Sábado, 20 de Fevereiro de 2021

Amanhã, o mundo comemora o Dia Internacional da Língua Materna, mas as crianças portuguesas não terão Língua Materna para comemorar, porque a nossa Língua perdeu a sua qualidade de genetriz e já não nos representa

 

O dia 21 de Fevereiro foi declarado o Dia Internacional da Língua Materna pela UNESCO, em 1999.

 

Para quê?

 

Para promover a consciencialização sobre a diversidade linguística e cultural, e o multilinguismo, algo que o AO90 veio esbandalhar.

 

Medíocres no Poder.PNG

 

E porquê Portugal está fora desta comemoração?

 

Simplesmente porque já não tem Língua Materna para comemorar.

 

E porquê não tem Língua Materna para comemorar?

 

Porque um punhado de políticos ignorantes vendeu a Língua Materna dos Portugueses - a Língua Portuguesa - ao Brasil, abrasileirando-a, amixordizando-a, descaracterizando-a, afastando-a da sua família indo-europeia, e a nossa Língua Materna, que identificava o Povo Português, foi simplesmente desprezada, espezinhada, truncada, trocada por uma Variante dela própria.

 

O que se fala e escreve hoje em Portugal, se bem que ainda haja milhares de Portugueses que resistem, já não é a Língua Materna dos Portugueses, mas uma mixórdia inominável, porque nem nome tem, uma vez que nem é português nem brasileiro. É uma mistura empobrecida das duas versões ortográficas, que se estende também à oralidade, à qual, de modo algum, podemos chamar Língua Materna, porque nenhum Português, excePto os mercenários da Língua, que querem acabar (ainda não acabaram) com o NOSSO Português, se revê na mixórdia ortográfica promovida por gente medíocre, da mais medíocre que já tivemos, e que, cegamente, os servilistas reptilianos seguem.

 

A linguagem não é apenas uma ferramenta de comunicação, mas também parte da nossa identidade e cultura. E para que cada país possa manter as próprias identidade e cultura, os governos devem garantir que as populações possam aprender e comunicar-se com eficácia nas suas Línguas Maternas.


E o que estão a fazer com as nossas crianças é um crime de lesa-infância.

 

Tenológicas.png

 

E que língua é esta que anda por aí, truncada, apartada das suas raízes?

 

Quem poderá dizer, em consciência, que o que vemos, nesta imagem vergonhosa, corresponde à Língua Materna dos Portugueses?

 

E não me venham dizer que “tenológicas” é um lapso. Porque não é.

 

A propósito desta imagem, uma anti-acordista tal como eu, autora da publicação, disse o seguinte, na sua página do Facebook:

 

Ora descubram lá os erros!
Há pouco, na RTP1.
No caso do primeiro (não, não é a primeira vez!), certamente excesso de zelo no seguimento cego da aberração, escandalosamente chamada de "acordo" e de "ortográfico".
Haja vergonha e lute-se pela destruição completa desta praga!!!
É que já há muito que não há paciência
.
 Elisabeth Henriques

 

Fonte: https://www.facebook.com/photo?fbid=10215180172857791&set=a.3193025044660

 

A regra nº 1 dos acordistas é: o que não se lê (mas também o que se lê) não se escreve. Então corta-se a torto e a direito, demasiadas vezes, todos os cês e pês que lhes aparecem à frente, e isto já não é lapso, é lei. Qual lapso, qual carapuça!

E a palavra “objetivo” que se lê “ôb’j’tivunão faz parte do léxico da nossa Língua Materna, de matriz greco-latina. “Objetivo” não tem história, não tem raiz, não tem sentido.



ObjeCtivo, sim, tem história, tem raiz, tem sentido. Vem to Latim objectus.

 

Todas as coisas têm uma história. As Línguas têm uma história. Não podemos pegar nas palavras e desconjuntá-las, para facilitar a sua escrita. Assim como não podemos pegar numa pessoa de dois metros de altura e desmembrá-la, para que possa caber numa cama de metro e meio.


A propósito de Línguas Maternas, no mundo, aconselho a leitura deste interessante  texto, que se encontra neste link:

https://www.elcastellano.org/news/opini%C3%B3n-las-lenguas-originarias-de-%C3%A1frica-frente-las-lenguas-coloniales

e que, a propósito do 21 de Fevereiro, aborda As Línguas originárias de África frente às Línguas coloniais, em que o autor, Harrison Mwilima, diz o seguinte:

 

Até agora, mais de sessenta anos após a independência da primeira nação africana, os nossos países ainda se definem de acordo com as suas antigas línguas coloniais: são chamados de nações anglófonas, francófonas ou lusófonas. Espero um dia ver uma África afrofônica que utilize eficazmente a sua riqueza e diversidade de Línguas.  

