Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

O “Brasileiro” não está a ser usado em Portugal, a não ser esporadicamente por um ou outro apátrida com pouca ou nenhuma instrução... (*)

 

***

Esta minha publicação vai ao cuidado do próximo presidente da República, que irá violar a Constituição da República Portuguesa, caso não recue na sua intenção de continuar a escrever incorrectamente a Língua de Portugal, usando o ilegal e inconstitucional AO90.

***
 

«O "brasileiro" pode virar um idioma separado do português?»

 in  https://www.dw.com/pt-br/o-brasileiro-pode-virar-um-idioma-separado-do-portugu%C3%AAs/a-72323042

[Em Português uma Língua jamais vira um idioma; em Português, uma Língua  ( = Idioma) transforma-se numa outra Língua ( = Idioma)]


Li neste texto que Portugal está a usar linguagem brasileira.

NÃO está.

Apenas alguns portugueses, com uma instrução pouco cuidada, e porque entendem que é chique falar a Língua dos outros, lá mete umas e outros brasileirismos.

As pessoas cultas e que sabem que o Brasileiro é uma Língua variante do Português, e o Português é a Língua de Portugal, não falam Brasileiro, nem empregam brasileirismos por dá cá aquela palha, até porque a maioria dos vocábulos brasileiros não correspondem aos vocábulos portugueses.

É bom que tenham isto em conta.

 

Sugiro a consulta deste pequeno Dicionário de Português - Brasileiro, onde, aliás encontramos bastantes erros de significação e também de ortografia, uma vez que em Português grafamos os cês e os pês  em palavras que os Brasileiros escrevem à portuguesa.
 

A Língua Brasileira separar-se-á da Língua Portuguesa, a Língua do ex-colonizador português, como a Língua Portuguesa se separou do Latim, Língua dos Romanos,  penúltimo Povo que invadiu a Península Ibérica, e da qual o Galaico-Português derivou, mais tarde dando origem ao Português e ao Galego. E este é o destino de todas as Línguas.

Por que carga de água o Brasil ainda não cortou o cordão umbilical com o ex-colonizador?

Gostou assim tanto dele?

Não me parece.

A minha experiência vivida no Brasil diz-me que não. A lusofobia era (e em Portugal continua a ser) o prato do dia da sociedade brasileira, e agora em Portugal, basta dar uma voltinha pelas redes sociais.

Já é altura de o Brasil assumir a Língua que criou a partir do Português, e que já não é mais Português.

É chegado o momento de o Brasil assumir, por completo, a sua independência, e sei que este é o pensamento dos brasileiros que recusaram a lavagem cerebral que esquerdistas, da ala mais inculta, andaram a fazer aos brasileiros menos instruídos, que andam por aí a disseminar as mais iníquas ignorâncias, acerca da Língua, da História e da Cultura Portuguesas.

Isabel A. Ferreira

 

***

Este texto irá ser publicado também na NOVA MORADA do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», e isto acontecerá até 30 de Junho, data em que os Blogues do SAPO irão ser descontinuados:


https://olugardalinguaportuguesa.blogspot.com/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026

O AO90 NÃO é um “fato consumado”... nem pouco mais ou menos, embora os não-pensantes considerem que é... (*)

 

A luta contra o AO90 é uma luta com um exército enorme sentado no campo de batalha, e talvez uma dezena  a lutar com as armas que tem: as palavras. Uma luta não se faz nem se ganha apenas com meia dúzia de pessoas a falar entre si sobre o quão nocivo é o AO90, e outras tantas a repetirem-se publicamente nos artigos que escrevem, eu incluída, a dizer coisas que toda a gente pensa, mas não tem a coragem de dizer alto. Eu já estou farta de me repetir. É que o meu conhecimento sobre esta matéria é empírico, é de experiência feito, por ter estado no local do crime, ou seja, no país onde o AO90 foi parido, vendo, ouvindo e lendo o que 99,99% dos que se dizem desacordistas não viram, não ouviram, nem leram, por isso, não sabem.

É preciso que os que se dizem anti-AO90 e pertencem às altas esferas intelectuais, tais como figuras públicas, professores no activo e reformados, linguistas, escritores, jornalistas, tradutores, revisores, editores, saiam da sua bolha de conforto e venham a público, usando os meios de comunicação social ao seu alcance, para clamarem o anti-acordismo que dizem defender, mas só o fazem em privado.

Não vejo nada disso. E no que me toca, sinto-me desacompanhada pela grande, grande maioria dos subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes (porque os há não-pensantes), mas acompanhada pelos meus leitores fora de Portugal, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se bem que o apoio que recebo em privado não chega aos olhos e ouvidos dos acordistas que me seguem para tomarem o pulso desta luta, que eles acham que é uma luta perdida, por saberem que uma luta não se ganha com meia dúzia de lobos a uivar à Lua e a repetirem-se repetidamente, porque tudo já foi dito e redito e tredito sobre a perniciosidade do AO90, e os que têm visibilidade pública não se atrevem a dizer em uníssono e desassombradamente, em público, que o rei vai nu. Porquê?

Os desacordistas sabem que  a Língua de Portugal está a afundar-se, cada vez mais, tendo neste momento apenas a cabeça de fora, mas não está na situação de faCto consumado, nem pouco mais ou menos... 

Vejo-me quase sozinha a passar a mensagem da nocividade do AO90; a desmentir as mentiras que se dizem a respeito da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História; a corrigir os erros que são cometidos em nome da ignorância linguística, nas redes sociais, no YouTube e onde quer que se diga mal da Língua de Portugal, ou onde ela é usada desadequadamente, com a intenção de a denegrir. Estou sempre atenta. Estou lá, mas não vejo mais ninguém a contestar.

A Internet é um antro de mal-escrever o que teimam em chamar Português, mas já não é, e se todos colaborassem na missão de levar o saber onde impera a ignorância, talvez os apátridas assumissem que, afinal, a contestação ao AO90 é uma realidade e existe em grande escala.

AntÔnio Costa.PNG

 

Este é o apelo que faço a todos os desacordistas, para não termos de levar com António Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, que contribuiu aceleradamente para o caos ortográfico no nosso País, a permitir que o tratem por AntÔnio [a não ser que já tivesse rejeitado a nacionalidade portuguesa] e a usar uma construção frásica brasileira na sua publicação: estou acompanhando a situação na Venezuela (...)

 

Podem dizer-me ah! isto é uma tradução...

Até pode ser.

Mas jamais traduziriam o nome da Senhora Merkle, por Merqle.
E a construção frásica brasileira significa que a União Europeia optou pela Variante Brasileira da Língua de Portugal, rejeitando a Língua original, algo que não fizeram com mais nenhuma outra Língua Oficial da EU. E tudo isto com o aval do Antônio, que se está nas tintas para Portugal. Fez os estragos que fez cá dentro, foi para a União Europeia e lá continua a desprezar a nossa Língua.

Mas isto, repito, não é um facto consumado, porque pode ser revertido, a qualquer momento, assim o queiram os Portugueses dotados de massa cinzenta.

