Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2021

«Em Portugal é proibido usar a inteligência. É proibido pensar», daí que o AO90 se tenha imposto nos lugares onde os servilistas habitam…

 

Um périplo pela absurdez de um “acordo ortográfico” que ninguém quis, ninguém pediu, e apenas os servilistas portugueses aplicam, em obediência cega aos ditadores que nos (des)governam.


Comecemos pelo que nos diz a livre-pensadora portuguesa Idalete Giga:

 

«Vivemos numa ditadura travestida de democracia(!). Um dos efeitos mais trágicos: o fosso entre ricos e pobres que é cada vez maior(!). São os pobres que, efectivamente, geram grande parte da riqueza e não usufruem dela.

 

Podemos perguntar: mas como dar volta a isto? Como iniciar uma política de redistribuição justa da riqueza.? Alguém sabe, perante o caos em que se encontra o mundo empestado de corrupção a todos os níveis? Enquanto o povo (aquele que trabalha) aceitar e fechar os olhos à corrupção, tudo continuará na mesma ou pior(!).

 

Sempre acreditei que tudo vai melhorar com as crianças que ainda não nasceram de pais não corruptos.... e numa Escola livre que dê iguais oportunidades a todas essas crianças … desde a pré-escola até à Universidade. inclusive.

 

Mas... o nosso sistema educativo, em Portugal é, desde há muito, especializado em desperdiçar talentos. Formatam-se as crianças para que não aprendam a pensar. A escola mata a espontaneidade, a imaginação, a criatividade da criança. Tudo converge para o facilitismo (o aborto ortográfico/90 é bem a prova disso), para a mediocridade, para o vazio mental. A Filosofia, que é tão importante para ensinar a pensar, foi praticamente banida das Universidades.  Há uma verdadeira praga de . E porque continua Portugal a ser tão mal gerido? É proibido usar a inteligência. É proibido pensar.»

 

Novas gerações em perigo.jpg

Por Paulo Vieira da Silva

 

«O MUNDO NA PALMA DA MÃO À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE | pode vir a limitar as novas gerações à realização de tarefas básicas. Num mundo em que a evolução tecnológica acontece a uma velocidade supersónica a leitura continua a ser a melhor forma para a construção do cérebro. E nem sequer falo da manipulação de que são alvo a todos os níveis, desde que nascem, pela "ditadura" do algoritmo. Esta seria uma conversa para muitas horas ou dias

Fonte:

https://www.facebook.com/paulovieiradasilva.oficial/photos/a.929142400443171/4883029965054375

 

***

 

O que se anda a tramar por aí, e que os media portugueses não dizem

 

João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, do governo socialista de António Costa prometeu que

«Portugal vai conscientizar professores sobre diversidade da língua e tolerância ao “brasileiro”» (título de um artigo de Gian Amato, publicado no Jornal online «O Globo»).

 

Ainda de acordo com João Costa, na prática, o primeiro passo tem sido dar formação sobre a diversidade e tolerância linguística [apenas em relação a alunos brasileiros e não em relação às outras nacionalidades, e são muitas] e este tem sido um foco de actuação do Ministério da Educação, que já tem investido muito na formação dos professores, mas talvez tenham de investir mais neste tipo de acção.  

 

No final do artigo, Gian Amato, acaba por dizer o seguinte: «Mesmo com a dissolução do Parlamento em dezembro, o governo manterá funcões. As novas eleições estão programadas para 30 de janeiro. Se o Partido Socialista (PS) permanecer no poder, a tendência é que o Ministério da Educação acelere as ações. A sigla do premier António Costa lidera as pesquisas.»

Fonte:  https://outline.com/ahZYAM

 

ATENÇÃO desacordistas!!!!! Pensem muito bem, antes de VOTAR no “premier” António Costa!!!!!

 

Uma pessoa, que quis o anonimato, que isto de vivermos numa ditadura disfarçada de democracia, pode levar a represálias ou penalizações, a propósito do que publiquei num texto, neste link

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/li-n-o-globo-que-portugal-vai-347623?tc=88807745420

em que abordo esta matéria, que não vi tratada em nenhum órgão de comunicação social, deixou o seguinte comentário:

 

«Deve ser por isso que, nas escolas portuguesas, os professores estão a obrigar os alunos a utilizar o Google “Classroom” onde aparecem palavras como "compartilhar". Vergonha! Porquê este desprezo pelo modo como se escreve e fala em Portugal?»

 

Porquê este desprezo pelo modo como se escreve e fala em Portugal?

 

Eu respondi-lhe:

 

Primeiro: por uma gigantesca IGNORÂNCIA da Cultura, da História e da Língua Portuguesas, que os governantes portugueses, que devem milhares de Euros à racionalidade e ao sentido de Estado, mantêm, com a inexistência de políticas adequadas à evolução cultural, social e linguística de Portugal. Para os actuais governantes só lhes interessa os lugares a ocupar no Parlamento, as políticas económico-financeiras e servir os grupos de pressão económica, para assegurarem um “lugar ao sol” quando a Politiquice (repare que não me referi à ARTE POLÍTICA, da qual são totalmente desprovidos), já não lhes tiver mais serventia.

 

Segundo: por uma também gigantesca ESTUPIDEZ generalizada, que os governantes portugueses, que devem milhares de Euros à racionalidade e ao sentido de Estado, mantêm em banho-maria, para melhor subjugar o povinho tanso e manso, como lhes convém.

 

Terceiro: por um ainda mais agigantado COMPLEXO DE INFERIORIDADE. Como, devido às incapacidades intelectuais, que não foram adequadamente desenvolvidas, com um ENSINO inteligente, voltado para o SABER PENSAR, sentem-se pequenos diante de um gigante, que só tem tamanho. E um gigante que só tem tamanho pode ser facilmente neutralizado se se tiver a capacidade de usar a inteligência.

 

Quarto: porque já não se fazem HOMENS e MULHERES com sangue na guelra, começando pelo presidente da República Portuguesa, que dá entrevistas em BRASILEIRO, na própria sede da Presidência, e acabando nos governantes e parlamentares que, sendo desprovidos de sentido crítico, não se apercebem de que estão a ser comidos por lorpas.



Daí que não surpreenda que a nossa bela e rica Língua Portuguesa esteja a escorrer pelo cano de esgoto.

 

É pouco provável, até porque os protagonistas serão os mesmos (e já estamos fartos deles), mas esperemos que a luz da inteligência possa brilhar lá para os lados de São Bento e Belém, e mudar as mentes que o novo-velho Governo trará, porque mais do mesmo, acabará por afundar Portugal, mais do que ele já está afundado.

 

***

 «É HORA de ACORDAR!»

 

Por Idalete Giga

 

«O estúpido AO/90 foi a maior traição à Língua e Cultura Portuguesas. Foi e continua a ser um verdadeiro atentado terrorista contra a nossa alma colectiva como povo. Na nossa alma colectiva habita toda a riqueza mental e espiritual que foi crescendo ao longo da nossa História. Por que razão um punhado de aventureiros ignorantes e oportunistas quiseram matar a nossa alma colectiva?

