Quinta-feira, 11 de Setembro de 2025

A RTP convidou a Professora de Português, Maria do Carmo Vieira, para ir ao programa «Bom Dia Portugal» assinalar o Dia Internacional da Literacia, que se celebrou no passado dia 08 de Setembro, e o que lhe fez é imperdoável...

 

Desconhecia que a Maria do Carmo ia ao programa Bom Dia Portugal, e não a ouvi em directo, porém, uma amiga comum enviou-me uma mensagem no dia seguinte a informar-me de que ela esteve na RTP a falar sobre o AO90, a nossa luta comum.  

 

Fui ver, porque, ainda bem que a televisão permite ver os programas dos dias anteriores.

 

A Maria do Carmo, como não podia deixar de ser, estava a sair-se muito bem, respondendo às questões postas pela jornalista Carla Trafaria, com a lucidez que lhe é característica, no que concerne ao papel do Professor, que a Maria do Carmo considera fundamental na Literacia. Olhando em concreto para o nosso País, a jornalista quis saber que análise a Professora fazia no panorama da Literacia, e a Maria do Carmo, e muito bem, tocou na ferida aberta provocada pela imposição [ilegal] do AO90, sendo os professores obrigados [e aqui devo frisar que os Professores mais ousados não se deixaram obrigar, mas nem todos são dotados dessa coragem] a escrever incorrectamente a Língua Portuguesa, o que constitui uma enorme violência, e aqui notei, pela expressão da Carla Trafaria, que o assunto não estava a agradar, nem era para ser ali considerado, tendo-lhe, então, cortado a palavra.

A Maria do Carmo esteve muito bem e gostei bastante de a ouvir. Disse coisas importantes, estava a dizer coisas importantes, e foi bruscamente interrompida, ou melhor, despachada – foi esse o meu sentir – com a desculpa de um directo com o vice da CML. Fiquei à espera do regresso da Maria do Carmo, depois do directo, para que concluísse o seu raciocínio que ficou pela metade.  

 

Mas não. A Maria do Carmo não regressou.

Estava a dizer coisas proibidas, que não podem ser ditas alto nas televisões.

Isto não se faz a um convidado. E isso também não se faz aos ouvintes que sintonizaram a RTP para ouvir a Professora Maria do Carmo Vieira.

 

A sensação foi a de a terem despachado, antes que as verdades que ela ainda tinha para dizer entornasse o caldo da RTP, um canal público português nitidamente ao serviço do Brasil.

Que VERGONHA RTP!

Que VERGONHA!!!!

Isabel A. Ferreira

Maria do Carmo Vieira na RTP.PNG

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:52

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Quinta-feira, 3 de Julho de 2025

Depois da reflexão que aqui deixarei, direi um “Até breve!” aos leitores deste Blogue, que existe para defender a Língua Portuguesa dos abutres que a querem destroçar!

 

O tempo está turvo, cá em Portugal, mas também pelo mundo fora.

De Junho de 2024 a Junho de 2025 passou um ano, tão acelerado quanto celerado, cheio de turbulências, não menos que noutros anos já passados, mas ainda mais turbulento.
 

Em Portugal, passa-se o tempo a fazer-de-conta-que-se-faz, mas nada acontece de novo, que possa afugentar o marasmo que perturba as mentes que pensam, e se indignam com o que devia ser feito, e não se faz.

Um ano desperdiçado no que diz respeito à luta em Defesa da Língua Portuguesa, que cada vez se afunda mais, na ignorância de quem a usa. Algo que devia ser uma vergonha para Portugal, mas não é, porque quem pode, quer e manda, não sabe da importância de uma Língua para um País.

Facto do ano

Escolhi como facto do ano, o envio à Provedoria de Justiça, um órgão que tem a função de defender o Povo  (na altura a cargo de Maria Lúcia Amaral, que, entretanto, renunciou, para se tornar Ministra da Administração Interna, do XXV Governo de Portugal) de uma Queixa/Exposição, no dia 29 de Novembro de 2024, pelas 16 horas, assinada pelo Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, com 297 membros. Parecem poucos? Parecem, mas não são, porque nele estão os Portugueses que importam.


Eis o link para a Queixa, que tornámos pública:

Foi enviada, hoje, à Provedoria de Justiça, uma Queixa/Exposição acerca da inconstitucionalidade e ilegalidade do AO90 e da RCM N.º 8/2011

 

Disseram-nos que a Provedoria de Justiça tinha um prazo para responder aos cidadãos, e mais, era obrigada a responder. Se era, não é mais, porque a única coisa que recebemos´, até ao momento, foi esta vergonhosa mensagem sem assinatura. 

Resposta da Provedora.png

 

Um resumo perfeito da imperfeição dos organismos estatais, que põe Portugal na cauda da Europa. Ao menos não tivemos de levar com “acusamos a receção da comunicação”, como é habitual, neste tipo de correspondência.


Quando enviei ao Grupo Cívico esta mensagem, acompanhada do meu desconsolo, houve uma subscritora que fez uma fabulosa análise, da situação, e que transcrevo mais abaixo, não sinalizando o seu nome, por ter sido enviada em privado.

Porém, porque o que essa cidadã portuguesa, livre pensadora, escreveu, é do interesse público, até porque é preciso pôr as pessoas a reflectir, com o seu consentimento tornarei pública a sua análise.

