Quinta-feira, 7 de Maio de 2020

«O acordo ortográfico é um falhanço diplomático imenso!»; «(…) é um acordo profundamente negativo», «é uma evidência que o AO90 não resultou!»

 

Senhor Presidente da República, senhor Primeiro-Ministro, senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros (os actuais e os outros) desçam dos vossos pedestais de meros mortais que ficarão para a História como os tristes defensores de um acordo ortográfico que não deu certo (e isto até o meu neto, que tem oito anos, sabe, e até sabe também que em Português “diretor” [entre outros vocábulos] se escreve direCtor como em Inglês) ouçam as vozes da RAZÃO, façam um acto de contrição, que, aliás, só vos enobreciam, e acabem de uma vez por todas com a hipocrisia de tecer louvaminhas à Língua Portuguesa quando são os maiores responsáveis pela sua degradação, e pela INVOLUÇÃO que o AO90 trouxe à Língua Oficial de oito países.

 

Ouçam (mais) estas vozes, que se juntam a milhares de outras, e que ontem, no programa Circulatura do Quadrado, na TVI24, e a propósito do tão falsificado Dia Mundial da Língua Portuguesa, se afirmaram contra esta farsa, que dá pela alcunha de AO90.

 

Ouçam José Pacheco Pereira, que acusou (todos nós, defensores da LP acusamos) os vários ministros que, ao longo dos anos, fizeram «o maior estrago possível na Língua Portuguesa com o Acordo Ortográfico».

 

Ouçam António Lobo Xavier que se associou à crítica de Pacheco Pereira, e salientou que «um acordo profundamente negativo tem de ser sempre lembrado quando vierem com louvaminhas à Língua Portuguesa».

 

Ouçam até Jorge Coelho, que apesar de ter louvaminhado a LP, teve a hombridade de referir «ser uma evidência que o AO90 não resultou».

Pois não resultou, absolutamente nada!

E o que é da inteligência fazer, quando algo não resulta?

 

A resposta a esta questão esperamos que, brevemente, suas excelências a dêem, desfazendo a negociata acordista, e pedindo desculpa (não vos ficava nada mal, muito pelo contrário, mostravam que tinham dignidade)  a todos os Portugueses, principalmente aos estudantes e às crianças, por as obrigarem a grafar a Língua Materna, numa ortografia que elas sabem NÃO SER a portuguesa.

 

Uma coisa é garantida pelo futuro, pela História: a nenhuma destas excelências jamais será erguida uma estátua.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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Domingo, 19 de Março de 2017

Na Guiné-Bissau predomina a francofonia… Onde se encaixará a lusofonia?

 

Recentemente, ao ver a reportagem de Vítor Bandarra para a TVI24 - O que é feito da Guiné-Bissau? – que pode ser consultada na íntegra neste link:

http://www.tvi24.iol.pt/dossier/o-que-e-feito-da-guine-bissau/58b021410cf222228e5c0012

descobri que o Português ali é uma escolha terciária. Quase não se fala. Quase não se escreve. Portanto não é correcto falar em Lusofonia, quando se fala da Guiné-Bissau.

E com toda a propriedade, como podemos comprovar nos excertos desta reportagem, que seleccionei.

 

FDG.png

 Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde a língua utilizada para a aprendizagem é o Francês.

Origem da Foto: https://www.facebook.com/184265201684674/photos/a.187740458003815.37050.184265201684674/187748824669645/?type=3&theater

 

Nesta reportagem pode ler-se:

 

«Muito dependente da ajuda internacional (incluindo da cooperação portuguesa) e das fracas exportações de caju, a Guiné-Bissau sofre de crónica falta de escolas, hospitais, infra-estruturas, formação técnica. "Entalada" entre vários países francófonos (a começar pelo Senegal e Guiné-Conacri), a própria Língua portuguesa vai sofrendo a erosão do Francês. Só as elites e os mais velhos (que cresceram no tempo colonial) ainda falam, ou apenas entendem, o Português.

 

Por motivos lógicos e simples: a primeira língua que as crianças aprendem é a materna (o fula, o mandinga, o balanta, o papel, o bijagó...) E para que todos se entendam e comuniquem, aprendem também o crioulo.

 

O Português, quando não é ultrapassado pelo Francês, é apenas a terceira língua dos guineenses.

 

(…)

 

Um choque cultural e linguístico para três jovens médicos lusitanos, recém-licenciados, que os repórteres da TVI foram encontrar, de mochila às costas, em Nhacra, a caminho de Bafatá, no interior. Ao contrário de muitos compatriotas, em vez de escolherem o Algarve, Cabo Verde ou o Brasil, os três aventureiros decidiram fazer férias... na Guiné-Bissau. E descobriram que, por aqui, o Português é uma língua meio exótica, ainda que seja a Língua oficial do Estado guineense.»

 

***

Na segunda parte desta reportagem (que vale a pena ver na íntegra), lá mais para o final, Vítor Bandarra entrevista um professor da Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde se diz que os alunos que frequentam aquela faculdade utilizam o Francês, como língua de aprendizagem.

 

Nas escolas, pede-se para falar crioulo, para que entendam, pois têm grandes dificuldades em compreender o Português.

 

Perante isto, podemos questionar: qual o interesse de impingir à Guiné-Bissau o dialecto brasileiro, ou seja, o AO90, se lá o Português, embora sendo a Língua oficial, não o é na prática?

 

Por que não se deixa as ex-colónias seguir o seu próprio caminho, em liberdade?

 

Por que terão de andar a reboque de Portugal, a arrastar uma língua que não lhe diz nada? Incluindo o Brasil, que descartou a Língua Portuguesa em 1945, ficando com o seu dialecto americanizado, italianizado, afrancesado, aportuguesado, e com os dialectos indígenas e africanos à mistura.

 

E em Cabo Verde, o Português é considerado língua estrangeira.

 

Que CPLP será esta?

 

O que é que se pretende UNIR aqui?

 

A Língua, não é com toda a certeza.

 

E no meio disto tudo, só existe UM país "lusófono", ao qual interessa a expansão de uma ortografia que nada tem a ver com a matriz Portuguesa. E esse país não é Portugal.

 

Em Portugal a ortografia estrangeira que está a ser imposta ilegalmente às nossas crianças, só interessa a uma pequena franja da classe política e seus lacaios.

 

A quem é que o governo português quer fazer de parvo?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

QUAL A DIFERENÇA ENTRE NUNO PACHECO E ANTÓNIO COSTA EM RELAÇÃO AO AO/90?

 

 

NUNO E COSTA.png

Nuno Pacheco e António Costa

 

Muitos se recordarão de dois momentos televisivos marcantes na discussão da aberração ortográfica que dá pelo nome de AO/90: a intervenção de Nuno Pacheco, director-adjunto do Jornal Público, no programa “Olhos nos Olhos”, na TVI24, e a de António Costa, actual primeiro-ministro de Portugal, no programa “Quadratura do Círculo”, na SIC Notícias.

 

Eis os links dos programas, para quem não teve oportunidade de ver:

 

http://tviplayer.iol.pt/programa/olhos-nos-olhos/53c6b3963004dc006243d285/episodio/t3e1

 

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/videos/764099790358358/

 

As abordagens de um e de outro estão separadas por um abismo descomunal.

 

Enquanto Nuno Pacheco mostrou um profundo conhecimento, António Costa mostrou apenas interesses ocultos nas palavras que proferiu.

 

Um amigo, sabiamente, resumiu assim esta diferença:

 

Nuno Pacheco é culto. António Costa é ministro.

 

Perfeito.

 

Não será necessário dizer mais nada.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:38

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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