Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2024

«Uma Língua em terra de ninguém...»: reflexão de alguns subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, sobre a tragédia linguística que está a levar-nos à perda da NOSSA Identidade

 

O respeito pela democracia que nos trouxe o "25 de Abril", cujo cinquentenário celebramos este ano, é incompatível com a criminosa imposição política do AO90 a Portugal. E nestas eleições não é democraticamente defensável continuar a silenciar - como se fez em todas as outras - a discussão deste tema fundamental para a defesa da nossa identidade.

"Acordai"!

Maria José Abranches

 

RUI VELOSO.png

 

(...) No "Público", mais um artigo de Nuno Pacheco, em defesa da nossa língua. Leiam, por favor, e enviem comentários - apoiem, não se calem - se sentem e entendem que a nossa língua é a coluna vertebral da nossa identidade, coisa que os outros povos conhecem, designadamente os antigos colonizadores, ingleses, franceses, que não recorreram a AOs para pseudo-defender as suas línguas!

Recordo as palavras de Jacques Attali: «L'identité française, c'est la langue, bien plus que le territoire. La langue d'un peuple est la colonne vertébrale de son identité

(...)

Por favor, não se calem, não podemos deixar morrer a nossa língua! E este apelo é particularmente endereçado aos professores, de todos os níveis e disciplinas, porque é a língua que suporta o nosso conhecimento! 

 

Lembrem-se do que foi a ditadura e a censura, que estamos a aceitar de novo!

Celebremos os 50 anos do 25 de Abril, defendendo a democracia, que a imposição política do AO90, irresponsável e criminosamente, desprezou! 

Maria José Abranches

Attali.png

***
(Momento 1)

Como eu sempre afirmei, o PS de António Costa, no qual nunca votei, nem voto e não confio nada de nada, governou com maioria absoluta que, na verdade, como sempre afirmei e foi confirmado, essa maioria absoluta transformou-se numa autêntica ditadura da maioria sobre a minoria do povo português. Não valem nada.

Fernando Alberto 


***

(Momento 2)

Como já referi e mantenho, foram eles mesmos que reforçaram  a minha opinião amplamente negativa. Parece que se sentem bem assim, tanto mais que, o povo queixa-se sempre muito mas, na hora de votar só pensa sempre, sempre, de forma mórbida, muito mórbida e sem pragmatismo algum, na velha "geometria política", de "esquerda", "extrema-esquerda, "direita" e "extrema-direita". Isto parece-me a mim, um pensamento mórbido, de uma autêntica "pandemia política". Não me admiro nada que, ás tantas, acabem todos os indecisos, por voltar a oferecer maioria absoluta ao PS, que o mesmo é dizer, oferecem a forma de continuarem a governar de forma "ditatorial", como se verificou até agora. Estou muito triste com tudo isto.
 
Fernando  Alberto

 

[Um Povo maioritariamente apolítico, como poderá votar em consciência? Vota em bandeiras, mas não sabe a quem pertence as bandeiras. (Isabel A. Ferreira)].

***

A propósito do texto O que precisas de saber para acompanhar os debates das legislativas, da autoria de Liliana Borges, publicado no Jornal Público

 

«E, mais uma vez, políticos e jornalistas estão a fazer tudo para não falar do Acordo Ortográfico de 1990, imposto a Portugal ditatorialmente, sem discussão pública, ignorando os inúmeros pareceres dos especialistas que o condenam, assim como os muitos apelos dos cidadãos - manifestos, petições, e uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, que subscrevi e para a qual recolhi centenas de assinaturas, e que a Assembleia da República preferiu 'esquecer'! Democracia isto? E é com o desprezo pela nossa língua que estamos a celebrar o 25 de Abril, que nos trouxe a democracia?! Se isto tudo não fosse criminoso, seria sobretudo ridículo!!!»

Maria José Abranches

 

***

Os sinais de abuso de poder tendendo para censura e métodos de ditadura do poder socialista já vêm de longe. Quis condicionar notícias de jornal e ameaçou jornalistas, abusou durante a pandemia e até quis manipular o nosso telemóvel, lança filhos contra pais obrigando-os a perfilhar na escola opiniões que rejeitam, faz contratos sem concurso, etc. - e ter corrompido a língua portuguesa por decreto é 'só' mais um dos crimes do declínio tirânico do PS.

Mário Gonçalves

 
***

Tem toda a razão! Não estamos mal, estamos pessimamente.

Já reparou que, em todos os debates para as próximas eleições que houve, até agora, apenas um dos candidatos, o do PC, aludiu, de passagem ao tema da Cultura?

Com perfis destes, como nos havemos de admirar que a nossa língua que, como diz Pessoa, é "a nossa Pátria", seja apunhalada constantemente, com étimos estropiados pelo Desacordo Ortográfico e pelo uso abusivo, a torto e direito, de anglicismos despropositados?

No meu trabalho de escritor, de muitas décadas, (cerca de 60 livros publicados) e de Presidente da, infelizmente já extinta, Sociedade de Língua Portuguesa, sempre considerei tais atropelos, como um crime hediondo de lesa-cultura.

Há que não baixar os braços e seguir em frente com o combate a esta forma de analfabetismo...

Adalberto Alves

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Há vários crimes na atitude servil dos acordistas no Poder e fora dele: crime de lesa-pátria, crime de lesa-cultura, crime de lesa-língua e crime de lesa-infância (por obrigarem as nossas crianças a escreverem incorrectamente a Língua materna delas. Os adultos podem optar ou não optar pela ignorância, as crianças, não.  As crianças são obrigadas a seguir as más orientações dos muito servilistas e acríticos professores.

Isabel A. Ferreira

 

***

Numa outra oportunidade, tive ocasião de mencionar que vivo na Dinamarca há quase 50 anos. Apesar de andar arredado, in loco, das actividades e situações relacionadas com a política, há já muito que me tenho vindo a observar o estado da Nação, através do que vou tendo conhecimento do que se me oferece ver e ouvir nos meios de comunicação - mesmo longe da Mãe Pátria, o cordão umbilical continua sempre conotado.

A democracia não se impõe -- como aconteceu há 50 anos em Portugal -- mas aprende-se. A maioria do povo português pouco sabe o que a Democracia é e como se gere. Mas afirmo-lhe com tristeza que, mesmo aqui no norte da Europa onde a democracia tem orientado e governado as nações, ela tem-se vindo a definhar e a ser abusivamente mal interpretada. Isto deve-se aos governos de maioria absoluta, que não dão ouvidos à voz pública.

 Fernando Kvistgaard

***

Concordo plenamente com a sua análise, Fernando. As maiorias absolutas não fazem parte da dinâmica de uma Democracia, que tem, forçosamente, por inerência à sua própria designação, de ouvir a  voz do Povo.

Isabel A. Ferreira


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(A propósito do artigo de Eduardo Marçal Grilo, intitulado «Reivindicações, opiniões, debates, comentários e tudo mais», publicado no "Público", 12 Fev. 2024

 

«O debate é paupérrimo. Não se ouve uma só posição sobre a situação internacional; ninguém consegue perceber como se quer pôr o país a crescer, para além das descidas dos impostos...» (E. M. G.)

 

"Sim, a própria concepção destes debates, com este formato, deixa muito a desejar. Mas, mais uma vez, no que toca aos debates, tendo em conta os políticos e os jornalistas, assim como relativamente ao autor deste artigo, ex-ministro da Educação, constato como o analfabetismo tradicional marcou este país: a imposição política criminosa dessa ortografia aberrante, que desfigura e ridiculariza a nossa língua materna, continua a ser tabu! Mais uma vez, temos eleições em que essa questão é cobarde e estupidamente silenciada! Os ingleses imitam a ortografia americana, os franceses a do Québec, os espanhóis uma qualquer da América Latina? E se investíssemos no estudo e ensino sério da nossa Língua, como fazem os outros, em vez de andarmos há décadas a fazer 'acordos ortográficos' com o Brasil?"

Maria José Abranches

 

***

Abrir o escuro (expressão utilizada pelo meu filho, portador da Síndrome de Down, para “acender a luz” e que eu adoptei por a considerar brilhante) é do que mais precisamos, mas não vejo jeito de chegar à luz, porque não temos políticos interessados em resolver os problemas do País. Nenhum deles vai para a Política pelos lindos olhos de Portugal. Se fossem, Portugal, neste momento, e passados 50 anos desde o “25 de Abril”, já estaria no topo dos Países Europeus mais desenvolvidos, e, como sabemos, continuamos na cauda da Europa, em quase, quase, quase, quase tudo...

Isabel A. Ferreira

 

***

Já nada me surpreende nas atitudes da "Vida Política", os verdadeiros, aqueles que colocavam Portugal, os Portugueses e a Verdadeira Língua Portuguesa, como algo Imperdível, já não existem na Política mesquinha, interesseira, no tempo doente que atravessamos. Mas, não faz mal, mesmo assim, continuaremos o nosso caminho, rumo aos nossos objectivos, lutando contra o AO90. (...)  

Acácio Martins

***

(A propósito da Carta aberta aos actuais responsáveis pelos destinos de Portugal da autoria de Maria José Abranches)

 

Belíssimo trabalho! Se depois disto não formos ouvidos... Que gente é esta que apareceu para nos governar, que mentalidade, que amor a Portugal e à nossa Língua?! Onde está quem nos acuda?! Lamento tanto, mas tanto... Precisamos de um outro 25 de Abril, mas, se calhar, sem cravos. As verdadeiras revoluções não podem (e vê-se) ser feitas com flores! Que posso dizer mais? Que a louvo a si e a outros, que têm tentado, com esforço, sabedoria e amor ao nosso País e à nossa Língua, combater por todos os meios ao seu alcançe, esta Grande Ofensa Nacional, que nos é feita com a maior impunidade, arrogância e despotismo. 

Soledade Martinho Costa


***

Isto parece incrível no Séc. XXI. Se bem que penso que em nenhum período da História, um governo, regime ou civilização procedeu à sua autodestruição. Os políticos portugueses estão a contribuir para a destruição da Língua Portuguesa e da Cultura do país! Não conseguirão, pois enquanto cá andarmos, tudo faremos para que eles não consigam destruir algo que possui séculos de história! NÃO AO ABORTO ORTOGRÁFICO!

Updated Words  

 

***

Esta carta devia ser lida em voz alta no Parlamento. É inacreditável que os destruidores de Portugal (todos os Governos desde o 25 de Abril) também queiram destruir a nossa alma colectiva como Povo, tendo vomitado um criminoso aborto ortográfico imposto brutalmente, totalitariamente a toda a administração pública. Pobres crianças portuguesas consideradas atrasadas mentais por esse Casteleiro de má memória (...)! Parabéns à autora da carta Maria José Abranches. Vou partilhá-la imediatamente. Desde ontem que estou em estado de choque depois de ouvir o de-bate-bate dos dois senhores que querem governar o País. Tanta mediocridade, tanta falta de educação, tanta ignorância, tanta falsidade, tanta hipocrisia. Nunca se viu uma coisa destas. E os comentadores, para se mostrarem muito importantes a analisar o inalisável! Que tristeza. Portugal não caminha para o abismo. Já está mergulhado no abismo. O PR vai ser obrigado a eleger um Governo de Salvação Nacional, que devia já ter elegido depois da retirada do (des)governo de Costa que continuou a (des)governar...

Idalete Giga

 

***

 Idalete Giga, eu ontem vi o debate dos partidos sem representação parlamentar. Alguns são novos, outros lavaram a cara, mas quando abrem a boca percebemos onde estamos. Nem os fascistas, nem os "patriotas", nem os europeístas, nem os soviéticos, nem os lunáticos genéricos disseram nada sobre a língua.

Este modelo de debates também está inquinado, porque os temas são lançados pelos apresentadores, "os assuntos que preocupam os portugueses".

Ou eu não sou português, ou a Língua não é assunto.

E depois vê-se ad nauseam os comentários: "votaram neles...", ou "não votaste, não te queixes". Se me apresentarem 20 pratos de excrementos de um animal diferente, devo comer um ou perder o direito de dizer que tenho fome?

 Pedro Henrique

***

(A propósito do bloqueio do PS aos textos que Isabel A. Ferreira envia aos políticos, via e-mail)

 

Como foi possível que o PS bloqueasse o seu texto?  Prova bem a falsa democracia que tal Partido diz defender. Que atitude totalitária, arrogante, nojenta!  Hoje, a censura é uma espécie de verme subterrâneo, que trabalha no escuro e na mais repugnante hipocrisia. Portugal caminha para o abismo e parece que ninguém quer ver. Não há um único seCtor da vida do nosso País que esteja bem. Cada governo que engana os portugueses e assalta o Poder é sempre pior que o anterior.  Se assim não fosse, Portugal seria um dos Países mais desenvolvidos do mundo, pois temos recursos para isso. Não temos líderes. Não temos políticos humanos.  Temos marionetes a mando da UE. E agora na questão da Língua, temos os maiores cobardes da nossa História, incapazes de assumir o erro GRAVÍSSIMO que foi o Aborto AO/90. Quem terá coragem para o dinamitar?

