Sábado, 19 de Setembro de 2020

«Enquanto presidente da Academia Angolana de Letras, Paulo de Carvalho diz subscrever “inteiramente” a não ratificação, por Angola, do Acordo Ortográfico de 1990»

 

Portugal cada vez mais isolado na sua vocação servilista.

Portugal: vergonhosamente só, com a sua mixórdia ortográfica!

 

Portugal e Brasil arvoraram-se em “donos” da Língua Portuguesa, e engendraram o AO90, esquecendo-se de que os Africanos, de expressão portuguesa, falavam e escreviam um Português, que não foi adulterado, como no Brasil, onde políticos esquerdistas, pelo facto de serem milhões (mas não só) entenderam que deviam impor aos restantes países da dita lusofonia, a VARIANTE BRASILEIRA da Língua Portuguesa. E apenas Portugal, muito servilmente, se vergou a esta pretensão.

 

Os Cabo-verdianos já oficializaram a VARIANTE CABO–VERDIANA (o Crioulo Cabo-verdiano) da Língua Portuguesa.

 

Por que não Angola ter também a sua própria VARIANTE ANGOLANA da Língua Portuguesa?

 

Eis o que Paulo de Carvalho, Presidente da Academia Angolana de Letras, defende, no artigo que aqui se transcreve, publicado na Agência Angola Press

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Porque é um facto indesmentível que o Português, que os Portugueses espalharam pelo mundo, enriqueceu-se com os dialectos dos povos locais, e transformou-se num outro Português, que deve seguir o seu caminho, desatrelado da Língua-Mãe: a Língua Portuguesa. Não foi assim com o LATIM, que originou as Línguas Românicas, das quais o Português faz parte?


FORÇA ANGOLA!

 

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É isto, assim, tal e qual. De que andaram à espera os governantes portugueses, mais Marcelo Rebelo de Sousa, Chefe do Estado Português, que nada fizeram para preservar a Língua Portuguesa, em Portugal? Enquanto que em Angola é como diz Ondjaki:

Ondjaki.jpg

Paulo de Carvalho.jpg

Paulo de Carvalho, Presidente da Academia Angolana de Letras

 

«Angola: Académico defende português angolano»

16 Setembro de 2020 | 22h39 - Educação

 

Luanda - O presidente da Academia Angolana de Letras, Paulo de Carvalho, defende, em entrevista à ANGOP, que académicos e linguistas trabalhem para a adopção oficial de uma variante da língua portuguesa, em Angola, com base em regras devidamente definidas.

 

A este propósito, Paulo de Carvalho diz ser “absolutamente” recomendável considerar a sugestão de linguistas, sociólogos e antropólogos, no sentido de “legitimação” de um português angolano.

 

O igualmente sociólogo e professor catedrático, na Universidade Agostinho Neto, sublinha que “o que os linguistas e outros profissionais devem fazer é indicar as características dessa variante”.

 

“Qualquer língua possui regras, que devem ser seguidas no ensino e na comunicação social”, alerta Paulo de Carvalho, antes de chamar a atenção para o facto de que “uma coisa é a variante da língua portuguesa e, outra, falar mal o português”.

 

Em relação ao imperativo de se falar bem a língua portuguesa, Paulo de Carvalho defende a introdução de exames “obrigatórios” de português na transição do ensino básico para o secundário.

 

“A partir do momento em que o sistema prevê exames, então o português deve ser uma das disciplinas com obrigatoriedade de exame”, diz.

 

Para o entrevistado, a “grande maka” tem a ver é com os professores de português, que deveriam ser eles examinados anualmente, em primeiro lugar”.

 

Quanto à construção da variante da língua portuguesa de Angola, Paulo de Carvalho diz ser um processo que “demora” sempre algum tempo e que “exige” recursos.

 

“Trata-se de um processo moroso, que, felizmente, até já foi começado ao nível do Ministério da Educação. Era preciso pegar no que já foi feito, incluir investigadores de algumas áreas que não têm normalmente sido consideradas e elaborar um programa com acções concretas”, diz.

 

Enquanto presidente da Academia Angolana de Letras, Paulo de Carvalho diz subscrever “inteiramente” a não ratificação, por Angola, do Acordo Ortográfico de 1990.

 

“Enquanto se considerarem apenas as questões fundamentais que o Brasil e Portugal levantam, e se esquecerem as questões linguísticas fundamentais dos países africanos, não podemos ratificar esse acordo”, sublinhou.

 

Na sua opinião, os mitos da uni(ci)dade, da simplificação pedagógica e da parcimónia como a filosofia geral da estruturação do referido Acordo “teriam sustentabilidade” se tivessem considerado as “particularidades” dos países africanos e das línguas africanas, do mesmo modo que, no Brasil, foram consideradas as particularidades das línguas locais.

