A luta contra o AO90 é uma luta com um exército enorme sentado no campo de batalha, e talvez uma dezena a lutar com as armas que tem: as palavras. Uma luta não se faz nem se ganha apenas com meia dúzia de pessoas a falar entre si sobre o quão nocivo é o AO90, e outras tantas a repetirem-se publicamente nos artigos que escrevem, eu incluída, a dizer coisas que toda a gente pensa, mas não tem a coragem de dizer alto. Eu já estou farta de me repetir. É que o meu conhecimento sobre esta matéria é empírico, é de experiência feito, por ter estado no local do crime, ou seja, no país onde o AO90 foi parido, vendo, ouvindo e lendo o que 99,99% dos que se dizem desacordistas não viram, não ouviram, nem leram, por isso, não sabem.
É preciso que os que se dizem anti-AO90 e pertencem às altas esferas intelectuais, tais como figuras públicas, professores no activo e reformados, linguistas, escritores, jornalistas, tradutores, revisores, editores, saiam da sua bolha de conforto e venham a público, usando os meios de comunicação social ao seu alcance, para clamarem o anti-acordismo que dizem defender, mas só o fazem em privado.
Não vejo nada disso. E no que me toca, sinto-me desacompanhada pela grande, grande maioria dos subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes (porque os há não-pensantes), mas acompanhada pelos meus leitores fora de Portugal, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se bem que o apoio que recebo em privado não chega aos olhos e ouvidos dos acordistas que me seguem para tomarem o pulso desta luta, que eles acham que é uma luta perdida, por saberem que uma luta não se ganha com meia dúzia de lobos a uivar à Lua e a repetirem-se repetidamente, porque tudo já foi dito e redito e tredito sobre a perniciosidade do AO90, e os que têm visibilidade pública não se atrevem a dizer em uníssono e desassombradamente, em público, que o rei vai nu. Porquê?
Os desacordistas sabem que a Língua de Portugal está a afundar-se, cada vez mais, tendo neste momento apenas a cabeça de fora, mas não está na situação de faCto consumado, nem pouco mais ou menos...
Vejo-me quase sozinha a passar a mensagem da nocividade do AO90; a desmentir as mentiras que se dizem a respeito da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História; a corrigir os erros que são cometidos em nome da ignorância linguística, nas redes sociais, no YouTube e onde quer que se diga mal da Língua de Portugal, ou onde ela é usada desadequadamente, com a intenção de a denegrir. Estou sempre atenta. Estou lá, mas não vejo mais ninguém a contestar.
A Internet é um antro de mal-escrever o que teimam em chamar Português, mas já não é, e se todos colaborassem na missão de levar o saber onde impera a ignorância, talvez os apátridas assumissem que, afinal, a contestação ao AO90 é uma realidade e existe em grande escala.
Este é o apelo que faço a todos os desacordistas, para não termos de levar com António Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, que contribuiu aceleradamente para o caos ortográfico no nosso País, a permitir que o tratem por AntÔnio [a não ser que já tivesse rejeitado a nacionalidade portuguesa] e a usar uma construção frásica brasileira na sua publicação: estou acompanhandoa situação na Venezuela (...)
Podem dizer-me ah! isto é uma tradução...
Até pode ser.
Mas jamais traduziriam o nome da Senhora Merkle, por Merqle. E a construção frásica brasileira significa que a União Europeia optou pela Variante Brasileira da Língua de Portugal, rejeitando a Língua original, algo que não fizeram com mais nenhuma outra Língua Oficial da EU. E tudo isto com o aval do Antônio, que se está nas tintas para Portugal. Fez os estragos que fez cá dentro, foi para a União Europeia e lá continua a desprezar a nossa Língua.
Mas isto, repito, não é um facto consumado, porque pode ser revertido, a qualquer momento, assim o queiram os Portugueses dotados de massa cinzenta.
A questão que podemos pôr é a de saber se esse Português é a Língua Genetriz, a Língua Portuguesa, aquela que gerou as mais diversas variantes nos territórios descobertos, povoados, uns, ou repovoados, outros, por Portugueses, no tempo do Império Português, espalhado pela Ásia, África e América do Sul, ou se é a Variante Brasileira do Português, falada e escrita no Brasil, que tem vindo a ser imposta ilegalmente aos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua [oficial] Portuguesa: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste. A Guiné Equatorial também faz parte da CPLP, tem o Português como Língua Oficial, mas nessa Guiné ninguém fala Português, pois foi introduzida na CPLP, apenas por motivos comerciais. E para os efeitos da conservação da biodiversidade global, inclui-se a Malásia e Indonésia.
É preciso fazer aqui um aparte, porque uma coisa é a Língua Oficial desses países, por motivações políticas ou comerciais, outra coisa são os dialectos, falados em Angola e Moçambique, por exemplo, e até outras Línguas que se falam em alguns países, como é o caso do Brasil, onde se falam actualmente 274 Línguas e dialectos nativos, de acordo com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) em 2022, que considera também as variantes (dialectos); e de Cabo Verde, que já tem a sua Língua Cabo-Verdiana.
