Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2023

A questão do AO90 é gravíssima. Os governantes fingem que não é, porque servem outros “senhores”. Mas existem Portugueses Pensantes, que dizem de sua justiça, ainda que para os cegos, surdos e mudos da autocracia vigente no País

 

Outro dia pasmei, quando uns emigrantes, em Murça, (*) passaram um valente raspanete a Marcelo Rebelo de Sousa, e este, não conseguindo arranjar argumentos para rebater as grandes verdades que aqueles bravos portugueses (agora meus heróis) tiveram a coragem de dizer, cara na cara, repetia, com um ar que me abstenho de classificar: «A democracia é isto… Vamos ver… A democracia é isto… Vamos ver…»

 

A democracia é o quê? É o Povo ter a liberdade de protestar, e os governantes estarem-se nas tintas para esses protestos? Foi esta conclusão a que chegámos, depois de ouvir o PR, neste episódio, e de todos os outros episódios que acontecem por aí, com os governantes a fazerem-se de cegos, surdos e mudos, e a chamarem a esta prepotência, a esta falta de respeitodemocracia”.

 

É uma amostra dessa “democracia”, que trago hoje, num apanhado de comentários sobre o que os Portugueses Pensantes pensam sobre o AO90, e sobre o presidente da República e os poderes executivo, legislativo e judicial, que NADA têm feito para travar o ilegal e inconstitucional “acordo ortográfico de 1990”, tão contestado pela CLASSE PENSANTE portuguesa que, pura e simplesmente, é insultada pelos não-pensantes no Poder.

Que tipo de democracia será esta?

 

Neste texto publicado no Facebook

https://www.facebook.com/photo?fbid=3030729597233542&set=a.1387155764924275

 

o Professor António Galopim de Carvalho considerou o seguinte:

 

«Penso que já não vale a pena tentar varrê-lo da nossa vida colectiva. Já ganhou estatuto vencedor, parecendo-me ser já impossível derrotá-lo. Temos de ter em conta que, nestes mais de trinta anos, uma percentagem considerável de portugueses fez toda a sua aprendizagem escolar em obediência ao estipulado neste novo acordo. Outra realidade é também o grande número dos obrigados, profissionalmente, a segui-lo, como acontece na função pública.»

  

E eu não pude deixar de  dizer  de minha justiça:

Capture.PNG

... e a Ana Paula Ferreira também não:

Comentário - 1.PNG

Comentário - 2.PNG

Comentário - 3.PNG

Comentário da Idalete.PNG

Comentário da Língua a Robalo.PNG

 

Comentário de Henrique Salles da Fonseca.PNG

Comentário de João Daniel.PNG

Comentário de João Robalo.PNG

Comentário de Robalo 2.PNG

Comentário de Robalo.PNG

Comentários de Idalete e Pedro.PNG

Texto JN.PNG

Terxto JN - 2.PNG

Texto JN - 1.PNG

Português é Português.PNG

Reforma de 1945.PNG

Texto Miranda.PNG

texto ser português - 1.PNG

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2022

Professores em greve, reivindicam uma escola pública com “qualidade”. Desconhecerão que só haverá QUALIDADE quando atirarem o putrefeito AO90 para o caixote do lixo?

 

Hoje, ao ver as notícias, ouvi que os “professores” estão em greve por tempo indeterminado. Reivindicação: querem uma escola pública de qualidade. Mas a que qualidade estarão a referir-se? A obras de melhoria nos edifícios escolares, uma vez que em muitos deles chove e faz frio e têm telhados de amianto?  Ou referem-se à qualidade da estrutura do instrumento mais precioso de um professor: a Língua Portuguesa, que transformaram numa mixórdia ortográfica, com a qual comunicam os saberes (?) aos alunos? E estes saem da escola sem saber GRAFAR a própria Língua Materna, e disso dão-se conta, porque estudam Línguas da mesma família da Língua Portuguesa, e como não são parvos, sabem que estão a grafar a sua Língua à brasileira?

 

Jamais haverá uma escola de qualidade SEM uma Língua de qualidade.


Por que insisto nesta tecla?

Porque a Língua é o PILAR do conhecimento. É a alma da escrita. É o instrumento que FIXA o Pensamento e a Cultura de um Povo.

E ao escreverem como escrevem (Deus me livre de tal choldraboldra!) estão à altura e um analfabeto funcional, que transmite um saber truncado e NÃO de um PROFESSOR que transmite SABER.



Envergonho-me desta classe docente desprestigiada (ou devo dizer indecente?) que não tem um pingo de brio profissional e só pensa nos bolsos. Devo ressalvar aqui as raras excePções que NÃO rastejam e sabem que têm o direito e o DEVER de comunicar com os alunos através da GRAFIA portuguesa, e não da mixordice em que a transformaram os ignorantes, e essas excePções NÃO são penalizadas, porque CUMPREM a lei vigente em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

IGNORÂNCIA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022

Cogitações da “Corujinha” ao redor da Língua Portuguesa (III)

 

A política para o Ensino, Educação e Cultura, em Portugal, nunca valorizou a evolução.

É tacanha e redutora.

 

Os governantes fazem tudo para manter um Povo amorfo, manso e tanso, mal educado, mal ensinado, subserviente e acrítico.

 

Porque quanto mais culto for um Povo, mais livre ele é, e quanto mais livre, mais insubmisso.

 

E aos governantes convém gente muito subserviente, sem pensamento crítico, ou mesmo, até, sem pensamento algum.