 

Que cada um pense com a sua cabeça. Quando se quer destruir um povo para melhor o controlar e escravizar, os traidores começam por destruir a sua maior riqueza: a LÍNGUA MATERNA. Os que decidiram, por decreto, tentar matar a alma colectiva do povo português terão de pagar bem caro os erros tremendos que cometeram. Em Portugal há muitas ilegalidades que vão contra a nossa Constituição. O AO/90 impingido à administração pública e seguido por uma comunicação social acéfala, empresas com administrações interesseiras e cobardes, editoras oportunistas, uma imprensa católica seguidista, etc., etc., foi um crime de lesa pátria(!).

 

Felizmente que há muitas editoras e cada vez mais portugueses a escrever correctamente. Também o Jornal PÚBLICO não adoptou o miserável desAcordo. Parece que os acentos faziam comichão aos aventureiros idiotas que já referi e são muitos. O que foi modificado não tem pés nem cabeça e veio empobrecer a Língua Portuguesa. As Línguas sempre evoluíram, mas não desta forma absurda como o AO90 para agradar a um punhado de pulhíticos brasileiros e portugueses.

 

Infelizmente , há muita gente que tem os olhos fechados e, talvez por medo não sei de quê, não os quer abrir. Uma mente aberta é a característica mais reveladora de uma inteligência superior. Parece que os portugueses estão a atravessar um período negro em relação à sua antiga Sabedoria. Que ela desperte rapidamente para podermos limpar os miasmas que têm atrasado séculos o nosso País. Temos tudo o que é bom para sermos um dos Países mais avançados e desenvolvidos do mundo. Então porque razão vivemos neste marasmo, nesta cegueira de obedecer constantemente a governos tiranos? É HORA de ACORDAR!»

 

***

 

Orwell.jpg

 

Ser ou não ser politicamente correcta, na questão da Língua Portuguesa, eis a questão…

 

George Orwell é um dos meus autores preferidos.


Estudei a obra dele, na sua Língua original. Captei-lhe o pensamento, mas também a alma, nas palavras que tão bem sabia usar.

Ele dizia que «if people cannot write well, they cannot think well, and if they cannot think well, others will do their thinking for them» - «se as pessoas não conseguem escrever bem, não conseguem pensar bem, e se não conseguem pensar bem, outros pensarão por elas». Obviamente.

Ele era daqueles Homens para quem as verdades eram para ser ditas, mas dizê-las exigia um preço, que ele, como todos os que ousam dizê-las e são livres, pagam conscientemente.

Escrevi uns textos, contendo umas verdades que, para os portugueses que não ousam, é politicamente incorrecto dizê-las alto. Verdades inconvenientes que é preciso calar, para que outros pensem por eles.

Publiquei-os nuns Grupos do Facebook, que se dizem anti-AO90, mas foram censurados. Para ser livre é preciso ousar. Mas em Portugal, quem ousa ousar, nesta questão da Língua?

Eu não tenho de ser politicamente correcta. Um livre-pensador não tem de ser politicamente correcto.

George Orwell não era. Eu também não sou, não que queira comparar-me a ele, ou imitá-lo. Quem sou eu!!!! Mas simplesmente porque gente como nós, que conseguimos escrever bem, também pensamos bem, e não permitimos que ninguém pense por nós.

Sim, sinto-me odiada por essa sociedade que se distancia da verdade. Mas que importância tem ser odiada por uma sociedade sem importância nenhuma?

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=5062879083726143&set=a.147893271891440

 

Este texto gerou um breve diálogo:

 

Idalete.png

Isabel A. Ferreira.PNG

***

 

É assim que se extingue um Povo

 

 

Por Carlos Martins

 

«Com este tipo de politiquice o povo português caminha a passos largos para a extinção. Sempre se apoiou mais a aceitação da globalização e com ela a mão de obra externa vinda de povos cada vez em maior expansão. O nosso povo envelhecido e a necessitar de incentivos à natalidade, assiste adormecido ao fecho de escolas primárias, de maternidades, e já agora, porque não diluir a língua-mãe? Se este país pode abraçar toda e qualquer influência externa e esbater-se sem pudor, a nossa "língua-mater" também poderá tornar-se numa língua secundária, fruto da hegemonia de outros povos mais fortes vindos de África, América do Sul e Ásia. É assim que se extingue um povo

 

***

Sim, é assim que se extingue um povo. Verdade. É também verdade que quem nos (des)governa está a fazer tudo,  TUDO, TUDO, TUDO, para extinguir o Povo Português.

E nesta nossa República das Bananas, o Povo Português, embalado pela canção do bandido, dorme, à sombra das bananeiras, tão profundamente, que nem se dá conta de que também está a ser comido por lorpa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:19

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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2021

Li n’ “O Globo” que «Portugal vai conscientizar professores sobre diversidade da língua e tolerância ao “brasileiro”». Esperamos que o Brasil faça o mesmo e aceite a diversidade e comece a tolerar o “Português”

 

O link para esta notícia foi-me enviado via e-mail. Como não me foi permitido ler o texto, porque não sou assinante deste jornal, não sei a quem o autor se refere quando diz “Portugal vai”… Mas seja quem for, ou seja o que for que o autor pretendesse com este título, ele, só por si, já dá para fazer uma pequena reflexão.

 

O GLOBO.PNG

 

Eu, quando era professora de Português, tive uns alunos brasileiros, que vieram fixar-se em Portugal. Eu sabia o que era estudar num país, que embora tivesse a Língua Portuguesa como língua oficial, falava-se e escrevia-se à brasileira, e eu falava e escrevia à portuguesa, porque apesar de ter aprendido a ler e escrever no Brasil, vim para Portugal, por um breve tempo, e tive de aprender a falar e a escrever à portuguesa, e quando regressei ao Brasil, levava comigo a minha Língua Materna.

 

No Brasil, fala-se e escreve-se à brasileira. E isto é um facto. Logo, no Brasil, não foram tolerantes comigo, NEM TINHAM DE SER (atenção!!!) e eu tive de reaprender a falar e a escrever à brasileira. OBVIAMENTE que sim. Afinal, o Brasil é o Brasil e as suas circunstâncias linguísticas, culturais, sociais e até morais. E quem vai para um país estrangeiro, seja ele qual for, e não quer adaptar-se às regras desse país, melhor é regressar ao país de origem.


Um exemplo: quando uma mulher ocidental vai viver para um país árabe, onde as mulheres têm de usar o véu, o que faz? Usa o véu e aprende a falar árabe, se quiser permanecer no país. Dentro da sua residência, o mundo é outro, é o seu mundo, e faz o que bem entender, tira o véu e fala a sua Língua Materna.

 

Bem, mas já desandei na conversa. Quando era professora de Português, tive uns alunos brasileiros, e como eu já sabia o que era ser estrangeiro, num país onde teoricamente se fala a mesma língua, obviamente fui tolerante com as crianças, permitindo que elas falassem à brasileira, enquanto não se habituassem ao modo de falar português, porque todas as crianças inevitavelmente aprendem a falar uma nova língua com toda a certeza e facilidade. Porém, quanto à escrita, naturalmente tive de ser rigorosa, e ensiná-los a escrever correCtamente à portuguesa, ou não estaria a ser justa para com o resto da turma. E como eles chegaram à escola, já com o combóio em andamento, no fim das aulas, aproveitava o intervalo para os orientar e integrá-los no modo de ser e estar português (algo que, no Brasil, tive de aprender sozinha, e aprendi facilmente, e não estou a fazer queixinhas). No entanto, numa Escola Inglesa que frequentei, fui ajudada por uma Lady (que engraçou comigo, por me achar parecida com a Mosa Lisa), a integrar-me no British Way of Life. E adorei. Hoje, tomo o “five o’clock tea”, com todos os requintes que lhe deu Dona Catarina de Bragança, quando se casou com Carlos II de Inglaterra, corte, onde aquela Rainha iniciou a tradição do chá e o uso da porcelana.  


