Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

«Por isso me revolto…»

 

«Quem trabalha com a Língua Portuguesa, pura e simplesmente ganha-lhe amor. É uma língua antiga, sensível, expressiva, abrangente, riquíssima no vocabulário e falada em todos os Continentes do planeta!»  

 

Quem o diz é Pedro Barroso, cantor, autor-compositor, músico português, enfim, um Homem de Cultura, num cântico triste, que subscrevo na íntegra, porque também me revolto... (IAF).

 

REVOLTA.jpg

(Origem da imagem: Internet)

 

Por Pedro Barroso

 

«Amigos

 

O assunto tornou-se muito sério.

 

Já nem me importa o que digam - pois, se preciso fosse, neste ponto, se calhar, seria até cripto nacionalista.

 

Mas não creio que tal se pegue a todo o nervo, entendimento e alma que ponho nos meus labores e criatividades.

 

Todos sabem - não tenho de o provar. Adiante.

 

Quem trabalha com a Língua Portuguesa, pura e simplesmente ganha-lhe amor. É uma língua antiga, sensível, expressiva, abrangente, riquíssima no vocabulário e falada em todos os Continentes do planeta!

 

Devia haver respeito. A começar por nós próprios.

 

E o desrespeito começou, afinal, provindo por iniciativa da pátria mãe!

 

A "unificação" pretendida, aliás, saiu completamente gorada; e é gozada por filólogos e entendidos de todos os sotaques e horizontes.

 

Esta imposição ditatorial que se aproxima é um atentado à nossa Literatura, aos nossos autores, à nossa sonoridade, e à nossa capacidade de comunicar; não só no mundo lusófono, mas com todo o mundo. Traduzir de e para português, com efeito, vai passar a ser uma babilónia de confusões e anacronismos.

 

Vejamos. Nenhuma língua se impôs ou se eliminou por decreto. Evolui, desdobra-se, radica-se, adapta-se ao longo dos séculos.

 

Mas sem perder a matriz, o fundamento semântico, o sentido, as referências e a razão histórica.

 

É, portanto, imbecil. É culturalmente assassino o que, pelos vistos, estão a querer impor-nos a partir de 13 de Maio - um desacordo ortográfico total! O revoltante corte com toda a beleza que aprendemos a falar escrever e cultivar. Por isso me revolto, - como autor, como português e como homem de cultura.

 

Será preciso ir para a rua por uma causa tão nobre como essa? Vamos!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Maestro.Pedro.Barroso/posts/10204706062606060?fref=nf

 

***

 

Vir para a rua, Pedro Barroso?

Os Portugueses só vêm para a rua se lhes mexerem nas contas bancárias.

Os Portugueses não vêm para a rua por uma causa, nem que seja a mais nobre causa, como  defender a Língua Materna, que está a ser assassinada.

E a força dos governantes, nesta e noutras matérias, assenta precisamente nesta fraqueza do povo português, que se está nas tintas para os valores culturais portugueses, pois o que é que isso lhe interessa, se lhe encherem os bolsos? 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:07

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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2018

«SERÃO OS AFRICANOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA A VIREM ENSINAR AOS PORTUGUESES A ESCREVER CORRECTAMENTE A SUA LÍNGUA»

 

Recebi, via e-mail, uma carta de um ex-professor do Ensino Secundário, a qual aqui transcrevo, com a devida autorização, e que traça um retrato real da vergonhosa e inconcebível situação que se vive actualmente em Portugal, à conta do AO90.

A publicação desta carta insere-se numa acção a levar a cabo, brevemente, pelo Movimento em Prol da Língua Portuguesa (MPLP), que a seu tempo será divulgada.

Para já, fiquemos com a referida carta e com este grito de Pedro Barroso.

Sim, seremos milhões a não compreender o assassinato do NOSSO PORTUGUÊS.

 

PEDRO BARROSO.png

 

Carta de António Vieira

(Os excertos a negrito são da minha responsabilidade).

 

Sr.ª Isabel A. Ferreira

 

Não vou tomar-lhe tempo com os argumentos esgrimidos contra esta aberração (ou acordo "mortográfico" na lúcida e muito oportuna tirada jocosa do Dr. António Bagão Félix), dado que os mesmos são já sobejamente conhecidos.

