Quando Portugal tem um Presidente da República que se está nas tintas para Portugal, para os Portugueses, para a Língua Portuguesa – o nosso maior símbolo identitário – para a nossa Cultura e para a nossa História, não surpreende que no site da Presidência se dê tratos de polé à nossa Língua Materna.
Supondo que não é o presidente da República que escreva as notas da Presidência, ainda assim, seria da sua competência verificar se, ao menos, a nota não sairia com erros de português, em seu nome. Trata-se de uma questão de brio, porque o cargo de Presidente da República não é um cargo qualquer.
Não saberá o PR que as efemérides, nomes de festividades, datas comemorativas são escritas com letra maiúscula? Não saberá que aquele Junho, do 10 de Junho é escrito com letra maiúscula, como Abril, no 25 de Abril?
Em Bom Português, ou seja, em Língua Portuguesa, os meses do ano são escritos com maiúsculas. Quem segue o ilegal e inconstitucional AO90, como o PR de Portugal, que devia dar o exemplo de legalidade e constitucionalidade, mas não dá, é que escreve incorreCtamente o Português, o que para um presidente da República é uma vergonha.
Verificamos que o site da Presidência é um lugar sem brio.

Em Bom Português também se escreve aCtualidade. Esta palavra grafada sem o cê é exclusiva do léxico brasileiro. E apesar de o presidente da República ter a dupla nacionalidade, ou seja, ser luso-brasileiro (se a informação que me deram está correcta) ainda é presidente de Portugal, NÃO é presidente do Brasil, para escrever à brasileira.
Porém, não é apenas no site da Presidência da República que encontramos erros de Português.