O cargo de Provedor de Justiça, neste momento, está vago. Não se ouve falar numa possível substituição.

No que concerne à nossa questão, só nos resta esperar. O quê? É uma incógnita. Andamos ao sabor da indiferença de quem pode, quer e manda, e nunca sabemos qual será o próximo passo em direcção ao abismo, que nos espera.

Espero, no entanto, que quando regressar do meu retiro, no lugar de Maria Lúcia Amaral, esteja alguém que saiba cumprir o DEVER que este cargo obriga, e possamos receber a tão ansiada resposta à nossa exposição.

 

Até breve!

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Análise de I. G.

«Ao ler a resposta (provavelmente) do Chefe de Gabinete da Provedora da (in)Justiça, também eu fiquei desconsolada e revoltada.  É   uma espécie de pão sem sal. Está redigida de tal forma que não convence ninguém. Que pobreza (!). Se eu fosse caricaturista, faria uma caricatura da Provedora sentada num trono a desfazer-se e, ela, de indicador esticado a apontar para o seu lacaio e implorando: cuidado com a resposta a essa senhora que nos veio desassossegar...   

Pois é! Está tudo tão sossegadinho. Ninguém faz a ponta dum corno! E agora vem a máxima do Montenegro (negro e bem negro) que teve o descaramento de afirmar publicamente que Portugal é uma referência na Europa (!). Será que o homem está bom da cabeça? Tudo a esboroar-se. Tudo em crise. E sua Exª acha que Portugal é uma referência.

 

É sim senhor, uma referência como país subdesenvolvido, a abarrotar de corruptos sentadinhos por tudo quanto é sítio. É uma referência com mais de um milhão e meio de pobres. É uma referência com um sistema judicial perverso. É uma referência com um sistema educativo apodrecido e à deriva! É uma referência com um SNS a cair aos bocados e a deixar milhares de portugueses sem assistência médica e muitos a morrerem (velhos e novos). É uma referência com a maior crise habitacional de que temos memória! Etc., etc., etc.. 

Isto é de enlouquecer!  E os Portugueses, talvez na sua maioria, continuam amarrados ao futebol. Todos os canais da RTP (excepto o canal dois), a darem a mesma notícia futebolística ao mesmo tempo (!!!!) Isto é a maior prova de subdesenvolvimento de qualquer país. E Portugal, também é uma referência neste universo futebolístico cheio de corruptos....

 

Vamos aguardar por uma resposta decente da Sra. Provedora... através do mesmo ou de outro seu criado. (*)

 

 ***

 

(*) Não sabemos quem virá ocupar o cargo deixado vago por Maria Lúcia Amaral, ou se será extinto, por não funcionar adequadamente. Mas venha quem vier, se vier, que venha por bem, pela verdade, pela justiça e pelo interesse de Portugal e dos Portugueses (Isabel A. Ferreira)



publicado por Isabel A. Ferreira às 15:44

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Quarta-feira, 30 de Abril de 2025

Em Defesa da Ortografia (LXXIX), por João Esperança Barroca

 

No “Em Defesa da Ortografia LXXVII”, publicado no mês de Março, escalpelizámos uma revista editada pelo município de Oeiras, argumentando que é através da análise dos objectos linguísticos do dia-a-dia que aferimos a qualidade da expressão escrita e da ortografia.

 

Hoje, a mira (o foco, na linguagem que por aí anda) está assestada na RTP e no seu sítio da Internet, onde unicamente andámos à cata do omnipresente contato. Como justificação para a selecção deste alvo, podemos referir que a RTP, assim que pôde, aderiu à nova ortografia e, no princípio da década passada, gastou uma considerável quantia em acções de formação sobre o Acordo Ortográfico de 1990. Como se conclui da leitura dos excertos abaixo reproduzidos, podemos afirmar que essa vultuosa quantia foi muito bem empregada nas ditas acções.

 

  1. “A cerâmica encontrada em Takarkori é parecida com a que era produzida ao longo de todo o Norte da [sic]  África - indiciando trocas de influências, logo contato com pessoas de fora do Saara, contrariando a informação dos genes analisados que não mostram nenhuma mistura com novas populações.

     Em algumas grutas na proximidade foram também encontradas marcas de arte rupestre [sic] retratando cenas de caça e pastorícia, refletindo mudanças na fauna e na flora, e ainda os diferentes modos de vida das populações”. RTP. 05-04-2025

 

  1. “As perspetivas de novas negociações de paz para acabar com a guerra que a Rússia lançou na Ucrânia há quase três anos aumentaram depois do presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que estava em contato com Kiev e Moscovo.” RTP, 12-02-2025

 

  1. “É uma forma de aliciamento que se desenrola online [sic]. As vítimas são, por norma, menores. Na internet [sic], todos os cuidados são poucos e há sinais a que estar atento. São explicados pelo intendente da PSP, Hugo Guinote.

Passa por conseguir, através de contactos por meios digitais, criar uma relação de confiança com o jovem ou a criança. As primeiras abordagens não são de carater [sic] sexual, mas o intuito final é esse: contatos físicos presenciais ou envio de imagens com conteúdo íntimo. Este processo pode chegar a durar meses até que a vítima se sinta emocionalmente confiante para cair na armadilha. Com adultos, muitas vezes, o objetivo final é burla financeira.