 

Cogitações da Corijinha.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

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Terça-feira, 15 de Março de 2022

O cúmulo da pobreza linguística acontece em Portugal por obra e graça da desgraça “acordista”

 

Ponderemos nesta coisa inacreditável e inconcebível:

 

As crianças portuguesas estão a aprender a escrever correCtamente as Línguas estrangeiras, e, “incurrêtamente”, a própria Língua Materna, a que está consignada na Constituição da República Portuguesa. Não existirão juristas em Portugal que olhem para esta grave violação, e façam alguma coisa?


Perante isto, a atitude do governo português e da presidência da República não é normal, não é democrática, não é racional.

 

Isto só acontece num país cujos (des)governantes agem de má-fé, escudam-se numa ignorância optativa, violam descaradamente a Constituição da República Portuguesa, sem que nenhum Tribunal os moleste, sem que se faça justiça; e são absolutamente incapazes de reconhecerem o erro, numa atitude completamente insana.

 

São milhares os Portugueses que já se manifestaram, através de várias vias, contra esta ingerência de políticos despóticos, num dos símbolos maiores da identidade portuguesa: a sua LÍNGUA OFICIAL.

 

A dita “democracia” portuguesa é conduzida sem se ouvir o Povo. E um governo que governa sem ouvir o Povo é um governo ditatorial.

 

Isabel A. Ferreira

 

Errar é humano.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2022

Os Portugueses, que ontem deram a maioria absoluta ao PS, não sabiam que em Democracia não há lugar para o “Absolutismo”?

 

Quando o governo caiu e se partiu para novas eleições legislativas, vaticinei, publicamente, que teríamos mais do mesmo… para PIOR.

 

E o PIOR aconteceu:

resultados-mapa-legislativas-20221809ea26defaultla

Infografia: Rodrigo Machado/RR

 

1º - O Partido Socialista teve maioria absoluta

2º - O Chega e a Iniciativa Liberal chegaram-se à frente.



Sempre se criticou as monarquias absolutas.

Sempre se criticou o Absolutismo.

Sempre se criticou a maioria absoluta dos outros, mas quando um povo pouco esclarecido nestas coisas de absolutismos, lhes dá a maioria que eles sempre desejaram, faz-se uma grande festa!

 

E para isto contribuíram duas coisas terríveis: o MEDO da mudança, e o facto de termos um Povo ainda POUCO ESCLARECIDO. E uma Democracia só funciona em pleno numa sociedade maioritariamente esclarecida. E quando digo esclarecida não se julgue que me refiro a canudos universitários, porque já vimos, pelas experiências na política portuguesa, que ter um canudo universitário não é sinónimo de ser-se esclarecido. Pelas entrevistas de rua que vi na televisão, há gente que tem uma bandeira de um partido na mão, mas não sabe de quem é. Como irão votar em consciência?



Ontem, Portugal deu um passo na direcção errada, embora com alegitimidade que o Povo lhe conferiu.  Se já tínhamos um governo do eu quero, posso e mando, o que será agora, com uma maioria? António Costa começou logo por dizer, no seu discurso de vencedor, que não falará com o Chega. Esta não será uma atitude ditatorial? Afinal o Chega é a terceira força política. Existe. Quer se goste ou não se goste. E se chegou a tal, foi pela má prestação dos que se dizem de esquerda, e não conseguiram convencer os da esquerda, com as suas atitudes, por vezes, dúbias, embora isto de “esquerda/direita” seja coisa da tropa.

 
Além disso, estamos em vias de ter o mesmo primeiro-ministro, que desconhece a Língua Portuguesa, usando redundâncias sem saber o que está a dizer, fazendo discursos numa linguagem insólita, incoerente, onde nem todos são todas, nem os portugueses são as portuguesas, nem os cidadãos são as cidadãs, ou tudo isto no seu vice-versa.

 

Primeiro-ministro.png

Primeiro-ministro, António Costa © Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

 

Tudo isto é muito triste.


Se Portugal já estava na cauda da Europa em tantas coisas; se em Portugal a contestação, em várias frentes, é o pão nosso de cada dia, há tanto tempo; se nestes seis anos de governação, Portugal não avançou no SNS, que continua bastante caótico; se não avançou no Ensino, que continua super-caótico; se não investiu na Cultura CULTA (não a rasteira, que recebe chorudos subsídios) que continua a ser marginalizada;  se não anulou o ILEGAL AO90, que estraçalhou a Língua Portuguesa, violando a Constituição da República Portuguesa, a Lei e o direitos dos cidadãos; não aboliu a tauromaquia, a caça e todas as outras actividades que vivem da tortura de seres vivos, catapultando Portugal para o terceiro-mundo; se não orientou da melhor forma as actividades económico-financeiras do país; se não conseguiu pôr fim à corrupção, à pobreza, à ladroagem que nos cerca por todos os cantos e esquinas; se não conseguiu diminuir o fosso entre os ricos e os pobres; SE… SE… SE… tanta coisa!!!! Com a maioria absoluta, sem que a democracia plena seja executada, sem o contraponto dos restantes partidos políticos com assento na Assembleia da República, vaticino um tsunami que afundará ainda mais um Portugal que já está afundado, desvirtuado, desconjuntado na sua identidade.


Um povo pouco esclarecido é um maná dos deuses para os governantes.



Esperemos que o novo governo absolutista,  tenha a hombridade de consultar TODOS os outros partidos eleitos, e com assento no Parlamento, conforme as regras democráticas, e não governar conforme lhe der na real gana.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:17

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Sexta-feira, 18 de Junho de 2021

Todos os caminhos vão dar à exigência urgente da anulação do AO90. Apenas Augusto Santos Silva vê nele um “acordo” a fazer cumprir, servilmente, quando ninguém mais o cumpre…

 

Isto tem um nome, que não me atrevo a dizer alto…

 

Entretanto, recolhi vários textos que, ultimamente, têm vindo a público, todos indicando um único caminho: o da anulação do AO90.