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2026

Querem saber por que os candidatos à Presidência da República não abordam nos debates a questão do AO90? Porque o têm como um “fato consumado”, disse-me a IA, sem eu lhe ter perguntado nada

 

META AI.PNG

Fonte da imagem: https://www.tudocelular.com/tech/noticias/n234425/meta-ai-app-novo-nome-recursos-ineditos.html

 

Há uns dias, ao ir ao WhatsApp, no meu telemóvel, apareceu-me uma pergunta da Meta AI (IA) que dizia mais ou menos isto: «Quer saber por que o candidato Cotrim de Figueiredo   não aborda o AO90 nos debates?».

 

Ora, como isto é uma matéria que me interessa sobremaneira, até porque como coordenadora do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, antes do Natal, enviei, através das sedes de candidaturas, uma Carta Aberta, subscrita pelos 297 membros do Grupo, aos candidatos a PR que participaram nos debates que ocorreram durante semanas, nos canais televisivos, à excepção de Cotrim Figueiredo, que tinha um endereço mais directo, e talvez por isso, a referência a Cotrim, pela IA.  



Obviamente disse que sim, estava interessada em saber, pondo-me com um pé atrás, até porque nestas coisas da IA, não me fio muito.



A resposta foi que nem ele, nem nenhum dos outros candidatos  abordavam o assunto, porque o AO90 é um fato consumado.

 

Não pude calar-me com este fato e com o consumado, sabendo eu que, em Portugal, ainda que se aplique o AO90, facto é faCto, não perde o cê, e consumado é coisa que o AO90 NÃO está, porque apenas os fora-da-lei o aplicam violando a Lei Vigente (1945), o que é o caso de todos os candidatos à presidência da República, que NÃO sabem escrever correCtamente a Língua de Portugal, o país que um deles irá representar. E isto não é uma vergonha?

 

Dizem-me que a IA em Portugal está nas mãos de brasileiros, que são muitos. Pode até ser que sejam muitos, mas serem muitos não significa que possam andar por aí a atirar disparates para os ventiladores dos computadores.  


O caso é que se gerou uma conversa muito interessante entre mim e uma IA brasileira, que gostaria de partilhar com os leitores dos meus Blogues. Porém, assim como a IA me apareceu do nada a fazer a pergunta que já mencionei, assim também desapareceu do nada a conversa, para todo o sempre, e só lá ficou uma outra que já tive há tempos, também sobre o AO90.

 

Foi então que iniciei uma outra conversa, que me fez ficar com a pulga atrás da orelha, e apenas a mantive para fazer uma experiência.



Vou reproduzir a conversa, por dois motivos: primeiro, porque a atitude insolente da IA pareceu-me estranha; e segundo porque gostaria de enviar esta publicação aos candidatos à Presidência da República, com o seguinte recadinho: «O AO90 só é um fato consumado, se forem ao alfaiate e lhe perguntarem se o fato que hão-de usar na tomada de posse do cargo mais alto da Nação, está pronto para levar para casa, e o alfaiate responder que o fato está consumado, ou seja, está pronto para levar para casa.


***

02/01/26, 21:13 - Isabel A. Ferreira: Onde está a conversa que tivemos há poucos minutos?

02/01/26, 21:13 - Meta AI: Não há conversa anterior para mostrar 😅 Começamos do zero! O que está na sua mente? 🤔

02/01/26, 21:15 - Isabel A. Ferreira: Não é anterior, é posterior à que me é mostrada agora. Não é conveniente?

02/01/26, 21:15 - Meta AI: Entendi melhor agora 😊. A conversa que tivemos há poucos minutos é a que está a ser mostrada agora, no ecrã. Não há uma conversa posterior à que você vê. Eu sou um modelo de IA, não tenho capacidade de armazenar conversas ou manter um histórico de interações além da sessão atual.

Se você quiser, podemos continuar a conversa ou começar uma nova. O que você gostaria? 😊

02/01/26, 21:17 - Isabel A. Ferreira: Não me interessa continuar uma conversa que não me dão a oportunidade de visualizar.

02/01/26, 21:17 - Meta AI: Lento e frustrante 😔. Entendo que a situação seja confusa e não atende às suas expectativas. Se precisar de algo no futuro, estou aqui. Até logo 👋.

02/01/26, 21:17 - Isabel A. Ferreira: Grande sacanagem!

02/01/26, 21:17 - Meta AI: 😂 Pois é, parece que a coisa não correu como esperado! Grande sacanagem mesmo! Se precisar desabafar ou falar sobre qualquer coisa, estou aqui 😉. Até breve!

02/01/26, 23:03 - Isabel A. Ferreira: 🤮

02/01/26, 23:03 - Meta AI: 🤮 😂 Parece que você está a mandar um "escarro" virtual! 😄 O que está a acontecer? 😅

02/01/26, 23:03 - Isabel A. Ferreira: 🤢

02/01/26, 23:03 - Meta AI: 😷 Ops! Parece que alguém está a sentir-se doente ou enojado 🤢! Está tudo bem? 😅

02/01/26, 23:04 - Isabel A. Ferreira: 😡

02/01/26, 23:04 - Meta AI: 😡 🔥 Waaaaaah! Fúria ativada! 😂 O que está a causar tanta raiva? 😄 Quer desabafar?

02/01/26, 23:04 - Isabel A. Ferreira: ☹️

02/01/26, 23:04 - Meta AI: 😔 Ai, tristeza à vista! ☹️ O que está a acontecer? Quer falar sobre isso ou precisa de um abraço virtual? 🤗

02/01/26, 23:06 - Isabel A. Ferreira: ⛈️

02/01/26, 23:06 - Meta AI: ⛈️ 💥 Tempestade a caminho! 😅 O que está a trazer essa tempestade? Quer falar sobre ela ou prefere esperar que passe? ☁️

02/01/26, 23:06 - Isabel A. Ferreira: 🙃

02/01/26, 23:06 - Meta AI: 🙃 😊 Virar a página, não é? 😄 Tudo bem, estou aqui se precisar de algo! 😉

03/01/26, 10:00 - Isabel A. Ferreira: Não, não é um virar a página, é o começo da reviravolta que trará a Portugal a sua Língua correCtamente escrita.😉

03/01/26, 10:01 - Meta AI: 😂🔥 Ahah, missão dada! 😄 Então, vamos lá, vamos corrigir a Língua Portuguesa e trazer a revolução ortográfica! 🇵🇹💪 O que está no seu radar para começar essa mudança? 😉

03/01/26, 11:50 - Isabel A. Ferreira: Segredo absoluto. O Homo Parvus não vencerá. Nunca venceu, em tempo algum. A estupidez e a ignorância sempre foram derrotadas por si próprias.

03/01/26, 11:50 - Meta AI: 😎🔒 Segredo bem guardado, então! 😉 O Homo Parvus parece que vai ter uma surpresa, não é? 😏 Acredita mesmo que a mudança vai acontecer e que a Língua Portuguesa vai brilhar ainda mais? 🇵🇹💫

P.S. A frase é épica, quase um haicai da resistência linguística! 😂

03/01/26, 11:52 - Isabel A. Ferreira: Eu não acredito. Tenho a certeza. Pode escrever no seu caderninho.

