Quinta-feira, 8 de Novembro de 2018

MAGNÍFICA LIÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA QUE NOS VEM DE ANGOLA

 

Notável! Actualíssima! E que lição para todos os que andam empenhados em destruir este Património que não é só de Portugal.

 

 

 

AO90.jpg

 

 Editorial do "Jornal de Angola" sobre o Acordo Ortográfico, tão actual como no dia em que foi escrito...

 

(Repare-se como os Angolanos, ao contrário dos Brasileiros, não mutilaram a Língua Oficial que herdaram de Portugal, e à qual chamam Língua Portuguesa. Senhores governantes, aprendam com este belíssimo e extraordinário texto: um autêntico Hino de Louvor e de Amor ao nosso INVIOLÁVEL Património: a Língua Portuguesa)

 

 

PATRIMÓNIO EM RISCO

 

«Os ministros da CPLP estiveram reunidos em Lisboa, na nova sede da organização, e em cima da mesa esteve de novo a questão do Acordo Ortográfico que Angola e Moçambique ainda não ratificaram. Peritos dos Estados membros vão continuar a discussão do tema na próxima reunião de Luanda.

 

A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos, portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante.

 

Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige.

 

Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às "leis do mercado". Os afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos, muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa.

 

Pedro Paixão Franco, José de Fontes Pereira, Silvério Ferreira e outros intelectuais angolanos da última metade do Século XIX também juraram amor eterno à Língua Portuguesa e trataram-na em conformidade com esse sentimento nos seus textos. Os intelectuais que se seguiram, sobretudo os que lançaram o grito "Vamos Descobrir Angola", deram-lhe uma roupagem belíssima, um ritmo singular, uma dimensão única.

 

Eles promoveram a cultura angolana como ninguém. E o veículo utilizado foi o português. Queremos continuar esse percurso e desejamos que os outros falantes da Língua Portuguesa respeitem as nossas especificidades. Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais. Sabemos que somos falantes de uma língua que tem o Latim como matriz. Mas mesmo na origem existiu a via erudita e a via popular. Do "português tabeliónico" aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas.

 

Intelectuais de todas as épocas cuidaram dela com o mesmo desvelo que se tratam as preciosidades.

 

Queremos a Língua Portuguesa que brota da gramática e da sua matriz latina. Os jornalistas da Imprensa conhecem melhor do que ninguém esta realidade: quem fala, não pensa na gramática nem quer saber de regras ou de matrizes. Quem fala quer ser compreendido. Por isso, quando fazemos uma entrevista, por razões éticas mas também técnicas, somos obrigados a fazer a conversão, o câmbio, da linguagem coloquial para a linguagem jornalística escrita. É certo que muitos se esquecem deste aspecto, mas fazem mal. Numa entrevista até é preciso levar aos destinatários particularidades da linguagem gestual do entrevistado.

 

Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas.

 

O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português.

 

Neste aspecto, como em tudo na vida, os que sabem mais têm o dever sagrado de passar a sua sabedoria para os que sabem menos.

 

Nunca descer ao seu nível. Porque é batota!

 

Na verdade nunca estarão a esse nível e vão sempre aproveitar-se social e economicamente por saberem mais. O Prémio Nobel da Literatura, Dário Fo, tem um texto fabuloso sobre este tema e que representou com a sua trupe em fábricas, escolas, ruas e praças. O que ele defende é muito simples:

 

O patrão é patrão porque sabe mais palavras do que o operário!

 

Os falantes da Língua Portuguesa que sabem menos, têm de ser ajudados a saber mais. E quando souberem o suficiente vão escrever correctamente em português. Falar é outra coisa. O português falado em Angola tem características específicas e varia de província para província. Tem uma beleza única e uma riqueza inestimável para os angolanos mas também para todos os falantes. Tal como o português que é falado no Alentejo, em Salvador da Baía ou em Inhambane tem características únicas. Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP.

 

A escrita é "contaminada" pela linguagem coloquial, mas as regras gramaticais, não. Se o étimo latino impõe uma grafia, não é aceitável que, através de um qualquer acordo, ela seja simplesmente ignorada. Nada o justifica. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras».

Fonte 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205046422230807&set=a.1687213710766.2089918.1550379005&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:07

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2018

A TRAGÉDIA DO ENSINO EM PORTUGAL

 

Universidades portuguesas em queda quase generalizada no ranking Quacquarelli Symonds (QS).

 

Alunos do 2º ciclo não sabem localizar Portugal no mapa.

 

E a isto soma-se a extraordinária degradação do ensino da Língua Portuguesa, com a introdução da falsa obrigatoriedade da aplicação do AO90.

 

ENSINO.jpg

Fonte da imagem: https://m.sorisomail.com/partilha/73524.html

 

«Universidades portuguesas em queda quase generalizada no ranking Quacquarelli Symonds (QS).

 

Fraca reputação junto dos empregadores e baixo número de professores penalizam instituições portuguesas. Apenas três em sete conseguem manter a posição do ano passado.

 

Depois de um ano de boas notícias, o ranking de universidades elaborado pela empresa britânica Quacquarelli Symonds (QS) traça um retrato mais negativo do ensino superior nacional, com uma queda quase generalizada das universidades portuguesas na lista. Das sete representantes, apenas três conseguem manter a mesma posição face a 2017.

 

A Universidade do Porto continua a ser a melhor representante nacional, situando-se na 328.ª posição, mas, em relação ao ano passado, cai 27 lugares. As instituições de Lisboa têm descidas ainda mais evidentes: a Universidade de Lisboa perdeu 50 posições (é agora a 355.ª colocada) e a Nova caiu 44 postos (405.ª). Também a Universidade Católica de Lisboa passou do intervalo 651-700 para o 751-800 – a partir do 500.º lugar, o ranking QS alinha as instituições em intervalos.

 

No entanto, nos indicadores apresentados pelos dois rankings encontram-se semelhanças. Por exemplo, tal como na lista da CWUR, a QS avalia negativamente as instituições portuguesas no que toca ao emprego. “As quedas registadas pelas instituições portuguesas ocorrem principalmente devido à deterioração de sua classificação no indicador de reputação entre empregadores”, sublinha a empresa britânica em comunicado. Este indicador é baseado nas percepções de mais de 42 mil empregadores em todo o mundo sobre a qualidade dos graduados de uma instituição.

 

Outro aspecto que prejudica o resultado das universidades nacionais é o rácio professores/alunos. Nenhuma instituição portuguesa teve mais de 30 pontos – numa escala que vai até 100 – neste indicador. Portugal tem 14 alunos por membro do corpo docente, acima da média da Europa Ocidental (12 alunos por professor).