 

Fui professor do Ensino Secundário até há cerca de um ano, na Escola Secundária José Estevão, em Aveiro (actualmente sou empresário) e pude constatar diversas posturas de Colegas meus professores de Português: uns abertamente contra, mas "rumorejando" em silêncio (dado que a chantagem exercida pelas chefias e a preservação do posto de trabalho "falam sempre mais alto").

 

Outros, arvorados em "progressistas" de "ideias avançadas e arejadas" apoiam a aberração em causa, mas furtam-se a um debate sério (presumo que alguns deles colaborem com Editoras de manuais escolares e os "trocos" suplementares vindos ao fim do mês venham sempre a calhar!, há sempre quem se venda por um prato de lentilhas).

 

Na minha modesta opinião, penso ser de aproveitar os seguintes pontos:

 

1º- O Ministro da Educação actual, Tiago Brandão Rodrigues, é contra o "AO 90” e faz parte da plataforma no "Facebook" (foi uma agradável surpresa eu ficar sabedor deste dado crucial).

 

2º- Angola já declarou a não-conformidade com o AO90 e declarou que o não o irá ratificar. (Moçambique, parece-me não ter uma posição muito definida, julgo que o que pretende é que lhe ofereçam os manuais escolares à borla, seja em que grafia for). Penso que se houver pressão por parte de algumas figuras políticas de peso no sentido de se moverem "nos bastidores" (é assim que as coisas se processam sempre) algum resultado poderá ser atingido). Mas do que não tenho dúvidas é que se houvesse um número suficiente de professores que declarassem uma resistência frontal e adoptassem uma atitude de desobediência deliberada (semelhante à de uma greve), o peso do número não deixaria de constituir um argumento inultrapassável, tanto mais que o Ministro da tutela também se encontra do mesmo lado da "barricada", assim, por meio duma "arregimentação" através das redes sociais (isto hoje é facílimo), numa iniciativa sincronizada, aí não tenho dúvidas de que a questão ganharia outros contornos, não de uma solução definitiva, mas lá que o barco apanhava um forte "rombo" não tenho quaisquer dúvidas.

 

Tenho a certeza duma opinião emanada pelo Doutor Menezes Leitão (Prof. Catedrático de Direito em Lisboa e Presidente da Associação de Senhorios) segundo a qual "iremos passar pela vergonha de serem os Africanos, nossos ex-colonizados, a virem tornar a ensinar aos Portugueses a escrever correctamente a sua Língua (no site "Moçambique e o AO90").

 

E, sintomaticamente, é negativa a apatia e impavidez do nosso Povo totalmente "embrutecido" com a bola, com o Ronaldo, etc. que se acomoda e adopta uma postura totalmente distinta dos nossos vizinhos aqui do lado (galegos, catalães, etc.) que defendem os seus idiomas com unhas e dentes, embora já se assista a algum inconformismo (fui testemunha duma conversa de rua aqui em Aveiro, há algum tempo de pessoas falando contra o AO90), mas ainda há dias na "receção (?)" do escritório duma empresa, questionei a funcionária que respondeu: «...agora com o acordo ortográfico..." e eu perguntei-lhe: mas qual acordo? de quem, com quem? e ela não fazia a menor ideia do que eu estava a referir. E como esta, muitas outras pessoas, dentro do espírito de "carneirada e... Maria vai com as outras!".

 

Entrego-lhe em mãos estas duas sugestões, fico grato pela atenção dada a este breve e singelo libelo pessoal de inconformidade.

 

Com um abraço, subscrevo-me atenciosamente,

 

António José Ferreira Simões Vieira»

 

***

Não podia estar mais de acordo com tudo o que António Vieira escreveu, nomeadamente quanto à postura dos professores, que se quisessem, já tinham acabado com este desacordo.