É inacreditável como a Língua Portuguesa, a Língua dos Portugueses, a Língua de Portugal, o Português anda por aí na boca do mundo, com vídeos no YouTube onde se diz os maiores disparates sobre uma Língua que desconhecem e da qual se atrevem a falar.
Mas mais inacreditável ainda é não haver nenhum linguista, nenhum jurista, nenhum tribunal, nenhum governante com bom senso, nenhum professor, nenhum escritor, nenhum jornalista que venha ao terreno repor a verdade. Esse tem sido o meu trabalho nos últimos tempos. E não vejo mais nenhum português a defender a Língua Portuguesa, nesses vídeos.
Portugal é mesmo uma República DOS Bananas!
Ver aquia notícia, que deu origem a este meu alerta.
Mas no estrangeiro, há quem esteja atento, mas também desesperado com a inacção dos que apregoam ser desacordistas, e em nada contribuem para que se possa recuperar a nossa Língua Materna.
Um dos vários portugueses que estão atentos ao que se passa em Portugal em relação à submersão da Língua Portuguesa, que está a ser substituída pelo Brutoguês dos medíocres que se apoderaram da Língua como se fossem donos delas, é Fernando Kvistgaard, cidadão luso-dinamarquês, que me enviou a seguinte mensagem:
Amiga Isabel.
A luta pela nossa Língua é uma batalha perdida?
Portugal é, que eu saiba, o único país do mundo, onde os políticos mandam na Língua e, estragando-a, a ridicularizaram. O pior de tudo isto é que ninguém se importa, a não ser uma "meia-dúzia" de patriotas que nada podem e mandam.
***
Respondi-lhe, e aqui publico o que disse, com o seu consentimento, para ver se os desacordistas ACORDAM.
Caro amigo Fernando.
Vou tentar responder à sua pergunta:
A luta pela nossa Língua é uma batalha perdida?
Nenhuma batalha está perdida antes de acabar, amigo Fernando.
Alguns de nós ainda não desistiram da luta. O que acontece é que somos poucos a lutar. São uma meia-dúzia aqueles que ainda mantém acesa a chama desta luta.
Em Portugal já não há guerreiros, nem padeiras de Aljubarrota com fartura. Somos meia-dúzia a fazer, o que milhares deveriam fazer. Mas não, estão todos caladinhos, nos seus cantinhos, e quando dizem alguma coisa em público, não ferem a fera do Poder, aqui-d’el-rei porque lhe devemos respeito.
Qual respeito? Eles respeitam os Portugueses? Eles interessam-se por resolver os problemas de Portugal? Como podemos respeitar quem se avassalou a um país sul-americano, que nos quer tramar?
Sim, Portugal é o único país do mundo e arredores em que os políticos (ignorantes) mandam na Língua, destruindo-a e ridicularizando-a, sim. E isto diz da pequenez actual deste rectangulozinho que deu novos mundos ao mundo, e hoje está na cauda da Europa em quase tudo, e em muita coisa é ainda um país terceiro-mundista.
E sim, caro Fernando, o pior de tudo isto é que ninguém se importa, a não ser uma "meia-dúzia" de patriotas que nada podem e mandam.
Nada podem e mandam, mas têm voz, e enquanto houver vozes a protestar, ainda que meia-dúzia delas, há esperança. Porque não?
***
Porém, se a esta meia-dúzia de vozes se juntassem as vozes individualmente das 297 pessoas, que fazem parte do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, e dos milhares de vozes dos elementos que fazem parte dos Grupos que se dizem anti-AO90 do Facebook, talvez as coisas fossem diferentes.
É preciso abanar as estruturas e fazer soar os tambores e ferir a fera do Poder mostrando-lhe que os Portugueses não são os parvos que eles querem fazer de nós.
Eu abandonei um pouco o Blogue, porque ando pela Internet, Google, Facebook e YouTube a fazer mossa em tudo o que encontro escrito em Brutuguês e a pôr na linha aqueles que (talvez) a soldo de mandantes poderosos, andam por aí a açoitar o Português com uma ignorância de bradar aos céus. É que, pelo que sei, é intenção dos governos envolvidos nesta teia, dar um golpe final à Língua Materna dos Portugueses, e substituí-la pela Língua Madrasta, que não pedimos, não queremos e rejeitamos veementemente.
Também deixei de enviar os textos que aqui escrevo às autoridades de Portugal, por começar a sentir-me uma idiota. Não é da idiotice enviar textos a Blocos de Betão para que os leiam e neles reflictam? Quem no seu perfeito juízo o faria? Eu fiz, por não acreditar que o Povo Português pudesse andar a votar em Blocos de Betão. Enganei-me. Abandonei a minha idiotice.