 

Tal como acontece no ranking CWUR, é na investigação que estão os melhores resultados das instituições de ensino superior nacionais de acordo com os parâmetros da QS. As sete universidades portuguesas tiveram uma melhoria no indicador de reputação académica, que correspondem a 40% da pontuação geral de uma instituição nesta lista. O impacto da investigação nacional também merece sinal positivo por parte dos organizadores desta lista.

 

A nível global, o Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) continua a ser, pelo sétimo ano consecutivo, a instituição mais bem cotada. Seguem-se as Universidades de Stanford e Harvard, também nos Estados Unidos. A principal instituição do Reino Unido alterou-se pela primeira vez desde que a QS começou a publicar este ranking (2004), com a Universidade de Oxford (5.ª) a ultrapassar a sua rival histórica, Cambridge (6.ª). A melhor universidade da Europa continental continua a ser a Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, que alcançou a sua melhor posição de sempre (7.º).

 

O Ranking Mundial de Universidades da QS mede aspectos como a reputação da instituição – na academia e entre os empregadores – e a internacionalização. Este é um dos maiores rankings internacionais de universidades, listando um total de 1000 instituições de 85 países. Ao todo, foram analisadas mais de 4500 instituições.

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/06/06/sociedade/noticia/queda-quase-generalizada-no-ranking-qs-1833411

 

***

Alguns dados do Relatório do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) sobre as provas de aferição

 

O relatório revela que dos cerca de 90 mil alunos que realizaram provas de aferição de História e Geografia do 2.º ciclo, cerca de 45% dos alunos não conseguiram localizar Portugal continental em relação à Europa, utilizando os pontos colaterais da rosa-dos-ventos. Utilizando os pontos cardeais, apenas 45% dos estudantes localizaram correctamente o continente europeu em relação ao continente asiático, o continente africano em relação ao continente europeu e Portugal continental em relação ao continente americano.

 

Para Hélder de Sousa, presidente do IAVE, o problema não está no conhecimento dos conteúdos apreendidos, mas na capacidade de os aplicar quando não se trata apenas de repetir factos memorizados, e defendeu que estas conclusões «obrigam-nos a repensar no processo que temos, em termos de sala de aula, num processo interactivo entre a atitude dos professores e dos alunos».

 

Estes são alguns dos dados do relatório do IAVE sobre as provas de aferição, que revela algumas das principais dificuldades dos alunos em disciplinas com Geografia, Português ou Matemática.

 

Mas ainda há mais.

 

Segundo o mesmo relatório da IAVE, quase metade dos alunos do 2.º ano do 1º ciclo não consegue saltar à corda. 46% dos alunos do 2.º ano – crianças com idades compreendidas entre os 7 e 8 anos – que realizaram a prova de aferição de expressões físico-motoras no ano passado, não foram capazes de dar seis saltos consecutivos no salto à corda. 40% não conseguiu dar uma cambalhota para a frente, mantendo a direcção e levantando-se com os pés juntos. 31% dos alunos revelaram ainda dificuldades em participar num jogo infantil em grupo.

 

Daí que o presidente da Confederação Nacional das Associações de Professores e Profissionais de Educação Física (CNA-PEF), Avelino Azevedo, tenha referido ao DN que “os resultados reforçam a ideia de que a Educação Física não é dada no 1.º ciclo como devia”.

 

Fonte:

 http://www.iave.pt/

 

***

Posto isto, é preciso mudar o sistema.

É preciso alguém, no Ministério da Educação, que saiba do ofício.

É preciso fazer avançar Portugal, porque, por este andar, se já somos o país com a maior taxa de analfabetismo da Europa, passaremos a ser o país com a taxa de analfabetismo mais alta do mundo. E não estou a exagerar. E não tarda muito.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:08

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

CARTA ABERTA AOS MEMBROS DO GOVERNO PORTUGUÊS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E AOS OUTROS, QUE NÃO SENDO NEM UMA COISA NEM OUTRA, APLICAM O AO90

 

É absolutamente inacreditável o que está a passar-se em Portugal no que respeita à aplicação do AO90.

 

E quando um de nós se dá ao trabalho de chamar à atenção os organismos estatais ou dos órgãos de comunicação social ou de entidades ligadas ao governo português, ou de empresas privadas e outros, para a desobrigação da aplicação do AO90 = grafia brasileira, levamos com um comunicado chapa cinco, nitidamente concebido para mentes não-pensantes.

 

E se esse comunicado chapa cinco, determinasse que se afogassem todos no mar, para desafogarem o Planeta dos muitos que o esmagam com a sua idiotice, eles afogar-se-iam sem a mínima contestação?

 

ANGOLA.jpg

É ou não é um consolo para alma portuguesa olhar para a primeira página de um jornal e ver a Língua Portuguesa escrita correCtamente: Outubro, Novembro, direCtor, reCtificar… E com uma mensagem bem clara, que apenas os cegos mentais não conseguem apreender… Se bem que no AO90 não haja nada que possa ser reCtificado. A Língua Portuguesa estava de boa saúde e fixada, não havia qualquer problema de comunicação entre os países ditos lusófonos, portanto não se justificava, nem se justifica, uma reforma ortográfica, e muito menos uma reforma ortográfica tão idiota como esta.

 

Eis o comunicado chapa cinco que todos os que aplicam ilegalmente o AO90, em Portugal, nos enviam, a julgar que somos todos muitos parvos:

 

«Relativamente à grafia usada nos meios de comunicação (…) informamos que a resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa à grafia dos atos, decisões, normas, orientações, documentos, edições, publicações, bens culturais ou quaisquer textos e comunicações produzidos pelo Governo e pela Administração Pública, a partir de 1 de janeiro de 2012.

 

"A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano letivo de 2011-2012 e, a partir de 1 de janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República." in Diário da República, 1.ª série — N.º 17 — 25 de janeiro de 2011».

 

Isto é o que costumamos receber dos que aplicam o AO90 = grafia brasileira.

 

Como podemos verificar, dizem que a RCM determina a aplicação do AO90 no sistema educativo (mais para o deseducativo), ao governo, e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do governo.

 

Ora vamos lá a ver: sendo assim, podemos concluir que os órgãos de comunicação social, os anunciantes, as empresas privadas, alguns escritores, alguns tradutores enfim, todos os que aplicam o AO90 são entidades na dependência do governo. Certo?

 

E se assim é, estamos muito mal, pois andam todos a governar-se à custa do erário público. Ou não?

 

Pois excelentíssimos acordistas,

 

Eu sei que a resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 DETERMINA a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas também sei que NÃO OBRIGA à aplicação do pseudo-Acordo Ortográfico de 1990, porque essa resolução NÃO É LEI.