E isto acontece em todos os países do mundo. Se vamos para um país estrangeiro, só dentro da nossa casa somos o que somos. Em sociedade teremos de nos adaptar às circunstâncias de cada país, e se não quisermos adaptar-nos, então é melhor regressar ao país de origem.

 

Posto isto, Portugal não tem de «consciencializar (à portuguesa) os professores sobre a diversidade da língua e tolerância ao “brasileiro”». (Afinal, sempre há um “brasileiro”).

 

Os alunos brasileiros não podem vir para Portugal estudar à brasileira. Os professores podem e devem tolerar o modo de falar, desde que o modo de falar esteja conforme as regras da gramática portuguesa (não podemos permitir, por exemplo que digam TU VAI, ou EU LHE GOSTO) uma vez que mais tarde ou mais cedo eles assimilarão inevitavelmente o modo de falar à portuguesa.


Foi o que aconteceu com os meus alunos brasileiros, que, no final do ano lectivo, já falavam perfeitamente Português. E uns anos mais tarde, reencontrei-os e eles em nada se diferenciavam dos Portugueses.

 

É de toda a conveniência, aproveitar uma aula para falar da DIVERSIDADE das línguas. Uma diversidade que se quer DIVERSA, e não UNIFICADA, como o falso AO90 pretendeu. 

 

Agora, exigir privilégios, num país estrangeiro é pedir demais, até porque não se pode ser injusto com as TURMAS, que, no caso particular de Portugal, integram TAMBÉM ucranianos, chineses, indianos, africanos, entre muitas outras nacionalidades. E se eles também pedissem “tolerância” para a Língua Materna de cada um deles? Que Babel seria a escola!!!


Ao Brasil o que é do Brasil, a Portugal o que é de Portugal. Só deste modo a tão “falada” diversidade poderá ser verdadeira. E a tolerância, deixemo-la para a integração na sociedade, mas não na linguagem, ou corremos o risco de o ENSINO (que já anda de rastos) tornar-se numa grande pantomima. A não ser que seja essa a intenção de quem nos (des)governa. E se assim é, há que providenciar uma revolução, para depor os traidores.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte para o texto que deu origem a esta reflexão:

https://blogs.oglobo.globo.com/portugal-giro/post/portugal-vai-conscientizar-professores-sobre-diversidade-da-lingua-e-tolerancia-ao-brasileiro.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2021

O que é necessário fazer para acabar de vez com o AO90?

 

A propósito do texto

Sabiam que em Portugal os tribunais aplicam medidas previamente coadas?

eu e a Diana Coelho trocámos algumas palavras, e esta começou por salientar que não são só os jornalistas que não são unidos. É o povo inteiro. O povo português raramente se une para alguma coisa

Pacheco Pereira.png

 

Bem, na verdade, a Diana Coelho tem toda a razão, não são apenas os jornalistas que não são unidos. Lamentavelmente, não são. Temos um povo que só se une e sai às ruas e faz barulho se lhe mexem nos bolsos ou nas contas bancárias. Contudo, a Língua Portuguesa não se encaixa nem nos bolsos, nem nas contas bancárias. Mas na consciência de um Povo.



No Facebook existem uns seis Grupos Anti-AO90 que se limitam a ser contra, mas não agem, quando se lhes pede acção.



Nem os professores se uniram. Nem sequer os linguistas se uniram.



É nesta inércia que os governantes apostam, para se manterem fiéis ao pretenso “dono” da Língua Portuguesa (o SS) a quem prestam uma vergonhosa vassalagem. Algo que sairá muito caro a Portugal e aos Portugueses.

 

 E a Diana Coelho disse o seguinte:

«Foi exactamente essa conclusão a que cheguei depois de ter lançado uma questão no grupo Professores Contra o Acordo Ortográfico. A questão que lancei, "Ensino à Distância" ou "Ensino a distância", era importante (julgo eu) e gerou discussão com centenas de comentários, o que me agradou. A minha intenção era saber a opinião dos professores acerca do assunto, mas mesmo assim houve uma ou outra pessoa rude comigo. Depois de ler as centenas de comentários percebi que muita gente está contra o Acordo Ortográfico nas redes sociais, mas na prática transformam-se em acordistas. Porquê? Eu estou a tirar uma formação em Museografia em Coimbra e, logo no início, um dos meus formadores quis organizar um trabalho de grupo com a turma toda cujo texto seria para publicação e escrito com Novo Acordo Ortográfico. Respondi "Então não contem comigo. Não aceito esse desacordo e não participo num texto mal escrito". E não participei.»

 

É exactamente isto que é necessário fazer para acabar com o AO90.

 

Precisamos de gente com CORAGEM e PERSONALIDADE para dar murros em todas as mesas, para dizer rotundos NÃOS, para virar as costas ao virulento acordo ortográfico e à ignorância que dele emana.

 

Se quisermos acabar com esta afronta à nossa Cultura Linguística é preciso que TODOS os que se dizem anti-AO90 (e pelo que se vê no Facebook, são aos milhares, mas serão, de facto?) façam o seguinte:

 

- NÃO escrevam segundo a cartilha do AO90, até porque demonstram ignorância;

 

- NÃO comprem livros, jornais ou revistas “acordizados” (é preciso que as editoras “acordistas” vão à falência, simplesmente porque merecem);

 

- NÃO alinhem quando vos pedem para fazer trabalhos escritos em “acordês”, até porque não há lei alguma que vos obrigue;

 

- Quem tem filhos nas escolas básica e secundária devem advertir os professores de que na escola eles escrevem “incorretamente” (e frisem bem “incurrêtâmente” porque é assim que se lê a palavrinha em acordês) a Língua Materna deles, por decisão ilegal do governo português, mas em casa, ensinem-nos a escrever correCtamente, como se a grafia do AO90 pertencesse a uma língua estrangeira. É preciso incutir espírito crítico às crianças, desde tenra idade, para que não sejam adultos servilistas. 

 

Mas apenas quem tem CORAGEM e PERSONALIDADE consegue esta proeza.


Quanto ao que a Diana Coelho diz sobre o “ensino a distância” isto é nitidamente “à moda brasileira”, porque eles lá abrem as vogais, e para eles A é À vai dar ao mesmo. Obviamente que o ensino é “à distância”.



Quase a totalidade das pessoas, que estão nesses grupos anti-AO90, alinha com o AO90; ensina segundo a cartilha do AO90, nas escolas; escreve teses de mestrado segundo o AO90; e está-se nas tintas para a Língua Portuguesa, e pior do que isso, escudam-se no “somos obrigadas”, para escreverem incorrectamente a Língua delas, porque é mais fácil acomodarem-se do que lutarem, ou simplesmente PENSAREM.