Uma app [sic] um jogo, uma rede social, qualquer movimento na net [sic] pode desencadear pistas para os agressores. Escolhem as vítimas através da idade, caraterísticas físicas ou de personalidade e, mesmo quando as primeiras abordagens não funcionam, podem reaparecer com outras identidades e novas formas de aliciamento.” RTP, 06-04-2025

 

  1. “O ministro sueco da Justiça, Gunnar Strommer, disse à agência Reuters que "a informação sobre o ataque violento em Orebro é extremamente grave". "O governo está em contato próximo com a polícia e está a acompanhar de perto os desenvolvimentos", acrescentou. RTP, 04-02-2025

 

  1. “Os nativos que fazem anos entre 5 e 10 de janeiro irão passar por intensas mudanças devido ao contato do aspeto entre Plutão/Sol. Aqui estes nativos poderão viver momentos de ansiedade e medo, tendo em conta que o Capricorniano gosta de manter tudo sobre o seu controlo, e isso decerto não irá acontecer. Plutão tem a grande capacidade de terminar com situações que se encontrem desgastadas, seja do foro profissional ou relacional. A palavra de ordem é mudar!” RTP, 22-12-2024

 

  1. “Deitar de lado, mantendo a perna de baixo ligeiramente fletida e a perna de cima estendida e levantada a 45 graus, com a ponta do pé voltada ligeiramente para o solo. O braço de baixo serve de apoio para a cabeça. O outro braço deverá tocar no chão, á [sic] frente do corpo de forma a aumentar a estabilidade durante o exercício. Deverá fletir a perna de cima, descendo-a, á [sic] frente do tronco, de forma a que o joelho procure o contato com o solo, voltando á [sic] posição inicial. Repetir do lado oposto.” RTP. 07-12-2025

 

Se é assim na Comunicação Social, como será com o cidadão comum?

 

Ah, seria conveniente que alguém os alertasse para a necessidade de italicizar as palavras em língua estrangeira.

 

Ah, felizmente, a RTP também tem algumas saudáveis recaídas.

 

Ah, as imagens que acompanham este escrito foram copiadas do blogue O Lugar da Língua Portuguesa, onde Isabel A. Ferreira tem realizado um laudabilíssimo trabalho em defesa da Língua Portuguesa e da sua legítima ortografia.

 

Ah, há dias deu-nos para o masoquismo e lemos as doze primeiras páginas do Programa de Governo da AD. Respigámos ação (duas vezes), proteção (duas vezes), abril, setor / setores (três vezes), infraestruturas (duas vezes), projeto / projetos (seis vezes), atividades, proativa e atualmente. Nos sítios do costume, continua a morar a mixórdia ortográfica do costume. Obviamente, reprovada.

 

João Esperança Barroca

 

João Barroca 1.png

  

João Barroca 2.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Quarta-feira, 9 de Abril de 2025

«E a mixórdia continua e ninguém põe ordem no País» - Ecos que vieram da Dinamarca, para deixar envergonhados os que, em Portugal, tanto lhes faz assim, como assado, no que à Língua Portuguesa diz respeito

 

Fernando Kvistgaard, cidadão luso-dinamarquês, radicado na Dinamarca, que é um dos mais activos subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, no estrangeiro, enviou-me uma mensagem intitulada «E a mixórdia continua e ninguém põe ordem no País».

 

Pois é, caro Fernando. Estamos cada vez pior. A linguagem usada em Portugal, na sua forma escrita e oral (e que me custa a chamar-lhe Português) está a piorar de dia para dia.


Vou aproveitar esta sua chamada de atenção, para frisar que na Dinamarca existe alguém que se importa com o desregramento que está a transformar a nossa Língua numa linguagem castrada pela ignorância optativa de quem a usa e dela abusa, ao contrário de muitos portugueses que vivem em Portugal e estão-se nas tintas para a própria Língua Materna, incluindo os governantes, vassalos  do  Senhor de Engenho colonial, actualmente no poder, no outro lado do Atlântico.


Tenho de lhe agradecer o facto de ser um Português de primeira, que se preocupa com o estado caótico em que se encontra a nossa Língua. A esmagadora maioria dos que andam por cá, estão caladinhos como estátuas de pedra, não contribuindo em nada para acabar com este ataque a um Idioma dos mais antigos da Europa, e um dos mais belos. 

Fernando 1.JPG

Fernando 2.png

Fernando: «Inspetores e inspectivas - com isto até querem obrigar-me a pronunciar de maneira diferente da que aprendi.

 

Podem até querer obrigá-lo a pronunciar estes vocábulos -- que não pertencem ao léxico da Língua Portuguesa -- de maneira diferente da que aprendeu, mas é dessa maneira que todos devem lê-los: insp’tôres e insp’tivâs, porque assim as regras gramaticais o obrigam, pois falta-lhes o pês diacríticos, que têm a função de abrir as vogais, e pronunciá-los como aprendeu, e muito bem, na escola.

 

Fernando 3.png

 

Fernando: «A RTP deve trabalhar com dois dicionários! E eu que aprendi que a RTP era a garante do bom Português! Outros tempos! Mas, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades». 