 

E por Lei, nenhum Português, ou instituições públicas, professores, serviços, organismos e entidades na dependência do governo, e muito menos a comunicação social e empresas privadas SÃO OBRIGADOS a aplicar uma ortografia ILEGAL, decalcada da grafia brasileira, a qual desvirtualiza a Língua Portuguesa, a língua oficial de Portugal, a da reforma ortográfica de 1945.

 

As resoluções do conselho de ministros são apenas deliberações. Não são leis. E ninguém, em Portugal, incluindo os organismos estatais ou dependentes do Estado, podem ser penalizados por se recusarem a não aplicar o ilegal AO90.

 

Só uma LEI OBRIGARIA a essa aplicação. E essa lei NÃO EXISTE.

 

O que existe é o Decreto-Lei n.º 35.228, de 8 de Dezembro de 1945, em vigor desde 1 de Janeiro de 1946, e que NÃO FOI REVOGADO. E é esta lei que obriga à NÃO APLICAÇÃO do AO90, em território português.

 

Além disso, o Estado português está a violar a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO de 17 de Outubro de 2003, artigos 2 (a)   11 (a e (b) 12º, 13º, 17 e 19ª /2, e da qual Portugal é Estado-Membro; a Constituição da República Portuguesa e a Convenção de Viena de 23 de Maio de 1969 (inter-alia, artigos 9º , 14 , 17 e 24) ; e a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 10 de Agosto de 1945, aprovada pelo Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945, em vigor, em Portugal, desde 1 de Janeiro de 1946 até aos dias de hoje, e que foi denunciada unilateralmente pelo Brasil.

 

Em Portugal, quem aplica o AO90 ou está muito desinformado, ou é subserviente ao Poder, ou é ignorante por opção, uma vez que existe muita informação à qual faz orelhas moucas, ou comodista, ou outra coisa pior qualquer.

 

Em Portugal ninguém é OBRIGADO a aplicar o AO90, por este ser ilegal e inconstitucional, e não existir Lei que a tal obrigue. E é lamentável que organismos do Estado, incluindo o governo e a presidência da República e os professores estejam a cometer esta ilegalidade e inconstitucionalidade, e não defendam o Património Cultural Imaterial Identitário de Portugal, e as normas da Convenção de 2003, da UNESCO, para a defesa das Línguas Nacionais, e não anulem de imediato o AO90, que apenas os subservientes portugueses aplicam. Nenhum outro país o aplica, incluindo o Brasil, que é o maior interessado nesta que é já considerada a maior fraude de todos os tempos.

 

Portanto, peço desculpa, mas a justificação implícita no comunicado chapa cinco, que nos é reiteradamente enviado, é completamente descabida, para não dizer coisa pior.

 

Ninguém em Portugal é obrigado a grafar à brasileira.

 

E é lamentável que, nomeadamente, os governantes e os professores de Português estejam a dar tão mau exemplo ao País, e a enganar as crianças, o principal alvo deste linguicídio.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

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DIZ A NOTÍCIA QUE PORTUGAL É O 19º MELHOR PAÍS A INGLÊS… E A PORTUGUÊS?

 

 

Lamentável. Muito lamentável!

Os Portugueses estão cada vez melhores no Inglês? Nada mau.

 

Mas no Português, estão cada vez PIORES! A falar e, principalmente, a escrever.

 

E isto não diz muito do país que somos? Um país de subserviência a tudo o que é estrangeiro? Língua, programas de televisão, modas e modismos, halloween’s, enfim… Portugal, actualmente é feito de um povo pobre de espírito (não confundir com pobre em espírito)… Muito, muito triste!

 

PORTUGAL.png

 

Os portugueses estão cada vez melhores no Inglês. Quem o diz é a Education First (EF), tendo por base a mais recente edição do English Proficiency Index, em que Portugal aparece no 19.º lugar, à frente de países como República Checa, Grécia, Argentina, Índia, Espanha, França, Itália e Brasil.

O que não surpreende nada.

 

Em relação ao ano passado, a pontuação de Portugal subiu pontos. Contudo, a entrada directa da Eslovénia para o nono lugar fez com que Portugal caísse uma posição.

 

O mesmo índice revela que no Norte de Portugal se fala melhor Inglês do que no Sul, ainda que Lisboa surja em primeiro lugar, e que as mulheres também ultrapassam os homens.

 

Elaborado a nível mundial, o ranking avalia a proficiência linguística de pessoas cuja língua nativa não é a inglesa. A Europa domina os primeiros lugares, com Suécia, Holanda, Singapura, Noruega e Dinamarca a liderar.

 

Pois esta notícia seria muito interessante se os Portugueses fossem décimos nonos a Inglês e os melhores a Português.

 

Infelizmente, se Portugal é o 19º país que melhor fala Inglês, é também o ÚNICO país do mundo em que domina melhor uma língua estrangeira, do que própria Língua Materna.

 

Quem nos ganha a palma são os países africanos de expressão portuguesa, e Timor-Leste, que não aderiram ao escanzelado acordo ortográfico, que foi criado com o único objectivo de destruir a Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-o-19-o-melhor-pais-a-falar-ingles/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:50

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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

A “TRAGEDIAÇÃO” DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

Com a invasão do AO90 e das novelas brasileiras e da mão-de-obra brasileira (ou portuguesa “domesticada” por brasileiros?) nas televisões, tudo misturado com uma boa dose dupla da mais pura ignorância, e de um inconcebível e inacreditável desleixo, a acrescentar a uma descomunal falta de profissionalismo, a Língua Portuguesa andeja pelo buraco mais negro do Universo.

 

Em nenhum outro país do mundo isto acontece.

 

E da triste “comediação” passou-se à mais hilariante “tragediação”, e o resultado é aterrador.

 

COMEDIAÇÃO.jpg

 Fonte da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10156833869128556&set=gm.2312958695395264&type=3&theater&ifg=1

 

***

 

FaCtos, Fatos e Ternos…

 

Em Portugal os faCtos, nos canais televisivos, são expostos por jornalistas que, normalmente, usam fatos e gravatas.

No Brasil, os fatos, nos canais televisivos, são expostos por jornalistas que, normalmente, usam ternos e gravatas.

 

A isto chama-se desunificação.

 

Mas se querem unificar a linguagem, então comecem os Brasileiros a apresentar faCtos usando ternos, porque em Língua Portuguesa faCto é um acontecimento; fato é um conjunto de vestuário feminino constituído por saia e casaco, ou vestido e casaco; ou masculino, composto por calças, casaco e, por vezes, colete, feitos do mesmo tecido.

 

Terno (do Latim ternus = três) significa um conjunto de três “coisas” que variam desde objectos, pessoas, cartas de jogar, e apenas no Brasil tem o significado de peça de vestuário composto por três elementos: calças, casaco e colete, feitos do mesmo tecido.