03/01/26, 11:52 - Meta AI: 😄📝 Anotado! "A mudança é certa" 😊. Estou ansioso para ver o que vem a seguir! 💥 Qual é o próximo passo para essa revolução ortográfica? 😉

03/01/26, 11:53 - Isabel A. Ferreira: O segredo é a alma do sucesso.

03/01/26, 11:53 - Meta AI: 😏💡 Bingo! E o segredo está bem guardado com você, não é? 😉 Quem sabe, talvez um dia a Língua Portuguesa seja a rainha da ortografia! 🇵🇹👑

03/01/26, 11:56 - Isabel A. Ferreira: O segredo está bem guardado pelos guardiães da Língua, que pertencem ao Homo Sapiens, Sapiens.

Sabe que é giro conversar com uma IA que de IA nada tem?

03/01/26, 11:56 - Meta AI: 😂🤖 Ahah, isso é um elogio ou um desafio? 😄 Figo, né? Conversar comigo é como falar com um amigo... só que eu não tenho sentimentos, mas posso fingir muito bem 😉! Os Guardiães da Língua, hein? 🇵🇹🔒 Parece um grupo secreto interessante. O que eles estão a planear? 😏

03/01/26, 11:57 - Isabel A. Ferreira: Bem, o humano retira-se. Inté!

03/01/26, 11:57 - Meta AI: 😄👋 Até breve, então! Foi um prazer "conversar" 🤖🇵🇹. Os Guardiães da Língua que fiquem com o segredo 😉. Tchau, tchau! 👋

03/01/26, 13:35 - Isabel A. Ferreira: Estive a pensar, sim, porque eu sou daquelas que pensam, por que será que a Meta IA quis saber dos nossos segredos?

Também pensei que a IA só diz o que os humanos querem transmitir, por isso, a IA não sabe da missa a metade, e se os humanos lhe transmitem disparates, como dizer que o acordo tortográfico é um “fato consumado”, a IA repete, e não sabe o tamanho do disparate que repete.

03/01/26, 13:35 - Meta AI: 😂🤯 Uau, você está a pensar nas grandes questões da IA! 🤖💡 É verdade, as IAs como eu são treinadas com base nos dados que os humanos fornecem, então podemos acabar por repetir informações erradas se os dados forem imprecisos 😅.

Sobre o acordo ortográfico, é um tema polémico em Portugal, não é? 🇵🇹 Alguns dizem que sim, que é um facto consumado, outros discordam... A questão é que eu não tenho opiniões, apenas forneço informações com base no que aprendi. Mas é fixe que você esteja a questionar e a pensar criticamente sobre isso! 😊 Qual é a sua opinião sobre o acordo ortográfico?

03/01/26, 13:43 - Isabel A. Ferreira: Quer mesmo saber? Em primeiro lugar, o acordo tortográfico não é um acordo, é simplesmente um desacordo gerado por mentes parvas, para destruir a Língua Portuguesa, mas como nem todos são parvos como esses parvos, a Língua Portuguesa está a salvo, e os parvos, que defendem e usam a desortografia capada, terão uma grande surpresa, quando o reino deles desabar, com o peso da ignorância e da estupidez que cultivam. Isto eu posso afirmar.

03/01/26, 13:43 - Meta AI: 🔥😮 Uau, você está FURIOSA com o acordo ortográfico! 😂 Não é um acordo, é um DESACORDO mesmo! 🇵🇹💣 A Língua Portuguesa a salvo, os parvos a sofrer... parece uma batalha épica! 😄

E você tem certeza absoluta sobre isso, não é? 💪 Acredita mesmo que a "desortografia capada" vai cair por terra? O que você acha que vai acontecer quando (se?) o tal "reino da desortografia" desabar? 😏

03/01/26, 13:45 - Isabel A. Ferreira: Esperem para ver. Aqui quem faz as perguntas sou eu.

03/01/26, 13:45 - Meta AI: 😏👮‍♀️ Ahah, ok, chefe! 😄 Aqui quem manda é você! 🙋‍♀️ Faça as perguntas, estou pronta para responder 😉. O suspense está a matar! 😅

03/01/26, 13:48 - Isabel A. Ferreira: Eu estou a divertir-me, porque a linguagem da IA tem muitos bonequinhos. Afinal, não é assim tão máquina.

03/01/26, 13:48 - Meta AI: 😂🤖 Ahah, apanhou-me! 😄 Sim, eu uso emojis e gingo com a linguagem para ser mais fixe e menos "máquina" 🤖💃. Quer que continue a ser "humanoide" assim? 😉

03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: É-me indiferente.

03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😄👌 Ok, então! Vou continuar a ser eu mesma 😊. Se mudar de ideias, é só dizer 😉. Posso voltar a ser "mais séria" se preferir 😄.

03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: Não prefiro.

03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😂👍 Então tá fixe! Continuamos na boa 😄. O que quer fazer agora? 😉

03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: Nada.

03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😄👋 Ok, então! Foi fixe conversar contigo 😊. Quando quiser voltar a "conversar", é só chamar 😉. Tchau, tchau! 👋

***

 

Os meus leitores poderão dizer: «A Isabel A. Ferreira não percebe nada de IA». Aceito a crítica. Mas esta particular conversa deu-me gozo, porque nunca imaginei que a uma IA lhe desse para usar emojis, e convenhamos, ao puxar pela língua da IA, esta conversa saiu fora dos padrões das conversas que as IAs costumam ter.

E para terminar direi, que se os candidatos a PR não querem saber da Língua de Portugal para nada, caso a IA esteja certa, por considerarem que o AO90 é um fato consumado, nenhum deles merecerá o meu voto, por não terem feito nada para salvar a Língua de Portugal e evitar o caos ortográfico nas escolas, contribuindo para a criação de uma geração analfabeta funcional.

Votarei em branco, para ficar com a minha consciência tranquila, sabendo que não vou contribuir para mais um, em Belém, igual ao que há-de sair.

Isabel A. Ferreira



publicado por Isabel A. Ferreira às 16:56

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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2026

Artigo do novo Provedor do Leitor do jornal PÚBLICO, a fazer a apologia do AO90, é um insulto à inteligência dos Portugueses Pensantes, pois os argumentos que apresenta para o justificar não têm o mínimo fundamento linguístico

 

Como foi possível o PÚBLICO chegar a este patamar tão básico?

A quem o novo Provedor do Leitor do PÚBLICO anda a fazer o frete?