No Jornal online ECO, o lead (*) da notícia sobre o 10 de Junho tem erros de palmatória. E o pior é que online (*) podem corrigi-los, no jornal em papel, não podem. Se podem corrigi-los, por que se mantêm os erros visíveis interminavelmente?
Por falta de brio profissional, certamente.
Hoje tudo se faz à balda, conforme calha, e com o exemplo que vem de cima, não é de esperar outra coisa.
Este é o Portugal que temos, e que o presidente da República diz ser o país melhor do mundo.
Se um País que está na cauda da Europa em quase tudo, e que tem uma língua mal grafada é ser o melhor do mundo, até neste juízo que se faz sobre o País reina a insensatez.
«Temos o dever de nos recriar e cuidar melhor da nossa gente» disse o PR no seu último discurso DO 10 de Junho, não DE. Pois um presidente da República deve ter esse dever, sim. Mas não é isso que acontece. A nossa gente é desprezada, mas a gente dos outros é acarinhada. É isto que acontece.
E as pontes devem começar por ser feitas a partir da nossa gente para poder chegar aos outros povos.
E por fim, aquele distingiu Eanes, que, desta vez, não é culpa do PR, constitui um açoite no Bom Português, que o General Ramalho Eanes sempre cultivou, honrando, deste modo, o cargo que ocupa, porque um Presidente da República além de todos os outros deveres inerentes ao cargo, deve, ao menos, saber grafar correCtamente a Língua que identifica o País ao qual preside, se tiver brio e honra.
Um presidente que dá erros ortográficos é um mau exemplo para o País, e que não venha escudar-se no AO90, porque o AO90 é ilegal e inconstitucional, e não está em vigor na ordem jurídica internacional, nem na ordem jurídica nacional. Dizem os constitucionalistas.
Isabel A. Ferreira
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Esclarecimento:
(*) Esclareço que uso os anglicismos site, online e lead por se tratar de Linguagem Informática e Jornalística, e por não concordar com o aportuguesamento destes géneros de linguagem por serem universais e alguns vocábulos intraduzíveis. Ninguém traduz a Linguagem Musical em Italiano, ou a do Ballet Clássico, em Francês, por serem intraduzíveis, além de horrorosas, se aportuguesadas ou abrasileiradas. O que vejo traduzido ou aportuguesado ou abrasileirado por aí é absolutamente uma bizarrice, que não favorece a Língua. Só a desfeia. E da Língua também faz parte a Estética.
Sabem como se diz sítio em Inglês? Diz-se place. Sítio pode ser muitas outras coisas, mas não nos leva imediatamente para o lugar onde está alojado um determinado serviço na World Wide Web (WWW), ou simplesmente Web, que é algo que universalmente todos percebem.
(I.A.F.)
«É a nossa aversão à cultura, o baixo índice de sentido crítico, bem como a total falta de desejo de defesa e preservação do nosso Património Linguístico que ajudam a manter o AO90» (Professor António Vieira)
Por isso, os Portugueses Pensantes REJEITAM este falso dia desta FALSA celebração.
A mixórdia ortográfica portuguesa, que andam por aí hoje a celebrar, é tão ridícula, tão medíocre, tão pobre, tão sem sentido, tão feia que, por muito que a queiram impingir ao mundo, ela NÃO tem pernas para andar, porque é coxa das duas pernas.
O verdadeiro Dia em que se celebra a Língua Portuguesa é o Dia 10 de Junho, Dia de Camões.
Hoje, uma vez que os predadores da Língua Portuguesa andam por aí a “celebrar” o dia mundial do mixordês, (NÃO, o Dia da NOSSA Língua Portuguesa), repesco um poderoso texto do Professor António Vieira, que faz uma análise nua e crua, numa linguagem apropriada à mediocridade, à subserviência e a tiques de rastejamento inerentes ao uso e abuso de um acordo abortográfico, sobre o qual Augusto Santos Silva (o ainda pretenso dono da língua) disse esta coisa inaceitável no tempo em que era ministro dos Negócios DOS Estanheiros: «Se quisesse, o Governo podia denunciar o acordo ortográfico – mas não quer», ou seja ELE, Augusto Santos Silva que se apoderou da Língua DOS Portugueses, NÃO QUER, como se a Língua Portuguesa fosse pertença do Governo e possa andar por aí aos rebolões, segundo o querer ou o não-querer de suas “excelências”, que de excelências nada têm. E isto tem um nome: ditadura!
Hoje, mais do que nunca, temos todos os motivos para estarmos de LUTO pela nossa Língua Portuguesa, que anda por aí desenraizada, despojada da sua beleza, apenas porque uns nada esclarecidos políticos, impregnados de um colossal complexo de inferioridade, entre outros que tais estados psicológicos, assim o querem.
Hoje, NADA HÁ, portanto, a celebrar. Muito pelo contrário: há a lamentar que Portugal tivesse vendido ao desbarato a sua preciosa Língua, e ande agora por aí a celebrar os farrapos que dela restam.
Hoje, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e Augusto Santos Silva deviam vir a público retractar-se, pela VERGONHOSA imagem que passam ao mundo, ao permitirem que por aí se ande a enxovalhar uma das Línguas mais antigas da Europa, com mais de 800 anos de história [e, na Europa, nem todos são parvos, para não verem a diferença entre o que é Português e o que é Brasileiro] apenas porque sofrem de um complexo de inferioridade patológico.
Por isso, HOJE, os Portugueses Pensantes EXIGEM a preservação da Língua Portuguesa, e fazem LUTO por vê-la ignorantemente tão ENXOVALHADA na Internet, no Google, na Wikipédia, nas redes sociais, nos documentos oficiais do Estado Português, sites governamentais, site da presidência, nas televisões, nos livros incurrêtâmente traduzidos, nos livros acordizados de escritores que abominavam o AO90, enfim, no mundo MEDÍOCRE que é o dos PREDADORES da íntegra, culta, original e verdadeira Língua Portuguesa.
Uma coisa é certa e segura: Língua Portuguesa há só UMA e mais nenhuma: é a de Camões, a de Gil Vicente, a de Pessoa, a de Eça, a de Camilo, a de Saramago, a MINHA.
A Língua Portuguesa deu várias Variantes dela ao mundo, sendo uma delas a Variante Brasileira, tal como os navegadores portugueses deram novos mundos ao mundo.
Isto chegará a um ponto em que os Portugueses, não tendo mais uma LÍNGUA sua, terá um linguajar escrito e falado que, NÃO pertencendo às Famílias Linguísticas do mundo, que foi estruturando as suas Línguas Maternas segundo as regras das Ciências da Linguagem, estarão fora desse mundo a papaguear e a juntar umas letras com outras, que não fazem o mínimo sentido, ou seja, os Portugueses estão a caminhar para o regresso ao tempo das cavernas, e os que se estão nas tintas para esta tragédia linguística, e não se manifestam, começarão a fazer desenhos nas paredes dessas cavernas, para se entenderem uns aos outros, e a rebusnar como um animal de uma nova espécie que, em vez de evoluir, regride, ao ponto de ser candidato a uma criatura em vias de extinção.
Esta é uma previsão do que poderá acontecer ao nosso País, cujos actuais governantes não têm capacidade intelectual para defender o seu património, e uma grande fatia do seu Povo é zombie.
Para os interessados, para os que querem manter-se informados, para os que amam a Língua Portuguesa, aqui deixo o texto do Professor António Vieira.
Isabel A. Ferreira

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