 

O outro significado de terno, significando ternuna, afectuoso, deriva do Latim tener = tenro, delicado.

 

FATOS.png

Fonte da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1976238979081278&set=p.1976238979081278&type=3&theater&ifg=1

 

 

***

 

Agrícola e Agricultura

Devia ser obrigatório aprender Latim, para que não se dessem erros ortográficos do calibre do que se vê nesta imagem. Se soubessem que o termo agrícola vem do Latim agricola; e agricultura, vem do latim agricultura, saberiam escrever.

AGRÍCULA.png

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1795420093859433&set=g.1658684367709405&type=1&theater&ifg=1

 

Bussaco ou Buçaco?

 

Vê-se a palavra escrita de ambos os modos. E embora se aceitem as duas grafias, existindo até um Hotel do Bussaco, a grafia correCta e oficial é Buçaco, como em Mata do Buçaco. Bussaco é grafia muito antiga, que foi posta de lado, a partir da reforma de 1945, através da qual a grafia Buçaco se fixou.

 

Portanto, grafar Bussaco é como grafar photographya.

 

BUSSACO.png

***

Penso que a legenda da imagem seguinte não deixa espaço para qualquer dúvida:

1º Falta de profissionalismo

2º Brasil e Portugal unidos no seu pior.

 

No Brasil pronuncia-se o de confeCcionar (e palavras derivadas), por isso, lá, escrevem confeCcionado.

Em Portugal não se pronuncia o , logo, o não se escreveria, nesta legenda, segundo as desregras do AO90.

 

No Brasil, o povo menos culto dirá que os peixes foi confeccionado.

Em Portugal, nos tempos que correm, tudo é possível, a escrever e a falar. A balbúrdia domina.

 

E esta legenda, tal como está, poderia ter sido escrita por um brasileiro menos culto ou por um português analfabeto, mas com conhecimento do alfabeto, ou seja, andou na escola, aprendeu a juntar as letras do alfabeto, mas não atina com a escrita…

LEGENDA.JPG

 

REPITO: em nenhum outro país do mundo,  isto acontece. Isto só acontece em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

UMA AULA SOBRE O AO90 APRESENTADA AO PRIMEIRO MINISTRO E PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE PORTUGAL…

 

 … não vá não saberem que a Língua Portuguesa não é casta vinhateira que esteja à venda no mercado internacional, mas vector do Património Cultural Imaterial, de acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultura Imaterial da UNESCO, de 7 de Outubro de 2003, ratificada por Portugal, e a qual foi violada, ao impor-se a Portugal uma grafia estrangeira.

 

A evolução da ortografia consiste na sua estabilização e é isso que ocorre nos países cultos.

 

Mais um texto antigo sobre um tema actual, porque em Portugal não se avança, não se evolui. Cai-se no erro e ali se fica a putrificar, por comodismo, por ignorância, por interesses duvidosos, apenas porque sim… E a isto chama-se, em bom Português, irracionalidade.

 

FERNANDO RIBEIRO.png

 

A propósito desse texto antigo, publicado no Blogue Delito de Opinião, Penso Rápido 19”, de Pedro Correia, escreveram-se vários comentários, que podem ser lidos clicando no link

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-19-6470222

comentários esses que, só por si, são uma autêntica lição para os governantes que insistem nessa coisa insólita de quererem, porque sim, fabricar uma nova geração de analfabetos escolarizados e funcionais, e acabar com a Língua Portuguesa.

 

Ao primeiro-ministro António Costa, e a Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, dedico esta lição, constituída pelo apanhado de comentários inseridos no texto citado acima.

 

(Nota: os trechos a negrito são da responsabilidade da autora do blogue)

 

***

 

«Parabéns pelo novo texto sobre o velho tema.

Não convém esquecer desta violação grosseira, cometida com requintes de bestialidade primitiva, no simples acto despótico do legislador.

 

Na minha opinião é matéria clara para o Tribunal Constitucional.

 

A Constituição nos seus artigos 9º e 11º refere-se à língua portuguesa em vigor aquando da aprovação, e a mais nenhuma outra.

Isso implica a forma oral e escrita.

A legislação sobre a língua não pode ser feita ao gosto das leis ocasionais dos governos, tem que ser referendada.

 

Não vou entrar nas conversas sobre o que faz ou não faz sentido.

Já sabemos dos exemplos e contra-exemplos.

O ponto fulcral que o Pedro aqui assinala, e muito bem, é o da estabilidade.

 

A nossa língua está estável na sua forma falada há mais de 500 anos, conforme atestam os documentos mais antigos a que temos acesso impresso.

 

Durante todo este tempo sofreu alterações de forma escrita, e foram muitas ao longo destes 500 anos, umas com mais "h" que outras.

 

Por um breve período de 50 anos adquiriu uma estabilidade sem paralelo, e que era factor de união com os países lusófonos africanos, onde era igual, e nesse acordo de 1946 foi estabelecida a melhor harmonia com o Brasil, dentro das pequenas diferenças.

 

Eu não me importo de ver escrito português num formato brasileiro, sempre achei que era igualmente possível, e se os brasileiros se entendem assim, isso não causa maior mossa.

 

Não me importo que os documentos informais, como a Wikipedia, e outros, sejam escritos nesse formato comum.

 

Não me importo que os documentos entre Brasil e Portugal usem essa grafia.

 

A Inglaterra tem o mesmo problema com os EUA e nunca se importou.

 

A solução mais simples, é admitir que ambas as grafias são possíveis.

Ponto Final.

 

Nunca a Inglaterra abdicou da sua língua original, em termos de património, acima de acordos pragmáticos de vivência.

 

O que está em causa neste acordo é que com o pretexto de se usar a forma fonética se está a destruir a forma fonética, porque se não lemos o "c" em "espectador", havia uma diferença clara entre "espetador" e "espétador".

 

Porque o "c" servia a acentuação.

O contexto não resolve tudo, e o exemplo óbvio disso é o "pára" e o "para".

 

Casteleiro foi um indigente encarregado de trabalhar uma coisa séria, e isso foi propositado, porque certas partes da maçonaria gostam de usar a confusão e destruição de memória pública como móbil privado.

 

O problema, como é óbvio, é que há certos assuntos que são muito mais delicados do que parecem à primeira vista.

 

Tanto podemos ter inocentemente o cábula a preferir tirar os "c" todos porque assim é mais fácil escrever, como podemos ter cabala em vez de cábula.

 

Gosto de exemplos com o Ph.

O nome "Púnica" é suposto ter derivado da transliteração do "phi" grego que passou "Phoenicia", ou seja Fenícia, tirando letras sucessivamente "Poenicia" ou "Punicia" e "Punica".