 

Portugal é o único país da (mal) dita CPLP que faz questão de exigir que o apliquem, mas pior do que isso, é que há quem o aplique servilmente, sem questionar, ainda que não tenha de o aplicar, porque não existe lei alguma que o obrigue.

 

Sabemos que vivemos no muito anti-democrático regime do eu quero, posso e mando, apesar de essa não ter sido a vontade do Povo, que votou nos que agora querem, podem e mandam. Mas eles insistem: eu quero, posso e mando, porque fui eleito para querer, poder e mandar, ainda que não seja essa a vontade da absoluta maioria do Povo.

 

Isto também tem um nome: ditadura.

 

Por isso, é urgente encostar à parede os que querem, podem e mandam, exigindo-lhes, em uníssono que quem não sabe querer, poder e mandar deixe nas mãos de quem SABE a gestão da Língua Portuguesa, porque nem sempre querer, poder mandar é sinónimo de competência, de responsabilidade, de racionalidade e de compromisso com o que é melhor para Portugal e para os Portugueses.  E o melhor para Portugal e para os Portugueses NÃO É sermos, linguisticamente, uma servil colónia do Brasil. Ponto.

 

Deixo-vos com um pequeno (porque a lista é enorme) apanhado de argumentos racionais, preconizados por pessoas com competência na matéria, e com ónus suficiente para acabar com este insulto à Cultura Linguística Portuguesa.  É necessário clicar nos links.

 

Marcelo e o AO90.png

 

Como é possível dizer isto tão impavidamente, senhor presidente da República Portuguesa, quando o senhor é um dos grandes culpados do estado caótico do ensino da Língua de Camões, que, a todo o custo, quer transformar em Língua de Machado de Assis, que não é pior ou melhor do que a Língua de Camões, apenas uma variante da nossa própria Língua? Como pode não ter a noção do que diz? Para melhorar o ensino da Língua de Camões é necessário que se extermine o AO90; que se devolva a Portugal a grafia portuguesa; e se prepare os professores para um ensino da Língua Portuguesa, com a máxima EXCELÊNCIA.

 

Isabel A. Ferreira

 

***

 

Os malefícios de um provincianismo mental acrítico e fascinado pelo novo (Maria do Carmo Vieira)

 

«Nem a TLEBS [Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário], com as suas fastidiosas e aberrantes descrições, nem o AO90, com os “seus erros, imprecisões e incoerências”, propiciam uma reflexão sobre a Língua. Duas aventuras idênticas no seu provincianismo mental, obviamente acrítico e fascinado pelo novo!»

https://www.publico.pt/2021/06/11/sociedade/opiniao/maleficios-provincianismo-mental-acritico-fascinado-novo-1966139

 

***

 

A cassete riscada e espantosamente ultrapassada, do Ministro dos Negócios Estrangeiros, e que Miguel Sousa Tavares não soube aproveitar para destruir,  logo ali.

https://www.facebook.com/watch/?v=1097137027484405

 

***

Gente que não tem noção [por Rui Valente]

 

«Chegados a este ponto, para os movimentos independentistas brasileiros a minha mensagem só pode ser esta: andem lá com isso! E se os rótulos de “neo-colonialistas” ou de geradores de “preconceito linguístico” ajudarem, venham eles. Mas depressa! — não vá algum iluminado do Acordo Ortográfico lembrar-se de manter em Portugal a ortografia do AO90, mesmo quando já não houver (oficialmente) acordo algum.»

https://cedilha.net/ap53/2021/06/gente-que-nao-tem-nocao-por-rui-valente/

 

***

 

Manuel Matos Monteiro entrevistado por Carlos Mendes no programa “Autores” (TVI) onde se fala da mixórdia ortográfica gerada pelo AO90

 

Capture.PNG

https://tviplayer.iol.pt/programa/autores/556c98760cf234bd4ef57632/video/60b9e43f0cf223efcbb468da

 

***

Nove argumentos contra o Acordo Ortográfico de 1990 (Manuela Barros Ferreira)

Aqui fala-se de nove argumentos, mas poderiam ser noventa…

https://expresso.pt/opiniao/2016-05-11-Nove-argumentos-contra-o-Acordo-Ortografico-de-1990

 

***

(Des)Acordo Ortográfico (Nelson Valente)

Onde se diz que o português brasileiro precisa de ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política.

https://www.diariodaregiao.com.br/secoes/blogs/artigos/2021/05/1233293--des-acordo-ortografico.html

 

***

 

Entrevista ao Manuel Pessôa-Lopes

 

3 - O que é que o leva a ser contra o novo acordo ortográfico?  

 

Leva-me tudo! O denominado acordo ortográfico – qual novilíngua do livro «1984» de George Orwell, destina-se a aniquilar a etimologia na língua portuguesa, a destroçar as nossas raízes culturais, a inibir a nossa capacidade de raciocinar, a controlar o pensamento e a matar a nossa a identidade.

https://projectovidaseobras.wixsite.com/blog/single-post/2015/08/11/entrevista-ao-manuel-pess%C3%B4alopes-1

 

***

De Rerum Natura: PRONOME NO LUGAR CERTO É ELITISMO (Eugénio Lisboa)

 

«A minha opinião sobre o Acordo Ortográfico é simples e transparente: trata-se de um exercício tão monumentalmente fútil quanto dispendioso. Um formidável desperdício que nunca resolverá o problema que ostensivamente visa resolver: a “defesa da unidade essencial da língua portuguesa” (cito João Malaca Casteleiro e faço notar que ele não fala em “unidade ortográfica” mas sim em “unidade essencial da língua portuguesa”).» 

http://dererummundi.blogspot.com/2021/06/pronome-no-lugar-certo-e-elitismo.html

 

***

 

Entrevista ao Ivo Miguel Barroso

 

«O que é que o levou a ser contra o “Acordo Ortográfico” de 1990? Desde que foi imposto pelo 2.º Governo de José Sócrates, quais foram os problemas que este “Acordo” causou e de que forma tem prejudicado a língua e a cultura?