Recebi o comentário de uma/um (?) brasileira/o (?) que reproduzo mais abaixo, e destacá-lo-ei no Blogue, para ver se, de uma vez por todas, os brasileiros, a quem fizeram lavagem cerebral, encaixam que, se querem fazer do grande Brasil em território, um Brasil GRANDE em nobreza, devem aceitar o seu passado, tal como ele foi e não como gostariam que tivesse sido, e o deixem lá, nesse tempo antigo, de onde os mortos jamais virão reclamar o que era natural na vida de todos os povos dessa época. Lembrem-se de que os vindouros irão criticar, no futuro, o que os seus antepassados NÃO fizeram para lhes deixar um mundo melhor, por ficarem presos a um passado que não volta mais.
É, pois, da ESTUPIDEZ pretender julgar o passado através dos valores culturais, sociais e morais do presente.
Também é preciso que os Brasileiros, a quem fizeram lavagem cerebral, encaixem, de uma vez por todas, que não é soltando, por aí, a sua LUSOFOBIA patológica que alcançarão o reino dos céus de Portugal.
Obviamente, este pensamento de Epicuro não se aplica aos que SOFRERAM e SOFREM horrores às mãos de carrascos. Os outros, os que nunca estiveram no lugar desses que SOFRERAM e SOFREM horrores, devem reflectir sobre as palavras de Epicuro, e não andar por aí a cobrar dos outros, o que esses outros nunca fizeram, porém, lamentam que a vida seja tão cruel para uns, e tão benevolente para outros.
Claramente alguns comentários destacados estão em português de Portugal portanto devem ser descartados visto que como a própria senhora pontuou não temos capacidade para tal. Logo são comentários maliciosos falsos feitos por outros portugueses. Quanto as influências que o português do Brasil sofreu, você sabia que o sotaque do sul foi predominantemente moldado por portugueses dos Açores que é muito peculiar? Já em 1808 quando a coroa portuguesa se mudou para o Rio de Janeiro o “R” com fonema do francês chegou ao Brasil Os integrantes da realeza imitavam o “R” falado pelos franceses, referência cultural e intelectual europeia naquela época. Em pouco tempo, a elite local também passou a copiar esse jeito de falar e assim permaneceu. Quanto a suas outras pontuações eu não sou esquerdista e não preciso ser pra dizer que os 388 anos de escravidão no Brasil implantado por portugueses foi um crime contra a humanidade. Esse é um capítulo tenebroso e inegável na história de Portugal o qual a senhora recusa-se a admitir. Foi uma colonização no mínimo revoltante mas é passado. Passado no qual precisamos admitir, aprender e nos distanciar enquanto sociedade.
***
Respondendo a Nayara
1 – NÃO existe Português de Portugal, bem como NÃO existe Português do Brasil. O que existe é a Língua Portuguesa, o PORTUGUÊS, A Língua dos Portugueses, E a VARIANTE BRASILEIRA DO PORTUGUÊS, entre outras Variantes, geradas noutras esferas.
2 – O Português até pode ser razoavelmente compreensível, para os Brasileiros, na sua forma escrita, porém, na sua forma oral NÃO é, tanto que dobram e legendam tudo o que é falado em Português, nas televisões brasileiras, e não nos percebem quando falamos cara a cara, com eles.
3 – Aconselho-a a reler o que escrevi, para avaliar a que “capacidade” me referi, no meu texto, em relação aos Brasileiros. Isto já é uma prova da iliteracia brasileira em relação ao Português escrito.
4 –Os comentários publicados, além de não serem falaciosos, são escritos por Brasileiros incultos, basta considerar o léxico e a construção frásica. O YouTube está cheio de vídeos brasileiros com conteúdos iguais, onde a ignorância impera.
5 – Aos Portugueses não interessa para nada os sotaques brasileiros, que variam de região para região. Interessa a FONOLOGIA, que é completamente outra coisa, e nada tem a ver com a Fonologia da Língua Portuguesa.
6 – O vosso problema é terem uma fixação doentia e complexada pelo vosso passado, negligenciando o presente e ignorando o futuro. Os Brasileiros são o ÚNICO povo colonizado por Portugueses que ainda mantém uma relação/ódio com o ex-colonizador. Aceitem o vosso passado, porque NÃO podem mudá-lo. Além disso, os únicos Brasileiros com direito a protestar são os INDÍGENAS brasileiros, os verdadeiros donos das terras do Brasil. Se você é brasileira/o, a Portugal o deve, e se não gosta, mude de nacionalidade, mas não queira ter a nacionalidade portuguesa – que muitos querem ter apenas para obterem privilégios e darem o salto para outros países europeus, por odiarem estar em Portugal, porém, sem a muleta portuguesa jamais conseguiriam, porque sentir-se-iam como um peixe fora d’água.
7 – Não nos interessa NADA como se falava em 1808. Interessa, sim, como se fala e escreve em 2024 d.C., e o que se escreve e fala no Brasil, actualmente, NÃO nos diz respeito.
8 – Não interessa se você é esquerdista ou não. O que interessa é que foram os esquerdistas brasileiros, da ala mais ignorante, que decidiram DETURPAR a Língua do ex-colonizador, continuando a designá-la como Português, e a isso chama-se USURPAÇÃO do IDIOMA ALHEIO, com a agravante de o terem deformado.