 

A cobardia total já foi revelada pelos falsos democratas do PS.

Tive a minha página do FB bloqueada e alguém criou três perfis falsos de mim.

Já não podemos confiar em nada. Cada vez me revejo menos nesta sociedade alienada.

 Idalete Giga

 

***

Este bloqueio só veio confirmar o que há muito venho, vimos dizendo, porque a Idalete e tantos outros também o dizem: vivemos numa ditadura de esquerda, disfarçada de democracia. As ditaduras tanto são de esquerda como de direita. Por isso, não faço distinção: são todos farinha do mesmo saco.

Como sempre, as suas análises são lúcidas e dizem da triste realidade do nosso desventurado País.

Pergunta: quem terá coragem para dinamitar o AO90?

Quem, se só temos COBARDES no Poder?

Estamos a ser cercados por uma mediocridade e pobreza intelectual urdida nos calabouços de São Bento e de Belém, para tramar Portugal.


E quem se opõe a esta mediocridade e incompetência é vigiado, é bloqueado, é interceptado, porque incomoda as mentes obscuras que nos desgovernam.   

Vimos que nenhum partido político incluiu a perda da nossa identidade devido à imposição ilegal do AO90, como um assunto também prioritário.

Este é um dos maiores tabus de sempre. Porquê? Porque desde Dom Afonso Henriques que nenhum Rei, nenhum presidente da República, nem mesmo António Oliveira Salazar vendeu Portugal a um país estrangeiro. E o nosso Dom João VI, tão vilipendiado pelos ignorantes, foi um Rei que teve a coragem de enganar Napoleão, e salvar o Reino de Portugal e do Brasil, transferindo a Corte para o Brasil. Todos os outros monarcas europeus caíram às mãos de Napoleão, excepto o nosso Dom João VI.

Precisávamos de um novo governante corajoso, para nos salvar dos que estão a usurpar a nossa identidade, com a cumplicidade dos muito subservientes actuais decisores políticos portugueses.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Domingo, 11 de Fevereiro de 2024

Troca de palavras com um acordista que goza com a destruição da Língua Portuguesa, algo que deveria merecer a atenção dos partidos políticos que vão a eleições, se quiserem ser honestos para com os eleitores portugueses

 

Por isso, este texto vai ao cuidado do PS, da Aliança Democrática (AD), do CHEGA, da IL, do BE, da CDU, do PAN e do Livre, para que refliCtam no mal que o ilegal AO90 está a fazer ao País. Todos serão penalizados e responsabilizados e pela anarquia ortográfica implantada em Portugal, graças ao desprezo que os políticos votam à que ficará para a História como a Questão da Língua, que está a conduzir à destruição de um dos maiores símbolos identitários do nosso País, e pela anarquia social, que traz Portugal de rastos. Não podemos fiar-nos em quem não trata a Língua Portuguesa com RESPEITO.

 

A publicação é de Cardoso Manuel Joaquim, no Facebook:

https://www.facebook.com/photo/?fbid=7571648689534529&set=gm.1508325163294442&idorvanity=1059980261462270

 

(Entretanto, o acordista foi banido do Novo Movimento Contra o Acordo Ortográfico, e com ele, este diálogo, que, no entanto fui a tempo de recuperar, porque é preciso que se divulgue a cassete acordista, baseada na mais monumental ignorância das Ciências da Linguagem, para que se compreenda o quão necessário e urgente é parar com esta investida, completamente insana, contra a Língua Portuguesa).

Isabel A. Ferreira

 

DIÁLOGO 1.png

DIÁLOGO 2.png

 

Eduardo Henrique

Ó "Setor" pergunta o aluno ao professor ... 

 

Isabel A. Ferreira

Eu como já fui "setôra", sei o que é ser "setôr".

 

Alberto Teixeira

 Isso já deu o que tinha a dar.

 

Isabel A. Ferreira

 Alberto Teixeira o que é o "isso"? Porque conforme for, já tinha a dar, ou não. O mundo nunca avançou com os acomodados.

 

 Alberto Teixeira

Isabel A. Ferreira também pouco avança com regras que não se cumprem. Ficou mal? Ficou. Mas cada vez há mais brasileiros em Portugal.......quem fala bretao em França?

 

Isabel A. Ferreira

Alberto Teixeira quais regras que não se cumprem? As regras do ilegal e inconstitucional aborto ortográfico? Em França há milhares de emigrantes portugueses, e nem por isso, os Franceses falam Português. No Brasil, há milhares de Portugueses e falam Brasileiro.

Quem não se sente, não é filho de boa gente. E esta coisa de rastejar aos pés do Brasil não é coisa de seres vertebrados.

Nós somos PORTUGUESES, temos uma LÍNGUA, a NOSSA e mais nenhuma. Os imigrantes que para aqui vierem deviam ser obrigados a falar PORTUGUÊS. A regra é essa em qualquer país do mundo, excePto na muito subserviente República Portuguesa DOS Bananas .

No Reino Unido, os imigrantes falam INGLÊS. Na Alemanha, os imigrantes falam Alemão. Na França os NOSSOS emigrantes falam FRANCÊS; quando cá vem até lhes chamam os "franciús", de tantos "avecs" que ouvimos.

Estar a puxar o saco do Brasil é coisa de quem sofre de um monumental complexo de inferioridade.

A Portugal o que é de Portugal, ao Brasil o que é do Brasil. Eu no Brasil, quando lá vivi, falava BRASILEIRO, porque se falasse Português ninguém me entendia.

Por alma de quem Portugal tem de abandonar a sua Língua Materna para AGRADAR aos Brasileiros? Isto só num país de Zés Parvinhos.

 

 Alberto Teixeira

Isabel A. Ferreira o mais interessante é que o Latim é uma língua morta.....as coisas evoluem, adaptam-se. Línguas nascem, morrem, adaptam-se.....tudo muda tomando sempre novas qualidades. O português do Brasil é um português de um Portugal antigo. Hoje fui à pharmacia ou à farmácia? Qual a necessidade de mudar?

 

Isabel A. Ferreira

Alberto Teixeira o Latim até pode ser uma Língua morta, mas está viva nas Línguas Românicas, entre as quais está a Língua Portuguesa, que os acordistas ignorantes querem matar, mas enquanto houver PORTUGUESES no mundo, ela viverá, ainda que como língua minoritária. Há muitas línguas minoritárias na Europa, cujos povos as falam e escrevem, sem esse sentimento de inferioridade, que afecta a pobreza mental dos acordistas portugueses.

Sim, as coisas evoluem, mas o AO90 não faz parte da evolução da Língua, e quem assim pensa é um ignorante das Ciências da Linguagem. O AO90 faz parte de um retrocesso linguístico que criou a novilíngua dos básicos, e apenas dos BÁSICOS. As pessoas cultas NÃO usam essa linguagem pobre, usada apenas por aqueles que não têm capacidade intelectual para PENSAR uma Língua culta e bem estruturada, oriunda do Latim, como a Língua de Portugal, que pelo que vejo, NÃO é a sua.

E para sua informação, NÃO existe "português do Brasil", o que existe é uma VARIANTE BRASILEIRA da Língua Portuguesa, a qual desvirtuou o Português antigo, para se afastar da Língua dos colonizadores. Essa foi a obra do enciclopedista brasileiro-libanês, Antônio Houaiss, que se dedicou a deslusitanizar o Português herdado do colonizador, criou o AO90.

Enfiaram-lhe uma cassete pela cabeça abaixo, e agora despeja para qui umas monumentais ignorâncias que fazem parte do mundinho dos complexados.

Quanto à farmácia ou PHarmacia, sabia que o PH é o símbolo maior da ignorância dos acordistas?

Sabe, por que motivo Fernando Pessoa escrevia PHarmacia, mas grafava o seu nome Fernando, com ÉFE?

SE não sabe não se meta a trazer o PH à liça, porque só demonstra uma gigantesca ignorância.

Para falar de um IDIOMA é preciso conhecê-lo e estudar as Línguas comparadas. E o grande erro dos acordistas foi aceitarem a ignorância dos que CORROMPERAM a Língua Portuguesa como EVOLUÇÃO.

 

Alberto Teixeira

Isabel A. Ferreira ahahah gostei da sua resposta. A língua é algo vivo e não são leis que a vão mudar. Só o uso é a prática do dia a dia. O tal Latim dos livros não era aquele que o povo falava......se agora o bué entrou na língua ninguém o vai tirar. Noutro dia ouvi alguém dizer que tinha um date. Ora bem......casa vez mais as TV vão impondo a nivilingua e não vai haver regras que a contrariem. Os transmontanos dizem tchover e Tchaves mas a gente escreve chover e Chaves.....nas os eslavos têm ainda o tch.....coisas. Leia um texto medieval e veja se o entende à primeira. Pai é com i....não há muito era com e. Bem como mãe é com e e já foi com i. Nessa altura como se pronunciavam essas palavras? E que tal as placas que indicam Matozinhos e Ermezinde em vez de Matosinhos e Ermesinde? Aí língua minha que tanto me enganas.....

 

Isabel A. Ferreira

Alberto Teixeira a Língua é algo vivo e está em permanente mudança. Com isto concordo consigo. Se assim não fosse ainda estaríamos a fazer sinaizinhos uns aos outros, ou a escrever hieróglifos.

Eu acho piada o seu raciocínio virado do avesso. Não faz a mínima ideia do que é a Língua viva. Deu um exemplo do que é a Língua viva com o BUÉ, mas não sabe que isso faz parte da evolução da Língua. E é óbvio que o vocabulário que se acrescenta à Língua pode enriquecer a Língua. Essa do “date” já NÃO faz parte do enriquecimento da Língua, porque TEMOS vocábulos em PORTUGUÊS para designar “date”: data, mas também tâmara, porém os brasileiros usam-na como “encontro romântico”, por influência dos “esteites”, para eles é fino falar à “americanês”. Já não é o caso de BUÉ. BUÉ é um vocábulo novo, que NÃO existe em Português. E tanto quanto sei, pertence ao léxico angolano. Agora, OUTRA COISA é CAPAR os vocábulos, e isto já não faz parte da Língua viva, mas sim, da Língua que querem MATAR.

A Língua Brasileira foi enriquecida pelos falares indígenas brasileiros e africanos, e pelos outros falares dos vários povos que se fixaram no Brasil. Como é que essa Língua tão mesclada e tão distanciada do Português pode ainda ser chamada de Português, senão por má-fé?

Está enganado quando diz que «cada vez mais a TV vai impondo a novilíngua e não vai haver regras que a contrariem.» Está a desviar o papel da TV. A TV, todas as emissoras de TV em Portugal, NÃO estão a espalhar uma novilíngua culta, estão, sim, a espalhar uma linguagem básica, empobrecida, cheia de rococós e nove horas básicas, parva, medíocre, e que não vingará, porque a mediocridade é algo que não vinga. Apodrece, com o tempo.

Eu não sei quais são as suas habilitações literárias. Li que estudou na FCUP, portanto deduzo que é alguém das Ciências e NÃO das Letras, e poderá estar neste pormenor a explicação para os seus disparates. Confunde Linguagem, com linguajar. Confunde fonologia, com sotaque. E desconhece o porquê de se deixar de grafar Pae, substituído por Pai. Para saber isto é preciso ESTUDAR Línguas. E quanto mais se afunda nestas andanças, mais ignorância demonstra.

Einstein dizia que todos nós somos ignorantes em alguma coisa, com uma diferença: quem sabe que é ignorante, por exemplo, em Física Quântica, como eu, não OUSA debater Física Quântica em público. Mas o senhor NADA sabe das Ciências da Linguagem, e vem para aqui despejar a cassete dos acordistas, toda ela assente na mais monumental IGNORÂNCIA. Se ao menos soubesse que Ermezinde ainda é Ermezinde, mas também Ermesinde e Matozinhos ainda é Matozinhos e Extremoz ainda é Extremoz, e Luiz ainda é Luiz, mas também Luís, e que os Baptistas ainda são Baptistas, mas também Batistas e Buçaco é Buçaco, mas também Bussaco. A Língua só engana a quem NADA SABE da Língua. É por isso que os acordistas deviam reduzir-se à sua ignorância, ou então vão estudar Ciências da Linguagem. O que não podem é andar por aí a pensar que todos somos parvos para engolir a vossa ignorância.

 

Eduardo Henrique

Alberto Teixeira É respeitável o seu estado de espírito negativo, mas nós o que mais precisamos é de pessoas que nunca deixem de acreditar.