 

Este é o sonho de qualquer pessoa que tenha os seus neurónios a funcionar: que cada país utilize eficazmente a própria Língua, porque na diversidade é que está a riqueza das Línguas. Não numa tentativa frustrada de unificar uma Língua com a sua Variante.

 

Destruir a Língua Portuguesa para a (des)igualar à variante de uma ex-colónia, é de mentes pequeninas, complexadas e desprovidas de um pingo de lucidez.



Amanhã, Dia Internacional da Língua Materna, as crianças portuguesas não terão Língua Materna para comemorar.

 

E isto é muito, muito, muito triste! 

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:04

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 4 de Novembro de 2020

«Ao serviço da Língua Portuguesa // Portugal»

 

Repesco uma entrevista a Manuel Monteiro, autor do livro, recentemente publicado «Por Amor à Língua - Contra a Linguagem Que Por Aí Circula», e «Dicionário de Erros Frequentes da Língua», duas obras essenciais para quem escreve e ama a Língua Portuguesa, porque é urgentemente preciso recuperar 30 anos de destruição da nossa cultura linguística.

 

fotografia-mm-1_1_orig.jpg

Manuel Monteiro

 

«Os políticos, os jornalistas e os habitantes do espaço público escrevem cada vez pior. Claro está que esta generalização é injusta para alguns (poucos, em rigor), mas é uma tendência que só um cego mental não vê. Vivemos na era dos tecnocratas, da velocidade, há pouco espaço para fazer amor com as palavras.»

Manuel Monteiro, Portugal

 

A revisão de textos é, por si só, tarefa de abissal responsabilidade — adentrar universos alheios de cariz literário, técnico ou outro, com o propósito de os aprimorar, corrigindo-os, adequando-os e harmonizando-os, destarte compondo, sagaz e subtilmente, as versões que viremos a conhecer. Tem por principal requisito uma rara combinação entre sensibilidade e erudição, exigindo aptidão e apetência para a estética e a eufonia.

 

Manuel Monteiro é magistral na sua execução. Ademais, é formador profissional de revisores, jornalista e autor (na área da ficção e da não-ficção), tendo publicado, recentemente, pela editora Objectiva, Por Amor à Língua, e, antes disso, Dicionário de Erros Frequentes da Língua. É, creio, um purista sensato e um laborioso agente revitalizador da Língua Portuguesa.

 

Enquanto crescias, entusiasmavam-te especialmente as palavras? Como? Quais?

 Sempre vivi a literatura como uma segunda pele. Desde criança. Preciso de mergulhar nas palavras dos outros, de entrar noutras cabeças. Os livros conseguem, quando bons, ir mais fundo do que a maior parte das conversas. Não as substituem, evidentemente. Os livros também têm muitas camadas, como as pessoas. Reler é importantíssimo. A releitura de O Jogo das Contas de Vidro empurra-me sempre para novas interpretações. Delicio-me com a descoberta de palavras. É um exercício que nunca perdeu um átomo de deslumbramento. Gosto mesmo muito de dicionários, mormente dos mais antigos, porque têm, grosso modo, mais qualidade. Gosto da sinonímia da nossa língua. Quais? Tenho algumas dilectas no quinto capítulo.

 

Em que ocasiões te vês imerso em êxtase literário? (E que sentes, ao emergir?)

São momentos raros. Mas acontecem. E são de uma felicidade imensa. Poderia citar e citar… O Canto de Mim Mesmo está cheio disso. Para mim, claro está.

 

O cosmos cabe nas palavras que inventámos?

Coube no Folhas de Erva.

 

E o silêncio?

Lobo Antunes disse que: «Quanto mais silêncio houver num livro, melhor ele é.» Ele diz muitos, muitos disparates e coisas que não sente (como não se lembrar de nada do que escreveu), mas também acerta muitas vezes.

 

É, para ti, fundamental divulgar a riqueza e a diversidade da nossa língua. Que sugestões podes dar para que sejamos mais nessa missão?

Ler Camilo, ler Castilho, ler dicionários.