E quando essas vontades são vassalas da ignorância, caro Fernando, o país recua a um tempo antigo, já ultrapassado.

***

Fernando Kvistgaard, não se ficou apenas por estas observações da mixórdia que vai pelas TVs.

Escreveu a seguinte crónica:

 

A crónica do dia para quem de direito

 

No que concerne às Línguas faladas entre nós, humanos, quiçá igualmente entre outros animais, existem regras, pois, sem elas, seria o caos, não na acepção (aceção?) primária do seu termo, mas como desordem e confusão.

 

Quando a nossa geração, a do pré-AO90, já não vaguear por esta Terra desarranjada, em que muitos ousam mudar as regras do jogo a torto e a direito, sem que ninguém se oponha, não sei como os que cá ficarem irão entender-se. Gostaria de acreditar numa vida pós-morte para, algures, poder divertir-me.

 

De futuro, como será a pronúncia das palavras que, segundo as regras se escreviam:  espectador e, agora, espetador (será que significam o mesmo? E quanto a aspecto e aspeto (qual a regra que me diz que sem o “c” se pronuncia com “e” aberto?  E "electrónico" que mudou também a grafia para eletrónico. Qual a regra que me diz se o “e” aqui é aberto? Agora, que "tecto" passou a ser "teto", será que “teto” ( = glândula mamária) é o mesmo que o tecto (de uma casa)?

 

Quanto a “actor”, agora “ator” será que se pronuncia como o “a” em Amazónia? Será que as pessoas se vão entender?

 

Será também que um “carro eléctrico” é um veículo elétrico?

Cá por mim, os que cá ficarem que se entendam.

Fernando Kvistgaard

***

Nota: os vocábulos assinalados a vermelho são da minha responsabilidade, para fazer notar que NÃO pertencem ao léxico Português, em vigor, por isso, são considerados erros ortográficos, para os que sabem escrever e falar correCtamente.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Segunda-feira, 10 de Março de 2025

«Antes e depois do AO90»

 

Para Português Ler

 O que pensam disto?

Oito Ortografias.png

 

Penso que quem engendrou o AO90, antes de o engendrar, passou num botequim e "tômô" umas "cáchácinhás" e o resultado não podia ter sido pior. (Isabel A. Ferreira)

 

***

 
A propósito da publicação de «Para Português Ler» acima referida:

ESPECTATIVAS.PNG

 

Que vergonha RTP!!!!!!

Que vergonha!!!!!


***

 

expectativa.PNG

 

Que vergonha Google!!!!

Que vergonha!!!!

Quanta desinformação circula na Internet à custa da ignorância que rodeia a Língua Portuguesa!!!

 

No Brasil grafa-se expeCtativa, porque no Brasil, a palavra escapou à mutilação, porque aquele é lá pronunciado, e escrevem a palavra conforme a grafia portuguesa, porque nós por cá, também pronunciamos o , de expeCtativa, e escrevemos a palavra com o respeCtivo .

 

ExpeCtativa, respeCtivo é da grafia portuguesa. 
 

Só os muito ignorantes grafam expetativa, tal como só os ignorantes  acordistas portugueses grafam teto, arquiteto/a, objeto, setor, objetivo, enfim, todas as palavras que pertencem ao léxico brasileiro, mas não ao léxico português. E o Brasil mutilou-as porque desconhecia que as consoantes não-pronunciadas, que têm função diacrítica, NÃO são para suprimir.
 


No Brasil, escrever teto (têtu) arquiteto/a, (arquitêtu/a) objeto, (objêtu), sector (s’tôr), objectivo (obj’tivu) é válido, porque são vocábulos exclusivamente pertencentes ao léxico da Variante Brasileira do Português.

 

Tudo isto diz da subserviência dos decisores políticos portugueses em relação a um País que deturpou a Língua de Portugal, anda por aí a disseminá-la de forma incorreCta, porque continua a chamar-lhe Português.

Por esta andar, um dia, a casa cai!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:30

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Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2025

É esta intolerável mixórdia ortográfica que os muito cultos e ilustríssimos governantes andam por aí a semear, numa espécie de "genocídio", para acabar de vez com a Cultura, a Língua e a História dos Portugueses

 

PERCEPÇÃO - PERCEÇÃO.png

Imagem enviada pelo cidadão português Fernando Kvistgaard, que vive na Dinamarca, sendo também cidadão dinamarquês. Pergunta: em que ficamos? Qual a maneira correCta de escrever a palavra? Obviamente é percePção, em Bom Português. A outra, perceção, que se lê p'erc'ção, tem a aparência de uma galinha depenada. Pobre vocábulo! Que origem terá? Nem greco-latina, nem Indo-europeia. Talvez a tivessem encontrado em algum caixote de lixo.

 

Porque é bem verdade que «quando se destrói uma Língua, destrói-se uma Cultura, quando se destrói uma Cultura, destrói-se um Povo, e estas coisas andam de mãos dadas...», afirmou Paul Connett, activista humanitário da acção Bangladesh, em 1971, o qual participou no documentário «Baía do Sangue: o genocídio do Bangladesh», que a RTP exibiu recentemente.