Mesmo que nunca tenhamos a tão desejada vitória, pelo menos os traidores linguísticos vão sentir o peso na consciência pela traição ao idioma pátrio.

A vida e o mundo dão muitas voltas, a Terra gira, o Sol nasce e quem sabe se a vitória não virá a acontecer?

Por mim, quando deixar de acreditar, deixarei de visitar esta página.

(" ... e dos fracos não reza a História ...”)

 

 Alberto Teixeira

Eduardo Henrique de certeza que virá uma vitória qualquer. Aliás a quantidade de vocábulos anglo-saxonicos que ouço a propósito de tudo e de de nada......os jovens até já dizem palavrões em inglês. Isso é que devia assustar e não o acordo fofinho que até permite duas grafias.....

 

Isabel A. Ferreira

Alberto Teixeira este seu último comentário leva-me a questionar: o senhor baterá bem da bola? Ou estará nesta página anti-acordo a mando de alguém? É um bom pau-mandado, mas um péssimo cidadão, que se deixa vender por 30 dinheiros? E sabe como acabou o que ficou para a História como o Grande Traidor?

Espero que todos os que querem MATAR a Língua Portuguesa, sejam levados à Justiça. Estamos a trabalhar para isso.

 

 Alberto Teixeira

Isabel A. Ferreira vivem os anti acordo, são detentores da verdade. Guardem-na coisa ciosamente

 

Isabel A. Ferreira 

Alberto Teixeira  sim, os anti-acordo são os detentores da verdade, basta ler este seu comentário, que diz bem da necessidade de LUTAR pela Língua Portuguesa.
Basta de ter gente em Portugal a escrever incorreCtamente a Língua Oficial Portuguesa, a que está consignada na Constituição da República Portuguesa, e que o presidente da República está a violar, sem o mínimo respeito pelo cargo que ocupa, pelo País que diz representar e pelos Portugueses de quem diz ser de TODOS.
Pois NÃO é o presidente de TODOS os Portugueses. Só o é daqueles que se estão nas tintas para Portugal, para os Portugueses e para a Constituição da República Portuguesa. É o presidente apenas dos APÁTRIDAS e dos TRAIDORES.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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Terça-feira, 26 de Setembro de 2023

Transladação de Eça de Queiroz para o Panteão Nacional ou a vingança dos que exercem a «Política de Interesse» tão sabiamente descrita pelo escritor...

 

Esta ideia peregrina da transladação foi aprovada por unanimidade em plenário da Assembleia da República, em 15 de Janeiro de 2021. A iniciativa foi da Fundação Eça de Queiroz, presidida por Afonso Reis Cabral, trineto (e não bisneto do autor, como vem referido no jornal Expresso) e impulsionada pelo grupo parlamentar do PS.

 

É vergonhoso o que está a passar-se. Dá-me a sensação de que será uma vingança pelas críticas ferozes que Eça fazia aos que queriam, podiam e mandavam, no seu tempo, e em tempos mais antigos, ou melhor, desde sempre, porque o Poder sempre foi pernicioso. E perniciosa foi a ideia do grupo parlamentar do PS, aceder a Afonso Reis Cabral.

 

Alio-me aos seis bisnetos de Eça de Queiroz, que se opuseram à transladação do corpo do escritor para o Panteão Nacional, prevista para amanhã, mas adiada, devido ao tribunal, em cima da hora, não ter considerado a Providência Cautelar interposta por esses bisnetos, e não haver tempo para preparar as cerimónias.



Mas as coisas podem não ficar por aqui.
O povo de Baião também tem algo a dizer. Eça de Queiroz não pertence aos políticos, nem à política. Pertence à Nação. E a Nação somos todos nós.

Eça de Queiroz repousa no lugar da sua eleição.

 

A maior homenagem que os actuais políticos portugueses podem fazer a Eça de Queiroz é deixá-lo no lugar onde pertence, e PROIBIR que a sua obra seja conspurcada e reescrita na mixórdia ortográfica em que se transformou a Língua Portuguesa, da qual ele é um dos seus maiores estilistas. E já andam por aí umas publicações acordizadas da sua obra, que espero sejam atiradas ao lixo. Acordizar Eça é um crime de lesa-literatura, um insulto à sua memória, e retirá-lo da SUA Tormes é desenraizá-lo, literariamente falando. Ah! E começarem a escrever o seu nome correCtamente: Eça de Queiroz, e não, de Queirós, como ignorantemente se vê por aí.


E isto, sim, seria a maior homenagem que os actuais políticos poderiam prestar ao autor de “A Cidade e as Serras”.

O texto que se segue, atribuído a Eça de Queiroz, data de 1867, e o que mais sobressai deste texto é que ele poderia ter sido escrito hoje, dia 26 de Setembro de 2023.

 

«Política de Interesse»

 

Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações.


A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.


A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva.


À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.

Eça de Queiroz, in 'Distrito de Évora (1867)»

Fonte: https://www.citador.pt/textos/politica-de-interesse-eca-de-queiros

 

EÇA.jpeg

Eça de Queiroz.png

Esta é uma das imagens que as pessoas vêem, logo que ultrapassam a porta de entrada da minha casa. Esta é a minha homenagem ao escritor que nunca se curvou à mediocridade dos políticos. E essa foi uma das grandes lições que aprendi com Eça de Queiroz...

Isabel A. Ferreira

 

Susana Leite.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:06

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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2022

«O ser Português» também passa por escrever correCtamente a Língua Portuguesa

 

O jovem Ricardo Lopes Reis, politólogo, escreveu um interessante texto, no jornal Observador, em 11 de Junho de 2022, por ocasião das celebrações do Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e da Língua Portuguesa, intitulado «O ser Português».

 

E eu subscrevo o conteúdo do artigo, que não alardeia um patriotismo bacoco, embora, aqui e ali, haja laivos de outros tempos de muito má memória, porém defende, no básico, os valores de Portugal, que «há muito são alvo de ataque pela esquerda globalista». Uma esquerda que  de esquerda só tem o nome, uma vez que o seu comportamento abeira o comportamento dos da direita.

 

MAS…

Há um MAS que me leva a trazer à liça o artigo deste jovem politólogo.

 

dia_de_portugal_header.jpg

Fonte da imagem: https://www.lg.com/pt/lg-experience/dicas-uteis/dia-de-portugal-2020

 

O que é “ser português”? Ser Português é, sobretudo, saber honrar Portugal, e se queremos honrar Portugal, devemos começar por escrever a Língua Portuguesa correCtamente, ou não fosse Portugal o Berço da Língua de Camões, que evoluiu para a Língua de Saramago sem, contudo, se afastar das suas raízes greco-latinas, sem deixar de ser Portuguesa.

 

Ricardo Lopes Reis escreveu um interessante texto em conteúdo, e felicito-o por isso, mas na forma, rendeu-se ao Brasil, um país estrangeiro que, ilegitimamente, deturpou a Língua de Portugal, herdada aquando da sua Independência, em 1822, castelhanizando-a, italianizando-a, americanizando-a, afrancesando-a, mutilando-a, ao subtrair as consoantes com função diacrítica (salvo umas poucas excePções) e CONTINUOU, sem legalidade alguma, a chamá-la Portuguesa.  Mais tarde, o enciclopedista libanês, Antônio Houaiss, fomentador da deslusitanização da Língua Portuguesa, juntamente com o linguista português Malaca Casteleiro, que, na altura, andava de candeias às avessas com Portugal, aliciaram os políticos portugueses, subservientes e ignorantes na matéria, para adoPtarem o AO90, um desacordo tortográfico que desonra Portugal, Camões e todos os Portugueses, que têm honra de o ser.

 

Que motivo teria o cronista para dizer que «O 10 de Junho não é apenas um dia no calendário, mas sim o verdadeiro e mais significativo dia do ano para um patriota. O orgulho e a honra de ser, pura e verdadeiramente, português, celebrado no mesmo dia do desaparecimento físico e terreno, de um dos maiores (se não mesmo o maior) dos símbolos da língua que nos torna únicos, o português», se não teve a hombridade de percePcionar o NOSSO passado, honrando o legado do NOSSO País, com mais de oito séculos de História, e com uma das mais antigas Línguas estruturadas da Europa, rendendo-se, pura e simplesmente, ao medíocre AO90?

 

Ricardo Lopes Reis escreveu o seguinte:

 

«Neste dia [10 de Junho] é relevante fazer uma reflexão históri[c]a que compreenda o passado, analise o presente e prepare o futuro da nação. Só tendo presente o que fomos, a grandeza que alcançámos e os erros cometidos, podemos emendar o presente e construir um futuro próspero para as novas gerações, que tem inevitavelmente que começar por uma reeducação de valores comuns e do sentimento patriota, que há muito são alvos de ataque pela esquerda globalista.»

 

Sim, no “10 de Junho” era premente ter sido feita uma reflexão histórica, e rejeitar os ataques da esquerda globalista, que à excePção do PCP, está a contribuir para o desaparecimento de um dos maiores símbolos identitários de Portugal – a Língua Portuguesa – que o cronista faz questão de grafar à brasileira, seguindo os muito subservientes políticos, que tanto critica.

 

E o cronista diz mais:

 

«Percecionando [em Língua Portuguesa correCta: percePcionando, um dos pouquíssimos vocábulos que escaparam à mutilação, no Brasil] o passado, o legado que hoje carregamos é pesado. Um país com mais de oito séculos de História, que mesmo pequeno em dimensão, com uma alma imensa e um patriotismo heroico [em Língua Portuguesa correCta: heróico, de contrário, teríamos de ler “hiruicu”] foi capaz de dar novos Mundos ao Mundo, de difundir a sua cultura, e de civilizar populações pelos quatro cantos do globo, tornando um pequeno e belo país à beira-mar plantado, num dos maiores impérios de sempre. Desde as conquistas de Afonso Henriques, passando pela visão de D. Dinis, pelos descobrimentos que abriram horizontes ao Mundo durante a segunda dinastia, e por vitórias históricas frente a invasores com maior capacidade militar, o ser português sempre foi motivo de orgulho e de elevação. Naturalmente, nem tudo foi dourado, tendo-se vivido momentos de sofrimento, como durante o negro período da Primeira República (a desordem, a falta de identidade e a perda progressiva do sentimento nacionalista que une o povo português), ou mesmo do período pós-25 de abril [Em Língua Portuguesa correCta: “25 de Abril] (o PREC, a ameaça vermelha e a tentativa de sovietização do país pela esquerda oportunista radical), mas de uma forma geral os mais de 800 anos de História enchem de orgulho qualquer português

 

Esqueceu-se o cronista de referir o período negro da ditadura, durante o qual os direitos mais básicos e a liberdade de expressão não existiam, de resto, depois de 1910, com a implantação da República, pouco temos de que nos orgulharmos, e o pós-25 de Abril, trouxe-nos uma miragem de liberdade, ofuscada por uma Democracia ainda a ser plenamente. Só não vamos para o Tarrafal (por enquanto), mas as coacções ditatoriais têm o seu expoente máximo, na imposição, através de chantagem, do AO90 nas escolas, na função pública, nos órgãos de comunicação social subservientes, que até parecem que são funcionários públicos, e em empresas servilistas e seguidistas que não dão orgulho nem honra a Portugal.

 

E o articulista prossegue:

 

«O presente, por sua vez, não nos tem trazido momentos felizes. Vivemos atualmente [em Língua Portuguesa correCta: aCtualmente] sob jugo de quem outrora, nas palavras do Professor Marcelo Caetano, “não serviria nem para criado de servir”, o que simplificado se pode dizer que somos governados por quem não tem competência, empatia ou noção para o fazer. Um país que dominou o Mundo está hoje na cauda do seu continente, ultrapassado por pequenas e jovens nações, sempre sujeito à esmola que a Europa pode dar, e mais preocupado em taxar os seus cidadãos, do que em deixá-los prosperar. Caímos hoje, no campo social, no ridículo de nos rebaixarmos e deixarmos que reescrevam e humilhem o nosso passado, quase que pedindo desculpa por algo que nos deve orgulhar, tudo isto para satisfazer a cultura “woke”, que se globalizou, por culpa da fraqueza moral de um ocidente em decadência de valores e de identidade.»

 

Concordo com o que o Ricardo refere neste parágrafo, excePtuando o “orgulho do passado”. Nem tudo no nosso passado é passível de sentirmos orgulho. Nem tudo. No entanto, nós, que já evoluímos, e pertencemos aos séculos XX/XXI não temos de fazer mea culpa, por algo que NÃO fizemos, e que fazia parte dos padrões daquela época. Temos é de saber distinguir o trigo do joio e orgulharmo-nos do que fizemos BEM nesse passado, e, no presente, rejeitarmos veementemente os tremendos erros que os novos governantes estão a cometer, desprezando e desonrando Portugal, a sua História, a sua Cultura e a sua Língua, - vector da NOSSA identidade.

