A SIC Notícias realizou um inquérito telefónico sobre o "Acordo Ortográfico 1990" no programa "Opinião Pública". O resultado é o resultado de todos os inquéritos que já se realizaram em Portugal, a este respeito.
Querem passar-nos a ideia de que o AO90 está implantado no país e tal…
Mas…

Origem da imagem:
… apenas os subservientes órgãos de comunicação social (com raras excePções), professores (com raras excePções), os escravos do Poder (sem excePções), e os funcionários públicos e restantes serviçais do Estado (com raras excePções), o aplicam, e mal, gerando a maior mixórdia ortográfica de todos os tempos, em Portugal, e caso único no mundo.
A esmagadora maioria do povo português, instruído ou menos instruído, não aplica a grafia brasileira, conhecida por “acordo ortográfico de 1990”. E muitos nem sabem o que isto é.
Apesar disto, o muito democrático governo português insiste em manter esta fraude com base nos “milhões”, numa obscena subserviência a interesses estrangeiros.
A isto chamo uma democracia à portuguesa.
Doutor António Costa, num próximo fim-de-semana, sugiro-lhe que vá, sozinho, até a uma praia deserta, sente-se a olhar o mar, e medite no papel que actualmente desempenha na sociedade portuguesa, em pleno século XXI, e principalmente medite no modo como quer ficar para a História de Portugal. É que, posso garantir-lhe, não está no bom caminho, e a continuar assim, com toda a certeza, não constará na galeria dos Heróis da Pátria.
Isabel A. Ferreira
Os Portugueses (bem, alguns portugueses, incluindo a esmagadora maioria dos governantes) primam por gostar de ser diferentes do resto do mundo, quando se trata de rececionar, seja lá o que isto for.
Vai daí… esmiucemos:

Como todos sabem, ou melhor, como nem todos sabem, a palavra recePção deriva do Latim recePtio.
Até à chegada do malfadado e fraudulento AO90 a Portugal, a palavra escrevia-se assim: recePção, com pê, como deve ser, para podermos saber do que estamos a falar.
Mas por incrível que pareça, um vento bravio soprou ali para os lados do Palácio de São Bento e veja-se o que aconteceu, neste nosso pobre país, à beira-mar plantado, com a cabeça enterrada na areia:
Brasil – RecePção
Angola – RecePção
Moçambique – RecePção
Espanha – RecePción
Inglaterra – RecePtion
França – RécePtion
Itália – RecePtion
Portugal – Receção (isto lê-se rec’ção).
E foi isto mesmo - rec’eção - que hoje ouvi no telejornal da SIC Notícias, que agora tem jornalistas brasileiros ao seu serviço.
O jornalista brasileiro, que estava a relatar a notícia dos prémios que Portugal recebeu no que diz respeito aos Hostals lisboetas, pronunciou rec’ção à portuguesa, com sotaque brasileiro (rêcêção) que sem o pê deve ler-se precisamente deste modo, porque no Brasil diria “rêcépição”, porque lá, a palavra nunca perdeu o pê, lê-se o pê e, por conseguinte, escreve-se o pê. Vá-se lá saber porquê! Talvez porque em Itália (modelo ortográfico para os Brasileiros) o pê não caiu.
E a pergunta que se põe é a seguinte: por alma de quem é que em Portugal se escreve mal uma palavra que o resto mundo escreve bem, até o Brasil, que tem tantas palavras mutiladas sem sentido algum… mas recePção salvou-se, não sei se por algum milagre de santo…?
Se alguém tiver uma resposta com lógica que se adiante…
Isabel A. Ferreira
Nuno Pacheco e António Costa
Muitos se recordarão de dois momentos televisivos marcantes na discussão da aberração ortográfica que dá pelo nome de AO/90: a intervenção de Nuno Pacheco, director-adjunto do Jornal Público, no programa “Olhos nos Olhos”, na TVI24, e a de António Costa, actual primeiro-ministro de Portugal, no programa “Quadratura do Círculo”, na SIC Notícias.
Eis os links dos programas, para quem não teve oportunidade de ver:
http://tviplayer.iol.pt/programa/olhos-nos-olhos/53c6b3963004dc006243d285/episodio/t3e1
https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/videos/764099790358358/
As abordagens de um e de outro estão separadas por um abismo descomunal.
Enquanto Nuno Pacheco mostrou um profundo conhecimento, António Costa mostrou apenas interesses ocultos nas palavras que proferiu.
Um amigo, sabiamente, resumiu assim esta diferença:
Nuno Pacheco é culto. António Costa é ministro.
Perfeito.
Não será necessário dizer mais nada.
. INQUÉRITO SOBRE O ACORDO ...
. "RECEÇÃO" (REC'ÇÃO)... SÓ...
. QUAL A DIFERENÇA ENTRE NU...