Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos,  com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolas para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e ensino.



Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém! Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:00

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comentários:
De rui castro a 26 de Junho de 2021 às 02:34
Prezada senhora. Sou português, vivo no Brasil. Posso lhe garantir que a grafia do Português do Brasil não é a do Acordo! O Brasil , perto do que se
escreve hoje em Portugal, está muito mais próximo da grafia de 45 do que Portugal. Viajo com frequência para Portugal, e me agride profundamente ver como se escreve atualmente. Horroroso. Mas não é, de forma alguma, a grafia do Brasil!
De Isabel A. Ferreira a 26 de Junho de 2021 às 16:31
Prezado senhor,

O senhor até pode ser português e viver no Brasil, tal como eu sou portuguesa e vivi no Brasil. Mas mais do que isso: EU APRENDI A LER E A ESCREVER no Brasil e passei por todos os graus de ensino, em escolas brasileiras, nas décadas de 50 e 60, num vai e vem Portugal-Brasil, que me deu conhecimento de DOIS tipos de grafia: a portuguesa e a brasileira, na qual o AO90 assenta.

Aprendi, portanto, a escrever “setor”, “diretor”, “afeto”, “arquiteto”, “teto”, etc., etc., etc., e quando vim para a terceira classe em Portugal, escrevia-se (e AINDA se escreve) seCtor, direCtor, afeCto, arquiteCto, teCto.

Quando este malparido AO90 foi introduzido em Portugal, os políticos OBRIGARAM as crianças a escrever essas palavras à BRASILEIRA, ou seja, sem os respectivos CÊS. E tudo começou com Antônio Houaiss, que pretendeu (e conseguiu) deslusitanizar a Língua que se escreve no Brasil.

Se quiser estar a par deste NEGÓCIO fraudulento, leia, por favor este artigo:
https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-negocio-do-acordo-ortografico-172469


Portanto, EU É QUE LHE GARANTO que a grafia da Língua que se escreve no Brasil É A DO AO90, mais PÊ, menos PÊ, mais CÊ, menos CÊ, e mais uns acrescentos e desacrescentos de acentos e hífenes, para não dizerem que no Brasil não se mudava nada.

A grafia brasileira, aCTual, nada tem a ver com o AO45, à excePção de umas poucas palavras que escaparam à mutilação, como excePção e suas variantes, por exemplo.

A mim também me agride o facto de em PORTUGAL se escrever “aCtualmente”, sem este CÊ, que o senhor grafou “atualmente” à BRASILEIRA. “Atualmente” AGRIDE, porque é uma palavra BRASILEIRA. A grafia portuguesa é aCtualmente, palavra que vem do LATIM “aCtualis”. “Atualmente” é um vocábulo, sem origem europeia. é unicamente uma invenção brasileira. Nada contra, desde que não lhe chamem Português. Porque o Português tem uma história, tem uma origem, tem uma raiz, tem uma família indo-europeia.
E sim, é HORROROSO escrever “atualmente” em Portugal. No Brasil, NÃO É horroroso, porque é a grafia brasileira, que o AO90 preconiza. Mas acontece que NÓS, Portugueses, NÃO SOMOS Brasileiros, para andar a escrever à BRASILEIRA.

Apenas para que perceba o que aqui está em causa:

Acontece que, os Brasileiros, tendo um índice de analfabetismo elevadíssimo, e pretendendo baixar esse índice, em 1943 elaboraram unilateralmente um Formulário Ortográfico, aprovado em 12 de Agosto de 1943, constituindo um conjunto de instruções estabelecido pela Academia Brasileira de Letras para a organização do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do mesmo ano, e que, entre muitas outras modificações, suprimiu as consoantes mudas que ELES não pronunciavam, não seguindo, contudo, um critério científico, pois enquanto os Portugueses NÃO pronunciavam o PÊ de recePção, eles pronunciavam, e esse PÊ escapou ileso no Brasil, e em Portugal foi simplesmente abolido. E é este documento de 1943, que desde então, regula a grafia brasileira, e no qual os engendradores do AO90, se basearam.
De modo que o Brasil assinou o AO45, mas NÃO o cumpriu. E assim nasceu a grafia brasileira, que se opõe à grafia portuguesa.