9 – A escravidão no Brasil foi exactamente igual a todas as outras escravidões, desde o Egipto antigo até aos tempos que correm. Sempre houve escravidão. E mais: nos tempos que correm, ainda há escravidão e tráfico humano no Brasil, realizados por Brasileiros. Deviam preocupar-se com isso, e NÃO com o que NÃO pode voltar atrás, para ser redimido. Também deviam preocupar-se com as barbaridades que HOJE o Brasil está a cometer contra os Indígenas brasileiros, algo que os colonizadores nunca fizeram. Apenas os descendentes dos escravos africanos podem sentir-se “incomodados”, com a escravidão dos seus antepassados, mas têm de saber que SE os seus antepassados se tornaram escravos, aos próprios africanos o devem, pois eram eles que os apanhavam nas tribos vizinhas, os traficavam e os vendiam aos Portugueses, aos Ingleses, aos Castelhanos, aos Holandeses, aos Franceses. Se devemos condenar a escravidão? Claro que devemos condenar TODAS as escravidões, desde a Antiguidade até aos nossos dias. Porém, o que interessa condenar a escravidão de tempos antigos se é mantida nos tempos modernos? Crime contra a Humanidade são todas as escravidões, todas as guerras, todas as torturas, todas as crianças deixadas a morrer à fome, a serem exploradas, a serem violadas, a servirem de objectos sexuais, HOJE. Contudo, o que importa para si a escravidão actual? NADA. para si e muitos outros Brasileiros só interessa o que se passou há séculos, no Brasil, algo, de que NÓS, Portugueses do século XXI d. C., NÃO fomos responsáveis. É, pois, da estupidez julgar os actos do passado à luz dos valores do presente.
10 – Vejo que nada sabe das minhas posições sobre o que chama “capítulo tenebroso da História de Portugal”. A propósito disso, até escrevi um livro. E sobre os capítulos tenebrosos da História do Brasil pós-1822, a/o Nayara sabe alguma coisa? Não lhe interessaria saber?
11 – Para sua informação, e uma vez que os Brasileiros, descendentes de europeus e de outras paragens, dizem que preferiam ter sido colonizados pelos Ingleses (como se pudessem fazer recuar o tempo!) as colonizações inglesa e castelhana foram muito mais bárbaras e cruéis do que a colonização portuguesa. Nós não exterminámos impérios, nem tribos inteiras de indígenas. Vejo que nada sabe da História da América do Norte e da História da América do Sul. Aconselho-a a informar-se melhor, antes de vir comentar o que quer que seja, e também aconselho a não seguir as mentiras que os esquerdistas ignorantes brasiloeriros andam a espalhar por aí...
12 – Por fim, deixe-me dizer-lhe que o seu comentário é de alguém a quem fizeram lavagem cerebral, que não estudou por livros, mas por “bocas”, algo que não lhe permite viver no século XXI d. C., estando especada num tempo que jamais será reescrito, ainda que o Brasil estrebuche até à exaustão.
A finalidade deste “acordo” político é que uma das seis ex-colónias, sul-americanas, submeta a sua ex-potência colonizadora, europeia, e as demais ex-colónias africanas desta, a uma forma de neo-imperialismo cultural que se consubstancia na “adoção” ditatorial de uma “ortografia única”: a brasileira. [“post”Anatomia da Fraude]
Concatenando sequencialmente, como óbvias relações de causa e efeito, a invenção da CPLP, oEstatuto de “Igualdade” (2000), a imposição do AO90 (2011)e, por fim, oAcordo de Mo(r)bilidade (2021), ficam ainda mais claros os reais objectivos de toda a trama. Com a intensa, sistemática e longa campanha de desinformação — nesta se incluindo a paradoxal vitimização política dos beneficiados(1, 2, 3)e o silenciamento da oposição através do insulto e da ameaça (1, 2, 3, 4, 5) –, os últimos dados revelam já que pelo menos três desses objectivos foram atingidos: a substituição da Língua portuguesa pelo crioulo brasileiro, aaculturação selváticae o estabelecimento de umEstado brasileiro na Europa. [“post” “Igualdade” pela porta dos fundos”]
Doutor em educação, é professor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL); presidente do Centro de Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro (Ciee/RJ)
Temos maisde 300 milhões de pessoas no mundoutilizando, como ferramenta de trabalho, a nossa queridalíngua portuguesa. A preocupação da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da Academia Brasileira de Letras, hoje presidida pelo especialista Evanildo Bechara, tem sido a sua descomplicação. A esse empenho se juntam hoje o recém-eleito Ricardo Cavaliere e a competente imortal Ana Maria Machado.
São imprecisos os limites entre anorma cultae a linguagem popular. Ser moderno não é só adotar procedimentos de filmes, revistas, jornais e programas de televisão, como se faz em certas partes do Rio de Janeiro. Há um claro desejo de imitar o inglês, primeira língua de mais de 500 milhões de pessoas.