 

Ivo Miguel Barroso – Resumidamente, razões jurídicas, razões linguísticas e razões de cidadania. Na minha opinião, o Tratado do AO90 é inconstitucional, na sua totalidade, por violação do artigo 43.º, n.º 2 da Constituição: o Estado não pode programar a cultura e a educação segundo quaisquer “directrizes estéticas, políticas, ideológicas” (…) »

https://projectovidaseobras.wixsite.com/blog/single-post/2016/10/14/entrevista-ao-ivo-miguel-barroso

 

***

 

O tal Acordo Ortográfico serve apenas para semear grandes desacordos (Lira Neto)

 

«(…) Assim, na narrativa do prólogo, que se passa na Nova York nos dias atuais, substituiu-se “ônibus” por “autocarro”; “celular” passou a “telemóvel”; “terno” (conjunto de calça, paletó e gravata”) virou “fato”. A propósito: Nova York está lá como Nova Iorque; Amsterdã, como Amsterdão.»

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/lira-neto/o-tal-acordo-ortografico-serve-apenas-para-semear-grandes-desacordos-1.3089688

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:33

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Domingo, 25 de Abril de 2021

Que “25 de Abril” celebramos hoje: o da ilusão ou o da desconstrução?

 

 

Passados são já 47 anos, sobre aquela madrugada, na qual, todos os Portugueses pensantes e livres, dotados de Sentido de Cidadania e de Espírito Crítico, depositaram todas as esperanças de ver um Portugal finalmente livre da ignominiosa política despótica que o sufocava.

 

Por tudo o que aqui abordarei, repetindo o que ainda não foi alcançado e o que se destruiu, depois daquele primeiro 25 de Abril, o que teremos para celebrar hoje?

 

Seria da racionalidade que o actual governo, deputados da Nação, presidente da Assembleia da República, presidente da República, autarcas e partidos políticos, fizessem um acto de contrição e pedissem desculpa aos Portugueses, por pouco terem feito pelos ideais de Abril, ainda por cumprir.

 

Portugal é um país em franca decadência moral, social e cultural, e , em quase tudo, está na cauda da Europa, quiçá do Mundo. E disto não nos livra nem o clima, nem as belas paisagens, os monumentos, a gastronomia e a relativa segurança na vida quotidiana. Porque tudo isto é apenas para estrangeiro ver e viver.

 

25 de ABRIL -  Toné.jpg

 

Esta imagem representa a esperança que os jovens, a caminho do Futuro, depositaram na Revolução dos Cravos, sonhando com uma sociedade onde pudessem estudar, tirar um curso, exercer a profissão, na qual tanto investiram, viver e educar os filhos em liberdade…  Quantos deles se arrastam por aí, desempregados, ou com empregos precários?  Quantos deles foram obrigados a emigrar? E não foi para isto que se fez o 25 de Abril.

 

Que 25 de Abril celebramos hoje?

 

Bem, no que me diz respeito, celebro o facto de poder escrever nas linhas, o que até ao dia 25 de Abril de 1974 escrevia nas entrelinhas, através de senhas, para despistar a PIDE. Se bem que, já em “democracia”, no pós-25 de Abril, por ousar dizer verdades inconvenientes, ter sido “importunada” com vários processos judiciais, que acabaram sempre por ser arquivados, porque, obviamente, não era eu a criminosa.

 

Celebro também poder participar em eleições não manipuladas (por enquanto) pelo Poder, para escolher a governação do meu País. Só que foram pouquíssimas as vezes em que os candidatos, que eu tinha como honestos e incorruptíveis, para poderem exercer o Poder, e em quem votei, chegaram ao Poder. Mas não será esta uma particularidade da Democracia?  Não será o Poder o espelho do Povo?

 

Celebro poder viajar para o estrangeiro, sem ter de pedir permissão ao marido.

 

Contudo, NÃO celebro a LIBERDADE de que tanto se fala, quando se fala de Abril, porque LIBERDADE sempre a tive, mesmo com a PIDE a rondar os meus calcanhares; mesmo com a censura a tentar travar-me o PENSAMENTO, porque, para mim, LIBERDADE não é poder fazer ou dizer tudo o que me apetece. Para mim, LIBERDADE é poder PENSAR, ter SENTIDO DE CIDADANIA e ESPÍRITO CRÍTICO, algo que nenhum algoz, por mais autoritário que seja, jamais poderá arrancar de mim, porque, como diz Manuel Freire, na canção que escreveu e compôs, intitulada LIVRE, a qual já cantei com ele (meu primo, em quarta geração), num tempo em que era proibido cantá-la: 



Não há machado que corte
a raiz ao pensamento
(…)
 porque é LIVRE como o vento (…)»

 

E este é o verdadeiro espírito da LIBERDADE, que deveria ser celebrada no 25 de Abril, e não é celebrada, porque o conceito de Liberdade foi amputado, e a tão ansiada DEMOCRACIA PLENA (aquela em que os governantes servem o Povo e o País, e não os lobbies e os seus interesses particulares; aquela em que o Povo é quem mais ordena) está ainda por cumprir,  porque esmagada por governos autoritários, por um Parlamento ao serviço de interesses lobistas, e por presidências da República sem o mínimo sentido de Estado (exceptuando o General Ramalho Eanes).