 

E o Ricardo continua num registo completamente verdadeiro:

 

«Portugal é hoje um local ao contrário da normalidade, onde quem trabalha e vive honestamente se afunda, e quem espera pelo trabalho dos outros cresce. Onde quem é mais astuto governa, e quem tem mais competência e qualidade emigra em busca de uma vida melhor. Onde a mediocridade é recompensada e encorajada, enquanto o mérito é marginalizado e rejeitado como se de uma doença se tratasse. Poderia dar muitas definições do estado a que chegámos, mas resumo dizendo que Portugal é, neste momento, o que a esquerda, e em especial o PS, sonharam que fosse.»

 

Grande verdade!!!!!

 

«A questão é simples. Em momentos de aflição há duas formas de reagir, há os que se levantam e os que se deixam afundar na mediocridade. Os portugueses, ao longo da sua História provaram que nada os rebaixa, e que independentemente do percalço se levantam e lutam. Mas como recuperamos a glória do passado? Há que reeducar o povo para os valores que nos unem, valores esses que partem desde a célula básica da sociedade, que é a família, até ao sentimento comum de uma maioria esmagadora de fé, e claro, através de um dever e honra de servir a Pátria por nós partilhada. Só tendo por base os valores seculares que sempre pautaram o ser português, nos poderemos reerguer e voltar a tornar Portugal um país próspero e independente. Quando nos libertarmos das amarras do politicamente correto [Em Língua Portuguesa correCta: correCto, de outro modo terá de ler-se currêtu”, como em carreto] da censura “woke” e deste estranho sentido de obediência globalista, podemos acabar com uma cultura imposta de adoração do medíocre, e recuperar um verdadeiro estado de meritocracia e trabalho, onde quem se esforça é recompensado, e não penalizado em nome de quem vive de mão estendida.»

 

Deste parágrafo tenho a dizer que não precisamos de regressar ao passado, para termos um futuro promissor. Basta lutarmos pelo que é NOSSO e DEFENDER a honra de Portugal, e não permitirmos que os estrangeiros venham para cá mandar nisto tudo, por termos uns governantes subservientes e servilistas, que não têm a capacidade para DEFENDER os interesses de Portugal, ou são meros paus-mandados de organizações secretas, a quem devem OBEDIÊNCIA). E, sobretudo, precisamos rejeitar a mediocridade ortográfica, que mantém Portugal a um nível abaixo de zero, no que ao Ensino, à Cultura e à Educação diz respeito. Ser português NÃO é sinónimo de ser servilista e seguidista. Ser português é ser romano em Roma, sem deixar de ser português, como já o referiu, num belíssimo artigo, o escritor e professor António Mota.

 

AdoPtar o AO90 é servir a mediocridade e os medíocres que se encontram no Poder a defender o AO90, é desonrar Portugal no que ele tem de mais valioso: a sua Língua, a sua Cultura, a sua História.

 

E o cronista termina dizendo:

«Fomos, e acredito que ainda o somos, verdadeiramente a maior nação do Mundo, pela qual muitos portugueses derramaram sangue, que a nossa bandeira ilustra no seu vermelho, mas que, até nos momentos mais negros, nunca esquece o verde da esperança de nos reerguermos numa verdadeira vitória de nova alvorada, que procurará uma Lusitânia em giestas florida. Deste 10 de Junho que nasça novamente uma Pátria de novo grande, que acorde da morte esquecida.»

 

Já fomos grandes. Hoje, não somos mais. Nem somos a maior Nação do mundo. Que exagero!

Hoje, somos apenas um pequeno País que se arrasta na CAUDA da Europa, sendo o primeiro em tudo o que é MAU.

Devemos construir o futuro, sim, mas NÃO assentes nos valores de um passado que não voltará mais. Devemos construir o futuro assentes nos valores do século XXI d. C., caminhando para a frente, honradamente, honestamente, portuguesmente, para deixarmos de ser o capacho de estrangeiros, e a cloaca da Europa.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

https://observador.pt/opiniao/o-ser-portugues/#

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2022

Hoje há debate entre o acordista António Costa e o também acordista Rui Rio, ambos candidatos a primeiro-ministro. Qual deles estará disposto a propor a tão premente ANULAÇÃO do AO90?

 

Até agora, os debates têm se centrado nas questões económico-financeiras, e pouco mais. De fora têm ficado as graves questões da Cultura (culta, não a cultura rasteira, que tem tantos aficionados socialistas e sociais-democratas no Parlamento) da Educação e Ensino, da destruição da Língua Portuguesa, da miséria ortográfica vigente, do analfabetismo funcional, já instalado em Portugal, enfim, tudo o que diz respeito ao alimento do espírito.

 

COSTA E RIO.png

 

E tal deve-se ao facto de os governantes não investirem na Cultura e no Ensino, porque quanto mais inculto for um Povo, mais fácil é de o subjugar. Mas isto já vem de tempos muito antigos.

 

Andei há dias, pela página de campanha do PSD, a sondar os sociais-democratas sobre a questão do AO90, (porque do PS já sabemos que são adeptos da destruição do nosso Português), e embora o resultado não me surpreendesse absolutamente nada, fiquei com a certeza de que interesses mais obscuros do que aqueles que já sabemos, mantém o AO90 ainda activo, apesar de ser ILEGAL. E nem os partidos políticos, e nem os tribunais  estão dispostos a repor a  legalidade.



Nessa minha sondagem, fiquei sem saber, o que pensa o Dr. Rui Rio exactamente, pois o Partido Social Democrata disse em público que:

 

«[…] a comunicação social pôde assistir à fase das perguntas e respostas dos militantes. Mas foram apenas três: uma sobre dívida pública, outra sobre políticas de emigração e uma sobre... acordo ortográfico. Rio é a favor, em princípio, mas a forma como o acordo foi feito podia ter sido melhor

 

Mas no programa eleitoral vem esta coisa espantosa: “A tentativa da uniformização ortográfica não constituiu qualquer vantagem face ao mundo globalizado, pelo que o PSD defende a avaliação do real impacto do novo Acordo Ortográfico”. Verdade Dr. Rui Rio? Não foi essa a postura que o PSD tomou sempre que no Parlamento a questão do AO90 se levantou.



Dá-se uma no cravo, outra na ferradura? Porque o tempo é de eleições?

 

A “conversa” que mais abaixo se segue encontra-se nestes dois links:

https://www.facebook.com/ppdpsd/photos/a.123647340997508/5326447357384121

https://www.facebook.com/ppdpsd

sob o lema do PSD: Vamos dar Novos Horizontes para Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

Novos horizontes? Sem mudar nada?

 

*

Maior fã

Fernando Pires

Isabel A. Ferreira dar como, e o quê, por exemplo?

*

Isabel A. Ferreira

Fernando Pires penso que o senhor não percebeu o que eu disse. Eu não disse DAR, disse MUDAR. E o que nós queremos que MUDE é a pouca-vergonha que se passa nas escolas portuguesas, ao não permitirem que os alunos escrevam correCtamente a sua Língua Materna, cumprindo a a LEI VIGENTE, e obrigando-os a escrever segundo o ILEGAL AO90, do qual Rui Rio diz ser a favor, tal como António Costa, que é cúmplice dessa ilegalidade.

É isto que tem de mudar, além de outras coisas, como a interferência dos governantes em certas questões da justiça, e a nomeação de "primos e primas" para cargos que estão sob a alçada dos políticos, que servem lobbies, em detrimento dos interesses de Portugal e dos Portugueses.

 

*

Maior fã

Fernando Pires

Isabel A. Ferreira correto!

 *

Isabel A. Ferreira

Fernando Pires "correto" (lê-se "currêtu")? Não! CorreCto, segundo a Lei vigente.

 *

  • Maior fã

Fernando Pires

Isabel A. Ferreira efetivamente, nessa matéria, estamos em desacordo.

*

 

Isabel A. Ferreira

Fernando Pires estamos em desacordo, sim. Mas se o senhor tiver um argumento racional (um só basta) que possa oferecer-me para que eu mude o meu olhar sobre a mudança ILEGAL da Língua Portuguesa para o dialecto brasileiro, eu rendo-me.

A quem servirá o AO90? Aos países lusófonos sabemos que não serve. Só Portugal o aplica.

Que vantagens trouxe para Portugal? Sei que trouxe vantagens para os BOLSOS de alguns.

Mas para Portugal e para os Portugueses PENSANTES (o oposto de servilistas) que vantagens trouxe, além de ter gerado o CAOS ORTOGRÁFICO e a subserviência a um país estrangeiro, e que tem afugentado os jovens para estudar no estrangeiro, onde as Línguas são LÍNGUAS?

Que país do mundo trocou a Língua Materna por uma variante de si mesma?

*

  • Maior fã

Fernando Pires

Isabel A. Ferreira a senhora tem ideia bem vincada quanto ao acordo ortográfico, e eu tenho a minha. Portanto, ponto!

*

Isabel A. Ferreira

Fernando Pires já esperava essa resposta chapa cinco. Nenhum acordista, até ao momento, teve UM argumento RACIONAL, que fosse, para sustentar o AO90.

Isto não é matéria de ideias. É matéria de RACIONALIDADE e senso comum.

O senhor conhece a minha RAZÃO. Qual é a sua? Poderei saber?

Acaba a conversa assim: PONTO?

É o que todos fazem.

Como é possível não conseguir manter um debate sobre o AO90, refutando o que digo? Como é possível aceitar o AO90 assim, porque sim?

Isto é a prova provada de que o AO90 ainda persiste porque a irracionalidade impera.

É essa irracionalidade que gostaria de ver fora da próxima legislatura. Infelizmente não será por via do PSD. 

*

Maior fã

Fernando Pires

Isabel A. Ferreira se está convencida que alguém rasgue o acordo ortográfico, e isto é chapa 6, talvez fosse melhor preocupar-se com algo que valha a pena.

*

Isabel A. Ferreira

Fernando Pires eu não estou convencida de que se rasgue o AO90. Eu tenho a certeza de que ele vai ser destruído, e com ele muita gente vai cair, principalmente aqueles que insistem no erro. Pode ter a certeza disso. Porque um país não se aguenta em cima de um monte de lixo ortográfico degradável e degradante.

 

E o senhor lá continua sem dar UM argumento racional que possa sustentar o insustentável. Não é fácil, pois não?

***

Por sua vez:

Antonio José Verissimo

Isabel A. Ferreira de onde retirou essa ideia? Já leu o programa eleitoral?

***

Maior fã

Miguel Neto

Isabel A. Ferreira tudo é importante. Mas no final do mês ter lá o dinheirinho n é mais importante? Na educação isso já bateu no fundo há muito tempo, mas há que arrumar primeiro a casa para depois ir tratar disso, e é no site do PSD que deve deixar as suas preocupações, sugestões, não é aqui

*

 Isabel A. Ferreira

 

Miguel Neto de que dinheirinho está a falar? Do dinheirinho do Povo ou do dinheirinho dos políticos?

A Educação bateu no fundo. Portugal está cheio de analfabetos funcionais, a começar pelos políticos (salvo raras excePções).

O que é preciso arrumar na casa? Ou pensa que a EDUCAÇÃO de um povo não é a coisa mais importante a seguir à Saúde e à Habitação?

Ou pretendem um povo analfabeto para melhor ser subjugado?

O lugar certo para deixar as reflexões e sugestões de uma mulher pensante é aqui também, porque tenho de escolher um primeiro-ministro para o meu País, e até agora não vislumbro OPÇÃO.

Os partidos políticos não me dizem NADA.

As pessoas sim. Eu não voto em partidos, voto em pessoas que mereçam a minha confiança.

Gostaria de saber mais o que pensa Rui Rio destas minhas questões, por ser o que está mais perto de poder tirar o poder aos incompetentes socialistas, que mantiveram Portugal em banho-maria, enquanto lá estiveram.

Não queremos mais do mesmo. Queremos MUDANÇAS RADICAIS, que catapultem Portugal para a modernidade.

E não vejo que possamos ter OPÇÕES mais credíveis e mais competentes e com mais visão de FUTURO.

 *

  • Maior fã

Miguel Neto

Isabel A. Ferreira Olhe que sem OE não ha AO90 que resista, sabia? Vejam lá agora onde vão votar, se continuam a amamentar a xuxalhada para depois não vir para aqui fazer de muro das lamentações.

*

Isabel A. Ferreira

Miguel Neto nem só de DINHEIRO vive um POVO. Se o OE é importante, e É, o AO não lhe fica atrás, nem um milímetro. Ainda não se deram conta do que se está a passar no ENSINO? Não saem dos gabinetes e nada sabem do CAOS ortográfico nas escolas e na comunicação social.