É claro que desejamos ampliar os laços que nos ligam à Comunidade dos Povos de LínguaPortuguesa (CPLP), como tem se referido continuamenteo presidenteLuizInácio Lula da Silva(PT). Sabe-se que só3% dos 350 mil verbetes registrados no Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa são escritos da mesma forma, o que merece uma ampla e contundenterevisão. Eis aí um maravilhoso pretexto para a ação decisiva danossa diplomacia, com o necessário trabalho em favor da sonhada unificação. O Itamaraty, numa nação que nem é tão rica assim, está empenhado em emprestar dinheiro aos povos necessitados. Não seria o caso de uma ação cultural mais expressiva?
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A modalidade da educação a distância (EAD), em grande expansão no mundo, pode ser um precioso instrumento de harmonização de procedimentos. Está na hora de somar esforços nesse sentido.
Quando vem à tona o nome do inesquecível Pelé,pensamos se não é um verbete que uniria as nações lusófonas. O Dicionário Michaelis saltou na frente. Sugerimos acompanhar a bela iniciativa.
Queremos nos deter um pouco mais sobre essa homenagem ao craque. Ouvi de um acadêmico que não concordava com a ideia, “pois com o tempo o nome de Pelé poderia ser esquecido”. Argumento furado, pois a história sempre ligará o nome do atleta doSantosaos títulos conquistados pelo Brasil com a sua ajuda e os gols inesquecíveis do “Rei do Futebol”.
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De toda maneira, este artigo está sendo feito em defesa da língua portuguesa e do seu futuro. A união lusófona é, politicamente, uma ideia altamente defensável e oportuna. A nossa diplomacia tem aí um belo campo de trabalho.
[Transcrição integral, conservando o brasileiro do autor brasileiro publicado num jornal brasileiro, incluindo as ligações internas do original. Inseri outros “links” (os de cor verde) a “posts” do Apartado, com extractos apensos. Imagem de topo: recorte do site “Talk2Travel“.]
a “posts” do Apartado, com extractos apensos. Imagem de topo: recorte do site “Talk2Travel“.]
Foi preciso vir uma cidadã portuguesa, do outro lado do mundo (Sidney, Austrália) dar ALENTO ao APELO, que já foi enviado, em duas vias, a Marcelo Rebelo de Sousa, no sentido da defesa da Língua Portuguesa, conforme definida no n.º 3, do artigo 11.º da Constituição da República Portuguesa, propagando-o no seu canal do YouTube.
Quero, publicamente, deixar a Cátia Cassiano, tradutora na Updated Words (Translater Inside) e subscritora do nosso APELO, o meu muito, muito, muito obrigada.
Este seu vídeo deixa os acordistas simplesmente SEM hipótese alguma de contra-argumentar.
Cátia Cassiano em 25 minutos, num EXCELENTE discurso anti-AO e pró-Língua Portuguesa, disse todas as verdades, que devem ser ditas alto e em bom som, de ummodo claro, sem precisar de fazer desenhos para os que NÃO conseguem ver o que só as pessoas lúcidas conseguem, as quais têm propagado por aí, até à exaustão, essas verdades, sem, contudo, conseguirem que os nossos políticos vejam, ouçam e se pronunciem sobre esta matéria, que já é chacota no mundo.
Não saberão eles que o estudo da Língua Portuguesa está a ser BANIDO de muitas escolas, simplesmente porque já NÃO é Portuguesa?
Tenho para publicar o que outros portugueses, em Londres, no Canadá, na Dinamarca, enfim, onde há comunidades portuguesas têm a dizer da triste figura que Portugal anda a fazer no mundo, porque os seus governantes descartaram a Língua Portuguesa, para dar voz a uma VARIANTE.
E é como diz a Cátia Cassiano no seu vídeo: alguma vez o Rei Charles III ousaria falar publicamente usando uma das Variantes da Língua Inglesa, da Commonwealth? Of course not. Never.
Peço que ouçam com muita atenção, e até ao fim, o que a Cátia Cassiano diz ao mundo, sobre este que poderá ser o mais VERGONHOSO LEGADO que os órgãos representativos da República Portuguesa (Executivo, Legislativo e Judicial) e o actual Chefe de Estado de Portugal, deixarão aos vindouros, se NÃO recuarem neste gravíssimo erro que estão a cometer.
Esta publicação será enviada ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, com mais 36 nomes de subscritores, que já perfazem 230.
As subscrições continuam em aberto.
O que é preciso fazer?
Apenas enviar o nome e a profissão para o e-mail deste Blogue:
isabelferreira@net.sapo.pt
***
NestaEdição Especial do Translator Insider, venho fazer um apelo a todos os cidadãos portugueses, que tal como eu, se sentem revoltados com o actual estado da Língua Portuguesa. Não podemos baixar os braços e deixar que um grupo de políticos destrua a cultura e identidade de Portugal e destruindo também a diversidade cultural e linguística desta língua. Junte-se a nós!
Muitos já disseram e escreveram muita coisa sobre o acordo abortográfico de 1990. Mas, neste vídeo, está a súmula de tudo o que é preciso dizer sobre isto.
Este vídeo é para partilhar ao máximo, e é para "gostar" também ao máximo.