 

Se o 25 de Abril trouxe à sociedade portuguesa alguns benefícios, os malefícios estão a superar esses benefícios, e Portugal retrocede a olhos vistos nas poucas conquistas que o 25 de Abril lhe trouxe. Em 47 anos desconstruiu-se o País que a Revolução dos Cravos, com boas intenções, tentou construir.

 

Como podemos celebrar Abril, se estamos atolados em corrupção, vigarice, hipocrisia, subserviência, servilismo, ganância, negociatas, enriquecimento ilícito, ignorância optativa, irresponsabilidade, negligência, incompetência, condutas terceiro-mundistas, fraudes, paus-mandados e imposições prepotentes?

 

Portugal serve de motejo a países que, apenas por mero interesse, lhe finge amizade, algo que uma cegueira mental acentuada não permite vislumbrar.

 

Já não somos Portugal. Perdemos a nossa IDENTIDADE e a nossa DIGNIDADE de País livre e independente, ao descartarmos a Língua Portuguesa, substituindo-a por uma mixórdia, cada vez mais bizarra e funesta, que nos envergonha a todos.

 

 Eis o que, passados 47 anos, Portugal continua a ser: 

 

 - Um país, onde ainda se continua a viver em pobreza extrema, com crianças e idosos a passarem fome, com bairros de lata às portas de Lisboa, e centenas de sem-abrigo, sem esperança alguma.

- Um país, que continua a ter a maior taxa de analfabetismo da Europa.

- Um país dos que menos gasta na Saúde, com um Serviço Nacional de Saúde caótico, onde falta quase tudo, e o aumento da Tuberculose (agora disfarçada, pela pandemia, que tomou conta das notícias) diz do subdesenvolvimento, do retrocesso e da miséria que ainda persistem por aí.

- Um país que empurra para o estrangeiro os seus jovens mais habilitados: enfermeiros, médicos, engenheiros, investigadores, artistas.

- Um país com o terceiro pior crescimento económico da Europa.

- Um país que mantém o trabalho precário, e salários miseráveis, enquanto que para a “cultura” da morte (touradas e caça), os subsídios são obesos.

-  Um país com a 3ª maior dívida pública da União Europeia.

- Um país cheio de gritantes desigualdades sociais, onde os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.

- Um país onde ainda há populações que vivem sem água encabada, sem electricidade, sem esgotos, sem telefone.

- Um país cheio de banqueiros e outros que tais ladrões, que sugam o dinheiro do Povo.

- Um país com um governo que se diz de esquerda a fazer políticas de direita.

- Um país com uma Comunicação Social submissa e servilista.

- Um país onde a Justiça anda de rastos, com processos que demoram tempos infinitos, com o intuito de prescreverem; uma justiça extremamente cara, desigual, lenta, injusta, e, em muitos casos, nomeadamente no que respeita ao MP, anda ao sabor de interesses políticos.

- Um país onde a Constituição da República é violada por quem a deveria defender.

- Um país com uma política e políticos desacreditados.

- Um país que promove a violência contra animais não-humanos, o que por sua vez gera a violência contra os seres humanos; um país que os mantêm acorrentados, enjaulados, torturados em público, para gáudio de sádicos e psicopatas.

- Um país com um elevado índice de violência doméstica.

- Um país com um elevadíssimo número de crianças e jovens em risco.

- Um país que atira crianças para arenas de tortura de animais, e permite que sejam iniciadas em práticas violentas e cruéis, roubando-lhes um desenvolvimento normal e saudável, o que constitui um crime de lesa-infância. Impunível.

- Um país cheio de grupos e grupelhos de trabalho; de secretários; de secretários de secretários; de assessores; de secretários de assessores; de comissões; de subcomissões, que não servem absolutamente para nada, a não ser para ganharem salários descondizentes com os serviços que (não) prestam; de deputados a declararem moradas falsas para receberem subsídios ilícitos; de deputados a declararem habilitações falsas;  e  ex-presidentes da República com gabinetes e mordomias, à excepção do General Ramalho Eanes.

- Um país que descura a sua Flora e a sua Fauna, mantendo uma e outra ao abandono e à mercê de criminosos impuníveis.

- Um país que mantém as Forças de Segurança instaladas em edifícios a caírem de podres, e com falta de quase tudo.

- Um país onde ainda existem Escolas com instalações terceiro-mundistas, sem as mínimas condições para serem consideradas um lugar de aprendizagem; e com tribunais, como o de Monsanto, que parece um galinheiro abandonado.

- Um país onde as prisões são lugares de diversão, com direito a vídeos publicáveis no Facebook; e onde droga é traficada, descaradamente.

- Um país cheio de leis e leizinhas inúteis e retrógradas, que não servem para nada, a não ser para servir lobbies dos mais hediondos, e proteger criminosos impuníveis.

- Um país que não promove a Cultura Culta, e apoia a tortura de Touros e Cavalos, a que muitos querem, porque querem, que seja arte e cultura

- Um país que apoia chorudamente a caça, assente em premissas falsas e exterminadoras.

- Um país, cujo Sistema de Ensino é dos mais caóticos, desde a implantação da República, onde falta quase tudo, e com a agravante de se estar a enganar as crianças com a obrigatoriedade da aprendizagem de uma ortografia que não é a portuguesa, a da Língua Materna delas, estando-se a incorrer num crime de lesa-infância. Impunível.

- Um país, que tinha uma Língua Culta e Europeia, e hoje tem um arremedo de língua, uma inconcebível mixórdia ortográfica portuguesa, imposta ditatorialmente por políticos pouco ou nada esclarecidos e servilistas, que estão a fabricar, conscientemente, os futuros analfabetos funcionais, e a promover a iliteracia. E já sou poucos os que escrevem correctamente a sua Língua Materna.