Uma vergonha! Um país que tem governantes e jornalistas que não sabem escrever e falar, e está a fabricar os analfabetos funcionais do futuro (os alunos) que não são LIVRES de cumprir a LEI vigente, que obriga a escrever segundo o AO45, e NÃO, segundo o AO90.

Os políticos falam e escrevem mal, e o AO90 deve dar-lhes muuuuuuito jeito, para que não reconheçam o ERRO e se batam pela sua anulação.

E onde fica a cumplicidade dos partidos políticos com a ILEGALIDADE? O AO90 é ilegal, é uma fraude, e quem está a favor dele, está a favor da ilegalidade e da fraude.

Será que o povo português quererá continuar a ter um primei-ministro envolvido em fraude e ilegalidade, como o que lá ainda está?

MUDANÇA URGENTE precisa-se!

*

Antonio José Verissimo

Isabel A. Ferreira as questões: acordo ortográfico, justiça, economia, finanças públicas, exportações, educação, etc., têm sempre, e em particular no actual contexto político nacional, um determinado peso específico. E este substantivo poderá ser visto quanto:

- à materialidade -- pesar,

- ao valor relativo -- ponderação,

- ao peso -- pertinência.

Destarte, e considerando o actual quadro institucional, uns assuntos terão maior relevância que outros. A dúvida está apenas em considerar qual ou quais se sobrepõem.

*

Isabel A. Ferreira

Antonio José Verissimo que assunto mais importante existirá do que FORMAR JOVENS de qualidade, para se manterem no País? O ENSINO está um caos, porque a Língua Portuguesa, pilar de todas as disciplinas, está de rastos, e NÃO é permitido aos jovens escrever correCtamente e cumprir a LEI VIGENTE, a que obriga a escrever segundo o AO45. Então vão estudar para o estrangeiro. Fixam-se lá. E Portugal anda por aí ó-tio-ó-tio que não tem pessoal qualificado para ocupar cargos superiores.

E fala quem tem conhecimento de causa sobre esta matéria.

Se as crianças votassem, o senhor não subestimaria a importância VITAL de anular o AO90.

Um político que não tenha esta visão, que despreza o direito das crianças e jovens a um ENSINO DE QUALIDADE, não serve para governar o País.

Os que ainda estão no poder não têm a mínima visão de futuro. E não vejo quem tenha. Depois surpreendam-se se a abstenção GANHAR estas eleições.

É preciso ver mais do que €€€€€€€€€€ diante do nariz!!!!!

O que vale um OE primoroso, num país de analfabetos funcionais, que já os há por aí aos magotes?

*

Antonio José Verissimo

Isabel A. Ferreira o acordo ortográfico é importante mas, neste momento, é tão importante como o estado da justiça, como a enormidade da dívida pública e como a recuperação da economia, entre outros? Tudo a seu tempo!

 

Isabel A. Ferreira

Antonio José Verissimo desculpe não concordar consigo. Tudo a seu tempo, não. Este é o tempo de se falar no AO90. Ou ainda não se aperceberam no MAL que estão a fazer aos alunos?

Este é um assunto da maior importância. Deve ser debatido nestas eleições. Dele depende muitos votos.

*

Isabel A. Ferreira

 

Antonio José Verissimo sim e não vejo lá nada que vá mudar o caos ortográfico em que Portugal está mergulhado e está a levar-nos para um buraco negro, sem regresso. Além disso existe a ilegalidade do AO90, que é avalizada por Rui Rio. Tudo isso será pago com votos.

Eu sou completamente apartidária. Voto nas pessoas, não, nos partidos. Eu até simpatizo com Rui Rio. Queria ver o PS daqui para fora. Mas Rui Rio terá de mostrar a sua RAÇA no que respeita a um acordo ilegal que estão a impingir-nos e que ele já disse que é a favor.

Não é lamentável?

E como eu, há muito mais gente que votaria Rio, se não tivesse essa pedra no sapato.

Deixei num comentário numa publicação mais abaixo, uma pergunta para Rui Rio responder.

*

 

O FUTURO DAS GERAÇÕES MAIS NOVAS, neste link:

https://www.facebook.com/ppdpsd/photos/a.123647340997508/5327035057325351

Isabel A. Ferreira

 

O Dr. Rui Rio está preocupado com o futuro das gerações mais novas? É para estar, mas não só de pão viverão as gerações futuras.

Existe um gravíssimo problema que fará delas os analfabetos funcionais do futuro, e não vejo o Dr. Rui Rio preocupado com isso, ou melhor, assobia para o lado: a questão de estarem a ser obrigadas a usar o AO90, que todos sabemos ser ilegal, mas o Dr. Rui Rio diz «ser a favor, mas a forma como o acordo foi feito podia ter sido melhor

Posso fazer-lhe uma pergunta, Dr. Rui Rio?

O Dr. Rui Rio pode dizer-nos o que o AO90 trouxe de BOM para Portugal? Que benefícios trouxe para os Portugueses, para a sua Cultura Linguística, para o seu Ensino de Qualidade? O que é que podia ter sido melhor no universo do PIOR?

 

Podemos saber?


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:05

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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2022

Eleições legislativas e o AO90: discursos gastos, de gente super-degastada, sem nada de novo para dizer. Anuncia-se mais do mesmo, e se nada mudar, Portugal continuará a marcar passo para trás…

 

Que vantagens trouxe para Portugal e para os Portugueses o AO90?

Queremos esta questão respondida, durante os debates televisivos.
Dela dependerá muitos votos, ou nenhum voto.



Teolinda Gersão.png

 

 

PSD, PCP, PS, BE, PAN, INICIATIVA LIBERAL, CDS/PP e CHEGA atentai no que diz a escritora portuguesa TEOLINDA GERSÃO, que é o que milhares de Portugueses cultos e menos cultos dizem também. Se acham que estão a servir uma Democracia, é da Democracia ouvir a voz dos cidadãos. Se não a ouvirem, então tenham a certeza de que servem uma DITADURA.

 

Hoje, ouvi na televisão alguém dizer que ninguém pode impedir os cidadãos de irem votar, ainda que estejam em isolamento, devido à Covid-19. Aqui-d ’el-rei que se viola a Constituição da República Portuguesa (CRP)!



Nunca vi ninguém ir à televisão GRITAR que ninguém pode impedir os cidadãos, nomeadamente as crianças (que não podem defender os seus direitos) de escrever correCtamente a sua Língua Materna, uma vez que o Acordo Ortográfico de 1990, impingido ilegalmente aos Portugueses, sendo ILEGAL, viola a Constituição da República Portuguesa.

 

O que é isto? Dois pesos e duas medidas no cumprimento da CRP?



Também já se solicitou aos candidatos que se manifestassem nos seus programas eleitorais sobre esta matéria/tabu. Tabu porquê?



O AO90 está envolto em ruidosos silêncios, que dizem da burla que anda por aí disseminada, tão, mas tão cabeluda, que os dirigentes partidários, os governantes, os parlamentares, até o presidente da República (que jurou defender a CRP!!!!) fecham-se em copas, e  fazem-de-conta que o problema NÃO existe, que o problema NÃO é grave, que o problema NÃO viola a CRP. E, pior do que isto, IGNORAM ACINTOSAMENTE, os apelos dos milhares de Portugueses que exigem a anulação do AO90 e a reposição do AO45, que está em vigor, e que MUITOS utilizam, cumprindo deste modo a LEI VIGENTE.

 

Li algures, que, por exemplo, o Dr. Rui Rio, candidato a primeiro-ministro de Portugal, pelo Partido Social-Democrata (PSD), disse num debate «ser a favor do AO90, em princípio, mas a forma como o acordo foi feito podia ter sido melhor.»



É a favor, em princípio? Este é um grave erro que se cometeu contra a cultura Linguística Portuguesa. Ou se está contra, ou se está a favor, e para se estar a favor é necessário ter argumentos muito, muito, muito racionais, para sustentar algo que raia o absurdo, dos absurdos.


Também li na página do PSD que o Dr. Rui Rio está preocupado com o futuro das gerações mais novas. E é para estar, mas não só de pão viverão as gerações futuras.



Existe um gravíssimo problema que fará delas os analfabetos funcionais do futuro, e não vejo o Dr. Rui Rio preocupado com isso, ou melhor, assobia para o lado, no que respeita à questão de estarem a ser obrigadas a usar o AO90, que todos sabemos ser ilegal, mas o Dr. Rui Rio apoia essa ilegalidade.


Posso fazer-lhe uma pergunta, como cidadã, que tem de escolher um primeiro-ministro que pugne pelos interesses de Portugal e dos Portugueses, Dr. Rui Rio?


O Dr. Rui Rio pode dizer-nos o que o AO90 trouxe de BOM para Portugal? Que benefícios trouxe para os Portugueses, para a sua Cultura Linguística, para o seu Ensino de Qualidade? O que é que podia ter sido melhor no universo do PIOR?

Podemos saber?

(Deixei esta questão na Página do Facebook, do PSD)

 

***

Sabemos que o Partido Comunista Português (PCP) tem estado isolado no parlamento, quando à questão da anulação do AO90, que não serviu para nada, nem é bem aceite em nenhum dos países lusófonos. Mas o PCP, sozinho, não pode levar a sua lucidez adiante.

 

Sabemos que o Partido Socialista (PS) é tolinho pelo AO90. Mantém a Língua Portuguesa fechada a sete chaves nos calabouços do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e não arreda pé de retirar Portugal do CAOS ORTOGRÁFICO, em que o mantém mergulhado até às pontas dos cabelos.   

 

Sabemos que o Bloco de Esquerda (BE) não só também é tolinho pelo AO90,  e até o considera moderno, como é fervoroso adepto de uma linguagem parola (de acordo com Miguel Esteves Cardoso) e a que se dá o nome de inclusiva, eivada da mais grosseira ignorância (como se a linguagem inclusiva resolvesse o problema das mulheres).

 

Sabemos que o CDS/PP no ponto 7 do seu programa eleitoral diz no texto deste link:

https://www.tsf.pt/portugal/politica/ninguem-de-o-nosso-apoio-como-adquirido-festa-de-ano-novo-do-cds-com-12-exigencias-para-formar-governo-14454039.html?fbclid=IwAR3J4SqUcspQ4Gzlf07y-yoBJzYHFogbSE-30y8Xo8vxLspWGgUB26uyfK0

«- Cheque-ensino que permita a liberdade de escolha na educação.» (O que nada nos esclarece, quanto ao AO90).  

Já neste:

https://observador.pt/2022/01/01/depois-da-ceia-de-natal-a-de-ano-novo-sem-primos-afastados-so-gente-da-casa-estamos-habituados-a-ressuscitar-nas-urnas-diz-chicao/

no ponto 7 diz o seguinte: «Regresso das parcerias com escolas particulares e cooperativas e reversão do acordo ortográfico».

No que ficamos?

***


Sabemos que o PAN, o CHEGA e o Iniciativa Liberal são adeptos do AO90.


Como se vê, a ilegalidade acordista é avalizada pelos partidos políticos que vão a eleições,  à excepção do PCP.


Exigimos posições claras.


Mais do que isso
: exigimos que nos digam quais os BENEFÍCIOS RACIONAIS, para Portugal e para os Portugueses, que o caótico AO90 veio proporcionar.



Isabel A. Ferreira


publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2021

Uma vez que quem de direito não cumpre a lei vigente, que obriga à grafia de 1945, haja quem dê o exemplo, para não parecer que Portugal é um país onde reinam os fora-da-lei

 

Uma vez que os governantes, o PR, o PM, os ministros, os deputados da Nação e os professores NÃO cumprem a LEI, por usarem e abusarem do ilegal e inconstitucional AO90, haja alguém que dê o bom exemplo e cumpra a Lei, ou seja, que escreva de acordo com a grafia do AO45, a que legalmente está em vigor, de outro modo, parecerá que Portugal é um país onde reinam os fora-da-lei. E não é verdade. Então, sinto-me na obrigação de apoiar os autores portugueses que CUMPREM a Lei vigente, no que respeita à Língua Portuguesa, dando-lhes parangonas. 

Constança Cunha e Sá.jpeg

 

A propósito de um texto que escrevi sob o título «Neste Natal adquira ou ofereça livros em BOM Português…» porque é óbvio que não vamos dar lucros aos editores e aos escritores que se venderam, quais judas iscariotes, a interesses estrangeiros, Manuel Figueiredo comentou o seguinte, no Facebook:

 

MF.PNG

 

Não posso estar mais de acordo, com o que diz Manuel Figueiredo. Mas fiquei com a pulga atrás da orelha: políticos editores na Assembleia da República? Será por isso que o AO90 não é anulado, como é da Inteligência?



Então, falando em “políticos editores”, vejamos o que nos conta Manuel Figueiredo:

 

PÚBLICO.png

 

Este anexo do Público/Ípsilon é de 02.12.2021 – Entretanto o Prémio LeYa 2021, foi atribuído ao ex-deputado da AR, do PSD, e relator do Grupo de Trabalho para Avaliação do Impacto da Aplicação do AO90, José Carlos Barros, Grupo que não ata nem desata o nó górdio desta que é a maior embrulhada de todos os tempos.