 

Daí que o segredo para acabar com o AO90 seja a existência de muitas, muitas, muitas mais Dianas Coelhos, em Portugal.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:49

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Terça-feira, 26 de Outubro de 2021

Notícia: «Federação Nacional da Educação faz apelo aos partidos para defenderem medidas de valorização dos professores»

 

Já agora, ponham na agenda também a VALORIZAÇÃO da NOSSA Língua Portuguesa, que, graças aos docentes, anda a ser caoticamente ensinada nas escolas, ao ponto de os alunos e os próprios professores já não saberem escrever e ler correCtamente. Uma autêntica tragédia!

 

Mas isto não conta. Não cumprem a principal MISSÃO, mas querem regalias. E a MISSÃO é proporcionar um ensino de qualidade aos alunos, começando pela Língua Materna, o pilar de todo o Saber. E se o obstáculo para essa qualidade for as directivas enviesadas dos políticos, saibam que não têm obrigação de as seguir, porque não há lei alguma, em Portugal, que obrigue os professores a aplicar o AO90 e  a ensinar incurrêtâmente a Língua Portuguesa.

 

Num comentário publicado num grupo anti-AO90 no Facebook, uma professora universitária escreveu o seguinte: «Sempre escrevi, escrevo academicamente, segundo o antigo AO e ainda ninguém me proibiu de o fazer na universidade». Não vou revelar o nome da senhora, embora o comentário tenha sido assinado por ela, porque não vá o diabo tecê-las, e a tal universidade obrigá-la a escrever incurrêtamente, daqui em diante, embora saiba, de antemão, que ela jamais o faria. E porquê? Porque não existe Lei alguma que a obrigue. Isto de dizerem que nas escolas e universidades é obrigatório aplicar o AO90 ou então levam com processos disciplinares, é um MITO, muito conveniente aos comodistas, aos acomodados e aos que NÃO amam a Língua Portuguesa.


A classe docente já foi classe mais DECENTE, mas, hoje em dia, são poucos os docentes que ousam fazer o que é certo, ou seja, recusar o AO90.

 

Sem a VALORIZAÇÃO da Língua Portuguesa não há QUALIDADE no ENSINO. Estamos abaixo dos países de Leste quanto a esta questão.

 

A notícia pode ser lida aqui:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/federacao-nacional-da-educacao-faz-apelo-aos-partidos-para-defenderem-medidas-de-valorizacao-dos-professores

 

Helena Buesco.png

Mário Forjaz Secca.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2021

Quando ouço dizer que o AO90 foi “criado” por Portugueses, e que a Língua Portuguesa é uma “variante”, das duas uma: ou foram beber a fontes de águas muito turvas ou estão de má-fé

 

Comecemos pela criação do AO90, contando a verdadeira história, documentada, do negócio do AO90, uma ideia assente na Base IV do Formulário Ortográfico de 1943, ainda em vigor no Brasil.

 

Formulário Ortográfico de 1943.png

 

Sabendo, como sabemos, que a maior tragédia para Portugal, com a aplicação do AO90, foi OBRIGAR os Portugueses a grafar objetivo, teto, arquiteto, setor, fatura, adoção, direto, objecto, correto, etc., etc., etc., (pronunciando-se tudo isto com as consoantes antecedentes às não-pronunciadas, fechadas, se queremos pronunciar correCtamente) e uma infinidade mais de vocábulos, aos quais mutilaram as consoantes não-pronunciadas, mas com uma função diacrítica, vemos que em 1943, os Brasileiros começaram a escrever precisamente desse modo, como refere a Base IV, e apesar de terem assinado o Acordo Ortográfico de 1945, onde se pretendia unificar a Língua, mantendo-se as consoantes não-pronunciadas, deram o dito pelo não-dito e optaram por grafar os vocábulos mutilando-lhes os cês e os pês, à excepção de uns poucos, como aspeCto, excePção, recePção, infeCção, e as suas derivantes, que os Brasileiros pronunciavam e continuam a pronunciar. Porquê estes e não outros? É um mistério.


Para não se dizer que os Brasileiros não mexiam em nada, no que à grafia dizia respeito, pois se o AO90 mandava mutilar as palavras não-pronunciadas (como haveriam as crianças [e os
crianços, para contentar os que bradam pela linguagem inclusiva] de saber que direCtor tinha um , se não o pronunciavam, não é verdade?) e os Brasileiros já as mutilavam desde 1943, então decidiu-se mexer obtusamente nos hífenes e na acentuação, que têm a função de facilitar a leitura e compreensão das palavras, complicando essa mesma função e criando horrendos abortos ortográficos.  E os hífenes e a acentuação seriam a única mexedela na grafia para os Brasileiros, se aplicassem AO90, sendo a grande tragédia, para eles, a supressão do trema. E com toda a razão.

 

Uma investigação minuciosa e criteriosa, publicada pelo Jornal O DIABO em 05/12/2015, mostra, preto no branco, a negociata, que envolve o AO90, a qual está a conduzir à decadência da Língua Portuguesa, apenas porque uns “intelectais” (o termo é este mesmo) mercenários decidiram querer que sete países (Portugal, ) que mantinham e ainda mantêm, à excepção de Cabo Verde, uma ortografia normalizada, clara e escorreita, começassem a grafar à brasileira uma infinidade de palavras.

 

E para os que ficam com urticária quando se diz grafar à brasileira, é mesmo grafar à brasileira, porque, como se vê na imagem, a partir de 1943, os Brasileiros começaram a grafar objetivo, teto, arquiteto, setor, fatura, adoção, direto, objeto, correto (etc., etc., etc.), e, como aprendi a ler e a escrever no Brasil, era deste modo que eu escrevia estas e todas as outras palavras com consoantes não-pronunciadas. À portuguesa grafa-se objeCtivo, teCto, arquiteCto, seCtor, faCtura, adoPção, direCto, objeCto, correCto (etc., etc., etc.) abrindo-se as vogais, porque estas consoantes têm uma função diacrítica.

 

E, se bem que nada tenhamos contra a grafia brasileira (e que isto fique aqui bem claro) que pertence unicamente ao Brasil e aos Brasileiros, e faz parte da norma linguística da Variante Brasileira da Língua Portuguesa, a qual os políticos (não, os linguistas) brasileiros escolheram para o Brasil, não podemos aceitá-la como nossa, porque além de não ser nossa, retira Portugal do seu contexto Europeu, uma vez que a Língua de um Povo é a sua identidade, e nós não somos Brasileiros, e quem não quer perceber isto, só pode estar imbuído de muita má-fé.

 

Nesse artigo de fundo, O DIABO começa por dizer o seguinte:

 

«O projecto, nascido da cabeça do intelectual esquerdista brasileiro Antônio Houaiss, foi desde o início um empreendimento com fins lucrativos, apoiado por uma poderosa máquina política e comercial com ramificações em Portugal.

 

A ideia, é certo, nasceu na cabeça de um académico esquerdista, o brasileiro Antônio Houaiss, que contou em Portugal com o providencial auxílio do linguista Malaca Casteleiro. Viajemos, então, no tempo e procuremos a génese de todo o processo, que nas últimas três décadas tem enchido os bolsos a um grupo restrito de autores e editores.