 

“Enquanto tivermos países subalternizados, sem se considerarem as particularidades das línguas que aí coexistem com o português, não vemos grande possibilidade de ratificação do acordo”, remata Paulo de Carvalho.»

 

Fonte:

http://m.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/mobile/noticias/educacao/2020/8/38/Angola-Academico-defende-portugues-angolano,b907bf51-7c8b-49a0-82d4-30d02699faa7.html?version=mobile

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2020

Este é o tal “português dos milhões” que anda divulgado na Internet, e no qual os Portugueses não se revêem

 

Andava eu no YouTube à procura de música relaxante e deparei-me com isto:

 

CAPT.PNG

 

Link para a imagem: https://www.youtube.com/watch?v=Z8uvPLsah0s  

 

Não, não “aleviei o meu estresse”. Muito pelo contrário. Até porque textos como este são aos milhares na Internet.

 

Chamem-lhe outra coisa, mas não lhe chamem Português. Por favor!

 

Esta situação, verdadeiramente caótica, está a obrigar milhares de Portugueses a fazer o que o João Pinto fez: mudar a língua do seu Android para Inglês.

 

Em jeito de desabafo, o João Pinto, desalentado com os tratos de polé que por aí dão à NOSSA Língua, chamando-lhe “português”, escreveu, em jeito de desabafo, o texto que aqui reproduzo e subscrevo.

 

Eu também prefiro pesquisar em Inglês ou Castelhano, quando vou à Internet. Porque apesar de ter aprendido a escrever e a ler no Brasil, a Língua degradou-se tanto, mas tanto, que já não a reconheço. Basta ler o texto do YouTube, que, na verdade, em vez de aleviar o meu estresse, atiçou-me os nervos, de tanto ver a nossa língua chicoteada!

 

Daí que seja urgente que alguém de direito faça alguma coisa para libertar a Língua Portuguesa.

 

E como diz o João Pinto, isto não é para ser lido como um ataque à VARIANTE brasileira do Português, que, para o Brasil, é absolutamente legítima. Só não lhe chamem “Português”, nem do Brasil, nem de outra parte qualquer. Por favor. 

 

Ah! A propósito, isto não é racismo, nem xenofobia. Isto é simplesmente a constatação de algo que todos sentem, mas não consentem, por mera cobardia.

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Por João Pinto

 

«Boa noite a todos,

 

Naturalmente como todos aqui sou contra o AO, não sigo o mesmo quando escrevo e, a não ser que seja forçado a fazê-lo, nunca o farei. Não porque foi “o que me ensinaram” (ainda creio ter em mim capacidade de aprendizagem), mas porque o acho desadequado na tradução fonética do Português de Portugal (PT-PT) e porque o afasta da origem comum das restantes línguas europeias.

 

O meu cérebro já aprendeu a ignorar o AO na maior parte dos casos com uma ENORME excepção: A Internet e tecnologia em geral.

 

Porque por mais que digam que o AO é uma aproximação, para a maior parte dos serviços online o que houve na realidade foi uma unificação da língua. Onde antes havia PT-PT e Português do Brasil (PT-BR), passou apenas a haver “Português”, que na prática representa o PT-BR.

 

Quebrou o que para mim é uma rotina antiga de pesquisar em Português e depois em Inglês, porque a esmagadora maioria dos resultados obtidos quando se pesquisa em Português são em PT-BR. Como não gosto de ler PT-BR, porque tem uma construção frásica diferente da que estou habituado e porque honestamente tem palavras que há vezes que não faço ideia o que significam, simplesmente pesquiso em Inglês. Hoje, cansado de “planilhas” e “camundongos” e “dublês” tive também de mudar a língua do meu Android para Inglês.

 

É com tristeza que tomo essas opções, mas sinceramente prefiro o Inglês ao PT-BR.

 

Esta para mim é a mentira profunda do AO. Não se apresenta como uma unificação da língua sendo, mas ao mesmo tempo mais que uma unificação é uma tentativa de substituição da língua Portuguesa (no geral em toda a sua diversidade) pelo PT-BR.

 

Nota importante: «Nunca para ser lido como um ataque ao PT-BR, que é uma variante do Português perfeitamente legítima

 

Fonte: https://www.facebook.com/groups/emaccao/permalink/3459113074134041/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:52

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

Portugal é o único país do mundo que, conforme o grau de instrução e de cultura dos seus escribas, emprega várias grafias diferentes simultaneamente

 

1 – A grafia portuguesa de 1945, que está em vigor, visto não ter sido revogada -  é aplicada pelos mais instruídos, mais cultos e pelos mais conscientes do significado de uma Língua para um País.

