem uma coisa naquelas "cabeças" (leia-se cabaças): ganhar dinheiro à custa dessas "elites" intelectuais que, por sua vez, se vergaram a uma imposição ILEGAL e INCONSTITUCIONAL do dito aborto ortográfico, engendrado em 1990, para “engordar” as contas bancárias de editores brasileiros e portugueses (sem sucesso).
É que «o Acordo Ortográfico é ilegal, porque o Dec-Lei 35228 de 08/12/1945 não foi revogado e é nele que está regulamentada a ortografia Lusa. A Resolução de Conselho de Ministros 8/2011 que ilegalmente aplicou o AO90 a toda a Administração Pública foi produto da capitulação do Governo aos interesses das editoras brasileiras. (…) Ganhem vergonha, sejam patriotas e escrevam na NOSSA ORTOGRAFIA (Alexandre Carvalho).
Fonte da notícia:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=802590#comment-2401881314
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