 

Como lidas com a frustração ante a trivialização do uso indevido da língua nesta era tecnológica, propensa à velocidade e, consequentemente, à aniquilação da beleza?

Lendo Theodore John Kaczynski.

 

Sem uma comunicação eficaz, mina-se a autonomia, o respeito e a solidariedade; a comunidade fractura-se. Consideras satisfatório o serviço público, em Portugal, relativo ao acesso e ao aperfeiçoamento da língua portuguesa?

Os políticos, os jornalistas e os habitantes do espaço público escrevem cada vez pior. Claro está que esta generalização é injusta para alguns (poucos, em rigor), mas é uma tendência que só um cego mental não vê. Vivemos na era dos tecnocratas, da velocidade, há pouco espaço para fazer amor com as palavras.

 

Download, feedback, standby, briefing, corporate, cool, teaser, part-time, shopping, peeling, storyboard. A desvalorização da própria língua, e a adopção crescente (e vaidosa!) de uma estrangeira, são reflexo de uma acanhada identidade?

Cito do meu próprio livro: «À imitação totalmente inútil, não se chama “cosmopolitismo”, mas “saloiice”.»

 

Por que não se investe (mais) na preservação e revitalização da língua portuguesa, se é esse o idioma da nossa memória afectiva e um dos factores que nos robustecem o sentimento de pertença?

Não é preciso muito. Comecem por empregar palavras portuguesas, muitas delas correntias, para combater o portinglês. Trata-se de uma moda: dá ares de modernidade não conhecer o nosso idioma, não saber compor uma frase e despejar umas palavras inglesas que mostrarão que se tem mundo.

 

A tua crónica Admirável Língua Nova, no jornal Público, é, também, uma exaustiva e premente demonstração da incoerência do Novo Acordo Ortográfico de 1990. Que balanço fazes deste teu trabalho? (Acreditas num recuo, relativamente à imposição da nova grafia?)

Foram anos de leitura e reflexão. A conclusão é simples: o Acordo é uma merda, um embuste, não tem regras claras quanto aos hífenes nas locuções e quanto à «pronúncia culta». Não há um objectivo que tenha sido cumprido. Não há um argumento que resista aos factos da língua. São setenta páginas no meu livro que o demonstram. Se não houver recuo, os leitores que não comprem os livros acordizados, os autores que não escrevam segundo o dito, quem se ocupa da comunicação lato sensu que não o use. Quanto ao mais, quem o usa… estatela-se sempre. Diz-me uma pessoa que use o Acordo na totalidade. UMA! Seguem partes do Acordo que misturam com o anterior, que misturam ainda com outro que não existe.

Recomendo a leitura de:

https://pt-pt.facebook.com/TradutoresContraAO90/

https://pt-pt.facebook.com/cidadaoscontraAO90/

https://cedilha.net/ap53/

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/

 

Os livros são um dos veículos da memória que, por sua vez, tem implicações na evolução da humanidade. Motiva-te essa perpetuação, quando escreves? Ou preferes celebrar instantes?

A escrita é para muitos, creio, uma tentativa de continuar depois da morte.

 

Nesse «lugar» em que escreves, és livre?

Sou. Até hoje, pelo menos.

 

A estética é uma das tuas directrizes?

Mal da minha escrita se não fosse.

 

A capacidade de comoção perante a arte, nomeadamente, a literatura, é proporcional à noção da interligação de todos os elementos que compõem o universo?

É proporcional ao estro de quem escreve.

 

Fonte desta entrevista:

https://quefizestehojeparamudaromundo.weebly.com/as-histoacuterias/ao-servico-da-lingua-portuguesa-portugal

 

***

Manuel Monteiro foi ao programa Agora Nós, da RTP1, onde falou de «Por Amor à Língua» e do Acordo (Ortográfico) mais desafinado do mundo.

A intervenção de Manuel Monteiro pode ser ouvida ao minuto 23 da II Parte do programa neste link:

https://www.rtp.pt/play/p4223/e374033/agora-nos

 

Parabéns, Manuel Monteiro. Hoje em dia é raro ver um jovem a pugnar pelas coisas que interessam, pela Cultura e Língua Portuguesas, que andam ambas por aí a arrastar-se como mortas-vivas, puxadas pelas mãos de cegos mentais.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:14

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

«Ao serviço da Língua Portuguesa // Portugal»

 

Entrevista a Manuel Monteiro, autor do livro, recentemente publicado «Por Amor à Língua - Contra a Linguagem Que Por Aí Circula», e «Dicionário de Erros Frequentes da Língua», duas obras essenciais para quem escreve e ama a Língua Portuguesa.