- Um país onde os governantes não sabem escrever correCtamente, a Língua oficial do País que dizem servir: a Portuguesa. E como referiu Maria Alzira Seixo: «Ao menos, Salazar sabia escrever».

- Um país onde, parvamente, se começou a dizer “olá a todos e a todas, amigos e amigas, portugueses e portuguesas”, como se esta linguagem, dita inclusiva, viesse resolver as disparidades sociais. Uma desmedida parolice.

- Um país, com um presidente beijoqueiro e viciado em selfies (agora suspensas devido à pandemia) e um primeiro-ministro que não tem capacidade para ver o visível, muito menos o invisível, que qualquer cego, de nascença, vê à primeira vista.

- Um país, que em 2018/2019 foi marcado por uma constante contestação social, com o número mais elevado de sempre de greves em todos os sectores da sociedade portuguesa, número que continuaria a aumentar em 2020/2021 não fosse a invasão covideira.

- Enfim, um País que perdeu o rumo, e faz de conta que é um país.  

 

Os 47 anos da Revolução dos Cravos não foram ainda suficientes para acabar com todas estas nódoas negras que mancham a  Democracia que deveria ter nascido do 25 de Abril?

 

Enquanto tudo isto (e muito mais, que agora não me ocorre) não sair da lista do que não se quer para um País de Primeiro Mundo, evoluído e civilizado, o que há para comemorar em mais este 25 de Abril?

 

Como disse Manuel Damas, num texto escrito há dois anos, no Facebook, por esta altura:

 

Não foi para isto que se fez Abril. Falta cumprir Abril, porque falta:

 

- recuperar a Honestidade;

-recuperar a Seriedade;

- recuperar a Dignidade;

- recuperar o Pudor.

- recuperar o Sentido de Estado.

- recuperar o Sentido de Missão no exercício da Política para o Povo e pelo Povo.

 

E acrescento eu:

- Falta também recuperar a vergonha na cara.

 

Isabel A. Ferreira

***

Uma entrevista ao autor da imagem, que ilustra este texto, a quem faltam apoios para sobreviver da sua ARTE:

 

Entrevista Toné.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:58

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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2021

Sobre a aplicação do AO90: «Quem tem o poder não são os políticos, não é o governo, não são as editoras, mas, muito simplesmente, o Povo»

 

Todos os que vêm a este Blogue, quer seja por concordarem comigo, quer seja por não concordarem comigo, com certeza, já chegaram à conclusão de que defender a Língua Portuguesa é uma das minhas prioridades, por ser a Língua o motor da inteligência; e destruir o AO90 é o objectivo final.

 

Sabemos, porém, que tudo tem o seu tempo para acontecer. O AO90 nasceu já com a sua sentença de morte anunciada. Também o sabemos. Por enquanto, o dia da sua execução é uma incógnita, porque, primeiro, é necessário que todas as editoras acordistas vão à falência, para que novas edições, na grafia portuguesa de 1945, a que na realidade está em vigor,  em Portugal, lhes permitam a recuperação económica.  

 

Neste momento, o AO90 anda por aí a fazer cada vez mais estragos na Língua Portuguesa, contudo, escudados na pandemia, que parou o mundo, como se não houvesse mais vida inteligente para além da vida do muito inteligente novo corona vírus, vão adiando a morte do mostrengo ortográfico, esperando que a coisa fique esquecida.

 

Mas como esquecer, se todos os dias somos bombardeados com a iniquidade de um pseudo-acordo que só Portugal, parvamente, activou?

 

ABRAÃO VICENTE.png

 

No início eram três: Brasil, Cabo Verde e Portugal. O Brasil está-se nas tintas para o acordo, e 99 % da população nem sabe o que isso é. Cabo Verde, é como diz o seu actual Ministro da Cultura: «O acordo ortográfico não é adoptado com seriedade em Cabo Verde: (…) O quotidiano em Cabo Verde é todo ele pensado, amado sentido em crioulo».  

 

Só os mentecaptos portugueses insistem no erro que foi este acordo, que não era necessário, nem ninguém quis ou quer.

 

Dito isto, deixo-vos com um comentário publicado algures no Facebook, relativo a um outro comentário, no qual se abordava a possibilidade de os Professores terem se recusado a ensinar o Português, na grafia 90% brasileira, e no mixordês português, gerado pela parvoíce daquela regra acordista que diz:  o que não se lê, não se escreve, criando verdadeiros abortos ortográficos, como exceto, aspeto, receção, infeção, infetado, exceção, enfim, e demais abortinhos quejandos.

 

Comentário:

 

«Achei especialmente interessante o comentário sobre a possibilidade de recusa dos professores, particularmente porque eu, já há alguns anos, comentei exactamente o mesmo: se os professores (bastariam os de língua portuguesa) se unissem e insurgissem contra o AO90 (i. e. ensinassem português correcto à revelia das imposições do governo e ministério da educação (?), esta palhaçada já teria tido o seu fim definitivo.

 

Infelizmente as pessoas não compreendem nem se mentalizam que quem tem o poder não são os políticos, não é o governo, não são as editoras. É sim, muito simplesmente, o povo.

 

Se o povo se unir numa qualquer causa justa, com integridade e determinação, e dessa forma boicotar todos aqueles que tentam impor ou infiltrar algo que sabemos ser errado, o povo sai vencedor.

 

Se ao menos entendessem o poder que têm!... Mas lamentavelmente não entendem e sei-o por observação directa.

 

Tive uma tia (já falecida) que há anos, quando toda este absurdo começou, questionei-a exactamente sobre isto: "Tu és professora, como é que consegues admitir isto e ensinar aos teus alunos uma língua podre e corrompida? Devias recusar-te a ensinar isso, é até falta de ética profissional uma professora de português ensinar brasileiro. Eu não ensinava, ensinaria português correcto, independentemente do que o ministério dissesse."