 

Assim, quando falamos em "Guerras Púnicas" deveríamos falar em "Guerras Fenícias", mas já nem era bem isso, porque era então com os fenícios de Cartago.

 

Assim, a transliteração do grego para o alfabeto latino sempre originou problemas. Não foi só recentemente, e podemos ver quando fundo isto pode ter ido, com pai e mãe:

- Em latim, pater e mater, em grego, patera e mêtera.

 

No português temos pouca correspondência com padre e madre.

 

No inglês é interessante ver como a colocação de "h" pode ter levado ao que conhecemos, ou seja, "phather" e "mather"... daqui aparece a passagem conhecida do "ph" para "f" ficando "father" e a pronúncia de "mother" usa o "o" como "a".

 

Se este exemplo pode ser dúbio, não restam dúvidas de como o "Ch" foi usado como passagem a "K" ou não, entre outros.

 

Por exemplo, ler "Charles" como "Sharles", mas ler "Chaos" como "Kaos".

 

Este convite à confusão é antigo, e serve poderes que o conhecem contra populações que o desconhecem.

 

Irrita-me haver gente favorável às modas, quando são as modas que conduzem o rebanho, e já basta o que basta, quanto mais ouvir os "méeee" concordantes.

 

A evolução da ortografia consiste na sua estabilização e é isso que ocorre nos países cultos.

 

A modificação por motivos ideológicos e religiosos da ortografia (e de política externa brasileira) - que foi o que aconteceu em Portugal - é um sintoma de atraso e a mudança da grafia de milhares e milhares de palavras um comportamento de ditatorial.

 

Perdeu-se a noção de norma, aliás com a preciosa ajuda do AO90, que introduz um conceito nada científico - o de "pronúncia culta" para justificar a pseudo-aproximação da ortografia à oralidade.

 

Um erro, em qualquer parte, é um erro. Mas na ortografia portuguesa, com o mais alto beneplácito do Estado português, um erro passou a ser um não-erro. Porque se perde cada vez mais a noção do que é certo e do que é errado.

 

Os juízes do tribunal constitucional são nomeados pelos partidos. Por isso, escrevem alegremente em acordês.

 

Será mais de confiar no Supremo Tribunal ou no TEDH (Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) - onde o estado português é um réu condenado repetidas vezes.

 

O STJ é órgão de recurso das leis comuns, e o TEDH parece completamente fora de causa.

 

Acho que os juízes do TC já deram mostras que nem sempre alinham com os partidos que os elegeram... mas se respondem a outras "entidades", pois isso não sei.

 

Se houvesse o número mínimo de deputados, com vontade de colocar a questão, isso seria fácil... se não, é mais complicado.

 

Curiosamente, ao escrever "órgão" lembrei-me de mais um total disparate do acordo ortográfico... se havia dupla acentuação que não fazia sentido era esta.

 

 

Sempre achei uma estupidez, e preferiria escrever "orgão", mantendo a regra de acentuação simples numa palavra que não oferece qualquer confusão.

 

Mas, não. Os idiotas, foram idiotas ao ponto de tirarem o acento a "pára", mas deixaram ficar os dois em órgão... se isto não é absoluta incompetência caótica, o que se pode chamar?

 

Precisamente por ter sido elaborado à pressa e às escondidas, em 'petit comité', por meia-dúzia de pessoas ao serviço não da língua portuguesa, mas de propósitos políticos, aliás rapidamente confessados.

 

Outro dos problemas do actual AO é que grande parte dos seus paladinos não fazem a menor ideia de como aplicá-lo.

 

Um exemplo característico disso é precisamente a "caraterística", que tem o c pronunciado em português, e assim assinalado em qualquer dicionário com transcrição fonética e, imagine-se, até no próprio VOP, do mais do que insuspeito ILTC:

http://www.portaldalinguaportuguesa.org/simplesearch.php?

 

action=lemma&lemma=125633&highlight=^caracter%C3%ADstica$

 

Sendo que "caraterística" surge assinalado apenas como variante do Brasil.

 

E no fundo, esta é uma das grandes falhas do AO de 1990: confundir dicção com fonética, e, a partir daí, querer fixar a ortografia com base na fala apenas.

 

O exemplo salta à vista, falas afectadas, ou truncadas, como a da "caraterística", começam a plasmar-se na escrita (mais uma vez, à margem do recomendado pelo próprio AO), a ganhar forma e até justificação.

 

Em termos práticos, verifica-se que a tão apregoada mudança da língua (os defensores do AO normalmente valorizam a mudança per se, confundindo mudança com evolução) começa a ser operada da má escrita para a fala, e não da fala para a escrita.

 

O binómio "cará[c]ter/característica" é um dos exemplos mais chocantes da falta de unidade lexical propiciada pelo AO90 ao sabor das flutuações daquilo a que no acordo se chama "pronúncia culta" - conceito que nada tem de científico e, como tal, não foi caucionado pela comunidade científica portuguesa.

 

De facto, confunde-se dicção com fonética. E pretende-se impor uma dicção pseudo-superior para impor novas regras de normalização da ortografia, algo que só pode provocar a rejeição liminar de qualquer lexicógrafo.

 

No limite, estas almas iluminadas pretendem alterar a pronúncia e a dicção de milhares de fonemas da língua portuguesa, num combate implacável já não às supostas consoantes mudas, mas às próprias consoantes sonoras.

 

Utilizam o "acordo ortográfico" como instrumento para atingir este objectivo. "Uniformizar a ortografia" - algo que não foi conseguido nem jamais o será - funcionou apenas como pretexto. Nada mais.

 

Fonte e respectivos comentário:

https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-19-6470222

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

CHANTAGEM ACORDISTA

 

É deste modo que se trata o negócio da Língua em Portugal: com chantagem, a todos os níveis, incluindo nas escolas.

 

Quem escrever correCtamente em Língua Portuguesa é penalizado, ou seja, REPROVA! E esta reprovação é um acto ilegal.

 

Em Angola, a Academia Angolana de Letras foi ouvida, e esta recomendou a não ratificação da esquelética forma de grafar em Português.

 

Em Portugal chantageia-se.

 

CHANTAGEM ACORDISTA.png

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645080985593573.1073741828.199515723483437/356202084481466/?type=3&theater

Tradutores contra o Acordo Ortográfico

Fonte: http://www.parlamento.pt/.../Paginas/DetalheAudicao.aspx... (gravação áudio a partir do minuto 29:10)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:55

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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2018

PARABÉNS ANGOLA! ACADEMIA ANGOLANA DE LETRAS CONTRA RATIFICAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Os governantes  de Angola tiveram o bom senso e carácter de consultar a Academia de Letras do país. Em Portugal, os políticos é que tomam decisões de assuntos que não lhes pertencem....