 

fotografia-mm-1_1_orig.jpg

Manuel Monteiro

 

«Os políticos, os jornalistas e os habitantes do espaço público escrevem cada vez pior. Claro está que esta generalização é injusta para alguns (poucos, em rigor), mas é uma tendência que só um cego mental não vê. Vivemos na era dos tecnocratas, da velocidade, há pouco espaço para fazer amor com as palavras.»

Manuel Monteiro, Portugal

 

A revisão de textos é, por si só, tarefa de abissal responsabilidade — adentrar universos alheios de cariz literário, técnico ou outro, com o propósito de os aprimorar, corrigindo-os, adequando-os e harmonizando-os, destarte compondo, sagaz e subtilmente, as versões que viremos a conhecer. Tem por principal requisito uma rara combinação entre sensibilidade e erudição, exigindo aptidão e apetência para a estética e a eufonia.

 

Manuel Monteiro é magistral na sua execução. Ademais, é formador profissional de revisores, jornalista e autor (na área da ficção e da não-ficção), tendo publicado, recentemente, pela editora Objectiva, Por Amor à Língua, e, antes disso, Dicionário de Erros Frequentes da Língua. É, creio, um purista sensato e um laborioso agente revitalizador da Língua Portuguesa.

 

Enquanto crescias, entusiasmavam-te especialmente as palavras? Como? Quais?

 Sempre vivi a literatura como uma segunda pele. Desde criança. Preciso de mergulhar nas palavras dos outros, de entrar noutras cabeças. Os livros conseguem, quando bons, ir mais fundo do que a maior parte das conversas. Não as substituem, evidentemente. Os livros também têm muitas camadas, como as pessoas. Reler é importantíssimo. A releitura de O Jogo das Contas de Vidro empurra-me sempre para novas interpretações. Delicio-me com a descoberta de palavras. É um exercício que nunca perdeu um átomo de deslumbramento. Gosto mesmo muito de dicionários, mormente dos mais antigos, porque têm, grosso modo, mais qualidade. Gosto da sinonímia da nossa língua. Quais? Tenho algumas dilectas no quinto capítulo.

 

Em que ocasiões te vês imerso em êxtase literário? (E que sentes, ao emergir?)

São momentos raros. Mas acontecem. E são de uma felicidade imensa. Poderia citar e citar… O Canto de Mim Mesmo está cheio disso. Para mim, claro está.

 

O cosmos cabe nas palavras que inventámos?

Coube no Folhas de Erva.

 

E o silêncio?

Lobo Antunes disse que: «Quanto mais silêncio houver num livro, melhor ele é.» Ele diz muitos, muitos disparates e coisas que não sente (como não se lembrar de nada do que escreveu), mas também acerta muitas vezes.

 

É, para ti, fundamental divulgar a riqueza e a diversidade da nossa língua. Que sugestões podes dar para que sejamos mais nessa missão?

Ler Camilo, ler Castilho, ler dicionários.

 

Como lidas com a frustração ante a trivialização do uso indevido da língua nesta era tecnológica, propensa à velocidade e, consequentemente, à aniquilação da beleza?

Lendo Theodore John Kaczynski.

 

Sem uma comunicação eficaz, mina-se a autonomia, o respeito e a solidariedade; a comunidade fractura-se. Consideras satisfatório o serviço público, em Portugal, relativo ao acesso e ao aperfeiçoamento da língua portuguesa?

Os políticos, os jornalistas e os habitantes do espaço público escrevem cada vez pior. Claro está que esta generalização é injusta para alguns (poucos, em rigor), mas é uma tendência que só um cego mental não vê. Vivemos na era dos tecnocratas, da velocidade, há pouco espaço para fazer amor com as palavras.

 

Download, feedback, standby, briefing, corporate, cool, teaser, part-time, shopping, peeling, storyboard. A desvalorização da própria língua, e a adopção crescente (e vaidosa!) de uma estrangeira, são reflexo de uma acanhada identidade?

Cito do meu próprio livro: «À imitação totalmente inútil, não se chama “cosmopolitismo”, mas “saloiice”.»