E isto a propósito da Operação Holofote, iniciada pelas Forças Armadas do Paquistão Ocidental contra civis do Paquistão Oriental, em 25 de Março de 1971, na que ficou tristemente célebre como a Guerra de Libertação do Bangladesh.  Nessa noite milhões de Bengalis foram mortos. A ideia era acabar coma raça deles. Aos que sobreviveram, o ditador paquistanês, general Yahya Khan, terceiro presidente do Paquistão (de 1969 a 1971) impôs o Urdu, Língua Oficial do Paquistão Ocidental, e não mais os Bengalis deveriam falar ou escrever o Bengali, a sua Língua Materna, com mais de mil anos, sendo o sétimo idioma mais falado do mundo, com cerca de 265 milhões de falantes, dos quais 228 milhões são nativos.

 

O genocídio passava pela destruição da Língua daquele Povo que lutava pela sua independência. Destruindo-se a Língua que fixa a Cultura de um Povo, destrói-se essa Cultura, e destruindo-se essa Cultura, destrói-se o Povo, e isto é uma forma de genocídio. E essa destruição só não aconteceu porque o ditador foi derrotado, e o Bangladesh garantiu o direito à sua existência, à existência da sua Língua milenar e da sua Cultura.

 

Ao ver este documentário ocorreu-me que os muito cultos e ilustríssimos governantes andam por aí a perpetrar uma espécie de genocídio, para acabar de vez com a Cultura, a Língua e a História dos Portugueses, alimentando uma mixórdia ortográfica, gerada pela imposição ditatorial, ilegal e inconstitucional do acordo ortográfico de 1990, na qual os Portugueses Pensantes e Cultos não se revêem, e ao que a mim diz respeito, sinto que com tal irracional atitude estão a assassinar a minha Identidade, a minha Cultura, a minha Língua e a História do meu País.


Sim, eu tenho um País. E então? Não posso? Não devo? Os idiotas que me   alcunham ignorantemente de nacionalista, e acham que me insultam, não passam disso mesmo: idiotas e ignorantes. Porque eu sou apenas Portuguesa. Então? Não posso? Não devo? Amo o meu país com todas as suas virtudes e defeitos. As virtudes, atribuídas a uma Natureza maravilhosa, aproveito-as para crescer com elas e divulgá-las; os defeitos, que são atribuídos a pobres de espírito, aproveito-os para aprender com eles e combatê-los, passando às gerações futuras informações que lhes podem ser úteis, para poderem viver harmoniosamente. Mas se tivesse mesmo de ser nacionalista, mais vale ser nacionalista informada, do que apátrida ignorante.

Destruir a Língua! Será essa a ordem emitida superiormente pelos mandantes, a quem os políticos devem obediência?  

 

Quase tudo e quase todos andam por aí de rastos, em Portugal, e a Nova Desordem Mundial irá dar uma ajudinha.

 

Anda por aí um doido varrido que quer mandar no mundo e até em Marte, e acha que pode. E o pior é que há gente que também acha que ele pode, e até lhe entregou o Poder que lhe permite espezinhar seres humanos.

 

E os de cá acham que é legítimo destruir a Língua de uma Nação com quase 900 anos de História, pelos motivos dos mais obscuros, que guardam secretamente em caves inacessíveis ao comum dos mortais. O grande olho espreita, mas os pequenos olhos observam.

 

E é este caminho caótico, em direcção ao abismo, que os políticos do mundo estão a seguir, os nossos, incluídos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Sábado, 25 de Janeiro de 2025

Em Defesa da Ortografia (LXXVI), por João Esperança Barroca

 

«A ortografia é um fenómeno da cultura, e, portanto, um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno, como não tem direito a impor-me uma religião que não aceito.»

Fernando Pessoa, Escritor

 

«Tem sido um desastre a forma como os governos têm gerido a língua portuguesa. O Acordo Ortográfico é um desastre, ninguém o cumpre, uns escrevem assim e outros, assado. No Brasil, o acordo é diferente, é a variante brasileira. Isto é um absurdo! Só estamos a criar muros quando já existem tantos muros. O nosso problema não é obviamente ortográfico, muitas vezes, é semântico, sintáctico e vocabular. O que temos de fazer é publicar os autores como eles escrevem, em Portugal e no Brasil.»

Bárbara Bulhosa, Directora e fundadora das Edições Tinta-da-China

 

«1. Os opositores ao AO tinham razão quando argumentavam que as grandes diferenças entre o português de Portugal e do Brasil não eram ortográficas, mas sobretudo de sintaxe.

  1. Os opositores ao AO tinham razão quando argumentavam que o AO não vinha unificar coisa nenhuma, criando até diferenças inexistentes na ortografia usada em cada um dos países (só um exemplo: antes do AO todos escrevíamos recepção, do latim receptio, agora só aos brasileiros é permitido tal privilégio, tendo nós, portugueses, sido condenados às galés da receção

Ana Cristina Leonardo, Escritora e jornalista, em artigo de opinião, no jornal Público, em 29-11-2024

 

Muito próximo das festas natalícias, ocorreu um facto (e facto agora não é igual a fato, como disse um putativo candidato à Presidência da República) assaz curioso, que pode ter passado despercebido à maioria dos leitores. O DN (Diário de Notícias) publicou um artigo de opinião de José Sócrates, intitulado “Defesa mínima consentida”, constituído por nove parágrafos, terminando os dois primeiros com a interrogação “Compreendido?”.