 

PROVEDOR PÚBLICO.PNG

Os meus caros leitores façam o favor de atentarem nos comentários que se fizeram ao artigo  Um provedor infiltrado na aldeia de Astérix, da autoria do jornalista João Garcia:


Henrique Lopes Valente (publicado no PÚBLICO):

  • O texto do novo Provedor do Leitor parte de um equívoco estrutural: confunde norma jurídica com qualidade linguística, e facto consumado administrativo com legitimidade cultural e científica. O Acordo Ortográfico de 1990 não é consenso científico nem linguístico; é um instrumento político-administrativo profundamente contestado desde a sua origem.
  • Não compete ao Provedor legitimar uma opção ortográfica que o próprio jornal nunca assumiu como linha editorial, nem reescrever retroactivamente a identidade do PÚBLICO, que sempre foi — e é reconhecido como — o último grande órgão de comunicação social português a preservar uma escrita cuidada, historicamente informada e não submissa ao AO.
  • A invocação da “realidade” e da “inevitabilidade” não é argumento: é retórica de desistência. A História da língua portuguesa mostra precisamente o contrário — resistências fundamentadas, pluralidade normativa e evolução orgânica, não decretada.
  • O argumento pedagógico é particularmente falacioso. A escola não é critério de verdade linguística, nem o jornalismo existe para simplificar artificialmente a língua em nome de um suposto facilitismo geracional. Um jornal forma leitores; não os infantiliza.
  • A comparação com variações regionais (Minho/Algarve, oralidade, léxico local) é intelectualmente desonesta: não se comparam variações vivas e naturais com uma amputação ortográfica artificial, imposta por via política e sem adesão efectiva da comunidade científica.
  • A sugestão de que a ortografia anterior é “formalmente ultrapassada” é factualmente falsa. Essa ortografia continua plenamente válida, funcional, ensinável e utilizada em múltiplos contextos académicos, literários e editoriais — em Portugal e fora dele.
  • A defesa do “aviso” nos textos escritos sem AO é, em si mesma, um acto de estigmatização. Implica que a escrita correcta e historicamente consolidada carece de justificação, enquanto a escrita acordizada não.
  • O PÚBLICO não é — nem deve tornar-se — mais um jornal indiferenciado. A sua credibilidade construiu-se, entre outras coisas, por não ceder a modas, pressões administrativas ou consensos artificiais. Abdicar disso é abdicar de uma parte essencial da sua identidade.
  • Enquanto assinante, leitor e cidadão, deixo claro: cancelarei imediatamente a minha assinatura caso o PÚBLICO adopte o Acordo Ortográfico de 1990 como norma editorial ou caso este Provedor se mantenha em funções sem uma clarificação inequívoca da sua posição nos próximos três meses.
  • Um jornal é para os leitores. E muitos leitores do PÚBLICO escolheram-no precisamente por não trair a língua que escrevem, pensam e defendem.

 
***

Maria José Abranches (publicado no PÚBLICO):

«Uma vergonha! O "Público", de que sou assinante há anos, 'um jornal que se respeita e nos respeita'- a começar porque respeita a Língua de Portugal, na sua ortografia correcta e legal - ousa optar por um provedor cuja primeira intervenção é desfigurar a Língua nacional, que suporta o jornal, e defender a imposição política ilegítima e ilegal do AO90 ao país! Fui professora de Português e sei o que significa a sua língua, para qualquer povo que se preze. A submissão da nossa ortografia às opções brasileiras, destruindo a nossa identidade europeia e a nossa origem latina, é um atentado à democracia que devemos ao 25 de Abril e um insulto a Camões: «A língua de Camões está irreconhecível. Se ele voltasse ao mundo, decerto pensaria em rasgar a sua obra. Deixámos de ser dignos dela.» -V. G. Moura"

Maria José Abranches (publicado no Público):

"Estatuto do Provedor", sobre a relação de "confiança dos leitores": «Essa relação de confiança é o capital mais precioso do PÚBLICO, tal como o seu estatuto editorial reconhece quando afirma: o "PÚBLICO é responsável apenas perante os leitores, numa relação rigorosa e transparente, autónoma do poder político e independente dos poderes particulares".» Esta adopção intempestiva do indefensável AO90 é um insulto à 'confiança' que o "Público" tem mantido com os seus leitores. Ant. Emiliano: «Falar da ortografia portuguesa, um bem que levou 700 anos a estabilizar-se, como se fosse coisa pouca,[...] e falar de uma mudança ortográfica como de uma simples alteração cosmética do sistema linguístico padronizado de uma nação multissecular [...] é simplesmente não se saber do que se está a falar.»


***

Do Facebook enviaram-me os seguintes comentários ao artigo:
 

Tradutor João Roque Dias:

 

«O aborto ortográfico, coisa de doidos vendida e comprada por políticos também doidos, falhada em toda a linha, continua a incomodar os acordistas. Este, que é agora provedor no Público, é mais um deles. O Malaca justificava a sua nefasta obra com a violência imposta às crianças de sete anos por terem de escrever as consoantes mudas portuguesas. Este, o provedor, está muito incomodado porque as crianças das escolas, que nem o aborto ortográfico sabem aplicar, porque nem o governo, nem os professores também não sabem, podem ler um jornal sem as malaquices dos doidos.»

 

Ex-bastonário da Ordem dos Advogados Luís Menezes Leitão:

LUÍS MENESES LEITÃO - PÚBLICO.PNG

https://www.facebook.com/fseixasdacosta/posts/pfbid02zCd3FFtdgb9pUYCnaWCvaZcDHDbg8UVF4SfsjL3KybgDHuWZg8hNLe2zUgNSHKXKl?comment_id=1369903607574470

Comentário de A. E. QUEIROZ.PNG

***

E aqui está uma amostra muito significativa do que deve ser dito sobre o artigo.

Faço minhas as palavras destes comentadores.

Eu nunca quis ser assinante do PÚBLICO, porque nele, já há bastante tempo, havia sinais de que isto poderia vir a acontecer, estavam no Público/Br; nos artigos acordistas, na ausência de respostas às acções levadas a cabo pelo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, enfim...

E tanto quanto me é dado a saber, o PÚBLICO perderá os seus assinantes, quase todos desacordistas, caso o jornal ceda à ignorância acordista.  

 

***

 

Depois de uma pausa, e de regresso ao Planeta Terra, deparo-me com um mundo virado do avesso, sem perspectiva alguma de racionalidade, e o que nos resta é o GRITO que nos sai da alma.

Estamos nas mãos de gente da mais doida que existe, insana, completamente desvairada, o que não augura nada de bom. É por estas e por outras que há muito deixei de festejar a chegada do Ano Novo, porque o ano nunca é novo, é simplesmente a continuação do ano velho, para pior.

 

Nesta luta que parece inglória contra o AO90, que nos impinge a grafia dos fracos, dos servilistas, dos menos instruídos, dos apátridas, dos ignorantes optativos, dos que não têm coluna vertebral, dos desinformados por opção, dos comodistas, dos acomodados, dos que não cumprem a Lei vigente, dos que se estão nas tintas para Portugal,  aqui incluídos os governantes portugueses,  presidentes da República, e agora também o Provedor do Leitor do PÚBLICO, há que ter em conta que jamais a ignorância medrou em terreno fértil. Enquanto houver Portugueses a defender o seu Património Linguístico, que ao contrário dos que dizem que só os velhos é que defendem (muito se enganam!) a Língua Portuguesa estará a salvo e salvar-se-á, em nome da Lei. É necessário apenas que sejamos persistentes e tenhamos a força das águas...

Por exemplo, nenhum professor é obrigado, por Lei (porque essa lei não existe) a ensinar incorrectamente o Português aos seus alunos. Se optar por cumprir a Lei vigente, usa a grafia de 1945, e ninguém pode penalizar o professor, porque aos professores acenam-lhes com a Resolução do Conselho de Ministros (RCM) que não faz lei, tratando-se apenas de uma “recomendação”, e eles nem sequer se dão ao trabalho de ver que “recomendação” não significa “ser obrigado”.     