 

A chantagem das chefias são um vergonhoso modo de impor algo que está para além da racionalidade. Contudo, as pessoas não deviam aceitar placidamente essa chantagem, até porque ninguém seria despedido por desobedecer a algo que é ILEGAL.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:57

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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017

AO CUIDADO DO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL A QUEM CABE DEFENDER O PATRIMÓNIO PORTUGUÊS

 

«Palavras do músico Pedro Barroso:

 

«Sou assumidamente um fora-da-lei, passei a ser um autor clandestino. Sou também um analfabeto porque me recuso a cumprir um acordo ortográfico imbecil que assassinou o meu português. Sinto-me chocado e de luto pela língua portuguesa, mas comigo sei que tenho milhões que também não compreendem aquilo que aconteceu. Nenhuma língua pode ser alterada e imposta por decreto, cerceando a nossa liberdade e inteligência.»

 

Muito bem, Pedro Barroso. Não esperava outra atitude da sua parte, senão esta. Muito obrigada.

 

Espero poder agradecer também a sua Excelência, António Costa, primeiro-ministro português, o favor de devolver a Portugal, a Língua Portuguesa, o nosso património maior. Só lhe ficava bem, e subia na consideração dos Portugueses e da crítica internacional.

 

 

Vídeo retirado daqui: https://www.youtube.com/watch?v=zRCovh0mNww

Assine a petição-manifesto: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=acordoortografico90

Subscreva a iniciativa de referendo: https://referendoao90.wordpress.com/documentos-para-recolh…/

Fonte: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/videos/1357451324356532/?hc_ref=ARSwFcRDoGgokK0PyqUOL6q7T5nYgsUXW_oTVGQwa6_NyHcT6P-HO4BByGthQ-fu2ZY&fref=gs&dti=531497413620386&hc_location=group

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2015

«Por isso me revolto…»

 

REVOLTA.jpg

(Origem da imagem: Internet)

 

Por Pedro Barroso

 

«Amigos

 

O assunto tornou-se muito sério.

 

Já nem me importa o que digam - pois, se preciso fosse, neste ponto, se calhar, seria até cripto nacionalista.

 

Mas não creio que tal se pegue a todo o nervo, entendimento e alma que ponho nos meus labores e criatividades.

 

Todos sabem - não tenho de o provar. Adiante.

 

Quem trabalha com a Língua Portuguesa, pura e simplesmente ganha-lhe amor. É uma língua antiga, sensível, expressiva, abrangente, riquíssima no vocabulário e falada em todos os Continentes do planeta!

 

Devia haver respeito. A começar por nós próprios.

 

E o desrespeito começou, afinal, provindo por iniciativa da pátria mãe!

 

A "unificação" pretendida, aliás, saiu completamente gorada; e é gozada por filólogos e entendidos de todos os sotaques e horizontes.

 

Esta imposição ditatorial que se aproxima é um atentado à nossa Literatura, aos nossos autores, à nossa sonoridade, e à nossa capacidade de comunicar; não só no mundo lusófono, mas com todo o mundo. Traduzir de e para português, com efeito, vai passar a ser uma babilónia de confusões e anacronismos.

 

Vejamos. Nenhuma língua se impôs ou se eliminou por decreto. Evolui, desdobra-se, radica-se, adapta-se ao longo dos séculos.

 

Mas sem perder a matriz, o fundamento semântico, o sentido, as referências e a razão histórica.

 

É, portanto, imbecil. É culturalmente assassino o que, pelos vistos, estão a querer impor-nos a partir de 13 de Maio - um desacordo ortográfico total! O revoltante corte com toda a beleza que aprendemos a falar escrever e cultivar. Por isso me revolto, - como autor, como português e como homem de cultura.

 

Será preciso ir para a rua por uma causa tão nobre como essa? Vamos!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Maestro.Pedro.Barroso/posts/10204706062606060?fref=nf

 

***

 

Vir para a rua, Pedro Barroso?

Os Portugueses só vêm para a rua se lhes mexerem nas contas bancárias.

Os Portugueses não vêm para a rua por uma causa, nem que seja a causa mais nobre, como a defesa da Língua Materna, que está a ser assassinada.

E a força dos governantes, nesta e noutras matérias, assenta nesta fraqueza do povo português,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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