 

O português mais distraído talvez pense que um colégio de sábios bons e eminentes terá decidido um dia, após longos anos de estudo e investigação, proceder à reforma do sistema ortográfico da Língua Portuguesae que os governos dos países lusófonos, tendo-se debruçado sobre o assunto com o auxílio ponderado de gramáticos e lexicógrafos, terão conscienciosamente aprovado essa tão bem preparada reforma. Mas o português distraído estaria redondamente enganado.

(…)

Segundo o testemunho do escritor português Ernesto Rodrigues, professor da Faculdade de Letras de Lisboa, publicado no seu ‘blog’ na Internet, “Antônio Houaiss e Malaca Casteleiro dinamizavam, desde 1986, um projecto de acordo ortográfico”. Este fora sugerido, em primeiro lugar, no ano anterior, por Houaiss, que até aí fizera carreira como autor de versões brasileiras de dicionários enciclopédicos e dirigira, havia pouco, um “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (1981).

(…)

Em 1985, Antônio Houaiss era apenas um intelectual de esquerda com uma ambição: compor um dicionário da Língua Portuguesa que ombreasse com o famoso “Dicionário Aurélio”, da autoria de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, que desde a sua primeira edição, em 1975, já vendera até então mais de um milhão de exemplares. Mas Houaiss confrontava-se com uma “pequena” dificuldade técnica: para ultrapassar as marcas de Aurélio, o seu dicionário teria de galgar as fronteiras do Brasil e impor-se em todo o mundo lusófono como obra de referência. E para tanto era preciso “unificar a Língua”…

 

Esta é a verdadeira história da criação do AO90.

 

O artigo completo, onde se conta toda a negociata e fraude do AO90, investigadas pel’ O DIABO pode ser consultado neste link:

http://jornaldiabo.com/cultura/acordo-ortografico-negocio/

 

***

Vamos agora à dita “variante europeia” do Português:

 

Ouço muito por aí falar no Português de Portugal (que é, de facto e de direito, de Portugal, pois foi Portugal que lhe deu o nome e a forma) como variante europeia do Português. Só que, uma linguagem, que ascendeu a Língua, jamais poderá ser variante, se é a genetriz das variantes que por aí vão surgindo! Isto é como dizer que a Mãe da Isabel descende da Isabel, quando é a Isabel que descende da Mãe dela.

 

A Língua Portuguesa é O Idioma. O que se fala e escreve nos outros países, ditos lusófonos, é que são as VARIANTES da Língua Portuguesa. A Língua Portuguesa, se tem de ser chamada de “variante” que seja Variante Portuguesa do Latim, que é a genetriz das Línguas Românicas, na qual o Português se inclui. Mas essa variante já ascendeu a Língua, como a Variante Brasileira ascenderá, muito brevemente. 

 

Porque a palavra VARIANTE (o mesmo que dialecto  - há quem não goste que se diga isto, mas procurem nos dicionários e vejam o significado de variante e de dialecto) linguisticamente falando, significa uma DERIVAÇÃO que uma determinada comunidade ou povo criou a partir de um determinado Idioma, na pronúncia, na grafia, no léxico, na sintaxe, na morfologia, na semântica, afastando-se da raiz desse Idioma. Que foi o caso do Brasil, ou de Cabo Verde, com o seu Crioulo Cabo-verdiano, hoje língua oficial de Cabo Verde, ou de alguns ex-territórios portugueses da Ásia. E não cito os restantes países de expressão portuguesa, porque esses não desvirtuaram a Língua, apenas a enriqueceram com um léxico local e nacional.


Como é que a Língua Portuguesa é uma VARIANTE, se ela é a GENETRIZ de todas as variantes que se criaram a partir dela?

   

Não há meio de entenderem isto? Isto ofenderá o Brasil? Isto terá alguma coisa a ver com xenofobia e racismo, de que às vezes me acusam? Os que assim agem, desconhecem, por completo, o significado de variante, de racismo, de xenofobia.

 

Desconhecem igualmente o que passa no Brasil, onde um aluno português, ou inglês ou de qualquer outra nacionalidade, tem de aprender a escrever e a falar à brasileira, para poder estudar e ter boas notas nas escolas. E eu penso que essa exigência deve ser feita, de outro modo, numa turma onde estivessem várias nacionalidades, falar e escrever seria uma balbúrdia. Em Roma sê romano. É o que todos fazem, quando assentam arraiais em terras estrangeiras.

 

Surpreende-me ouvir falar da variante europeia da Língua Portuguesa, quando a Língua Portuguesa é simplesmente A Língua Portuguesa, a Língua que foi gerada em PORTUGAL, a Língua que identifica Portugal, que é um país europeu, que deu novos mundos ao mundo, e andou por aí a espalhar a sua Língua, a sua Cultura. Porque é que isto incomoda certos senhores?



Surpreende-me também que se recusem a LER, a investigar, a raciocinar, apenas porque têm medo de que lhes chamem xenófobos,  outra palavra mal aplicada neste contexto.

 

O que aqui está em causa não é o Brasil, nem os Brasileiros, nem a Variante Brasileira da Língua Portuguesa, nem o pseudo anti-brasileirismo, porque o anti-brasileirismo não existe. O que existe é um sentimento de preservação da NOSSA Cultura, que é riquíssima, tão rica como a dos Brasileiros.  

 

O que não há necessidade é de se FUNDIR as duas Culturas, porque são duas entidades diferentes, e que assim continuem, para que a riqueza de ambas perdure ad aeternum.

 

O que aqui está em causa é uma negociata idealizada pelo brasileiro Antônio Houaiss, que chamou à liça o linguista português,  Malaca Casteleiro,  que,   muito finoriamente (que Deus o tenha em descanso) lá conseguiu convencer os desinformados e complexados e subservientes políticos portugueses, tanto do PS (não esquecer que tudo começou com Mário Soares, depois José Sócrates, António Costa, Augusto Santos Silva) como do PSD (Aníbal Cavaco Silva, Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa) tão desinformados e complexados como os políticos marxistas brasileiros, entre eles Lula da Silva.

 

Talvez por vingança, ferido no seu brio, pelo insucesso do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, editado pela Academia das Ciências de Lisboa, que lhe mereceu muitas críticas, ou por outro motivo qualquer, João Malaca Casteleiro passou de linguista a negociante da Língua, conseguindo passar a mensagem de que este era um bom “negócio”.

 

Mas não foi. No Brasil ninguém lê autores portugueses, a não ser, obviamente, uma elite intelectual muito restrita; a Língua Portuguesa já não é ensinada nas escolas, substituíram-na por “Comunicação e Expressão”, que é para o que serve agora; o Grupo LEYA, com o fito de ganhar milhões, implantou-se no Brasil, mas já de lá saiu. Em Portugal, ninguém lê autores brasileiros, e nem sequer estão à venda nas Feiras dos Livros.

 

Há um muito insalubre virar-de-costas entre Brasil e Portugal, que o AO90 só veio agravar.