Pela primeira vez, vi uma fala de António Costa, ser legendada no ecrã de uma estação televisiva, em Portugal, em Português.
Fiquei surpreendida. E então ocorreu-me questionar o porquê desta legenda, uma vez que o primeiro-ministro NÃO estava no Brasil, a falar para Brasileiros.
Bem sabemos que a dicção de António Costa não é perfeita, o que não é um defeito assim por aí além, até porque quase ninguém dos que falam nas televisões têm uma dicção perfeita, incluindo a classe jornalística (salvaguardando aqui as raras excepções). Se bem que o primeiro-ministro de um País, deva usar a sua Língua Materna com mestria, para não fazer má figura e não dar mau exemplo às crianças que têm na Televisão, no YouTube, no Tik-Tok e noutros sítios que tais, uma verdadeira escola de mal-falar, de mal-escrever e de mal-pensar.
Por outro lado, pode perguntar-se: mas que Língua Materna é essa que a Isabel mencionou? Ora essa!!!! A Língua de Portugal, obviamente.
Então, se António Costa estava em Portugal, a falar a Língua de José Saramago, porquê, as legendas?
Pelas imagens, que ilustram este texto, vemos que não foi para que os cidadãos com défice auditivo, pudessem perceber o que Costa estava a dizer, porque está lá uma senhora a acompanhá-lo em Língua Gestual.
Também não seria para os Portugueses, porque estes já estão habituados ao falar de António Costa, e percebem-no mesmo quando come as sílabas.
Uma vez que o assunto era sobre “um ano de guerra na Ucrânia”, as legendas seriam para os Ucranianos que se encontram em Portugal? Não me parece, pois os que já cá estão há mais tempo, já se entendem com a Língua Portuguesa, e até a falam muito bem, e este muito bem é um muito bem quase sem sotaque estrangeiro, melhor até do que muitos portugueses, de todos os sexos, que vêem demasiadas telenovelas brasileiras. Se as legendas se dirigiam aos refugiados ucranianos, que Portugal recebeu, estes, não sabendo Português, de nada lhes serviria as ditas cujas.
E como nunca ninguém se incomodou em legendar em Inglês, Língua que quase todos dominam, as falas dos políticos portugueses, para que os muitos imigrantes, de todas as partes do mundo, que vêm para Portugal à procura de uma vida melhor, e NÃO sabem Português, pudessem perceber o que os políticos dizem sobre as políticas que a eles lhes dizem respeito, mais estranho me pareceram aquelas legendas em Português, na fala de António Costa.
Foi então que me ocorreu o seguinte: puseram aquelas legendas para que os Brasileiros percebessem o que António Costa estava a dizer? Assim como se faz no Brasil, que se tem de legendar as falas dos Portugueses ou dobrar as falas dos actores portugueses em novelas luso-brasileiras ou em filmes portugueses, para que os Brasileiros possam entender a Língua que eles NÃO falam? Sim, porque nos tempos que correm, quem manda na Língua e exige que se imponha a Variante Brasileira do Português, nas escolas portuguesas, são os Brasileiros. Como se alguma vez, no Brasil, os Portugueses, ou qualquer outra nacionalidade, impusessem a sua Língua Materna, aos Brasileiros!
Bem, talvez não fossem os Brasileiros o motivo da loegendagem. Talvez fosse por outro motivo qualquer, que NÃO me passa pela cabeça.
Fiquei apenas surpreendida pelo inédito da situação. Gostaria de saber exactamente o porquê daquelas legendas em Português, de uma fala portuguesa.
Contudo, tudo é possível. Há pouco tempo veio para Portugal uma senhora brasileira, que me foi recomendada para que eu a ajudasse no que pudesse. Como sempre faço, com todos os que vêm para Portugal, procurar uma vida melhor, sejam brasileiros ou outra nacionalidade qualquer. Se vêem por bem, o meu DEVER é ajudar.
Só que essa senhora tem muita dificuldade em perceber o meu falar, que é um falar coimbrão, martelando todas as sílabas, e que aprendi com aprumo, para poder dar AULAS de Português e de História, e os meus alunos perceberem o que eu dizia. Nunca tive dificuldades em fazer-me entender com ninguém, nem com nenhuma outra nacionalidade. E embora essa senhora seja uma brasileira dos quatro costados, neta de uma avó indígena, instruída, frequentou uma Universidade brasileira, e fale a Língua que o Brasil chama erradamente “Português do Brasil” não me entende, quando falamos pelo WhatsApp.
Como ainda não é possível pôr legendas no WhatsApp, a nossa comunicação tem de ser feita através de mensagens escritas, grafadas por mim, à portuguesa, e grafadas por ela, à brasileira.