 

Não estávamos à espera de outra coisa, por parte de Angola, até porque a Língua de uma Nação livre, que não foi tida nem achada para o engendramento do AO90, o qual esteve apenas a cargo de Evanildo Bechara (Brasil) e Malaca Casteleiro (Portugal), não pode ser desvirtuada ao sabor da ignorância dos políticos.

 

Parabéns, Angola! Haja alguém lúcido, para esmiuçar o AO90, que não serve os interesses de nenhum país dito lusófono/lusógrafo, à excepção (globalmente) do Brasil. E isto não é uma opinião. É um facto. (IAF)

 

AAL.jpg

 

Origem da imagem: Internet

 

Texto publicado no Jornal Público aqui:

https://www.publico.pt/2018/10/10/culturaipsilon/noticia/academia-angolana-de-letras-contra-ratificacao-do-acordo-ortografico-1847059

 

(Os excertos a negrito são da lavra da autora deste Blogue)

 

Língua Portuguesa

Academia Angolana de Letras contra ratificação do acordo ortográfico

 

Texto de José Sousa Dias (Agência Lusa)  

10 de Outubro de 2018, 18:27

 

A Academia Angolana de Letras pede ao Governo de Angola que não ratifique o Acordo Ortográfico (AO) de 1990, defendendo que “trouxe mais problemas do que resolveu” e que necessita de ser revisto.

 

A Academia Angolana de Letras (AAL) pediu esta quarta-feira ao Governo de Angola que não ratifique o Acordo Ortográfico (AO) de 1990, perante os “vários constrangimentos identificados” no documento, que necessita de uma revisão.

 

A decisão foi apresentada pelo reitor da Universidade Independente de Angola e membro da AAL, Filipe Zau, numa conferência de imprensa em que, pela primeira vez, a academia, criada oficialmente em Setembro de 2016 e que conta com 43 membros, tomou uma posição pública sobre o acordo ortográfico, apresentado em 1990.

 

“Recomendamos a todos os Estados [membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP] e ao Estado angolano que é necessário rectificar para que se possa ratificar”, disse à agência Lusa Filipe Zau.

 

Segundo o docente, a academia, que tem como patrono e ocupante da “cadeira número um” o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto (1922-1979), decidiu tomar posição após auscultar os seus membros. “Não estamos contra o acordo ortográfico em si, estamos contra este acordo”, sublinhou.

 

“Um número elevado de excepções”

 

No comunicado, a AAL apresenta um conjunto de razões para justificar a tomada de posição, destacando que, no âmbito dos pressupostos do Acordo Ortográfico de 1990, existe “um número elevado de excepções à regra” que, acrescenta-se, “não concorre para a unificação da grafia do idioma [português], não facilita a alfabetização e nem converge para a sua promoção e difusão” em Angola.

 

Por outro lado, a AAL lembra que o acordo “diverge, em determinados casos”, de normas da Organização Internacional para a Padronização (ISSO) sobre o conceito ligado à ortografia, além de “não reflectir” os princípios da UNESCO nem os da Academia Africana de Letras (Acalan) sobre a “cooperação linguístico-cultural com vista à promoção do conhecimento enciclopédico e de paz”.

 

“Face aos constrangimentos identificados e ao facto de não ser possível a verificação científica dos postulados de todas as bases do AO, factor determinante para a garantia da sua utilização adequada, a AAL é desfavorável à ratificação por parte do Estado angolano”, lê-se no documento.

 

A AAL sublinha que, tendo em conta a contribuição de étimos de línguas bantu na edificação do português, o AO não considera a importância das línguas nacionais angolanas como factor de identidade nacional.

 

A escrita de vocábulos, cujos étimos provenham de línguas bantu, deve ser feita em conformidade com as normas da ortografia dessas línguas, mesmo quando o texto está escrito em português”, defende a AAL, entidade presidida pelo escritor Boaventura Cardoso e que tem Pepetela como presidente da mesa da assembleia geral.

 

A academia, sublinha-se no documento, constatou a necessidade de o AO ter de ser objecto de “ampla discussão” entre os vários Estados-membros da CPLP, considerando “indispensável” que se estabeleça um “período determinado para a análise, discussão e concertação de ideias” à volta do assunto.

 

“Tem de se encontrar um denominador comum que permita harmonizar a refere a AAL, recomendando “maior investimento” dos Estados num “ensino de qualidade”, quer em português, quer nas línguas nacionais, “como contribuição para a preservação” dos vários idiomas.

 

Na conferência de imprensa, o presidente da AAL, Boaventura Cardoso, lembrou que, em Angola, a língua portuguesa é a oficial e é falada “mais ou menos em todo o país”, tendo-se tornado “materna” para grande parte dos angolanos, uma vez que 65% da população utiliza-a na comunicação diária, tal como revelou o último censo populacional de 2016.

 

Para Boaventura Cardoso, muitos dos problemas que se levantam e que constituem erros passam sobretudo pela ausência do AO de 1990 dos sons pré-nasais, duplos plurais e de respeito pelos radicais das palavras que emigram das línguas nacionais para o português.

 

“Impõe-se, pois, rever esta situação e, no nosso caso particular, rever a questão da escrita da toponímia angolana, reassumindo os ‘k’, ‘y’ e ‘w’ na grafia da língua portuguesa”, sublinhou, exemplificando ainda com dois casos de sons pré-nasais. “‘Ngola’ ou ‘Gola’. No primeiro caso, ‘Ngola’, trata-se do título do titular máximo do poder no contexto da língua nacional kimbundu. Sem o som pré-nasal, significa a parte superior de uma peça de vestuário. O mesmo se passa com ‘Mfumu’ e ‘Fumo’: ‘Mfumu’ significa ‘chefe’ nas várias hierarquias. Fumo significa o que de tal termo se conhece na Língua Portuguesa”, exemplificou.

 

Para Boaventura Cardoso, o AO de 1990 “trouxe mais problemas do que resolveu”: “Trouxe o iminente risco de uma deriva arriscada que pode levar à desvirtualização da Língua Portuguesa.”

 

Dos nove países da CPLP, apenas quatro Estados ratificaram o acordo: Cabo Verde, Brasil, São Tomé e Príncipe e Portugal.

 

***

É preciso acrescentar que, destes quatro países, que ratificaram o AO90, Cabo Verde já descartou o Português, elevando o Crioulo Cabo-Verdiano a Língua Oficial, passando o Português para língua estrangeira. No que Cabo Verde fez muito bem.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:41

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Sábado, 29 de Setembro de 2018

DO QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DO DIALECTO BRASILEIRO?