 

E a resposta foi: "Tás tolo, que querias que fizesse? Ainda era despedida!”

 

Eu apenas fiquei a pensar para mim próprio: "Como é possível mentes tão pequenas e limitadas serem professores?"  (A. V.)

 

***

O que a tia deste comentador não sabia, ou talvez soubesse, mas dava muito trabalho saber, é que jamais seria despedida por se recusar a ensinar aos seus alunos o ilegal e inconstitucional AO90, 90% assente na grafia brasileira.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:55

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Domingo, 3 de Janeiro de 2021

Ano novo, luta velha, porque a guerra ao AO90 continuará até que algum iluminado e democrático governante tenha a lucidez de pôr fim à anormalidade instalada em Portugal

 

«Não usarei este AO90 por não ser normal…»  

 

Quem o diz é um Professor:

 

«Por cá, as luminárias políticas, que se dobram em salamaleques de obediência estúpida a valores que nada têm a ver com cultura, querem impor um acordo protervo, iníquo, vil e pérfido. Muitos dos nossos agentes políticos (nomeadamente os que ainda estão na governação) não sabem proferir uma frase em condições, proferem "acórdos", "precaridade" e outras bojardas que tais. São os mesmos que acham de bom tom falar na "alavancagem da economia", no "élan dos mercados", no "respaldo das reformas" e etc.. Não usarei este AO90 por não ser normal nem profícuo para a nossa Língua. E sempre posso usar o artigo 21 da CRP...»

 Mário Ribeiro Caiado

***

Mário Ribeiro Caiado é um homem com a mente bem aberta! “Gandarês de gema” – como se auto-intitula, este professor que já dá aulas há 41 anos – a maior parte do tempo em Vale de Cambra, onde reside – define-se um homem “muito curioso”, que enveredou pela área das línguas, pois a cultura em geral e a “origem das palavras” sempre o apaixonou. Formado em Filologia Germânica, deu – e ainda dá – aulas de Inglês, Alemão, Espanhol e Português. Mais sobre Mário Ribeiro Caiado, neste link:

http://miraonline.pt/um-homem-com-a-mente-bem-aberta/

 

O AO90 gerou uma anormalidade intrínsica e extrínseca a ele. É de lamentar que os restantes professores portugueses não tivessem usado o Artigo 21 da Constituição da República Portuguesa: Direito de Resistência, para pôr fim a esta anormalidade.

 

Barack Obama.png

 

Pois é, o Povo ainda não se apercebeu de que os governantes são nossos serviçais, porque somos nós que lhes pagamos os salários, para que nos governem a Casa, ou seja, o País, tarefa que eles cumprem mal e parcamente.   Por sua vez, os governantes não têm a noção de que são nossos serviçais, julgando-se uns deuses, e fazem o que bem entendem em proveito dos lobbies a quem servem mais do que ao Povo e a Portugal.

 

A Educação está um caos. Mas é o caos na Educação que convém aos governantes, porque, desse modo, manterão o povo domesticado. Um Povo instruído e educado não se verga aos políticos, como uma boa fatia do povo português se verga, por falta de instrução, educação e cultura.

 

Nelson Mandela.jpg

 

Eu já fui professora de Língua Portuguesa. Mas já não sou, infelizmente.

 

Porque se fosse, ter-me-ia RECUSADO a ensinar DISPARATES aos meus alunos, como me recusei a ensinar DISPARATES HISTÓRICOS, quando dei aulas de História, e isto no ano lectivo de 1973/74, era eu ainda bacharel, e estava debaixo das patorras da ditadura.

 

Depois veio o 25 de Abril, e acabaram com a História. Puseram-nos a dar uma disciplina, na qual tínhamos de INVENTAR a matéria: Alimentação, Habitação e Vestuário.

 

Foi então que decidi abandonar o Ensino, por andar às turras com o SISTEMA. Ainda tentei resistir, contudo, a aversão de servir um Sistema caduco, que, apesar da Revolução de Abril, continuou com um pé enterrado no passado, foi mais forte.

 

Ainda hoje continuo às turras com o Sistema, pelos mesmos motivos e por muitos outros. Sem regalias. Sem reforma. Sem subsídios. Nada devo ao Estado. O Estado deve-me tudo, até porque o ajudo a pagar os salários dos que (des) governam o meu País.

 

Dediquei-me ao Jornalismo Freelance, para continuar a lutar por DIREITOS e pela nova Constituição da República Portuguesa, gerada pela Revolução de Abril, e que os governantes não cumprem.

 

É que se quisermos entrar na engrenagem, que faz avançar o mundo, é preciso, antes de mais, aprendermos a perder regalias.

 

E eu perdi regalias, mas não perdi a minha liberdade, e tenho a certeza de que já contribuí bastante para agitar as águas, no meu País, infelizmente muito estagnado, para o meu gosto,  no que diz respeito à evolução de mentalidades.

 

Portugal jamais será um grande PAÍS enquanto as mentalidadezinhas forem pequenas, e continuarmos a falar e a escrever anormalmente a Língua que é a nossa: a Portuguesa, a Indo-europeia, a Românica, a Greco-latina.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:24

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2020

A obscura questão do AO90: «(…) todo este "cozinhado" de tratamentos à porta fechada, imbuído de secretismos, tudo feito por "detrás da cortina" é que ajuda a explicar os bloqueios das iniciativas ILCAO»…

 

Costumo trocar ideias, com desacordistas, para tomar o pulso à situação caótica que se vive em Portugal, no que a quase tudo diz respeito, mas especificamente no que se refere à pouca-vergonha que evolve a questão da Língua Portuguesa, e que os governantes, silenciam e  fazem-de-conta que não é nada com eles, achando que os Portugueses andam todos a dormir a sesta, particularmente o Chefe de Estado Português, que se mete em tudo e mais alguma coisa, até em matérias que nem sequer são da sua competência, mas foge, como o diabo da cruz,  desta gravíssima questão da Língua Oficial Portuguesa, que está em vias de deixar de ser portuguesa, se nada fizermos para o impedir.