 

O que está aqui em causa é a ditadura do Acordo Ortográfico de 1990, imposta aos Portugueses pelos políticos, sem os consultarem, não tendo sequer em conta a opinião dos linguistas portugueses (por onde andarão eles? Emigrariam?) Não queremos o AO90, não serve os interesses dos Portugueses. Aliás, não serve os interesses de nenhum país da CPLP. Apenas serve os interesses dos poucos que encheram os bolsos à custa desta obscura negociata.

 

O caos ortográfico continua, cada vez mais agravado. O pacto de silêncio, por parte dos actuais predadores-mor da Língua (SS, PM, PR) continua. E na campanha eleitoral, em curso, ninguém aborda este gravíssimo problema nacional. Temos aí um novo ano escolar, com manuais cheios de erros ortográficos. As crianças continuarão a escrever e a ler incorrectamente, os pais não dizem nada, e resta um punhado de desacordistas a tentar salvar a Língua Portuguesa, em cima de um pedaço de madeira, em alto mar revoltoso. E isto é uma tarefa hercúlea. Mas havemos de conseguir matar o monstro.

 

E é assim que Portugal está orgulhosa e parvamente só, na aplicação de um “acordo” essencialmente político, tão político que está nas mãos do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto S. S. pôr ou não pôr fim a esta vergonhosa subserviência. Um dia, ele disse (está publicado algures): «Se eu quisesse acabava com o AO90. Mas não quero». Pois não quer. É muito cioso das obrigações que tem para com os estrangeiros, em detrimento das obrigações que tem para com os Portugueses e para com Portugal.  Querem atitude mais ditatorial do que esta? Isto não dirá tudo deste (des)acordo?


Penso que seria da racionalidade que, os que andam por aí sempre a criticar quem LUTA contra o AO90, apresentando actos e factos, deixassem o que não interessa, e se fixassem no fundamental:  exigir e obrigar o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa e o ministro dos Negócios DOS Estanheiros, Augusto Santos Silva, que têm como aliados e cúmplices os professores, a libertarem a Língua Portuguesa, que está perversamente agrilhoada ao mostrengo AO90.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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Domingo, 5 de Setembro de 2021

Um cartaz muito “sui generis”: o vocábulo “eléCtricos”, assim bem escrito, é para não parecer mal ou para angariar mais votos?

 

Sim, porque os candidatos acordistas serão escrutinados a este respeito, nestas eleições.

 

Vá-se lá entender esta gente! É este caos ortográfico que baralha as crianças. Precisamos de esclarecer-lhes qual a verdadeira grafia portuguesa, que não é aquela que lhes estão a impingir nas escolas, obviamente. E eu questiono-me: os professores saberão escrever correCtamente?

 

É este mixordês que anda por aí disseminado que me irrita!!!!! E os maiores divulgadores dessa mixórdia ortográfica são os canais de televisão. Portugal não tem uma Língua que o identifique.

 

É um é e não é constante. Cada um escreve conforme lhe dá na real gana. Caso ÚNICO no mundo. Porque, em Portugal, já não temos uma Língua Oficial. Temos uma mixórdia de grafias, que diz bem da pequenez de um País que perdeu o rumo e a vergonha, com um Ministro da Educação que já deveria ter sido posto na rua há bastante tempo, e os fazedores de manuais escolares devem atirá-los à fogueira, se têm um pingo de respeito pela inteligência das crianças, que está a ser esmagada pela idiotice que lhes impingem.


Mas enfim, onde não há dignidade, não há vergonha.

 

Espero que os acordistas-mor do nosso País sejam bem penalizados, porque já BASTA de tanta falta de respeito pelos valores culturais e linguísticos dos Portugueses.

 

Isabel A. Ferreira

 

MIXÓRDIA.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:13

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Segunda-feira, 5 de Julho de 2021

É urgente uma revolução nas escolas portuguesas

 

A escola, hoje, é um lugar terrível, tanto para alunos, como para professores, como para os pais. Para mim, foi-o igualmente, quando por lá andei, nos anos lectivos de 1973/74 (na Frei João de Vila do Conde) e  1974/75 (na Eça de Queiroz Póvoa de Varzim)

 

Eu já fui professora do Ciclo Preparatório (que hoje já não se chama Ciclo Preparatório), não por vocação, mas porque na altura, ainda Bacharel, não podia seguir o meu sonho: fazer prospecção arqueológica, até porque, por incrível que pareça, não havia nada para fazer nesse campo, num país cheio de ruínas.

 

Então, fui parar ao Ensino. Dei aulas apenas dois anos. No primeiro ano, não suportei as campainhas, os horários, o sistema, o programa de Português, e principalmente o de História, desadequado e falacioso. No segundo ano, acabaram com a História, e os programas eram experimentais e completamente idiotas. Além disto, que já era muito, não admiti a indisciplina que o 25 de Abril deixou entrar nas Escolas, em nome do conceito errado de liberdade.

 

Einstein.png

 

O Presidente do Conselho Directivo da segunda escola em que dei aulas, confundia Liberdade com Indisciplina (e não foi só naquela escola), de modo que se implantou uma rebaldaria tal, que os alunos podiam fazer tudo e mais alguma coisa, dentro das salas de aula, e ai do professor que quisesse manter a disciplina: não podia repreender-se os alunos, não podia marcar-se faltas de castigo, não se podia mandá-los para fora da aula, se estivessem a ser inconvenientes, porque podíamos causar-lhes traumas irreversíveis; eles tinham de sentir-se livres, para poderem crescer em liberdade, enfim, confundindo-se alhos com bugalhos, plantou-se as sementes da bandalheira a que hoje se chegou.

 

Então acontecia que os alunos começaram a chegar à minha aula a mascar pastilhas elásticas; a pôr os pés em cima das mesas; a jogar à bola, simplesmente porque o professor X deixava (o professor X era o Presidente do Conselho Directivo). Tive de impor as minhas regras, e fui curta e grossa: «que fizessem o que quisessem nas aulas do professor X, mas nas minhas, nada de pastilhas elásticas, nada de pés em cima da mesa e nada de bolas. E quem não quisesse obedecer às minhas regras que saísse da sala, se faz favor». Aguardei. Ninguém saía. Guardavam as bolas. Punham as pastilhas elásticas no caixote do lixo, e sentavam-se.

 

A esse tempo (1975), e a uns dois meses do término do ano lectivo, eu andava grávida, já quase no fim da gestação, e numa das minhas turmas, havia um rapaz já espigadote e muito problemático, que não obedeceu à minha ordem de se sentar (uma vez que andava de carteira em carteira a perturbar os outros alunos). Em vez de ir sentar-se, aproximou-se de mim e disse: «Dou-te já um pontapé na barriga!». Mantive a calma, para não lhe dar um grande bofetão (como me apetecia) e disse-lhe para se retirar imediatamente da sala. Fez-me frente. Então agarrei-o por uma orelha e levei-o para fora da sala até ao meio do corredor, e deixei-o ali, e nada disse. O miúdo sai para a área exterior e apedreja a janela da sala de aula, quebrando o vidro, não ferindo ninguém, por um mero acaso.

 

O estardalhaço chegou aos ouvidos do professor X. O que foi, o que não foi, fui chamada ao gabinete. Porque não podia ser, porque mais isto e mais aquilo... Os meninos não podem ser expulsos da aula.