 

2 – A grafia brasileira de 1943, preconizada pelo AO90, e que não está em vigor em país nenhum, excePto em Portugal - é aplicada pelos mal informados, mal formados, ignorantes, cobardes, acomodados, comodistas e escravos do Poder, mais conhecidos por acordistas.

 

3 – A Mixórdia Ortográfica Portuguesa, a mais disseminada – é aplicada pelos semianalfabetos e pelos analfabetos funcionais (que os há por aí aos montes) que escrevem absolutamente à balda, como lhes dá na telha, a mistura das grafias portuguesa e brasileira e a que provém da ignorância deles.

 

Perante isto, é da inteligência mandar às malvas o AO90, e regressar à nossa grafia, à grafia portuguesa, pois Portugal é um país (por enquanto independente, mas a caminho de deixar de ser) que tem uma Língua, por que haverá de adoPtar a variante brasileira do nosso Português, e andar para trás como o caranguejo?

 

Porém, ao que consta, os que podem, querem e mandam não pretendem finar o AO90, nem aprimorar o estudo da Língua Portuguesa, nas escolas portuguesas, para estarmos ao nível das escolas europeias. Os que podem, querem e mandam apoiam, incondicionalmente, a Mixórdia Ortográfica Portuguesa, a nova linguagem, que eles próprios adoPtaram, e que acham (se ao menos pensassem!) que é moderna e muito graciosa.

 

Vivemos tempos estranhos, em que os €€€€€€€€€€€ e outros obscurantismos, e não o sonho da Língua escrita e falada com qualidade, comandam a vida… 

 

Então façamos correr mundo, o que se passa em Portugal, no que respeita ao desrespeito pela Língua Oficial do País.

 

Claro que o que irão ver a seguir, tem a ver com a bandalheira que o AO90 introduziu na grafia portuguesa. Nunca como depois deste "acordo", o Português se degradou tanto, porque agora tanto faz, como tanto fez, escrever de um modo ou de outro. Ninguém paga multa por escrever incorrectamente a Língua Materna. Mas devia pagar. Por cada erro deviam pagar uma multa de 5.000 €, e Portugal poderia, deste modo, contratar Professores habilitados para o Ensino da Língua Portuguesa Portuguesa, pagar as suas dívidas, e ainda sobraria dinheiro nos cofres do Estado para editar manuais escolares em Língua Portuguesa. Portugal seria um país muito, muito rico.

 

Assim, é um pobretanas,  e desprestigiado no mundo inteiro, um alvo fácil da chacota das pessoas mais cultas e instruídas.

 

José Sousa Dias.png

 

O jornal i em grande estilo 😂

 

1 - jornal i.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10159941120149418&set=gm.2697704463807385&type=3&theater&ifg=1

 

A filosofia do AO90 é para cortar tudo o que não se lê, mas a gana é tanta, que eles cortam até o que se lê…

 

2 - A bola.png

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614/2806779406090376/?type=3&theater&ifg=1

 

 Até tu, Expresso?

 

3- Expresso.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3353136544718521&set=gm.2696272397283925&type=3&theater&ifg=1

 

Será que isto é abrangido pelo novo acordo ortográfico!? 😅 É que não se lê, corta-se!  

 

4 - RTP não se lê corta.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3033250156754022&set=gm.2687014518209713&type=3&theater&ifg=1

 

 Do verbo “TRACAR”

 

5 - Do verbo TRACAR.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215047974986480&set=gm.2681651245412707&type=3&theater&ifg=1

 

No site da RTP anda alguém fortemente empenhado em dar cabo da língua portuguesa.
Vergonhoso! Santa ignorância!

 

6 - CESCES RTP.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10220677746591465&set=a.1278758846968&type=3&theater&ifg=1

 

Portugal... RTP 3 – CULTA e Adulta e portuguesa (?) e paga com os nossos impostos.

 

6 - estado unidenses.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3312186715459156&set=gm.2670864693158029&type=3&theater&ifg=1

 

É só ler com sotaque…

 

7 - Dos português.png

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10158408010038774&set=gm.2673817059529459&type=3&theater&ifg=1

 

Ainda andamos nisto de fato. Só falta a gravata.

 

8 - Ainda andamos nisto.jpg

 

Não é à primeira, não é à segunda… seria à terceira?

 

10 - Carróseis.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4097308630311304&set=gm.2704066529837845&type=3&theater&ifg=1

 

E, para finalizar, algo com que nos deparamos demasiadas vezes:

9 - gostas-te.jpg

 

Quem, no seu juízo perfeito, poderá dizer que está contentinho com o que se passa em Portugal com todo este desmando ortográfico (e isto é apenas uma ínfima recolha, das várias centenas que por aí existem).

 

E com isto me vou, por um tempo, para preservar a minha sanidade.

Até ao meu regresso!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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