 

«O principal alvo é a ex-deputada (CDS) Ana Rita Bessa, nova CEO da LeYa Portugal; já dirigira na LeYa entre 2010 e 2015 o sector do livro escolar (!).

A LeYa é líder das edições gerais, e nº 2 na área dos livros escolares. Agrega 17 editoras!

 

ANA RITA BESSA.PNG

 

Como será possível uma tal deputada ser contra o "acordo", que alimenta a sua empresa pela sua dimensão (é multinacional) e pela (nociva) influência na educação escolar?

 

E não deve ter estado isolada no Parlamento: quais serão as suas redes de interesses, no seu partido e nos outros partidos? Com que argumentos defendeu o "acordo", ilegal, e não pugnou pelo cumprimento da Lei que protege o Acordo Ortográfico de 1945, e assim defendendo a Língua Portuguesa? 

 

Terá sido esta a sua principal/única missão no Parlamento?

 

O outro deputado é João Soares (PS), que é apresentado com a profissão de político e editor literário (desde 1975 na "Perspectivas & Realidades"). Nunca li nenhuma das obras que editou, e por isso não posso afirmar que não siga o "acordo". Mas foi anos a fio deputado, nacional e europeu, e nunca lhe ouvi uma vogal ou uma consoante a contestar o "acordo". Foi cúmplice no incumprimento da lei, no Parlamento.

 

Mais: foi (brevemente) Ministro da Cultura, e nenhuma acção desenvolveu para apagar a vileza que também o envolveu nos anos em que habitou S. Bento! Uma responsabilidade acrescida.

 

Agora, em sentido contrário:

 

Zita Seabra (PCP, e PSD desde 1997), de profissão editora, foi deputada em várias legislaturas, sendo a última a X.

 

Na área editorial, foi conhecida por ser a "dona" da Bertrand.

 

Foi uma das principais signatárias do "Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa contra o Acordo Ortográfico de 1990", com mais de 115 mil assinaturas. Este Manifesto foi apresentado em Maio de 2009 para apreciação pelo Parlamento. Não conheço os resultados dessa "apreciação", e seria interessante saber quais as declarações e os silêncios dos deputados - os deputados que o povo elegeu, e que nem a força de 115 mil assinaturas os levou a meterem a mão na consciência!

 

O Ministério da Educação tem particulares responsabilidades ao não avaliar os malefícios já causados aos jovens, vítimas da ganância, da cobardia e da ignorância de muitos - políticos, professores e eleitores.

 

A minha opinião, que é ainda a mesma: cabe agora ao Presidente da República exercer o seu legítimo poder de influência no sentido de levar ao cumprimento da Lei, que a Assembleia da República teimosamente ignora: a Lei que está em vigor, e não a Resolução do Conselho de Ministros, que abusivamente a pretende substituir.

 

Manuel Figueiredo

 

***

 

Tudo isto é vergonhoso. São tramóias atrás de tramóias, e ainda querem maiorias?



Que tipo de governantes são estes?

 

Que tipo de governantes queremos para Portugal?

 

Há que pôr fim a esta dinastia da incompetência, ou, de outro modo, Portugal perderá o comboio da respeitabilidade e da honestidade. É isso que queremos para o nosso País?

 

Estará o presidente da República disposto a repor a legalidade desta questão?

 

É hora de arregaçar as mangas, pegar em paus e pedras e LUTAR pela NOSSA dignidade.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:24

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Segunda-feira, 12 de Abril de 2021

Carta de Amadeu M. ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o “manda-chuva” do AO90

 

Neste conturbado momento que o nosso País atravessa, quando as injustiças estão a vir à tona, em catadupa, como se não existissem Justos nem Justiça em Portugal, esta carta, de Amadeu M., dirigida a Augusto Santos Silva é uma daquelas pérolas raras,  extremamente realista, a qual, se houvesse os tais Justos e Justiça em Portugal, depois da sua publicação, amanhã mesmo, os responsáveis pela mixórdia ortográfica portuguesa, imposta aos Portugueses, sem que lhes fosse pedida licença, os levaria a pedir a demissão, ou, no mínimo, mexer os cordelinhos para acabar com o AO90, como milhares de lusófonos desejam.

 

Bem sabemos que pedir a demissão de um cargo, que por um qualquer motivo, falhou nos seus objectivos, é algo para gente com espírito superior, com honra, e dotada de uma postura erecta. Contudo, tenhamos esperança de que, entre o joio político, exista um grão de trigo, que possa fazer rejuvenescer o trigal.

 

Esta carta é de leitura obrigatória, para todos os que abominam o capenga AO90, (para usar um termo brasileiro tão ao gosto dos acordistas).

 

Isabel A. Ferreira

 

Sérgio de Carvalho Pachá.jpg

 

Por Amadeu M.

 

«Excelentíssimo Senhor Ministro Augusto Santos Silva,

 

Na impossibilidade de o contactar, pessoalmente ou pelo endereço electrónico do ministério, venho por este meio notificá-lo e à sua filial governativa, (órgãos do poder, Presidente da República, Justiça e Parlamento), e todos os meios de comunicação social (Jornais, TV e Editoras acordistas) do seguinte:

 

A maioria dos portugueses está contra o AO90.

 

Todos temos “o direito à indignação”, frase muito na moda, proferida em tempos por alguém do seu partido (PS), pela falta de respeito e educação do Sr. e dos órgãos de soberania do poder instalado em Portugal, do extravasar das competências  limitadas pela  Constituição da República, da qual o mais alto magistrado da Nação devia ser o seu garante.

 

Nos meios académicos do país o AO90 é conhecido por “dialecto brasileiro”, “cartilha brasileira”, “aborto ortográfico”, “mixordês” e “mortografia”, etc., etc., imposto pelos órgãos do Governos de Portugal, com a concordância e prepotência do Exmº Sr. ex-presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

 

Isto foi feito à revelia de todos os homens do saber, por uma resolução do Conselho de Ministros, ao tempo do Sr. José Sócrates para que os portugueses, principalmente as crianças em idade escolar, aprendessem a escrever uma língua estranha, imposta a todas as escolas e instituições do Estado.

 

O AO90 e todo o processo de o tornar válido pelo Sr. Ministro e o seu partido PS, BE, PSD e o CDS, excepcionando o PCP (cuja posição continua dúbia) de que são acérrimos defensores, ficou pela fase da ratificação dos países signatários, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor!

 

O Sr. ministro, Augusto S. Silva, como guardião-mor deste “aborto ortográfico” fez questão de, em Janeiro de 2016, afirmar em público e aos órgãos comunicação social:

 

«Angola e Moçambique estão prestes a ratificar o acordo, é uma questão de tempo», (frase repetida de tempos a tempos para calar as vozes discordantes).

 

Sr. Ministro, passados cinco anos, a tal ambicionada ratificação por si desejada e pela sua filial, está por executar, e como deve saber, (o Sr.  e os órgãos de poder sabem de certeza) nunca será ratificado, por isso é que criaram em 2004 um 2º protocolo modificativo ao Tratado inicial, para tornear o problema, (necessidade absoluta e urgente de o por em prática, sem o consentimento dos outros signatários do tratado).

 

Angola, Moçambique, Guiné e Timor dizem que o AO90 firmado com o Brasil, é uma autêntica vigarice, está cheio de incongruências e excepções, é mentiroso, criminoso, completamente inútil, patético e, acima de tudo, é ilegal.

 

Só o Sr. Ministro e a sua filial governativa e os seus membros acordistas acham que não, e vá-se lá saber porquê! Resta saber se ouve dinheiro a passar por baixo da mesa.

 

Como o povo não é burro, com o devido respeito que se tem pelo “burro”, há muitos interesses obscuros por trás desta tramóia.

 

O tratado original do chamado Acordo Ortográfico de 1990, garantia que o mesmo só entraria em vigor quando todos os intervenientes o ratificassem na sua ordem jurídica.

 

Essa intenção foi reafirmada em protocolo modificativo de 1998.

 

Em 2004, há um segundo protocolo modificativo, em que o governo português, inquietado por tanta demora, (os signatários do tratado não o ratificavam), afirmou:

 

“Basta haver a ratificação de três países para que o acordo [aborto] entre em vigor”.

 

Não é preciso ser um génio da jurisprudência para detectar aqui um abuso de poder e má-fé, da parte do poder político.

 

Como permitir que o segundo protocolo tenha força de lei se ele nem sequer foi ratificado por todos os países?

 

O resultado está à vista de todos, é o caos ortográfico instalado em todas as instituições do Estado com a gravidade inerente, em tornar a língua numa autêntica mixordice, afastando-a da matriz culta indo-europeia, e obrigatória às crianças em idade escolar, sob coacção, a todos os professores de ensino.

 

Como alguém escreveu, um caostecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável”.

 

E como não há lei alguma que o sustente, nós, pessoas de bem e de carácter, continuamos a escrever correctamente de acordo com a Lei em vigor.

 

O Sr. e os seus, queriam ou querem uma mera unificação da ortografia em todo o espaço lusófono, e deixar tudo como está, ou melhor tudo como foi feito, agredindo barbaramente a etimologia das palavras, com o propósito de tornar a ortografia portuguesa numa autêntica “mixordice”.

 

Ninguém percebe esta sua obstinação e a precipitação dos políticos do país.

 

Sujeitamo-nos agora à vergonha de Angola e Moçambique, Timor-Leste, Guiné Bissau, não aceitar o acordo porque têm demasiado respeito pela Língua Portuguesa!

 

Quando as Resoluções do Conselho de Ministros são de lesa-pátria, o mínimo que se pede é a desobediência civil.

 

Ainda bem que há tantos portugueses que não foram no engodo, não ficaram cegos só porque o Sr. e os seus membros acordistas lhes disseram que «está na lei», e ninguém sabe que lei é essa.

 

Parece que os tempos mudaram, dando a entender que cada qual faz o que bem lhe apetece.

 

O país já não é de analfabetos, como o Sr. e outros da sua classe querem que seja, embora, com este aborto, queiram fazê-lo regredir para esses tempos de atraso.

 

O que vemos escrito em textos oficiais, jornais e televisões para nós é uma autêntica vergonha nacional.

 

O Sr. Ministro devia saber, que na nossa “democracia”, a justiça, as garantias individuais e as leis obedecem a uma série de formalismos e burocracias, são dispendiosos (de iniciativa particular e privada) cuja observância, cega, é mais importante dos que as garantias legais, sociais e pessoais dos cidadãos; nomeadamente de não discriminação em função da situação económica, grau de instrução, capacidade física e intelectual.

 

Isto porque os despachos normativos e seus formalismos são feitos para permitir estas infâmias, em que o Sr. e o seu Governo são mestres neste tipo de situações.

 

Estamos perante um Governo de “faz-de-conta”.

 

Tudo isto acontece apesar de o governo ser de “esquerda”, socialista ou de centro de direita ou esquerda, como gostam de ser chamados.

 

 Citando Guerra Junqueiro:

 

«Partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogo nas palavras, idêntico nos actos, iguais uns aos outros como metades do mesmo zero, pela razão que alguém deu no Parlamento de não caberem todos de uma vez na mesma sala de jantar…».  

 

Raios partam todos os abutres, vampiros malditos, instituições e os governos que lhes oferecem, de bandeja, as leis e os formalismos (e a inércia das instituições) que permitem a estes vampiros alimentarem-se da destruição da sociedade (a começar pelos valores).

 

Perdeu-se a noção de norma, aliás com a vossa preciosa ajuda, meteram a colher onde não são chamados, criaram uma coisa a que chamam de AO90, como se fosse um conceito científico - o de "pronúncia culta" para justificar a pseudo aproximação da ortografia à oralidade com o Brasil.

 

O resultado está à vista de todos, com excepção da inteligência suprema do Sr. Ministro e do governo de um país chamado Portugal, escrevem uma panóplia de vocábulos estranhos à Língua Portuguesa de matriz culta indo-europeia, provenientes dos vários dialectos que se fala no Brasil. 

 

Os exemplos seguintes demonstram a estupidez e o ridículo a que isto chegou.

 

O país mergulhado num completo “anarquismo ortográfico” (não se sabe o que é certo ou errado), palavras que vão minando a aprendizagem nas escolas, onde as nossas crianças em idade escolar são obrigadas a ler e a escrever:

 

parabenizar, contato, cidadje, falço, sobrescrite, descaçámos,  desfitava, exchefe deceção, registro, reptis, efeituar,  abatises,  galera,  esporte, bilhão, sobetas, esporte, águaardente recetáculo, ruinas , escaço, assignadas, deslisa  etc., etc., etc…etc..