Eu podia comunicar-me com ela, falando à brasileira, porque a Variante Brasileira do Português é a minha segunda Língua, com a qual aprendi a ler e a escrever (repito), a seguir à Portuguesa, Inglesa e Castelhana. Mas não o faço. Se vou ao Brasil, comunico-me em Brasileiro. Se vou a Inglaterra, em Inglês. Se vou a Espanha, em Castelhano. No meu país comunico-me em Português, com quem o entende. Se os estrangeiros com quem lido não souberem Português, comunico em Inglês ou Castelhano, conforme for. Com os Brasileiros, que dizem que Portugal e Brasil falam a mesma Língua, mas não entendem o Português, e precisam de legendas ou dobragens, se calha de não me entenderem, não me ocorre falar noutra Língua a não ser em Português. Nem que se seja apenas através de mensagens escritas.
Embora a LUSOFOBIA dos brasileiros incultos, a quem esquerdistas, também incultos, fizeram uma lavagem cerebral, não seja um fenómeno novo (já era assim quando eu por lá andei, faz uns quarenta anos), ele está a aumentar em Portugal, a um ritmo bastante acelerado, nas redes sociais, no YouTube, no Google, enfim, em todos os lugares onde os deixam bolçar essa LUSOFOBIA que os sufoca, com uma intenção unicamente política.
E isto acontece por um só motivo: inacção, incompetência e uma rastejante subserviência dos governantes portugueses e dos que ao redor deles GRAVITAM, aos milhões, que eles consideram irmãos.
Para saberem do que estou a falar, e se não ouviram, ouçam os discursos dos constitucionalistasJorge Miranda e Marcelo Rebelo de Sousa que, por acaso, também é o presidente da nossa triste República DOS Bananas, na celebração do “10 de Junho”, em Braga. A BAJULICE foi de tal modo evidente que saltou barreiras e soltou os bandos.
É óbvio que me refiro unicamente aos brasileiros incultos, que incultos esquerdistasadestraram, para andarem por aqui e por ali a bolçar o fel contra Portugal e os Portugueses, que lhes revolve as estranhas, há demasiado tempo.
Como já lá diziam os nossos antepassados: quem não se sente, não é filho de boa gente – ou seja, quem não reage numa situação em que é apatanhado, ou não tem honra, ou não tem princípios – venho EU, como sempre o fiz no Brasil e o tenho feito no meu País, lavar a honra de Portugal e dos Portugueses, que me apoiam, uma vez que não temos POLÍTICOS, com os frutos da horta no devido sítio, que ponham fim a esta pouca-vergonha, gerada por uma LUSOFOBIA PATOLÓGICA, que apouca o Brasil e os Brasileiros Cultos, os quais, por serem em muito menor número do que os brasileiros incultos, a voz deles não se faz ouvir.
Aqui deixo uma pequena amostra dessa LUSOFOBIA (mais os sorrisinhos idiotas nos comentários) que, desde ontem, no Facebook, anda a atacar o NOVO MOVIMENTO CONTRA O AO90. Entretanto, o Grupo já limpou todo esse lixo. Esta amostra foi o que consegui captar a tempo.
Ajuízem por vós próprios, mas não me venham falar em racismo ou xenofobia da minha parte, porque isso não é para aqui chamado, e pertencerá à estupidez. Isto só tem a ver com HONRA. Sabem o que isso é?
Pelas caras dos cárinha estamos diante de catraios. Mas os catraios são os paus-mandados dos políticos que estão por detrás disto. Não se esqueçam disso! E por serem catraios têm de ser reeducados.
Recebi um comentário de alguém que vive numa bolha, pensando que, em Portugal, somos todos parvos; todos têm de seguir a cartilha brasileira; todos são cegos mentais; todos são servilistas.
O que aqui hoje me traz é esse comentário e a minha resposta, e o recado que a imagem abaixo transmite, e que diz dos parvos que acham (não pensam) que as crianças portuguesas são parvinhas como eles.
Aceite que dói menos! O AO veio para ficar e não há nada a se fazer. O português que vai prevalecer é o do Brasil. Ninguém, no estrangeiro quer falar como os portugueses. Não sei por que tanta revolta contra o português falado pelos brasileiros. Por exemplo, no caso do inglês, não vejo a Inglaterra se revoltando contra os EUA. Pelo contrário, os ingleses até consomem de bom grado cultura estadunidense. Aliás até as crianças portuguesas já estão adotando pronúncia e vocabulário brasileiros. Acho curioso, quando foi para Portugal definir seu idioma como sendo diverso do galego, as diferenças no falar dos portugueses não foram tidas como um problema. Aliás, vieram até a propósito para fundamentar essa diferenciação.
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Este Pedro diz exaCtamente aquilo que outros pedros disseminam nas redes sociais e nos vídeos do YouTube, onde só encontramos estupidez.
E eu que
respondi-lhe comme il faut (de vez em quando, os galicismos encaixam-se bem nas frases), até porque se todos se calarem diante da estultícia, quem a proclama pode achar que está na posse da verdade.
Então respondi-lhe assim:
Quem vai ter de aceitar, por doer menos, são os Brasileiros que NÃO vêem um palmo adiante do nariz, apenas aqueles que NÃO vêem um palmo adiante do nariz. Aqueles que andam ILUDIDOS com esta coisa do “português brasileiro”, que NÃO existe.
O Português não precisa de prevalecer, porque o Português é o PORTUGUÊS, e Português só há UM.