 

Então eu disse ao Senhor Presidente do Conselho Directivo da Escola: «O que não pode ser é eu ser ameaçada por um fedelho com treze ou catorze anos, e ficar-me por ali mesmo. E se ele me desse o pontapé na barriga? Não permito que ninguém, muito menos um aluno, me falte ao respeito; não permito indisciplina nas minhas aulas; e se estas minhas simples regras não tiverem lugar nesta escola, faça queixa de mim a quem quiser, ponha-me um processo disciplinar, ou ponha-me na rua, que eu saio imediatamente pela porta da frente, e não volto a entrar; e se tiver de ir lavar retretes para ganhar a vida, prefiro, a continuar num lugar onde não há disciplina nem autoridade – regras de ouro para o bom funcionamento de uma escola e para a boa educação dos alunos».

 

O Senhor Presidente do Conselho Directivo ficou estupefacto com o meu atrevimento. O mau ambiente instalou-se. Quem é que ela pensa que é? Ouvia-se. E eu era apenas a bacharel rebelde (nesse ano terminava a minha Licenciatura em História), que não abdicava da minha cidadania, e dos meus princípios e dos meus direitos. Aguardei o castigo. Porém, o castigo não veio.  

 

Continuei, pois, a manter as minhas regras de disciplina com os meus alunos, e não haveria lei nenhuma que me obrigasse a aturar catraios indisciplinados. Dentro da sala de aula a autoridade era eu. Não abdiquei nem um milímetro da regra do respeito mútuo e das benfazejas disciplina e autoridade, dentro da sala de aula. Desse modo consegui manter as minhas turmas no bom caminho, e a partir de então nunca mais tive qualquer problema, no decurso das minhas aulas. Ao mínimo deslize, o aluno sabia que ia porta fora, gostasse ou não gostasse o Senhor Presidente do Conselho Directivo. Houvesse ou não houvesse leis a dizer o contrário. Nas minhas aulas a autoridade era eu. Se não fosse para ser eu, não me contratassem e pagassem para ENSINAR.

 

Para mim, o conceito de Ensinar não é apenas “despejar” matéria para cima dos alunos, como se despeja um copo de água. Por detrás do ensinar, há muitas outras regras que um Professor tem obrigação de apresentar aos seus alunos, como o respeito mútuo ou a disciplina, e até a higiene pessoal.

 

No final daquele ano lectivo, fui mãe, e decidi abandonar o Ensino, onde não havia lugar para mim, pois estaria sempre à margem das novas “filosofias libertárias”, aplicadas ao ensino pós-25 de Abril, que não se coadunavam, e tanto quanto sei, ainda não se coadunam, com o conceito de Educação.

 

Dediquei-me ao Jornalismo de causas. Não consegui mudar nada, até porque um palito não faz uma canoa. Mas o mais importante é não nos tornarmos cúmplices do desgoverno.

 

Pelo que se vê, depois desta minha desastrosa passagem pelo Ensino, as coisas foram piorando, cada vez mais.

 

E hoje, o que é a Escola, hoje? Um lugar de medo, onde não existe disciplina, nem autoridade, nem respeito por coisa nenhuma. Alunos atacam alunos. Alunos atacam professores. Professores atacam alunos. Os pais dos alunos atacam os professores. E o que acontece a uns e a outros? Nada, ou quase nada.

 

Certa vez, um menino chamado Leandro, vítima de bullying, atirou-se ao rio, por medo. Um professor de Música lançou-se ao Tejo, porque não aguentava as agressões dos alunos. Pergunta: então onde fica a disciplina e a autoridade?

 

A partir de um certo momento, os professores deixaram de se preocupar. Despejam a matéria, cujos conteúdos e programas são de bradar aos céus, alguns deles com atraso considerável (ex. o ensino da Matemática) em relação aos restantes países europeus; escrevem e falam mal a Língua Materna, que passou de língua íntegra a dialecto, sendo o índice de iliteracia bastante elevado; e ainda aguentam a falta de educação e indisciplina dos alunos. Chegam ao fim do mês, recebem o salário, que é o que mais interessa, e o resto que se lixe!

 

É urgente uma revolução no Ensino.

É urgente uma revolução na Educação.

É urgente uma revolução na Cultura.

É urgente a demissão dos ministros que tutelam o Ensino, a Educação e a Cultura, os quais não servem os interesses escolares, mas tão-só interesses subalternos, que não se encaixam nas exigências de um ensino de qualidade.

 

É urgente mudar de paradigma. É urgente um ensino escolar baseado no respeito mútuo e nos valores humanos mais primários, e no ensinamento-base de todos os ensinamentos: «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti», uma sentença que já vem de um tempo sem tempo, adoptada na antiguidade por todos os filósofos, e que eu sempre fiz questão de passar aos meus alunos.  

 

Ou as escolas portuguesas entram nos carris de um ensino de excelência, a começar pelo da Língua Portuguesa, a matéria-prima de todas as matérias escolares, retomando a grafia de 1945, ou Portugal estará irremediavelmente perdido para o futuro, porque os que estão a ser actualmente (de)formados por um ensino, uma educação e uma cultura assentes em areias movediças, e com um elevado insucesso e abandono escolares, não estarão à altura dos desafios, cada vez mais exigentes e competitivos, do tempo que aí vem.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, e já estávamos atrasados 200 anos, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos, com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, nas legendas de filmes, no rodapé das notícias, em todos os canais televisivos,  imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas, de bradar aos céus, que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolasm para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e de todo o Ensino, desde o básico ao superior! Mas quando temos "peixe graúdo" como um presidente da República, um primeiro-ministro, ministros e deputados da nação a falar e a escrever tão mal, nas páginas oficiais e nas suas redes sociais, e que deveriam dar o exemplo da boa escrita e da boa oralidade, esperar o quê  dos "mexilhões"? Poderiam, ao menos, ter vergonha, mas não têm.  



Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém!

Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:11

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Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos,  com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolas para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e ensino.



Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém! Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:00

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Terça-feira, 1 de Junho de 2021

Celebrar o quê no Dia Mundial da Criança, em Portugal, quando se está a cometer contra elas um crime de lesa-infância, ao obrigá-las a escrever “incurrêtamente” a Língua Materna delas?

 

Infelizmente, em Portugal, os crimes de lesa-infância não se reduzem apenas a esta imposição absurda, de obrigarem as crianças a escrever “incurrêtamente” a Língua Materna delas. A fome, a pobreza extrema, as violações, a pedofilia, os assassinatos (demasiadas vezes perpetrados pelos progenitores), as desigualdades abismais, tudo isto são crimes inadmissíveis, numa sociedade do século XXI d. C..



No entanto, hoje, neste Blogue, ater-me-ei ao crime da Língua mal-ensinada, nas escolas portuguesas, com o aval de TODOS os governantes e do Presidente da República Portuguesa.

 

No outro meu Blogue, abordei os restantes crimes, perpetrados contra as crianças, que podem ser consultados neste link:

A HIPOCRISIA do mundo, neste Dia Mundial da Criança


 ***

«As vítimas e os alvos dos conspiradores do AO90 não somos nós: são as criancinhas que não sabem defender-se» é um texto de Miguel Esteves Cardoso, reproduzido mais abaixo, datado de 2015, infelizmente, ainda muito actual, porque nada foi feito no sentido de pôr fim ao linguicídio e ao crime de lesa-infância que está a ser cometido, impunemente, por governantes, professores e pais.