 

E tantos outros disparates, que é impossível enumerá-los a todos.

 

Erros, em qualquer parte, são erros, insistir nos erros é pura estupidez.

 

Na ortografia portuguesa, com o mais alto beneplácito dos deputados, Presidente da República e tribunais, um erro passou a ser uma verdade indiscutível.

 

Está-se a perder  cada vez mais a noção do que é certo e do que é errado, e cai-se no ridículo do absurdo.

 

Os juízes do tribunal constitucional são nomeados pelos partidos. Existem juízes da (relação, supremo e constitucional), de todas as cores partidárias. A justiça ao arbítrio da política.

 

O que esperar dos tribunais, quando os juízes são nomeados pelo partido do governo? A nosso ver, responda quem souber.

 

Escrevem alegremente em “acordês”, ou melhor, em “mixordês” que se está a generalizar em todo o espaço português, tornam-no obrigatório nas escolas e nas instituições do país.

 

Afinal que sentido de Estado?

 

Será possível confiar no Supremo Tribunal, no Tribunal Constitucional ou no TEDH (Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) onde o Estado português tem sido um réu permanente e condenado repetidas vezes?

 

Está na cara! Toda a gente sabe! Toda a gente vê!  É o que diz o povo. Só não vê o Sr. ministro dos Negócios Estrangeiros e a sua filial governativa e os seus membros delatores (Presidente da República, Parlamento, tribunais, jornais, editoras e TV) da república das bananas!

 

E, nestes casos, não há garantias constitucionais que nos valham, porque ninguém respeita a Constituição, nem mesmo o Sr. Presidente da República, que diz ser o seu garante.

 

A forma ardilosa com que as instituições judiciais pretendem, neste caso, dar cobertura e protecção aos criminosos, é antiga e muito utilizada em Portugal:

 

Consiste no arrastar dos processos, na morosidade da justiça, invocando falta de meios, quando o que existe, de facto, é manipulação e falta de “vontade” de actuar.

 

Um outro factor importante são os testemunhos utilizados para este efeito.

 

Não tenho dúvidas de que indiciam ser fabricados e obtidos com promessa de protecção para o envolvimento (os crimes) dos seus autores.

 

Isto só é possível porque nos Tribunais, todos os dias se mente e ninguém é condenado por perjúrio.

 

Além disso, dentro das instituições, são tolerados todo o tipo de falhas, devidas à incompetência e/ou premeditação; isto é: só existe tolerância absoluta para a incompetência, com que se auto-desculpa a premeditação.

 

Contudo, torna-se ainda mais complicado confiar nos 230 deputados que compõem a AR, porque 206 são maçónicos, os outros 24 são o que são, ou melhor, são aquilo que quiserem ser!

 

Quem sabe, por que razão o Sr. Presidente da República, como ilustre professor e jurista, não determina a sua abolição?

 

O mais alto magistrado da Nação, o Sr. Presidente da Republica, com todos os instrumentos constitucionais que tem ao seu dispor, nada faz, ou melhor, nada tem feito para pôr cobro a esta situação, e faz do assunto “ouvidos de mercador”.

 

Questionado pelos os órgãos de comunicação social sobre o AO90, prontamente respondeu, como é seu cariz, ser um “não-assunto”, perfilando-se ao lado do Sr. Ministro e do Governo.

 

Que lástima Sr. Presidente, que falta de senso e carácter!

 

Não se espere que isto melhore, não existe ninguém que tome uma atitude firme e séria, o mixordês avança, afasta cada vez mais a Língua Portuguesa da sua matriz culta indo-europeia!

 

E para que se saiba que toda a gente sabe! Como deve ser! Já se passaram dez anos, tudo continua na mesma, apesar da gravidade e da verosimilhança das denúncias.

 

Isto tem de ter um fim, para bem de todos nós e do País que nem país é com este tipo de democracia, num “Estado de direito democrático”, frase muito ao gosto do poder político.

 

Portugal, é conhecido lá fora como sendo um país de brandos costumes, e onde os governantes não tomam decisões importantes, para corrigir o que está mal.

 

O “aborto ortográfico”, foi feito por meia dúzia de imbecis, à pressa e às escondidas, ao serviço dos propósitos políticos, ligados à maçonaria, e a ortografia portuguesa começou a ficar em farrapos. 

 

Os professores sob coacção, e não coação, (acto ou efeito de coar, os brasileiros assim escrevem) palavra muito utilizada pelo Sr. e pelos seus acólitos (jornais, televisões e outros meios de comunicação social) iniciaram nova aprendizagem dos vários dialectos, transmitindo-os às criancinhas em idade escolar, desprezando deste modo a Língua Portuguesa de Matriz Culta Indo-Europeia.

 

Desde 2011, está instalado o caos ortográfico em Portugal! e tudo isto podia evitar-se, desde que houvesse gente poderosa para o evitar.

 

Os idiotas, são sempre idiotas, não conseguem ver o que é óbvio, ou se o vêem fazem questão de não o ver, sentem-se realizados por uma coisa qualquer, a destruição do Património Cultural Imaterial de Portugal”, a Língua Portuguesa de matriz culta indo-europeia

 

Vejam, as palavras acentuadas na penúltima sílaba, como devem ser escritas e por via do “mortográfico” deixaram-no de o ser:

 

Como deve ser escrito está a negrito.

Entre parêntesis, por via do AO90 é como passou a ser escrito.

 

pára (para)

móveis (moveis)

úteis (uteis)

fácil (facil)

ordinário (ordinario)

miséria (miseria)

míssil (missil)

ágil (agil)

alcançável (alcançavel)

capitólio (capitolio)

 

Etc., etc., etc., etc., é impossível enumerar todas, pois só os idiotas, por serem idiotas, é que escrevem desta forma e obrigam a escrever aos demais!

 

Um país em que a classe política da “república das bananas” pactua com estas anomalias vai destruindo a LÍNGUA Portuguesa de matriz culta indo-europeia muito rapidamente e em força.

 

O que se pode chamar a isto, senão uma absoluta incompetência?

 

Na nossa opinião, seria matéria clara para o Tribunal Constitucional, mas como acreditar, se ele próprio escreve em “mixordês”?

 

Não convém esquecer a violação grosseira, cometida com requintes de bestialidade primitiva, ao simples acto despótico da política.

 

Irrita haver gente favorável às modas, quando são as modas que conduzem o rebanho, e já basta o que basta, quanto mais ouvir os "méeee" concordantes.

 

Outro dos problemas do actual “aborto” é que grande parte dos seus paladinos não fazem a menor ideia de como aplicá-lo, precisamente porque é uma autêntica “mixordice”.

 

Confunde-se dicção com fonética, fixa-se a ortografia com base na fala apenas.

 

Em termos práticos, a tão apregoada mudança da língua (os defensores valorizam a mudança, confundindo mudança com evolução) começa a ser operada da má escrita para a fala, e não da fala para a escrita.

 

 

Só mesmo alguém muito poderoso e com coragem para enfrentar este grupelho sem escrúpulos é capaz de acabar com esta “lama” de vez!

 

O   esquema está tão bem montado e encruzilhado, que nem com um 25 de Abril idêntico ao que houve, se conseguiria deitar abaixo esta máfia!

 

Uma força muito mais poderosa do que a da ditadura do Salazar!

 

O único meio não seria começar a desvendar as trafulhices que levaram Portugal à ruína e também daí recuperar o dinheiro que foi roubado neste tipo de situações? Ou confiscar as empresas (jornais, TV e outras) que teriam recebido subornos ou ajudas por baixo da mesa e saber quem serão os próximos a serem denunciados?

 

Sr. Ministro, para terminar, Portugal será como o Sr. e a sua filial governativa querem que seja: pobre, moribundo, corrupto e traiçoeiro, e de um povo de emigrantes e sem valores.

 

Homenagem seja feita a Vasco Graça Moura, que tanto lutou contra “esta horda de imbecis[expressão dele].»

 

Amadeu M.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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Quinta-feira, 4 de Março de 2021

Um debate por haver: «De que falamos quando falamos de “Acordo Ortográfico”?»

 

Por Rui Valente 

 

Gandhi.jpg

 

O entendimento mais comum é o que associa o “Acordo ortográfico” às alterações introduzidas na ortografia — as célebres XXI bases do AO90 e respectiva “nota explicativa“. Esta é, digamos assim, a definição “ortográfica” do AO.

 

Mas, como vimos no “post” anterior, o AO90 pode e deve ser visto sob outro prisma, numa leitura que pouco ou nada tem que ver com ortografia.

 

O “Acordo Ortográfico” é, de facto, um Tratado Internacional em que oito países manifestam a intenção de “unificar” uma norma, definindo prazos e condições para esse objectivo. Estamos, neste caso, a falar do AO90 enquanto instrumento político.

 

Infelizmente, seja qual for a abordagem escolhida, o AO90 é um acto falhado. Como é costume dizer-se, o “Acordo Ortográfico” não é “acordo”, nem é “ortográfico”.

 

Não é “ortográfico” porque as regras introduzidas, supostamente “facilitadoras”, são absurdas na sua deriva fonética e na criação de facultatividades que desafiam o próprio conceito de ortografia.

 

E não é “acordo” porque prima por não reunir o consenso e não envolver cedências entre todos os países envolvidos ou partes contratantes. No espaço da CPLP existem agora três normas e um caos inqualificável na sua aplicação. Mais de metade dos países de expressão oficial portuguesa não ratificaram o AO90 e/ou não o aplicam.

 

Perante este cenário, ocorre perguntar: se há países que não ratificaram o AO90 nem o aplicam, como é possível que em Portugal o AO90 esteja em vigor?

 

A resposta a esta questão tem um nome: II Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico. Graças a essa alteração à letra do Tratado original, o AO90 passou a poder entrar em vigor em todos os oito países com a ratificação de três deles somente.

 

O AO90 obriga-nos — literalmente — a escrever torto. Com o II Protocolo Modificativo escrevemos torto por linhas tortas.

 

Em Portugal, o “truque” do II Protocolo Modificativo foi validado pela Assembleia da República através da RAR (Resolução da Assembleia da República) n.º 35/2008. Com a aprovação desta Resolução, no dia 16 de Maio de 2008, a Assembleia da República aceitou o princípio de que três países podem de facto decidir por oito, numa matéria que a todos diz respeito.

 

O nosso Projecto de Lei incide, precisamente, sobre esta questão. Partindo do princípio de que um Tratado Internacional que pretenda “unificar” o que quer que seja não pode ser posto em prática sem a concordância de todos os envolvidos, propomos a revogação da referida RAR n.º 35/2008.

 

Devemos salientar que a nossa ILC não propõe (nem podia fazê-lo) a revogação do Acordo Ortográfico. E não propõe sequer a revogação do próprio II Protocolo Modificativo, tal como foi concebido em 2004.

 

Na apreciação da nossa Iniciativa Legislativa em Plenário, duas coisas podem acontecer.

 

Por um lado, a Assembleia da República pode, muito simplesmente, rejeitar o Projecto de Lei n.º 1195/XIII, o que equivale a reafirmar a decisão tomada — por evidente equívoco e desconhecimento da maioria dos deputados de então — em 2008. Por outro lado, mesmo que o Plenário decida revogar a RAR n.º 35/2008, o II Protocolo Modificativo continua a existir. Perante esse cenário, uma das opções à disposição do Governo é a da submissão à Assembleia da República de um novo Projecto de Resolução no mesmo sentido. Esperamos, naturalmente, que não seja essa a opção tomada, mas é bom que se saiba que essa possibilidade existe — as acusações de condicionamento da margem de manobra do Executivo são manifestamente exageradas.

 

Em resumo, o que os cidadãos eleitores e subscritores desta Iniciativa Legislativa pretendem é que a Assembleia da República reconsidere a aprovação, no mínimo, precipitada, da RAR n.º 35/2008.

 

Dito isto, reconhecemos que não é fácil debatermos de forma estanque as duas vertentes — política e ortográfica — do Acordo Ortográfico, e isto se dermos de barato e ignorarmos uma terceira vertente, a jurídica. Basta pensarmos que, se as XXI bases do Acordo Ortográfico fossem boas, a resistência à sua aceitação não teria existido e o II Protocolo Modificativo não teria sido necessário.

 

Esperamos, sinceramente, que o lado “ortográfico” desta questão não acabe por prevalecer, empurrando o debate para uma discussão apaixonada mas pouco frutuosa em torno das “incoerências”, dos “constrangimentos” e das opções entre “revogar” ou “corrigir o que está mal” (vulgo, “revisão do AO90“). Devemos ser muito claros neste ponto: ainda que a ILC-AO possa abrir a porta a estas questões num futuro próximo, a discussão em torno do nosso Projecto de Lei não é o momento mais apropriado para esse debate.