O AO90 não veio para ficar, porque será atirado ao LIXO, quando menos esperarem.
Ninguém está revoltado com a Variante Brasileira do Português (a designação correCta), ou com o Brazilian, ou com o Brasiliano, ou seja lá o que for que vocês falam e escrevem. Essa vossa língua, DERIVADA do Português, É VOSSA. É só VOSSA. NÃO É NOSSA.
Só estamos revoltados com a imposição ILEGAL da MIXÓRDIA ORTOGRÁFICAgerada pelo AO90, engendrado no Brasil, pelo Antônio Houaiss, que DESLUSITANIZOU o Português, deixando este de ser português para ser brasileiro, imposição, essa, feita por políticos ignorantes e que sofrem de um monumental complexo de inferioridade, algo que só atacou, FELIZMENTE, uma fatia menor da sociedade portuguesa: a dos SERVILISTAS.
Que a Língua Brasileira PREVALEÇA. E façam muito bom proveito dela. E que seja a língua mais falada do mundo. Para já, chamam-na “portuguesa”, por questões meramente POLÍTICAS, mas a política pode MUDAR, de um momento para o outro, quando, no Poder, em vez de parvos, houver gente de SABER.
No estrangeiro, quem procura o Brasileiro, procura-o apenas para comunicar. E para eles tanto faz como tanto fez que seja Brasileiro ou Português, porque se eles quiserem aprender a Língua que fixa o PENSAMENTO, a Língua do SABER, estudam a Língua Portuguesa. E isto é um FACTO.
É como estudar o Americano e o Inglês. Quem quiser aprender INGLÊS, aprende a Língua Inglesa, e não o Americano. E ninguém nesses países está revoltado com o outro, porque os EUA NÃO impingiram o seu AMERICANO à Inglaterra, e mesmo que impingissem, os Ingleses JAMAIS aceitariam. Portugal aceitou, por intermédio de uma cambada de ignorantes e de complexados. Mas há os que resistem, e é através dos que resistem que a Língua Portuguesa NÃO entrará no Mundo das Línguas Mortas. Tem Angola, tem Moçambique, tem a Guiné Bissau, tem Timor, tem 90% dos Portugueses a DEFENDÊ-LA e a USÁ-LA, até nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, que rejeitam o AO90.
As crianças Portuguesas NÃO adoPtaram a pronúncia brasileira, fazem-no por BRINCADEIRA, porque acham PIADA “fálá brásilêru”. Mas quando têm de falar a sério, falam PORTUGUÊS. Não emprenhe pelos ouvidos, porque o que dizem por aí é mentchirinhá p’rá brásilêru ácrêdjitá.
E não venha para aqui misturar a VOSSA VARIANTE com o Português e o Galego, duas Línguas europeias irmãs, oriundas do Latim, porque NÃO HÁ mistura possível. O vosso Brasileiro é uma linguagem sul-americana, oriunda do Português, que, por sua vez é oriundo do Latim. Nada de misturar as coisas!
E não se ILUDAM, porque o AO90 será atirado ao LIXO. O Brasileiro, prevalecerá, e a Língua Portuguesa continuará a manter a sua DIGNIDADE de Língua Europeia.
No passado dia 02 de Abril, no Facebook, mais precisamente no Grupo «Portugueses e Lusófonos contra o Acordo Ortográfico» deparei-me com esta publicação de um tal “Ramon Pintudo” (este nome não dirá tudo?):
Na verdade, isto é algo que está bastante disseminado em vídeos, no YouTube, nos quais a Língua Portuguesa é tratada abaixo de cão.
Daí que me tivesse ocorrido deixar, nesta publicação, o meu parecer, baseado na minha experiência por terras brasileiras, onde, frequentemente, os Portugueses, que lá vivem, têm de levar com este tipo de considerações que, no entanto, só dizem da extrema mediocridade e pobreza de espírito, que grassam num País que não soube aceitar o seu passado.
Posto isto, há que dizer também – e não sou eu que o digo, mas os JURISTAS – que Portugal é o DEPOSITÁRIO da Língua Portuguesa, uma das Línguas oficiais portuguesas (a outra é o Mirandês) que foi levada pelos navegadores portugueses aos quatro cantos do mundo, dela nascendo diversas VARIANTES, entre elas a Variante Brasileira. E nenhum País, que a adoPtou e a adaptou às circunstâncias culturais e sociais nacionais, ou políticos, eivados de uma viscosa IGNORÂNCIA, têm o direito de IMPOR a Portugal qualquer das VARIANTES que existem por esse mundo fora, seja ou não a VARIANTE dos milhões.
Jamais a quantidade foi ou é sinónimo de qualidade.
Daí que continuaremos a EXIGIR a ANULAÇÃO deste acordo RIDÍCULO, baseado na cacografia,ou seja, na escrita contra as normas da ortografia.
A Língua Portuguesa transformou-se na Língua BRUTOGUESA, como diz, e muito bem, Miguel Esteves Cardoso. E a isto chama-se RETROCESSO.
A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.
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