 

Por que não se investe (mais) na preservação e revitalização da língua portuguesa, se é esse o idioma da nossa memória afectiva e um dos factores que nos robustecem o sentimento de pertença?

Não é preciso muito. Comecem por empregar palavras portuguesas, muitas delas correntias, para combater o portinglês. Trata-se de uma moda: dá ares de modernidade não conhecer o nosso idioma, não saber compor uma frase e despejar umas palavras inglesas que mostrarão que se tem mundo.

 

A tua crónica Admirável Língua Nova, no jornal Público, é, também, uma exaustiva e premente demonstração da incoerência do Novo Acordo Ortográfico de 1990. Que balanço fazes deste teu trabalho? (Acreditas num recuo, relativamente à imposição da nova grafia?)

Foram anos de leitura e reflexão. A conclusão é simples: o Acordo é uma merda, um embuste, não tem regras claras quanto aos hífenes nas locuções e quanto à «pronúncia culta». Não há um objectivo que tenha sido cumprido. Não há um argumento que resista aos factos da língua. São setenta páginas no meu livro que o demonstram. Se não houver recuo, os leitores que não comprem os livros acordizados, os autores que não escrevam segundo o dito, quem se ocupa da comunicação lato sensu que não o use. Quanto ao mais, quem o usa… estatela-se sempre. Diz-me uma pessoa que use o Acordo na totalidade. UMA! Seguem partes do Acordo que misturam com o anterior, que misturam ainda com outro que não existe.

Recomendo a leitura de:

https://pt-pt.facebook.com/TradutoresContraAO90/

https://pt-pt.facebook.com/cidadaoscontraAO90/

https://cedilha.net/ap53/

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/

 

Os livros são um dos veículos da memória que, por sua vez, tem implicações na evolução da humanidade. Motiva-te essa perpetuação, quando escreves? Ou preferes celebrar instantes?

A escrita é para muitos, creio, uma tentativa de continuar depois da morte.

 

Nesse «lugar» em que escreves, és livre?

Sou. Até hoje, pelo menos.

 

A estética é uma das tuas directrizes?

Mal da minha escrita se não fosse.

 

A capacidade de comoção perante a arte, nomeadamente, a literatura, é proporcional à noção da interligação de todos os elementos que compõem o universo?

É proporcional ao estro de quem escreve.

 

Fonte desta entrevista:

https://quefizestehojeparamudaromundo.weebly.com/as-histoacuterias/ao-servico-da-lingua-portuguesa-portugal

 

***

Manuel Monteiro foi ao programa Agora Nós, da RTP1, onde falou de «Por Amor à Língua» e do Acordo (Ortográfico) mais desafinado do mundo.

A intervenção de Manuel Monteiro pode ser ouvida ao minuto 23 da II Parte do programa neste link:

https://www.rtp.pt/play/p4223/e374033/agora-nos

 

Parabéns, Manuel Monteiro. Hoje em dia é raro ver um jovem a pugnar pelas coisas que interessam, pela Cultura e Língua Portuguesas, que andam ambas por aí a arrastar-se como mortas-vivas, puxadas pelas mãos de cegos mentais.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

O AO90 «É inúti, irresponsável, prepotente, ineficaz, altamente prejudicial e ridículo»

 

Quem o diz é Miguel Esteves Cardoso.

 

Mas convido os governantes portugueses a ver este vídeo e ouvir atentamente os argumentos que são apresentados contra o AO90, e comecem a ponderar muito seriamente em atirar ao caixote do lixo esta aberração, sob pena de ficarem na História de Portugal como aqueles que destruíram um dos mais relevantes pilares da identidade portuguesa.

 

 

«Registo das intervenções demolidoras contra o Acordo Ortográfico no programa "Controvérsias" (RTP1, 1991) de Miguel Esteves Cardoso («O acordo é inútil, irresponsável, prepotente, ineficaz, altamente prejudicial e ridículo.»).

 

Maria Leonor Buescu («Há a questão da constitucionalidade do acordo, porque programar a educação segundo directrizes políticas é materialmente inconstitucional.») e Maria Isabel Rebelo Gonçalves («Um texto publicado no Brasil é diferente de um texto publicado em Portugal, podem chamar-lhe acordo, mas não de unificação porque, com as duplas grafias, não unificou nada nem em Portugal.»).