 

Numa dessas trocas de ideias, um Professor aposentado fez uma análise objectiva sobre o estado babelesco da nossa desventurada Nação, e por considerá-la perfeita, decidi partilhá-la com os meus leitores, juntamente com a resposta que lhe dei.

 

Democracia.jpg

 

«Dr.ª Isabel, bom dia, revi os seus links; já os tinha lido, nomeadamente os comentários de Paulo Franchetti, de Sérgio Vaz e do Dr. Ivo Miguel Barroso que esgrime argumentos do domínio da jurisprudência que só reforçam a certeza da  ilegalidade (e eventual inconstitucionalidade) do (dito) AO90; ou seja, tudo não passa de um atropelo grave à Lei, o que reforça a convicção de que não estamos num Estado democrático: as negociatas, os convénios sigilosos - e este caso, em que tudo ficou decidido à porta fechada (?!) entre o indivíduo Casteleiro e o Houaiss só ilustra isso mesmo; aliás o nosso sistema é uma "partidocracia", em que os partidos políticos mais não fazem do que distribuir entre si "tachos", prebendas e lugares "seguros" e protegidos, o que  confere à nossa “democracia”  um aspecto de autêntica palhaçada (como diz o Povo, é tudo "farinha do mesmo saco"). Numa verdadeira democracia, não se assiste a deputados a fazer batota (na A. R.), assinando uns pelos outros (são premiados pela presença, e não penalizados pela ausência !!), sem falar de aspectos caricatos de deputadas que vão para o plenário pintar as unhas, etc. etc..

 

E quando me refiro a partidos há que frisar que se trata somente daqueles que se "vêem", e que são a face visível do iceberg, dado que a parte "imersa", as maçonarias (ou que parece, três confissões) essas é que mexem todos os "cordelinhos", colocando os seus "irmãos" e "confrades" nos melhores postos da máquina do Estado, num secretismo totalmente absoluto, que nada tem que ver com democracia / transparência. 

 

Trago isto à colação só pelo facto de que todo este "cozinhado" de tratamentos à porta fechada, imbuído de secretismos, tudo feito por "detrás da cortina" é que ajuda a explicar os bloqueios das iniciativas ILCAO. É por demais evidente que as Editoras de manuais escolares, dicionários, etc., "coladas" ao Ministério da Educação (e quando eu estava no activo já se falava e se comentavam os dramáticos problemas de solvabilidade e sobrevivência que as afectavam) tudo fazem por se agarrarem ao Poder, por isto mesmo é que o partido do Poder, P.S., nem sequer deixa "mexer" no assunto.

 

Volto a insistir, só com uma acção de "longo curso" a cargo da " linha da frente", só com o repúdio definitivo por parte de Angola (parece já averbado) e do Brasil (toda a esperança mantêm-se de pé) e com o "magistério de influência" de figuras gradas da vida política (…), só com estes argumentos é que eu penso ser possível um volte-face.

 

Há que dar tempo ao tempo.

Um abraço do A. V.

 

Gregório de Matos.jpg

 

Para quem não sabe: Gregório de Matos Guerra, conhecido pela alcunha de Boca do Inferno ou Boca de Brasa (por atacar a Igreja Católica do seu tempo) foi um advogado e poeta português, nascido na então colónia do Brasil, em 1636. É considerado um dos maiores poetas do Barroco em Portugal e no Brasil, e o mais importante poeta satírico da Literatura de Língua Portuguesa, podendo dizer-se que era um autêntico enfant terrible.

 

***

 

A minha resposta:

 

Caro Professor,

 

Vou começar pelo fim: há que dar tempo ao tempo. Há. Nada acontece fora do tempo. Entretanto, o tempo vai passando, e os vícios deste novo dialecto vão-se espalhando, como os tentáculos de um polvo, e os todo-poderosos ganhando terreno, porque os da “linha da frente”, como o professor lhes chama, estão quietinhos no seu canto, enquanto Angola prepara a sua nova Língua, e o Brasil se afasta, cada vez mais, do AO90, que engendrou com Malaca Casteleiro (que Deus o tenha em paz, junto com Antônio Houaiss, uma vez que Evanildo Bechara (que completa a trilogia dos predadores-mor da Língua Portuguesa) do alto dos seus 92 anos, ainda vai fazendo e dizendo das suas.


(…)


É preciso abanar, quiçá, destruir, as estruturas de cimento (bem) armado que o Poder construiu, para manter sequestrada a Língua Portuguesa, enquanto deixa à solta o linguajar feio e pobre, esfarrapado e miserável, engendrado por mentes insanas, para a destruir, com uma finalidade absolutamente insólita.



Quem ousará abanar essas estruturas? Todos os que as poderiam abanar têm algo a perder com a ousadia, daí que não mexam uma palha, para defender e salvar a Língua Portuguesa. E o que fazem aqueles que têm acesso às televisões? Calam-se. (*)


E é isto que tenho a dizer por hoje.

 

As minhas saudações (cada vez mais) desacordistas,

 

(*) Bem, alguns lá vão, esporadicamente e de passagem, dizendo umas e outras contra o AO90. Mas muito esporadicamente e de passagem. Nada que abane as estruturas. Lamentavelmente.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

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