 

Tendo em conta o passado, em termos de ortografia, do autor do dito artigo, esperar-se-ia que a sua opção recaísse na ortografia do AO90, mas, surpresa das surpresas, no final do referido escrito, aparece a nota: “Escreve sem aplicação do novo Acordo Ortográfico.

 

O leitor mais ingénuo pensaria, certamente, tratar-se de um acto de contrição, mais de um decénio depois. O leitor mais calejado optaria por querer ver, como São Tomé. Para que não fiquem dúvidas, consultou-se, na íntegra, o referido artigo, disponível na página da internet do jornal em

https://www.dn.pt/opiniao/defesa-minima-consentida

Analisando o escrito, parágrafo por parágrafo, conclui-se que é um objecto adequado para um jogo de “Verdadeiro ou falso?”. Expliquemo-nos:

  1. No primeiro parágrafo, a resposta é dúbia, pois não há uma única palavra afectada pela entrada em vigor do AO90. Compreendido?
  2. No parágrafo seguinte, o caso muda de figura. O autor escreve “actual”, “efectivas” e “exacto”, demonstrando a sua preferência pela ortografia de 1945, tornando verdadeira a afirmação da nota. Compreendido?
  3. No terceiro parágrafo, o autor grafa “janeiro” (em letra minúscula), em consonância com a nova ortografia, sendo falsa a afirmação da nota final. Compreendido?
  4. Prosseguindo na leitura do artigo, o quarto parágrafo, sobre uma floresta de enganos, e o quinto, sobre recursos, repetem exactamente a situação do primeiro parágrafo, não se podendo concluir da veracidade ou falsidade da afirmação. Compreendido?
  5. No sexto parágrafo, encontramos o termo “exceção”, numa inequívoca opção pela norma ortográfica do AO90, sendo, por isso, falsa a afirmação final. Compreendido?
  6. O sétimo e o oitavo, sobre o “faroeste jurídico”, possuem as mesmas características do primeiro e quarto parágrafos, não podendo concluir-se se a afirmação é verdadeira ou falsa. Compreendido?
  7. Para terminar, o parágrafo final, sobre manobras, traz com ele um “espetáculo”, numa clara opção pela ortografia do AO90. Compreendido?

    

Em conclusão, como muitos outros, José Sócrates embarca no comboio do faroeste ortográfico e usa uma mixórdia ortográfica (que por aí vai circulando), misturando duas normas completamente distintas. Compreendido?

 

Apetece perguntar, pela enésima vez: se é assim nos círculos cultos, como será com o cidadão comum?

 

Ah, como se pode ver nas imagens que acompanham este escrito e que foram retiradas de páginas de Facebook de grupos contra o AO90, a ribaldaria não levantou arraiais.

Ah, como Francisco Miguel Valada tem amplamente denunciado no blogue Aventar, no Diário da República, o espe(c)táculo continua.

Ah, a RTP e outros vão tendo umas saudáveis recaídas.

Ah, ainda existem uns comentadores com opções ortográficas coerentes.

Ah, quem pode resolver esta malaquice opta por assobiar para o lado.

 

João Esperança Barroca 

 

BARROCA 1.jpg

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BARROCA 4.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:53

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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2024

Nova área do RTP Ensina -- Português Língua Não Materna (PLNM): mais um serviço made in RTP, para ENGANAR os estrangeiros

 

Porquê?

Porque o que pretendem impingir aos estrangeiros é o MIXORDÊS, que está bem patente no texto de propaganda desta iniciativa, transcrito mais abaixo.

Todos sabem, excePto alguns, que em Português, com ou sem AO90, escreve-se contaCto, porque em Portugal pronuncia-se o , mas a RTP, descaradamente, usa a grafia brasileira contato.

Por alma de quem?

Depois escreve, também à brasileira, objeto (que se lê, por via das regras gramaticais usadas em Portugal, mas NÃO no Brasil, ôbjêtu), quando no Português, que está em vigor, em Portugal, se escreve objeCto.

 

E se me vierem dizer que objeto (léxico brasileiro) é o modo como se grafa esta palavra de acordo com o ilegal AO90, que NÃO está em vigor em Portugal, temos que a RTP mistura Português com Brasileiro, o que dá uma nova linguagem a que se dá o nome de MIXORDÊS.

E é esse MIXORDÊS que a RTP quer “ensinar” aos estrangeiros, como sendo PORTUGUÊS, fazendo deles uns analfabetozinhos funcionais?

A isto, na minha terra, chama-se VIGARIZAR.

E há mais: o Espanhol, como Língua,  NÃO existe. O que existe é a Língua Castelhana (Castelhano) a Língua Oficial de Espanha, juntamente com o Galego, o Catalão e o Basco.

 

 Nesta página

RTP ENSINA.PNG

PT_linguaNaoMaterna-855x480.jpg

a RTP diz o seguinte:

«Esta nova área temática do RTP Ensina está vocacionada para ajudar os estudantes com línguas maternas diferentes do português. Simultaneamente, possibilita aos alunos portugueses conviver com palavras de outras línguas.