 

A favor do AO estão Carlos Reis, Américo da Costa Ramalho e Aníbal Pinto de Castro (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:26

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 4 de Maio de 2016

Se Moçambique e Angola quiserem, acaba-se o Acordo Ortográfico?

 

Então vamos lá acabar de uma vez por todas com este ABORTO.

 

É uma vergonha para Portugal que a salvação da Língua Portuguesa esteja nas mãos de Angola e Moçambique, e não do país-berço da língua.

 

Mas se Angola e Moçambique puderem salvar a Língua, SALVEM, por favor, porque todos os Portugueses lúcidos ficar-vos-ão eternamente gratos.

 

E as televisões não dizem nada? São assim tão subservientes ao Poder que não podem sequer INFORMAR o povo português do que está a passar-se em torno desta matéria?

 

Desacordo Ortográfico.jpeg

 (Origem da imagem: Internet)

 

«As declarações foram feitas ontem pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa: se Angola e Moçambique não quiserem escrever pelo novo Acordo Ortográfico, Portugal pode rever também a aplicação do documento

 

Aprovado em 2008, mas não feito lei, o Acordo Ortográfico/1990 tinha (mas não conseguiu) como objectivo uniformizar a escrita da Língua Portuguesa, comum aos países ditos da Lusofonia.

 

Contudo, essa uniformização, que devia ser orientada pela raiz da Língua, e não por uma Variante, não foi bem aceite pela esmagadora maioria dos países envolvidos. Apenas Portugal (que se colocou à venda impatrioticamente,) o Brasil (por interesses políticos)  e Cabo Verde (por simples subserviência a Portugal, por motivos sócio-políticos) aplicam o tortográfico acordo, que além de ser ilegal e  inconstitucional, é linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral e estar a criar uma geração de analfabetos , não tendo recebido o aval dos PALOP africanos.

 

Em visita oficial a Moçambique, Marcelo Rebelo de Sousa falou à RTP África (mas a RTP1 mantém-se muda) e admitiu que, se Angola e Moçambique não quiserem adoptar o novo Acordo, Portugal poderá ter de recuar em todo o processo e repor a Língua original. Marcelo Rebelo de Sousa explicou: «Nós estamos à espera que Moçambique decida sim ou não ao Acordo Ortográfico. Se decidir que não, mais Angola, é uma oportunidade para repensar essa matéria». Sim, porque Portugal, não tem personalidade própria, para dizer NÃO a este acordo.

 

Marcelo admitiu que, enquanto cidadão, escreve de acordo com as antigas regras, mas que enquanto Presidente da República é obrigado (???) a respeitar as regras novas. É OBRIGADO? É obrigado por qual LEI? Quais regras novas, se o AO90 é ilegal?

 

Marcelo jurou defender, respeitar e fazer respeitar a Constituição da República Portuguesa e diz ser obrigado a escrever de acordo com o desacordo que os juristas dizem ser inconstitucional? Há aqui alguma coisa que não bate certo.

 

Não haverá aqui uma contradição "à la Marcelo"?????

 

Fonte : http://www.buzztimes.pt/n/se-mocambique-e-angola-quiserem-acaba-se-o-acordo-ortografico/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Abril 2021

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Amanhã, o mundo comemora ...

. «Ao serviço da Língua Por...

. «Ao serviço da Língua Por...

. O AO90 «É inúti, irrespon...

. Se Moçambique e Angola qu...

.arquivos

. Abril 2021

. Março 2021

. Fevereiro 2021

. Janeiro 2021

. Dezembro 2020

. Novembro 2020

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

. «Português de Facto» - Facebook

Uma página onde podem encontrar sugestões de livros em Português correCto, permanentemente aCtualizada. a href="https://www.facebook.com/portuguesdefacto/" target="_blank">https://www.facebook.com/portuguesdefacto/

.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. Sobre a grafia utilizada neste Blogue

Este Blogue rejeita automaticamente a grafia brasileira, preconizada pelo falso acordo ortográfico de 1990, que foi imposto ilegalmente aos Portugueses. Este Blogue adopta a Língua Oficial de Portugal – a Língua Portuguesa, na sua matriz culta e europeia - na grafia de 1945, a que está em vigor. Grafia brasileira só em textos escritos por Brasileiros.

.Os textos assinados por Isabel A. Ferreira, autora deste Blogue, têm ©.

Agradeço a todos os que difundem os meus artigos que indiquem a fonte e os links dos mesmos.
blogs SAPO