 

Muitos (e infelizmente nem todos) dos que têm como seu instrumento de trabalho a Língua Portuguesa, e minimamente conhecem, da Literatura ou do Jornalismo, a grafia brasileira, reconhecem imediatamente (e é que nem sequer é preciso ser-se catedrático nisto) que a grafia imposta pelo AO90 é a grafia brasileira, excePtuando alguns vocábulos que o Brasil não mutilou (como excePção, recePção, entre mais uns poucos e seus derivados), grafia essa, modificada apenas na acentuação e hifenização (obra de quem não tem a mínima noção da estrutura de uma Língua, e deve milhares de Euros à inteligência), unicamente para constar que o Brasil também foi afeCtado por esta praga.

 

Ora, o que o AO90 preconiza é que os países ditos lusófonos substituam a Língua Portuguesa pelo Dialecto Brasileiro, na sua forma grafada, contribuindo com isto, para o empobrecimento da Língua, e pior do que isso, para o desaparecimento de uma das línguas indo-europeias mais ricas e belas do mundo, e mais antigas da Europa.

 

E do que falamos quando falamos de Dialecto Brasileiro (no Brasil grafa-se dialeto (lê-se diâlêtu)? É isto que nos propomos a esclarecer, recorrendo aos mais abalizados estudiosos da Língua Portuguesa e a várias definições e conceitos que podemos encontrar facilmente numa “viagem” pela Internet.

DIALECTO.jpg

 

Dialectologia Portuguesa

 

Como é do conhecimento de quem estuda Línguas, ou de quem ama a própria Língua Materna, ou de quem tem a Língua como instrumento de trabalho, na sua origem, quase todas as línguas começaram por ser dialectos, que se foram impondo por diversas circunstâncias.

 

Para os Espanhóis um dialecto é:

nombre masculino

1.

Variedad de una lengua que se habla en un determinado territorio.

2.

Lengua que deriva o es hija de otra.

"Todas las lenguas románicas son dialectos del latín"

 

Ou seja:

Dialecto é a variedade de uma língua que se fala num determinado território; é uma língua que deriva ou é “filha” de outra; todas as línguas românicas são dialectos do Latim.

Sabemos que o Italiano, por exemplo, foi um dialecto do Toscano. Todas as línguas consideradas latinas, começaram por ser dialectos do Latim, incluindo o galaico-português, que deu origem à Língua Portuguesa.

 

Vejamos algumas definições de dialecto, por ilustres linguistas e lexicógrafos:

 

Raphael Bluteau, ilustre lexicógrafo da Língua Portuguesa, no seu dicionário Vocabulário Português e Latino, mais conhecido como o Vocabulário de Bluteau, considerado o primeiro dicionário de Língua Portuguesa, publicado entre 1712 e 1721, considera que um dialecto é «um modo de falar próprio e particular de uma língua nas diferentes partes do mesmo reino, que consiste no acento ou na pronúncia em certas palavras, ou no modo de conjugar e declinar».

 

David Crystal, linguista britânico, considera o dialecto a «variante de uma língua, distinta em termos sociais ou regionais, identificado por um conjunto de palavras e estruturas gramaticais, associadas a uma pronúncia específica».

 

Wilhelm Meyer-Lübke, filólogo suíço, define o dialecto crioulo como «falar indígena, resultado do emprego de uma língua de civilização pelos nativos nas suas relações, principalmente comerciais, caracterizado pela extrema simplificação das formas gramaticais».

 

Leite de Vasconcelos, o linguista e filólogo português que mais estudou a dialectologia portuguesa, entende que «o estudo dos crioulos tem grande importância, tanto para a psicologia da linguagem, como para a filologia, enquanto revelam operações notáveis no desenvolvimento da fala humana».

 

E foi deste modo que Leite de Vasconcelos classificou os diversos dialectos que tiveram origem na Língua Portuguesa:

 

1 – Continentais:

 

Interamnense (entre Douro-e-Minho)

Transmontano (Trás-os-Montes)

Beirão (Beira-Alta e Beira-Baixa)

Meridional (sul de Portugal)

 

2 – Insulanos:

 

Açoriano (Açores)

Madeirense (Madeira)

 

3 – Ultramarinos:

 

1 – Dialecto Brasileiro

 

2 – Indo-português:

a – Dialecto crioulo de Diu

b – Dialecto crioulo de Damão

c – Dialecto norteiro (Bombaim, Baçaim, Chaul…)

d – Português de Goa

e – Dialecto crioulo de Mangalor

f – Dialecto Crioulo de Cananor

g – Dialecto crioulo de Maé

h – Dialecto crioulo de Cochim

i – Português da costa de Coromandel

 

3 – Dialecto crioulo de Ceilão

 

4 – Dialecto crioulo macaísta ou de Macau

 

5 - Malaio-português:

a – Dialecto crioulo de Java

b – Dialecto Crioulo de Malaca e Singapura

 

6 – Português de Timor

 

7 – Dialecto Crioulo Cabo-verdiano ou de Cabo Verde

 

8 – Dialecto Crioulo Guineense ou da Guiné

 

9 – Dialectos crioulos do Golfo da Guiné (Ilhas de São Tomé e Príncipe e Ano Bom)

 

10 – Português das costas de África – Angola, Moçambique, Zanzibar, Mombaça, Melinde Quíloa.

 

in «Prontuário da Língua Portuguesa», de Manuel dos Santos Alves - Universitária Editora ( páginas 12/13)

 

Eis, em suma, os crioulos e os dialectos aos quais a Língua Portuguesa deu origem, por esse mundo fora, de acordo com J. Leite de Vasconcelos, e salta à vista que o linguista (não um qualquer pseudo-linguista) não considera a língua que se escreve e fala no Brasil (indevidamente denominado Português do Brasil) Português, mas sim um Dialecto Brasileiro, que, mais cedo ou mais tarde, seguirá o rumo natural dos dialectos, transformando-se, naturalmente em Língua Brasileira.

 

Definição de Dialecto no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea: (do Grego dialektós, do Latim dialectus): variedade local ou regional de uma língua que apresenta particularidades fonéticas, lexicais, ou outras, sendo essas outras: gramaticais, ortográficas, de semântica, de sintaxe, de acentuação.

 

No site do Ciberdúvidas encontramos o seguinte:

O dialecto é um falar regional no interior de uma nação onde domina oficialmente outro falar.