 

É com ele que que “celebro” este dia dedicado às crianças, porque celebrar o Dia da Criança, com festas e festinhas, prendas e prendinhas, não as ajudará a NÃO SEREM as analfabetas funcionais do futuro, mal que não desejo para a nenhuma criança portuguesa.

 

O Português varêia.jpg

Origem da imagem -  http://pt.winkal.com/share/m/X9VO

 

Daí que seja urgente que se comece a dizer às crianças portuguesas, que estão a escrever à brasileira, e tal ortografia nada tem a ver com Portugal e com as raízes europeias da Língua Materna delas.

 

A Língua das crianças portuguesas é a Língua Portuguesa, com todas as letras no seu devido lugar, como no Inglês, por exemplo, Língua que muitas crianças portuguesas estão a aprender nas escolas, como segunda Língua, e baralham-se tanto ao ponto de já terem questionado: «Por que em Inglês se escreve direCtor, aCtor, objeCt, aspeCt, inseCt, colleCtion, adoPt, affeCtion, colleCtive, dialeCt, direCt, correCt, inspeCtor (etc.) e em Português (aquele que lhes estão a impingir nas escolas portuguesas), se escreve diretor (dir’tor), ator (âtor), objeto (objêto), aspeto (aspêto), inseto (insêto), coleção (col’ção), adotar (adutar), afeto (afêto), coletivo (col’tivo), dialeto (dialêto), direto (dirêto), correto (corrêto), inspetor (insp’tor), (etc.)?

 

(O que está entre parêntesis é o modo de ler das crianças que aprendem Inglês, porque elas não são estúpidas, como os governantes pretendem que elas sejam).

 

A esta pergunta simples e lógica há que responder-lhes, como eu já respondi à minha neta: «Em Inglês escreve-se desse modo, porque os governantes ingleses sabem Inglês, respeitam e defendem a Língua Inglesa, e não se subjugam ao linguajar da maior (territorial e populacionalmente) das suas ex-colónias - os Estados unidos da América; e em Português escreve-se e lê-se desse modo, porque os governantes portugueses não sabem Português, não respeitam, nem defendem a Língua Portuguesa e subjugam-se ao linguajar da maior (territorial e populacionalmente) das suas ex-colónias - o Brasil».

 

As crianças portuguesas, ao contrário do que os governantes portugueses acham (porque se conseguissem pensar achariam outra coisa) não são estúpidas e compreendem perfeitamente o que está a passar-se, basta explicar-lhes, tintim por tintim, a questão das três linguagens aqui envolvidas: a Língua Inglesa, a Língua Portuguesa e a ortografia brasileira.

 

Foi o que já fiz em relação à minha neta. E ela, obviamente, porque não é estúpida, entendeu perfeitamente, e perguntou: «Então estamos a aprender a escrever errado?».

 

Eu - «Erradíssimo».

 

Ela - «E agora?»

 

Eu - «E agora? E agora, mais dia, menos dia, irás aprender a escrever usando a tua Língua Materna, correCtamente (e vinquei bem o C), porque num futuro próximo, quando fores mais crescida, não pretenderás escrever incorreCtamente a tua própria Língua, que é uma Língua europeia e culta, trocando-a por uma ortografia sul-americana, que nada tem a ver com a Europa; e também a escrever correCtamente a Língua dos Ingleses, que não é a tua Língua, e também é uma Língua europeia e culta».

 

Fez-se um certo silêncio.

 

Contei-lhe, então, a minha história: a de ter aprendido a ler e a escrever no Brasil, à moda do Brasil, ou seja, usando a ortografia que agora estão a obrigá-la a aprender na escola, embora ela não esteja no Brasil; mas eu, era lá que me encontrava, desde os dois anos, e não tive outra opção. Com oito anos regressei a Portugal, e tive de reaprender a ler e a escrever a minha Língua Materna; e mais duas vezes fui e vim, vim e fui, e mais duas vezes tive de escrever e reescrever a Língua à moda do Brasil, e à moda de Portugal, durante a infância, a adolescência e parte da juventude.

 

Mas quando se é criança aprende-se e desaprende-se tudo muito facilmente. Só quem não está atento ao desenvolvimento das crianças, só quem não sabe nada sobre crianças, é que não sabe disto, o que parece ser o caso dos governantes portugueses e dos acordistas.

 

Portanto, os pais ou avós que se interessem realmente pelas suas crianças, devem dizer-lhes que estão a aprender a escrever incorreCtamente a Língua Materna delas, mas deverão aprender a escrevê-la correCtamente, fora da escola (na escola, por incrível que pareça, penalizam as crianças que escrevem correCtamente a sua Língua Materna) porque não seria justo saberem escrever a Língua Inglesa, com todas as letras que não se pronunciam (e são bastantes) e serem capazes disso; e não escreverem a Língua Portuguesa, com todas as letras que não se pronunciam, apenas porque um punhado de ignorantes as consideram mais estúpidas do que as crianças inglesas.

 

E isto não se faz.

 

As nossas crianças não merecem tamanha desconsideração.

 

Miguel Esteves Cardoso abordou esta problemática de um modo excePcional, e só posso fazer minhas as suas palavras.

 

Isabel A. Ferreira

 

 **** 

 

Texto de Miguel Esteves Cardoso  

 

O segundo acto

 

«Daqui a 50 anos, em 2065, quase todos os opositores do analfabeto Acordo Ortográfico estarão mortos. Em contrapartida, as crianças que este ano, em 2015, começaram a ser ensinadas a escrever tortograficamente, terão 55 anos ou menos. Ou seja: mandarão no país e na língua oficial portuguesa.

 

A jogada repugnante dos acordistas imperialistas — ignorantes e cada vez mais desacompanhados pelas ex-colónias que tentaram recolonizar ortograficamente — terá ganho tanto por manha como por estultícia.

 

As vítimas e os alvos dos conspiradores do AO90 não somos nós: são as criancinhas que não sabem defender-se. Deseducando-as sistematicamente, conseguirão enganá-las facilmente. A ignorância é a inocência. Pensarão, a partir deste ano, que só existe aquela maneira de escrever a língua portuguesa.

 

Os adversários morrerão e predominará a inestética e estúpida ortografia de quem quis unir o "mundo lusófono" através de um Esperanto lusográfico que não tem uma única vontade colectiva ou raiz comum.

 

Como bilingue anglo-português, incito os jovens portugueses que falam bem inglês (quase todos) a falar português com a exactidão fonética, vinda do bom latim, da língua portuguesa. Eu digo "exacto" e "correcto" como digo "pacto" e "concreto". Digo "facto" como fact, tal como "pacto" como pact.

 

Falar como se escreve (ou escrevia) é um acto de rebeldia. Ler todas as letras é libertador. Compreender a raiz das palavras é conhecê-las e poder tratá-las por tu.

 

Às armas!

 

Miguel Esteves Cardoso»

 

Fonte:

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-segundo-acto-1696097?fb_ref=Default#/comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:55

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