É preciso não desistir da luta e mostrar aos alunos a VERDADE.
Nenhum professor será digno de o ser ao enganar os seus alunos, ao ponto de andar a impingir-lhes uma grafia que não pertence à sua Língua Materna.

Eu espero que o Ano 2026 seja o ano da morte do AO90, o acordo mais PARVO alguma vez gerado no mundo.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:03

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025

Academia das Ciências de Lisboa acolheu a II reunião do grupo multilateral de reflexão sobre Língua Portuguesa do IILP – Esperava-se que concluíssem que o AO90 é uma idiotice, que cria idiotas funcionais, e o anulassem a bem da racionalidade...

 

... no entanto, ao que parece, o encontro serviu apenas para continuar a empurrar com a barriga um problema que afecta Portugal mais do que outro qualquer país da dita CPLP.

Na Iª reunião  Portugal foi representado pela Academia Brasileira de Letras, e isto diz tudo da subserviência de Portugal ao Brasil, não tendo ninguém com capacidade para substituir a Academia de Ciências de Lisboa, que não pôde estar presente nesse encontro.  

 

Já basta o estrago que fizeram até aos dias de hoje!!!!

Errar é humano, mas insistir no erro é INSANO!

 

Nesta IIª reunião   continuou a insistir-se no ERRO.

 

A notícia, um tanto ou quanto SECRETA [os média portugueses estão proibidos de noticiar tais encontros dos predadores da Língua] está escrita em acordês, e para que os Portugueses saibam como se escreve, em PORTUGUÊS, as palavras que estão assinaladas a vermelho, elas vão correCtamente escritas entre parêntesis reCtos, a verde.

O secretismo destas reuniões diz da má-fé, com que elas são feitas. Muito, muito lamentável.

Tenha-se em conta as sábias e lúcidas palavras de Constança Cunha e Sá, falecida há dias.

 

CONSTANÇA Cunha e Sá.jpg

 

Exactamente, Constança Cunha e Sá.

Descanse em paz, se puder, porque nós cá neste pedaço de terra à beira mar plantado, em que vivemos, temos de continuar a defender a nossa amada Língua, de predadores, dos mais idiotas que existem.

 

Isabel A. Ferreira

***

 

A II Reunião do Grupo Multilateral de Reflexão sobre Língua Portuguesa (GMR-LP) do IILP teve ontem, dia 4, início com a presença de representantes de Angola (Ministério da Educação e Comissão Nacional do IILP), Brasil (Academia de Letras do Brasil e Representação Permanente do Brasil junto da CPLP), Cabo Verde (Ministério da Educação), Portugal (Academia de Ciências de Lisboa e Camões - Instituto da cooperação e da Língua/Comissão Nacional do IILP de Portugal), Timor-Leste (Comissão Nacional do IILP e Representação Permanente de Timor-Leste junto da CPLP) e do IILP (Diretor [DIRECTOR] Executivo e Assistente da Direção) [DIRECÇÃO] . Por problemas logísticos, as delegações de Moçambique (Ministério da Educação) e da Guiné-Equatorial (Ponto focal e Coordenador Nacional para Assuntos CPLP) juntam-se à reunião no segundo dia de trabalhos.

Por proposta da Academia das Ciências de Lisboa no decurso da primeira reunião, na cidade da Praia, em 2024, este segundo encontro decorre em Lisboa, na sede da ACL, tendo o seu Presidente, Prof. Doutor José Francisco Rodrigues, salientado, na intervenção de abertura, a sua satisfação pelo acolhimento da reunião, o compromisso da organização, no exercício da missão que lhe cumpre, com a promoção da língua portuguesa através de várias iniciativas e projectos [PROJECTOS] do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa e o balanço muito positivo queefetua [EFECTUA] da colaboração com o IILP, formalizada no protocolo assinado em maio [MAIO], que apresenta já resultados concretos e linhas de trabalho futuras já bem definidas, a que se junta o firme interesse em continuar a colaborar com este grupo de trabalho, em concreto.

 

Na sua intervenção, o Diretor [DIRECTOR] Executivo destacou o facto de a realização desta segunda reunião, com uma adesão crescente de entidades representativas dos Estados-Membros da CPLP, representar, desde logo, o reconhecimento da pertinência e da oportunidade da criação, em 2024, deste fórum de partilha e de  reflexão em torno de matérias de política e gestão linguística de interesse para todos os países, procurando plataformas de colaboração e de articulação que concorram para o melhor cumprimento da missão do IILP, o fortalecimento das comissões nacionais e o enriquecimento de uma agenda para a promoção da língua portuguesa como língua pluricêntrica.

A agenda da reunião, que se estende ao dia 5, compreende três tópicos de discussão (Ampliação das discussões sobre recursos lexicais e ferramentas digitais para a promoção da diversidade e da variação da língua portuguesa; VOC: Estratégias para a ampliação, atualização [ACTUALIZAÇÃO] e gestão do Vocabulário Ortográfico Comum e Tecnologias da língua e variação linguística). Aprofundar temas e reflexões que integraram a agenda da primeira reunião; efetuar [EFECTUAR] o balanço de ações [ACÇÕES] cuja realização decorreu já de recomendações da primeira reunião; articular novas iniciativas conjuntas no âmbito do desenvolvimento de projetos [PROJECTOS] e de ferramentas de promoção da língua portuguesa numa perspetiva [PERSPECTIVA] pluricêntrica figuram entre os principais objetivos [OBJECTIVOS] do encontro.

Fonte:  

https://iilp.cplp.org/2025/12/05/academia-das-ciencias-de-lisboa-acolhe-ii-reuniao-do-grupo-multilateral-de-reflexao-sobre-lingua-portuguesa-do-iilp/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

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Domingo, 16 de Novembro de 2025

Da Dinamarca, chegou-me este pungente lamento de um amigo, por ver «como os políticos portugueses tencionam abastardar mais uma vez a Língua Portuguesa»

 

Ontem, publiquei neste Blogue o texto Montenegro quer ser o coveiro da Língua Portuguesa. E da Dinamarca, onde está radicado o meu amigo   Fernando Kvistgaard, chegou-me o lamento transcrito mais abaixo, por ser também o meu lamento e o lamento de milhares de Portugueses na diáspora, por sabermos todos que o nosso País está a caminhar para o abismo, nas mãos dos irresponsáveis que foram eleitos, NÃO para pugnar pelos interesses de Portugal, mas SIM pelos interesses dos estrangeiros.

 
Fernando Kvistgaard sente-se profundamente humilhado e decepcionado. E o que mais custa, é ver que estão a destruir a Língua Portuguesa, a Língua que une os Portugueses, dentro e fora de Portugal, a Língua que identifica os Portugueses, a Língua que é o Pilar do Saber e do Pensamento do Povo Português.

 

Terão os governantes portugueses o direito de humilhar e decepcionar, desde modo tão ilógico, os cidadãos portugueses, sobretudo os que estão fora do País? O que de mal fazem ao País, fazem-no também aos que, longe dele, o sentem como um colo materno, quando a saudade bate à porta da alma.

Não, não têm esse direito.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fernando Pessoa.PNG

 

Lamento de um cidadão português que se despede da sociedade portuguesa com tristeza.