A área de PLNM  disponibiliza um conjunto de palavras em português, com tradução em diversas línguas, para promover a compreensão e o vocabulário básicos em um contato inicial com a língua. De forma semelhante ao projeto ‘Português para Ucranianos’, que também aqui se encontra, o Português Língua Não Materna está em desenvolvimento e passa por um processo de crescimento para incluir outros idiomas e mais conteúdos.

Para já, podem ser visionadas e ouvidas cerca de 200 palavras traduzidas de português para espanholfrancêsinglêsromeno ucraniano

Aproveitamos para nos despedir:

Obrigado, gracias, merci, thank you, multumesc e Дякую.

 ***

Eis um texto em Mixordês, e é isto que a RTP pretende impingir aos estrangeiros?

Que miséria!

Que vergonha!

Que falta de brio profissional!



Isabel A. Ferreira


publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2024

Em Defesa da Ortografia (LXXI), por João Esperança Barroca

 

«Por vezes, os falantes de português de Portugal e de português do Brasil têm dificuldades em entender-se, mas é por razões de vocabulário e de sintaxe, não de ortografia. Nunca foi por uns escreverem “acção” e outros “ação”, mas pelo facto de uns chamarem “mesa-de-cabeceira” àquilo que outros chamam “criado-mudo”. Portanto, ir mexer na ortografia para resolver este problema, é como uma senhora ter a casa alagada pelos joelhos, começar a chorar, e chegar o prof. Malaca Casteleiro e dizer: “Minha senhora, não chore porque as lágrimas vão inundar a casa.”»

Ricardo Araújo Pereira, Humorista e cronista

 

«Nunca o permitirei, fica já aqui declarado. Nunca aceitarei este acordo. Óptimo sem “pê” não existe.»

Fausto, Cantor e compositor

 

«Todos se lembrarão que o dito foi imposto por decreto e depois à martelada […]. A caixa de Pandora foi aberta, para não dizer escancarada, e até os então mais ferozes defensores de Acordo Ortográfico refreiam os seus ímpetos inebriantes de modernidade contra o espartilho da ortografia. Os rodapés das televisões, os jornais, a publicidade, as páginas online, e até os livros tornaram-se uma floresta de horrores […]. Não seria com certeza preciso ser filólogo, bastaria uma réstia de bom senso, para se prever que decidir decapitar todas as consoantes mudas salvo o “h”, entregando em muitos casos a grafia à vontade do freguês, […] acabaria numa degola infernal, letras a rolar como cabeças no cadafalso […].»

Ana Cristina Leonardo, Tradutora, crítica literária e cronista

 

Continuando a mostrar o estado calamitoso a que chegou a ortografia, vejamos o que foi respigado numa breve incursão por alguns órgãos de comunicação social:

 

1 - “Eduardo Mauricio [sic] salientou que foram registadas, no processo de extradição, “diversas ofensas às garantias processuais, sobretudo ao devido processo legal, ampla defesa, contraditório, busca da verdade real dos fatos e descumprimento da Lei”, tendo o seu cliente sido “julgado e condenado no Egito à revelia e sem nunca ter sido notificado formalmente de nenhum ato processual”. Expresso, 28-06-2024. (O Egipto a quem decapitaram o pê, o que já levou à criação do aberrante termo egício, o ato, que parece uma forma do verbo atar e a cereja no cimo do bolo, os omnipresentes fatos, que, na maior parte das vezes, não servem para vestir, nem para doar a gente carenciada).

 

2 - “Em 2023, recebemos diversos contatos [sic] e mensagens de moradores com queixas relacionadas com o ruído provocado pelas novas esplanadas, incluindo muitas vezes já depois da sua hora de encerramento, com o aglomerado de pessoas que ali permaneciam até de madrugada, refere, em comunicado, a junta liderada por Madalena Natividade. Um argumento que tanto Ricardo Maneira como Miguel Leal afirmam estar a ouvir pela primeira vez.” Expresso, 27-06-2024. Os omnipresentes contatos, de que dificilmente nos livraremos, numa notícia do jornal Expresso, transcrevendo um comunicado da Junta de Freguesia de Arroios em Lisboa.

 

3 - “"Hoje, e após uma análise conscienciosa e aprofundada, é forçoso constatar que a ocorrência de um tal jogo na nossa capital, neste período particularmente preocupante, irá provocar incontestavelmente manifestações importantes e contra-manifestações, comprometendo a segurança dos espetadores, dos jogadores, dos habitantes de Bruxelas, mas também das nossas forças policiais", explicou o texto, publicado esta quarta-feira.

 

Para o jogo contra Israel, estamos em contato constante com os serviços de segurança, o município de Bruxelas e o governo federal. A situação de segurança está analisada e as evoluções são avaliadas atentamente", acrescentou aquele organismo, prometendo "para mais tarde" novas informações. “RTP, 20-06-2024. (O hífen, que, provavelmente, estava em reclusão, aqui a ser encaixado e o mais uma vez omnipresente contato. Além disso, a preocupação com os espetadores, que não deverá ser genuína, pois basta apreender os espetos para que os espectadores se sintam seguros. O que uma simples consoante pode fazer!).