 

Ainda assim, muitas questões estão desde já em causa e é bom que os deputados tenham consciência desse facto.

 

Infelizmente, a recente discussão em torno de um Projecto de Resolução sobre esta matéria não pressagia nada de bom. Assistimos, no passado dia 15 de Janeiro, a um diálogo de surdos, em que as partes debitaram mecanicamente os mesmos argumentos de sempre sobre o Acordo Ortográfico.

 

Para que a ILC-AO possa escapar a essa lógica trituradora apresentamos aqui alguns contributos quer para o agendamento do debate, quer para o debate propriamente dito.

 

À atenção da Conferência de Líderes


É certo que, repetimos, o nosso Projecto de Lei não incide especificamente sobre ortografia — questiona “apenas” a decisão, tomada pela AR, de aceitar como válido o princípio de que um Tratado desenhado para unificar a ortografia de oito países possa vigorar sem ser ratificado por todos.

 

Trata-se de uma questão fundamental, que deve ser encarada com a máxima seriedade, sem tergiversações ou manobras de bastidores para desviar atenções. Sem prejuízo das restantes matérias debatidas em Plenário, deve ser atribuído à ILC-AO o tempo dado às grandes questões de fundo (e fôlego), isto é, aos temas que de alguma forma têm que ver com a identidade nacional ou o património identitário português. Trata-se de um assunto que afecta toda a comunidade e a totalidade dos portugueses, onde quer que residam. Não faz sentido agendar o debate sobre a nossa Iniciativa cidadã no meio de uma maratona de discussões que, pese embora a sua importância relativa, caso a tenham, incidem geralmente apenas sobre um segmento restrito da população e sobre assuntos parcelares, circunscritos. Pelos mesmos motivos, deve ser assegurada aos deputados a liberdade de voto. Esta não é uma matéria em que os líderes dos diversos grupos parlamentares, sete “chefes de bancada”, possam votar em nome de todos os deputados do seu grupo.

 

À atenção dos deputados


No debate sobre o Projecto de Resolução do PEV percebemos que os velhos argumentos a  favor do AO90 continuam a ser desfiados sem qualquer espírito crítico. “O objectivo de uma aproximação gráfica […] é reconhecido como positivo num mundo global.” (Beatriz Dias, BE) ou “É importante sublinhar a relevância do acordo para a literacia, a facilitação da aprendizagem da escrita e da leitura” (Pedro Cegonho, PS), ou ainda “A Língua Portuguesa, para se impor como Língua de comunicação, de cultura, de ciência e de negócios, carece de uma uniformização ortográfica” (Fernanda Velez, PSD) são teses que não encontram qualquer tipo de sustentação real mas que, ainda assim, são repetidas “ad nauseam”, de forma acrítica e meramente seguidista.

 

Seria bom que Beatriz Dias se perguntasse de onde veio a “identificação como positiva” do objectivo de uma aproximação gráfica e, acima de tudo, de que análises resultou a validade desse diagnóstico. Aliás, seria até curioso (muito curioso) que algum deputado mostrasse uma única “queixa”, seja de quem for, por os meses e as estações do ano terem maiúscula inicial antes do AO90. Ou que, além de ter “resolvido” esse gravíssimo problema (totalmente inventado), demonstrassem os ilustres que alguma vez existiu uma única das variadíssimas “queixas” que, dizem, justificaram a “necessidade” de “corrigir” a nossa Língua nacional conforme a escrita brasileira.

Seria bom, por exemplo, que Fernanda Velez explicasse como conseguiu o inglês sobreviver como Língua de comunicação, de cultura, de ciência e de negócios sem jamais ter ocorrido a qualquer inglês ou americano que era necessária uma uniformização ortográfica; muito pelo contrário! A diversidade no Inglês (USA, UK, South Africa, Australia, Canada, etc.) é uma das características da Língua mais falada e escrita em todo o mundo.

 

Seria bom que Pedro Cegonho, também por exemplo, compreendesse que a “facilitação” no ensino da Língua será, quando muito, apenas aparente. “Escrever como se fala” é receita para uma aprendizagem cada vez mais superficial (e estupidificante) do Português e é também factor de bloqueio para quem quiser partir à descoberta de relações e sentidos entre famílias de palavras ou aprender outras Línguas de génese ou de influência latina. Já agora, esse deputado talvez se quisesse dar à maçada de explicar ao povo português o que diabo significa “escrever como se fala”: como se fala onde?

 

O ensino da ortografia não pode ser levado à conta de um simples Bê-a-Bá. Na ânsia da “simplificação” e da “facilitação” esquece-se a importância da ortografia enquanto iniciação ao raciocínio abstracto e à interpretação de signos, desvaloriza-se o estímulo ao pensamento profundo, limita-se o acesso à interrogação e à curiosidade histórica. No limite, um limite meramente figurativo, a “simplificação” significa o retorno ao primordial grunhido troglodita e a “facilitação” equivale aos muito populares “vale tudo”, “está certo das duas maneiras”, “pouco mais ou menos” ou ainda “bem, desde que se perceba…”

 

De resto, há uma profunda incoerência no discurso destes três deputados: em primeiro lugar, é feito o reconhecimento “da praxe” de que o Acordo Ortográfico só afecta a ortografia — o que, desde logo, não passa de uma falácia. Daí em diante, ignora-se propositadamente quaisquer consequências dessa falácia: se essa é a única variável que se pode (tentar) alterar, não há unidade possível entre variantes da Língua — ficam de fora a escolha de palavras e a construção frásica.

 

A “unificação” é uma miragem e o Acordo Ortográfico uma fraude. É esta incoerência, em suma, é esta visão limitada que se nota no discurso dos deputados: a fixação na árvore, em detrimento da atenção devida à floresta.

 

De facto, não é possível debater a (im)própria existência de um acordo ortográfico sem se ter uma noção mais abrangente do fenómeno linguístico e da viagem das Línguas pelo tempo e pelo espaço.

 

A separação ortográfica ocorrida em 1911 continua a intrigar muita gente e, volvidos mais de cem anos, há quem continue a perseguir o estranho objectivo da unidade ortográfica entre o Português Europeu e o Português do Brasil, considerando tal absurdo um desígnio imprescindível. Esta fixação pró-Acordo, ordenada pelas cúpulas partidárias, é tanto mais incompreensível quanto se sabe que a ortografia, com toda a sua importância, é apenas uma entre as várias vertentes da Língua. Em rigor, o vocabulário, a ortografia e a sintaxe começaram a divergir entre Portugal e o Brasil quando se deu o contacto com o tupi, o guarani, o tukano e outras Línguas brasileiras e do continente sul-americano e continuou, ao longo de séculos, inevitavelmente, alimentada por línguas alienígenas  provindas das migrações de espanhóis, alemães, italianos, árabes, japoneses e muitos outros.

 

É um fenómeno natural — e irreversível.

 

Isto significa que qualquer Acordo Ortográfico que tenha por base um pressuposto de “unificação” é inútil, contra-natura, e está votado ao fracasso. Pode-se (tentar) unificar a ortografia, pode-se até (tentar) trazer um vocabulário a reboque dessa “unificação” — e assistimos actualmente a uma invasão, acéfala e sem precedentes, de termos brasileiros no nosso dia-a-dia — mas não se pode mudar a sintaxe, isto é, o modo como construímos as frases. “Eu te amo” será sempre “amo-te” no lado de cá do Atlântico.

 

Dito de outro modo, ninguém consegue alinhavar duas linhas em Português sem que, involuntariamente, denuncie o país onde aprendeu a falar, primeiro, e a escrever, depois. E isto nunca constituiu um problema. A ortografia fonética é uma idiossincrasia brasileira que não existe e jamais existiu em Portugal.

 

Bucha Estica.jpg

Imagem: Laurel & Hardy “cortesia” San Francisco Silent Film Festival

 

Defendermos o contrário, isto é, defendermos que, à boleia da ortografia, tudo passou a ser igual, é fingirmos que o Bucha e o Estica passaram a ser indistinguíveis só porque passaram ambos a usar lacinho.

 

À conta da apresentação dos sub-domínios virtuais “.pt” num pretenso Português “universal” (que, para mal dos nossos pecados, coincide geralmente com a língua falada no Brasil), as plataformas e serviços internacionais (Google, Wikipedia, Facebook, Youtube, etc.) eliminaram pura e simplesmente a “variante” portuguesa da Língua — não apenas nos “interfaces” mas nos próprios conteúdos têm sido sistematicamente apagados quaisquer resquícios de Portugal e dos portugueses, da nossa História e da nossa Cultura; tudo passou a ser brasileiro, pura, simples e radicalmente.

 

Mas a verdade é que não é possível escrever, editar, traduzir e, numa palavra, comunicar, como se todos fôssemos o tal universo de duzentos e dez milhões de falantes. Pode mexer-se na ortografia, mas nunca nada de construtivo resultará dessa intervenção (ou invenção). A não ser, é claro, que se pretenda, cavalgando um pretenso cavalo de Tróia ortográfico, espezinhar algo…

 

É fundamental que, quando chegar o momento de debater o Projecto de Lei n.º 1195/XIII, os deputados tenham a noção exacta do que essencialmente está em causa. Todas as envolventes, mesmo as mais incómodas ou, quem sabe, até politicamente incorrectas, deverão estar presentes, como pano de fundo, no momento da votação do nosso Projecto de Lei.

 

Porque só a consciência deste falhanço anunciado do AO90 permite perceber o que foi e o que é, verdadeiramente, o II Protocolo Modificativo: em 2008, foi o expediente que permitiu dar vida a um “Acordo Ortográfico” desnecessário, inútil, conflituoso e impraticável.

 

Manifestamente, os seus promotores acreditaram que, mais tarde ou mais cedo, todos os países acabariam por ratificar o Acordo Ortográfico, diluindo no tempo o grosseiro enviesamento do II Protocolo Modificativo. Tal não aconteceu. E o efeito é agora o inverso: quanto mais tempo passa mais exposto fica o ridículo de um Acordo que, afinal, tem carácter facultativo.

 

Passados 17 anos sobre a invenção desse II Protocolo Modificativo, passados 30 anos sobre a invenção do Acordo Ortográfico, é mais que evidente que o falhanço da “unificação” já não é uma premonição: é um facto.

 

Hoje em dia, o II Protocolo Modificativo já não é uma “fase transitória”, até que todos os países cumpram o AO90. É a bóia de salvação que vai mantendo o Acordo Ortográfico à tona da água.

 

Mas nunca é tarde para se corrigir um erro.

 

Fonte:

https://ilcao.com/2021/03/01/um-debate-por-haver/?fbclid=IwAR30zjFBtws1CUdmQHQ2KEwuXX08m6pSEetGxOdWJQjxvjqDmflULaR82mc

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:57

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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2021

«AO90: não há dupla grafia para “avaliar” nem para “decidir”»

 

Intervenção da deputada Ana Rita Bessa (CDS/PP) durante a discussão do Projecto de Resolução n.º 533/XIV/1.ª (PEV) - Avaliação do Acordo Ortográfico de 1990, que foi chumbado com os votos do PS, PSD e BE.

 

E ficava-lhes tão bem assumir o erro! Porque assumir os erros só valoriza as pessoas que os cometem.


Os deputados do PS, PSD, BE não têm competência nem habilitações literárias específicas para avaliarem a questão do AO90, por isso, chumbaram este projecto, entre outros.

 

Já é tempo de recuarem, para que Portugal possa regressar à ortografia que o identifica como um país livre e europeu.

 

Ana Rita Bessa.png

 

Concordo com a deputada Ana Rita Bessa: não há nada no AO90 para avaliar. Já não concordo que não haja nada para decidir, porque há que DECIDIR acabar com esta farsa, e repor a ortografia portuguesa de 1945, aliás, a que está verdadeiramente em vigor, porque a mixórdia ortográfica está a ser aplicada ilegalmente.

 

Além disso, quanto mais ignorantes são os povos, mais necessitam de “acordos ortográficos”. É um facto. Dar-se-á ser este o caso de Portugal e do Brasil? Pois dos oito países, ditos lusófonos, apenas estes dois andaram com acordos ortográficos abaixo e acima, para chegar ao ponto de termos uma mixórdia ortográfica instalada em Portugal, porque o Brasil e os outros países da CPLP mandaram às malvas o AO90.

 

Sugiro-vos a leitura destes textos, que explicam o que se passa com a Língua Portuguesa, e não se passou com mais nenhuma outra Língua do mundo:

 

«Quanto mais ignorantes são os povos, mais necessitam de “acordos ortográficos”»

 

Opinião de Sérgio Lopes sobre o artigo: «Quanto mais ignorantes são os povos, mais necessitam de "acordos ortográficos"»

 

Deputados da Assembleia da República (PS, PSD, BE) não têm competência nem habilitações literárias específicas para avaliarem a questão do AO90

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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