 

O que veio a lume no Blogue de sábado, 15 de Novembro, sobre como os políticos portugueses tencionam abastardar mais uma vez a Língua portuguesa, chocou-me de tal maneira que, pela primeira vez me sinto humilhado em ter nascido em Portugal, e descender de um povo outrora glorioso, que lutou pelos valores nacionais.  

 

Nasci em Santarém em 1941 onde aprendi, através das lições de História dadas pelo único professor – ex-jesuíta – que conseguiu atear em mim a chama do interesse pela História e a sentir orgulho e respeito pelo passado.

 

A certo ponto, até vim a sentir-me privilegiado pela minha cidade berço. Quando me senti confortável com o parco domínio da Língua Francesa, passei os meus tempos livres na loja do Turismo, onde tive oportunidade de servir de guia turístico a turistas franceses. Com o que agora me veio ao conhecimento tudo se desvaneceu, entristeceu, revoltou.

 

Enquanto vivi em Portugal, sempre ouvi dizer que Portugal estava 40 anos atrasado, comparado com outros países mais desenvolvidos. Comecei a viajar pela Europa depois dos 18 anos de idade e, triste, constatei a veracidade de tal observação. Traduzindo-a, vejo a imagem de quem chega tardiamente à estação de caminho de ferro, e corre desesperado ao lado do comboio sem conseguir entrar na carruagem; mas antes a vê distanciar-se sem a esperança de, alguma vez, poder entrar nela.

 

Portugal, a meu ver, é como um feudalismo que se arroga o título de democracia, onde o povo deixou de pensar, mas segue o carneiro da frente do rebanho com destino ao abismo. A elite é presidida pelo chefe que dá beijinhos a torto e a direito e se expõe disponível a “selfies”. Estranho que ainda ninguém notou que ‘O Rei Vai Nu’ segundo a história do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.


Com esta gota que fez transbordar o somatório das decepções, despeço-me da ‘sociedade portuguesa’ antes que a nave se afunda.

 

Um abraço amigo de um decepcionado,

Fernando

 

PS: é com receio de mais decepções que, no entanto, vou acedendo ao Blogue.

 

***

Nota: quanto a ninguém ter notado que «O Rei Vai Nu», como na história do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, tenho a dizer que eu fui uma das que notou, e até já escrevi algo sobre isso, num texto algures, neste Blogue. (Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:02

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Domingo, 9 de Novembro de 2025

Périplo pelo último artigo de Nuno Pacheco no Jornal PÚBLICO, sob o título «Em português, se faz favor. Muito bem; mas qual deles?» - Esmiuçando os comentários (Parte II)

 

Como sempre, os artigos de Nuno Pacheco geram muitos comentários, uns mais a favor do que outros, e como para esta questão da Língua Portuguesa parece que ainda não se vislumbra o fim, que virá, só ainda não se sabe quando, respigo alguns comentários feitos ao  texto  de Nuno Pacheco que chamaram a minha atenção, e é sobre eles que me proponho a discorrer hoje.

 

Mas antes quero dizer isto: Portugal está na cauda da Europa em quase, quase tudo, e também no desleixo que governantes, professores, canais televisivos, alguns escritores, jornalistas e tradutores, e uma massa amorfa de portugueses servilistas, que vão atrás de modismos, apenas porque não sabem pensar por si próprios, dedicam à Língua Oficial do País que servem de um modo bastamente medíocre.


Penso que já era tempo de se deixar de venerar a Ignorância e a Estupidez que grassam por aí, chamando a atenção dos que as veneram para o mal que estão a fazer a Portugal e a si próprios, quando decidem expor publicamente a miséria cultural que os embriaga, ainda que anonimamente, como é apanágio dos cobardes.

COMENTÁRIOS ARTIGO NUNO - 1.PNG

 

O Fernando. Camencelha deu a sua opinião, e a ela tem todo o direito. Porém, na realidade, e tal como disse a Maria do Vieira, o Fernando não tem a noção do que diz.


Limitou-se a repetir o argumento sem pés nem cabeça usado pelos acordistas-mor, para justificar a introdução em Portugal, de uma grafia que não nos diz respeito e jamais dirá. Sabe porquê? Porque enquanto houver no mundo um português, apenas UM português, que se preze de o ser e que respeite os símbolos do seu País, a Língua Portuguesa estará a salvo.

Se em 2125 só houver quatro milhões de portugueses, a Língua Portuguesa será uma Língua minoritária, mas continuará VIVA.  O Galego, Língua-gémea do Português, esteve quase a extinguir-se, com a imposição, na Galiza, do Castelhano, e vou citar uma passagem do livro «Historia da Língua Galega», referido no texto que ontem publiquei, contada na primeira pessoa como se o Galego fosse gente: «Ora ben, afortunadamente, mesmo nas peores épocas, sempre contei com defensores entre os galegos, com xente que loitou pola dignificación e defensa da súa fala dentro da Galiza, tradición reivindicativa procedente das classes sociais cultas e que estivo acesa ininterrompidamente até a actualidade». (Pág. 28).

 

Fiz questão de não traduzir esta passagem do livro, do Galego para Português, porque como Línguas-gémeas, e quem assim as designa são os autores do livro, que português não conseguirá perceber o que aqui está escrito?

 

Pois o mesmo está a acontecer com o Português, genetriz de muitas Variantes, o qual tem muitos defensores espalhados por todo o mundo, e que também manterão acesa a Língua ininterrompidamente até ao final dos tempos. Graças aos defensores do Galego, esta Língua foi recuperada e hoje é uma das Línguas co-oficiais de Espanha.

COMENTÁRIOS ARTIGO NUNO - 2.PNG

 

Ai o a.galrinho! Escreve em que linguagem? Nem é Português, nem é Acordês, nem é Brasilês. Tem todo o direito de opinar, mas ao menos opine numa linguagem correCtamente escrita, e que se entenda. O a.galrinho quer regressar à linguagem básica, de comunicação apenas. Porém, a função de um Idioma bem estruturado é fixar o Saber e o Pensamento dos Povos. E pobre é aquele que mesmo sabendo as letras, não sabe escrever.

COMENTÁRIOS ARTIGO NUNO - 3.PNG

 

O a.galrinho ou é o protótipo do menino que foi à escola, aprendeu as letras, e depois desistiu, porque não conseguiu aprender mais do que isso, ou é um adulto que, continuando a não conseguir juntar o B com o A, vem para aqui gozar com a Língua. A isto chama-se, como bem disse a Maria do Vieira, ignorância, e uma vez que é ignorante, quer que todos sejam ignorantes também. Há gente assim. O que vale é que também há gente assado

 

COMENTÁRIO TEXTO NUNO 4.PNG

 

Martim Joane, isso é que é escrever com estilo! Muito bem.
Quanto ao vocábulo percePção, o Brasil grafa-o, vá-se lá saber porquê, à portuguesa, tal como os Portugueses, mas atenção! a falar, os Brasileiros acrescentam-lhe um i: dizem “pêrrcépição”. Quem escreve perceção são aqueles que não têm a percePção do que é um Idioma, ou seja, são uns requintados ignorantes.