 

Como vê, caro leitor, nos sítios do costume continuam a usar a ortografia do costume, aquela a que Miguel Esteves Cardoso, amplamente citado no nosso escrito de Junho, chama tortografia. Não será por acaso que o jornalista Pedro Correia afirmou, há dias, no programa “Prova Oral”, de Fernando Alvim, que, sem ferramentas tecnológicas, ninguém sabe usar a nova ortografia. Porque será?

 

Ah, já passaram mais umas quantas meias horas e o panorama continua igual.

Ah, a coerência ortográfica dos apoiantes e dos utilizadores da nova ortografia continua desaparecida.

Ah, a SIC, entre outros, vai tendo umas saudáveis recaídas.

 

João Esperança Barroca

 

Barroca 3.png

Barroca 1.jpg

Barroca 2.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Quinta-feira, 5 de Setembro de 2024

Perplexidade de um português a viver na Dinamarca: «Agora fala-se brasileiro em Portugal? O que será uma “geladeira”?

 

Perguntou-me Fernando Coelho Kvistgaard.

Pois é!
E isto saiu na RTP,  estação de televisão estatal.

Geladeiras.png

 

Respondi-lhe simplesmente que isto é um abuso do ignorante de serviço.

Mas mais abusados e ignorantes são os directores de programação.
E viva a ESTUPIDEZ linguística em Portugal!
Uma geladeira, em Português, é um tanque utilizado nas fábricas de gelo para congelar a água.
No BRASIL é um eleCtrodoméstico que, em Português, se designa como FRIGORÍFICO.



Mas Fernando Coelho Kvistgaard, apresentou-me uma outra perplexidade:


«Outro caso que desejo apresentar-lhe é a palavra "câmeras" que, segundo parece, é termo brasileiro –  a RTP deve estar cheia de brasileiros –, a meu ver, e tanto quanto sei, chama-se câmaras

Camêras.png

 

Exactamente, Fernando. Em Portugal o vocábulo câmara, que é o que usamos, deriva do Latim camara, originário do grego Κάμερα. Portanto, camêras é um vocábulo usado exclusivamente no Brasil, porque em Portugal caiu em desuso, há muito, muito tempo. Em Portugal houve uma evolução da Língua, mas esta regressou a um nível básico, depois do aparecimento do ignorantíssimo AO90.  

 

Na verdade, a RTP está apostada no brasileiro, e deve ter muitos brasileiros ao seu serviço. Se não tem, parece. Temos de contrariar esta tendência, se quisermos salvar a nossa Língua.

 

A sua perplexidade, diante da linguagem agora adoptada em Portugal, é a perplexidade de muitos outros portugueses que se encontram fora do País, e, obviamente, o governo português e o presidente da República, que poderiam resolver isto de uma penada, estão a contribuir vergonhosamente, talvez até intencionalmente, para o caos ortográfico, também entre as comunidades portuguesas na diáspora, e isto devia ser tratado como um crime de lesa-pátria.

 

Mas a perplexidade de Fernando Coelho Kvistgaard vai mais além dos brasileirismos que por aí circulam de má-fé, pois Portugal NÃO é o Brasil, para que se ande por aí a brasileirar, como se estivessem no Brasil, e isto configura uma falta de respeito pelo Estado Português e pela sua Língua Oficial, e pelos próprios Portugueses.

Fernando diz mais:

«Agora, no que respeita a vêem, vêm e veem, quanto mais leio mais fico confundido. Do verbo ver, a terceira pessoa do plural do presente do indicativo é: vêem ou veem? O AO90 até nisto se meteu. Nunca em nenhum país se maltratou tanto uma língua nacional, ao ponto em eu próprio ficar com dúvidas sobre palavras que não conheço por lhe faltarem as letras que retiraram. Nós, adultos, não soletramos as palavras, pelo menos, no que me diz respeito, leio uma palavra como um símbolo/bloco que se refere a qualquer coisa: um objecto ou qualquer outra coisa. Quando leio "ator" paro, espanto-me, e desconheço a palavra. Nem já gosto de ler livros em Português


Fiquei bastante triste quando li «Nem já gosto de ler livros em Português». Se sabemos outras Línguas, na verdade, é melhor ler os nossos autores traduzidos para as Línguas estrangeiras que conhecemos. Eu ainda gosto de ler em Português correCto. Os bons autores portugueses NÃO se renderam ao AO90, nem e à linguagem amixordizada. Mas já não gosto de ir às feiras do livro, porque já não vale a pena: más traduções, maus livros escritos em mau Português, de autores que não interessam para nada.  
  

Quanto ao vêem, vêm e veem, temos o seguinte: as palavras vêem e vêm estão correCtamente escritas. A palavrinha veem dá erro ortográfico, nos correctores ortográficos de Língua Portuguesa, que tenho inseridos no meu computador. E, na verdade, é algo que, em Português é erro ortográfico. A supressão do acento circunflexo foi uma palermice trazida pelo AO90.

Não desista de ler em Bom Português, Fernando, porque os nossos BONS Autores escrevem correCtamente.

***

Vou terminar com uma imagem, também da RTP, que demonstra a ignorância dos ignorantes que a RTP põe ao serviço  desta estação de televisão estatal:

 

Esportação.png

Isabel A. Ferreira


publicado por Isabel A. Ferreira às 17:45

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