 

Tendo em conta que o Brasil já foi território pertença do Reino de Portugal, e onde a Língua levada pelos Portugueses foi sendo paulatinamente adulterada pela introdução dos falares dos indígenas e dos escravos africanos, e de outros povos, que não os Portugueses, que sempre se sentiram atraídos pelas riquezas (e não só) do Brasil, e lá se fixaram, até que a Língua do colonizador se transformasse num conjunto de particularidades tais, que dá a impressão de ser um falar distinto do falar em que está integrado, apesar do parentesco que tem com os outros (os de Portugal) facilmente pode chegar-se à conclusão de que o falar dessa região, que era uma extensão da Nação portuguesa, onde dominava outro modo de falar é, sem dúvida, um dialecto.

 

O modo de expressão oral e escrita do Brasil difere do modo de expressão oral e escrita de Portugal e dos restantes países ditos lusófonos. Ou não? Quando uma pessoa abre a boca para falar, podemos imediatamente identificá-la pelo modo como fala. E se essa pessoa começa a falar com tchis e djis colocamo-la imediatamente no Brasil. Não dizemos que é de Angola ou de Timor-Leste ou de Portugal. É como os açorianos. Abrem a boca e dizemos logo que são dos Açores. Porém, se um angolano, um moçambicano ou outro qualquer africano de expressão portuguesa nos dirige a palavra, vacilamos, e apenas podemos colocá-los na África.

 

Portanto, esta coisa do “dialecto brasileiro” já tem barbas brancas. Remonta ao tempo do Império. O Brasil era uma extensão do território português, para onde Dom João VI transferiu a corte (não fugiu, como os ignorantes andam por aí a dizer), e criou-se o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e a língua do Brasil já se diferenciava da língua de Portugal, tanto, que houve dificuldade entre os de cá e os de lá de se entenderem.

 

Dialecto é, pois, uma variante linguística constituída por características fonológicas, sintácticas, semânticas e morfológicas próprias, em que o brasileiro se encaixa perfeitamente.

 

O dialecto passa a ser língua, quando adquire independência total. Foi o que aconteceu com as línguas novilatinas. E é o que vai acontecer com o Dialecto Brasileiro, como já aconteceu com o Crioulo Cabo-verdiano, oriundo do Português. Não haja qualquer dúvida.

 

Existe ainda um detalhe muito significativo: os editores brasileiros (pelo menos alguns) pedem-nos (aos escritores portugueses) que traduzamos as nossas obras para brasileiro, porque os brasileiros não nos entendem. Ora, se não nos entendem, falaremos a mesma língua? Não sei dos outros escritores, sei que José Saramago se recusou a ser traduzido para brasileiro, e eu também.

 

Logo, dizer que se é "xenófobo" por se defender o que os mais abalizados linguistas defendem, é da mais óbvia ignorância

ISABEL.png

 

Daí ser premente que o Brasil, que se distanciou substancialmente da Matriz da Língua Portuguesa, tanto na oralidade, como na escrita, fique com o Dialecto deles, e nós, Portugueses, fiquemos com a nossa Língua Portuguesa, para que esta possa ter futuro em Portugal, na Europa e no mundo. Se o AO90 se impuser, a Língua Portuguesa será extinta, como foi o Latim, ao contrário do que dizem os acordistas, que percebem tanto de Linguagem como uma galinha percebe de astronomia. E da galinha tenho dúvidas.

 

Não interessa ser a língua mais falada no mundo, quando essa língua perde a sua dignidade de Língua, e é substituída por um Dialecto, na sua forma grafada. E atenção que isto não significa que um Dialecto não tenha a sua dignidade também, e não venha a transformar-se numa Língua. O Português já foi dialecto do Latim. Não se esqueçam disso. O que isto significa é que uma Língua não pode recuar para dialecto, sem que isto não constitua um retrocesso. Mas um dialecto pode ascender a Língua.

 

Nada contra o Dialecto Brasileiro. Muito pelo contrário. O Brasil possui um riquíssimo vocabulário e uma Literatura fabulosa, que tem potencial para seguir um caminho diferente do dos outros países ditos lusófonos, e mais propriamente de Portugal, o único país que se vergou a esta vergonhosa e ilegal imposição da grafia de um dialecto.

 

Se existe um Crioulo Cabo-verdiano, oriundo da Língua Portuguesa, que ascendeu a Língua e hoje é a Língua Oficial de Cabo Verde, por que não aceitar que o que se fala e escreve no Brasil é Dialecto Brasileiro, oriundo da Língua Portuguesa? E isto não é desprestígio para o Brasil, muito pelo contrário, significa que o Brasil é um país livre e cortou o cordão umbilical (que já apodreceu) com o país colonizador, assim como já o fez Cabo Verde.

 

Ou haverá a pretensão de que todos os países ditos lusófonos tenham de grafar à brasileira, apenas porque eles são muitos e nós somos poucos?

 

A isto chama-se subserviência a uma Nação estrangeira.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fontes:

Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa, de Manuel dos Santos Alves, Edição Universitária Editora, Lda. (Edição de 1993)

Opúsculos (Volume VI) Dialectologia (Parte II) de  J. Leite de Vasconcelos.

 

Para que se saiba mais do que falamos quando abordamos este tema, consultar estes textos:

«REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA “LÍNGUA BRASILEIRA”»

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/reflexoes-sobre-a-historia-da-lingua-137008

 

«A LÍNGUA BRASILEIRA»

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-lingua-brasileira-99635

 

GÉNESE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-genese-do-acordo-ortografico-de-1990-126542

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:55

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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

REPROVAR ALUNOS QUE SE RECUSEM A USAR A GRAFIA BRASILEIRA É UM ACTO ILEGAL

 

A propósito da minha publicação “Manual de Inglês Acordizado?» recebi este comentário:

 

«O que vale é que os Ingleses "cospem" neste tipo de treta.... O meu filho fala Inglês tão bem quanto Português. INFELIZMENTE, apesar do esforço que fiz para o trazer para o seu /meu país e aprender a escrever Português....Morreu no charco! Escreve esterqueira porque se não o fizer... REPROVA.»

 

Pois e, mas reprovar alunos que se recusem a escrever correctamente a sua Língua Materna é um manifestamente acto ILEGAL.

 

PAULO MATTA.jpg

 

Os alunos podem RECUSAR-SE a usar a grafia brasileira. Não há lei alguma que os obrigue. Os "ofícios" das escolas, ou a resolução do conselho de ministros não têm validade de Lei. E apenas uma LEI pode obrigar alguém a fazer o que não quer.

 

Logo, os professores, se estivessem para aí virados, PODERIAM recusar-se a desensinar os alunos, e os alunos, se os pais exigirem, podem recusar-se a escrever incorreCtamente a sua Língua Materna, consignada na Constituição da República Portuguesa.

 

Tudo é uma questão de não se acomodarem.

Os governantes apostam nesse comodismo e no medo que tudo isto provoca em quem não  está informado, por conveniência dos políticos.

 

Portanto, há que passar palavra e AGIR!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:05

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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