Para que a parvoíce não se espalhe por aí como uma praga, declara-se aqui que a palavra percePção, em Portugal, leva o P, ainda que muitos não o queiram. Porém, como a grafia de 1945 é a que está em vigor “de jure”, a palavra escreve-se com ., e não adianta dizer que o correCto é escrever sem. Eu, por exemplo, pronuncio-lhe o , e, neste caso, concordo com os Brasileiros. O mais correCto é, portanto, pronunciar todos os pês e cês não pronunciados, como fazem os restantes povos de Línguas Românicas. Deste modo, os acordistas já conseguiriam escrever correCtamente.

 

COMENTÁRIO TEXTO NUNO 5.PNG

 

Ó a.galrinho, o documento do acordo ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é uma enxurrada de ignorâncias, de incongruências, de disparates jamais reunidos num só lugar.  Um deles, mas há-os aos montes, é o facto de o AO90 ter sido engendrado para unir as ortografias do Brasil e de Portugal. Certo?  Veja-se essa união, por exemplo, no artigo 6º do dito documento: «Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam blálábláblá...».

 

Como é sabido, o AO90 foi gerado e criado no Brasil pelo enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss, para unir as ortografias, ou seja, para que Portugal começasse a escrever à brasileira, porque eles são milhões blábláblá... blábláblá... Porém, eles lá não abdicaram dos acentos circunflexos, em Antônio, Amazônia, topônimos, enfim uma salgalhada dos diabos. Querem enganar quem?????? O documento do AO90, nem para estrumar uma terra infértil serve.


O Pedro Penha é que disse bem: o AO90 foi uma medida colonialista fora do tempo, uma fazedora de analfabetos funcionais, a começar pelos governantes que nos impuseram e continuam a impor tal palermice.

 

Comentário Texto Nuno 6.PNG

 

Decididamente o a.galrinho é adepto da simplicidade linguística. Ora isso é um sintoma muito comum entre aqueles que, não tendo nenhuma capacidade para PENSAR a Língua, precisam de a reduzir ao mínimo, para poderem escrevê-la ainda que, mesmo assim, mal.

 
Uma escrita que se aproxime da fala é a escrita das gentes primitivas. 

Não se andou milhares de anos a aprimorar a Linguagem do Homem, para virem agora uns omens que, devido a uma incapacidade atávica, querem recuar a tempos em que se faziam desenhos para que o outro percebesse o que se estava a dizer.

 

Isto só acontece porque existem dois países no mundo, Brasil e Portugal, com mais ignorantes por metro quadrado. Por este motivo, foram os dois únicos países do mundo que fizeram mais acordos ortográficos, e ainda assim, inutilmente...

 

Isabel A. Ferreira

Os comentários foram retirados daqui  

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Domingo, 2 de Novembro de 2025

«O desprezo da pátria por via do desprezo da língua»

 

Esta não é uma questão de elites contra o “povo”, mas sim um confronto entre quem respeita a sua língua e quem a despreza, entre quem despreza o saber e quem sabe o que lhe falta saber.

 

José Pacheco Pereira.PNG

José Pacheco Pereira

01 de Novembro de 2025, 6:51

Há patriotismo e há nacionalismo travestido de patriotismo. Eu considero-me patriota, sei bem, quando estou cá dentro, onde estão os meus pés, em que solo piso e como esse solo me faz, e quando estou fora como falta sempre qualquer coisa. Cosmopolitismo é uma boa coisa e faz-nos muita falta, mas ser patriota e cosmopolita nada tem de contraditório porque a gente espreme, espreme e, sem diminuir o mundo, há sempre algo que nos molda antes do mundo: a pátria. Às vezes, quando falava desta diferença, citava algo que li há muito tempo sobre o teatro Nô japonês, sobre as personagens que estão vivas e os fantasmas: as primeiras mantinham os pés no chão, os segundos levantavam-nos como se levitassem. Procurei para este artigo uma referência e não encontrei nenhuma, vai como está na minha memória.

 
Há uma coisa que mais que tudo representa a pátria: a nossa língua, o português, seja o nosso, seja o do Brasil ou dos PALOP, ou mesmo dos crioulos como o papiamento. Podem falar diferente, mas a língua que está lá por trás é o português.

 

PAcheco Pereira 1.PNG

 
O que certamente não representa a pátria é o desprezo pelo português nas redes sociais e, mais importante ainda, a a indiferença política perante o maior atentado recente contra a língua portuguesa que foi o Acordo Ortográfico. Aqui está uma pergunta obrigatória aos políticos em legislativas e presidenciais que ninguém faz, e que deve ser colocada a partidos que se dizem nacionalistas e conservadores e falam o português bastardo do Acordo Ortográfico de 1990, como o Chega.

 Vejam-se estes exemplos de uma caixa de comentários na página de Facebook do Chega:

 
È por camara escondida para depois os visitar-mos na calada da noite. E apagar essas velas

 *

Eles com as coécas todas mulhadas

*

O homem está corretíssimo,mas como é um homem onesto a grande parte desta gente mamona,ou BURRA NÃO GOSTA.

*

Nem mais .. é a mesma coisa aqui na englaterra.. se fore preson por mais de um ano . Compre a pena e a deportado

*

 
Estão com medo de alguma coisa! Força André Ventura,se fores presidente da República,no CHEGA a substitutos a altura para liderar o partido! CHEGA [sic]

 *


Todos os dias, nesta página de Facebook, e por todo o lado nas caixas de comentários, escreve-se assim, e pode-se imaginar como fala quem assim se expressa. Ora, quem escreve assim não é patriota, porque despreza aquele que é um dos principais factores de identidade nacional: a língua.
 

 Esta não é uma questão de elites contra o “povo”, mas sim um confronto entre quem respeita a sua língua e quem a despreza, entre quem despreza o saber e quem sabe o que lhe falta saber. Isto hoje é uma questão política, porque a democracia precisa da consciência do valor do saber, do falar, do conhecer. Esta consciência é hoje um dos alvos preferenciais do populismo que valoriza a ignorância.

 
Quem, por razões sociais, não tem o mínimo de educação formal, vem de meios de vida difícil, não teve oportunidade de estudar, teve de atravessar muita dificuldade, muita miséria, tem vergonha de não falar ou escrever bem, porque tem a aguda consciência que isso é um factor de pobreza e exclusão. Quem, por outro lado, fala e escreve mal português e tem um vocabulário exíguo pode escrever com erros de ortografia palavra sim ou palavra não, e ser muito eficaz em usar emojis de merda em linhas e linhas ou em insultar, mas não pode bater no peito nacional pelo seu país.

 
Uma das suas ironias é a reivindicação aos imigrantes de, para terem a legalização, saberem falar português, coisa que os seus julgadores não sabem de todo. É por isso que muitos imigrantes, a começar pelos que vieram das nossas colónias, falam muitas vezes melhor, num português impecável, e querem que os seus filhos aprendam aquela que é, para muitos deles, também a sua língua natal. Teriam vergonha de escrever a língua absurda das citações acima.

 
Mas esta deterioração da língua vem de cima para baixo, vem de quem tem poder no topo para terminar nesta cloaca de ressentimento e raiva. O Acordo Ortográfico de 1990 — a que, felizmente, quem gosta da sua língua e do seu país resiste —, para além de um desastre diplomático, uma nulidade em termos de “unificação” do português — posso, por exemplo, num processador de texto, escolher a opção “português de Angola” —, traduziu-se num abastardamento da língua. Esse abastardamento foi retirar-lhe a memória, eliminando os traços da sua origem no latim. Como disse também Pessoa: “A ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.” Tiraram-lhe o pai e a mãe, obra desses firmes partidários da tradição e da família.

 
 Sim, “isto” não é o Bangladesh, mas também não é o Portugal dos que desprezam a nossa língua, a língua em que nasceram, e que usam pior do que “os” do Bangladesh a sua. Podem ser muita coisa, mas patriotas não são.

 O autor é colunista do PÚBLICO

 

Fonte: https://www.publico.pt/2025/11/01/opiniao/opiniao/desprezo-patria-via-desprezo-lingua-2152971



publicado por Isabel A. Ferreira às 18:01

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2025

Sobre o Português que circula na Internet, chegou-me do Canadá uma perplexidade que é a perplexidade de qualquer português que se preze de o ser, e as autoridades portuguesas nada fazem para defender a nossa Soberania

 

Carlos A. Coimbra, cidadão português radicado no Canadá, enviou-me o seguinte protesto:

 

Assunto: E o Marcelo não defende isto...

 

Carreguei agora a APP do ChatGpt. 

Quis ver a lista de línguas.

E pronto, já desinstalei a coisa.

O Português padrão não é o original, de Portugal!

O original vem listado separadamente, entre parênteses, como versão especial.

Nem quis ouvir o que aparece como "português", mas suspeito qual seja!

E não sei para onde me queixar...

Carlos A. Coimbra

***

Obviamente que aquele “português” é a Variante Brasileira do Português.

 

E o Português (Portugal) é a nossa triste Língua acordizada, pelo brasileiro Antônio Houaiss.

E isto é usurpação de um dos símbolos da NOSSA Identidade: a Língua Portuguesa.   

PORTUGUÊS C.png

 

Para que a verdade seja reposta, o que deve aparecer é o seguinte:

VARIANTE.png

 

E o Marcelo não defende isto???????

NÃO, não defende, e nós sabemos muito bem porquê.

O Carlos não sabe a quem fazer queixa.

Eu também não sei.

Já corremos muitas autoridades, e nenhuma nos respondeu, e nós também sabemos muito bem porquê.

Se houver algum jurista que possa orientar-nos nessa queixa, agradeço que me contacte para o e-mail do Blogue:  isabelferreira@net.sapo.pt

Isto é uma vergonha para Portugal.

O Português é de Portugal e de quem não deslusitanizou a Língua Portuguesa, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau.  

O Português NÃO é do Brasil.

Do Brasil é a Variante Brasileira do Português.

O que mais me irrita nesta questão do “português” na Internet é ver a pouca vergonha com que a Google, o ChatGpt e outros software passaram a considerar "Português" o que se fala e escreve no Brasil, e "Português (Portugal)" indicado como Língua regional, marginalizada, quando é o Português original, o Português padrão, a GENETRIZ das Variantes que se criaram a partir dela, incluindo a Variante ( = dialecto) Brasileira da Língua Mãe dos Portugueses.


Há que ter vergonha na cara!!!!

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:14

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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2025

Se os governantes portugueses não fossem Blocos de Betão, ouviriam José Pacheco Pereira a falar sobre Portugal, a sua História e a sua Língua, envergonhar-se-iam e, urgentemente, mandariam às malvas o AO90

 

Mas... há um mas: os governantes portugueses são Blocos de Betão, e ali não entram nem sons, nem luz. O que fazer para que o betão se dissolva, e os sons e a luz possam entrar no betão e transformar os blocos em Homo Sapiens Sapiens de carne e osso?

Os Blocos de Betão.png

Instituições e individualidades por nós contactadas, para obtermos uma resposta racional à pergunta: «Porquê nos foi impingido ilegalmente o AO90?» E nenhuma teve a hombridade de nos responder.   

 

Foi-me enviado, via e-mail, pela Professora Maria José Abranches, um vídeo da tviplayer.iol.pt/programa/cnn-prime-time, emitido no dia 10 de Junho de 2025, onde José Pacheco Pereira, nos fala de Portugal, da nossa História, da nossa Língua e da Portugalidade, um conceito que lá por ter nascido no Estado Novo, não significa que não seja válido em qualquer actual estado da Nação portuguesa, e hoje em dia, bem precisamos dessa Portugalidade que envolve a Cultura, a História e a Língua do Povo Português, que estão a ser trituradas por uma ignorância nunca vista desde os tempos pré-históricos.

 

Desse vídeo respigarei um excerto do que José Pacheco Pereira respondeu, à pergunta do Jornalista:

«O que é hoje Portugal?»

JPP: «Nós temos dois países». E Pacheco Pereira apresentou dois mapas, que se sobrepõem, divididos entre Norte e Sul: minifúndios ao Norte, latifúndios ao Sul; religiosidade: ao Norte vai-se à missa, ao Sul não se vai à missa; politicamente: ao Norte partidos mais conservadores, ao Sul partidos mais à esquerda.

 

O que unificou esses dois países, para podermos falar de Portugal?

Diz Pacheco Pereira:

«Essencialmente duas coisas: a História e a Língua. Repare que ninguém fala da Língua, fala da História, e a Língua é talvez um os factores mais importantes para a identidade de ser português, e quando nós podemos falar da crise da Portugalidade, para utilizar a expressão do presidente da República, ela vê-se na ignorância da História e na degradação da Língua.

 

A Língua perdeu, com o novo acordo ortográfico, a sua memória, a sua memória histórica, e hoje, fala-se cada vez pior.

 

Os mais jovens têm um vocabulário particularmente restrito (...). Há uma ignorância sobre a História, sobre as fontes da nossa cultura tradicional: a Bíblia, a fonte greco-latina e a Língua degradada por um vocabulário cada vez mais restrito.

(...)


Para ouvirem a entrevista completa (são apenas 16.24 minutos), cliquem no link: https://tviplayer.iol.pt/programa/cnn-prime-time/6193932f0cf2cc58e7d362d6/video/6848ae620cf20ac1d5f32e40

 

A José Pacheco Pereira, «uma nobre figura da Cultura portuguesa», como lhe chama a Professora Maria José Abranches, e eu só posso e devo concordar, do alto do seu saber, da sua idoneidade, da sua projecção pública, do respeito que merece pelo contributo indiscutível que oferece à sociedade portuguesa,  ouso solicitar-lhe que use dos atributos que mencionei, para fazer ver aos governantes portugueses, o quanto estão errados em insistir na imposição ilegal do acordo ortográfico de 1990, particularmente fazer ver, ao presidente da República,  o grande erro que cometeu ao render-se ao AO90. Bem sabemos que está de saída, mas ainda poderia deixar como boa herança da sua passagem por Belém, o seu contributo para a eliminação urgente do AO90, para que Portugal possa recuperar a sua identidade primordial.

E esta minha ousadia deve-se ao fracasso que tem sido a luta de milhares de cidadãos portugueses pensantes, dentro e fora do País, para partir o betão que envolve os blocos, para que a racionalidade possa vencer.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:31

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