Citando José de Castilho: « “Divergências novas entre Portugal e Brasil. O AO90 cria diferenças ortográficas num contexto normativo de unificação. Isto constitui uma contradição insanável e uma violação do seu espírito unificador. Este contra-senso científico conduz-nos a um cenário em que as divergências artificialmente criadas na ortografia são superiores às palavras unificadas. Segundo um estudo de Maria Regina Rocha, com base em pesquisas no Portal da Língua Portuguesa, o AO90 harmoniza 569 palavras, mas mantém diferenças em 2691 e cria 1235 novas divergências. Estes números ilustram claramente a fraude da unificação ortográfica do AO90.” excerto de texto de Luís Canau:

https://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf...

Portanto, o AO90 assenta na GRAFIA BRASILEIRA na sua quase totalidade. Ponto final.

De rui castro a 26 de Junho de 2021 às 16:53
Prezada senhora. Certamente que existem palavras com grafia diferente entre Portugal e Brasil. Mas no Brasil se escreve Espectador, Recepção, e outros parecidos, ou seja a consoante c e p nas palavras acima continuas sendo pronunciadas e grafadas. Ao passo que em Portugal se escreve Espetador, Receção, e outros mais. Não quero entrar em nenhuma disputa, sobretudo coa a senhora que parece ser evoluída acima da média portuguesa, bastante ignara e pouco instruída. Talvez a senhora queira também, aproveitando seu blog, ser ativista contra a anglicização da língua portuguesa, montando uma Task Force para que se usem vocábulos portugueses em lugar de ingleses. Sobretudo quando existem equivalentes na língua. Sei que isto não será feito num rocket, afinal a subserviência portuguesa aos Ingleses vem de séculos...
De Isabel A. Ferreira a 26 de Junho de 2021 às 17:36
Prezado senhor,

Ou eu não fui suficientemente clara, ou o senhor não entendeu nada do que escrevi.

O senhor deve ater-se ao global e não ao pormenor.

O global é que a maioria das palavras acordizadas são BRASILEIRAS, sem os cês e os pês. A grande maioria.

O pormenor é o que referiu: no Brasil escrevem recePção porque pronunciam o PÊ, em Portugal não se pronuncia, e escrevem erradamente. Mas esta e uma POUCAS, pouquíssimas palavras e suas derivações, são a excePção, que em Portugal também se escreve estupidamente “exceção”. Em contrapartida, o Brasil escreve “afeto” que em Portugal se pronuncia “âfêtu”, e, para nós, europeus, não significa nada. Já afeCto ou o inglês afeCt diz-nos TUDO.

No Brasil escreve-se espeCtador e recePção, e em Portugal escreve-se também espeCtador e recePção. Apenas os acordistas IGNORANTES escrevem e “espetador” (isp’tâdôr) e “receção” (r’c’ção).

De resto o AO90 assenta, na sua esmagadora maioria dos vocábulos MUTILADOS, na grafia brasileira, que os mutilou, no Formulário de 1943, e Evanildo Bechara os impingiu ao então já caquéctico (e já falecido, e que Deus o tenha na sua santa paz) Malaca Casteleiro, que, por sua vez, servindo a POLÍTICA e os interesses BRASILEIROS, mas NÃO a cultura linguística portuguesa, impingiu aos ignaros políticos portugueses, que mandaram cumprir, e a mixórdia é total.


O Brasil que fique com a sua grafia brasileira, e Portugal com a NOSSA grafia portuguesa. O AO90 é INÚTIL. Não leu o que disse José de Castilho?

José de Castilho: « “Divergências novas entre Portugal e Brasil. O AO90 cria diferenças ortográficas num contexto normativo de unificação. Isto constitui uma contradição insanável e uma violação do seu espírito unificador. Este contra-senso científico conduz-nos a um cenário em que as divergências artificialmente criadas na ortografia são superiores às palavras unificadas. Segundo um estudo de Maria Regina Rocha, com base em pesquisas no Portal da Língua Portuguesa, o AO90 harmoniza 569 palavras, mas mantém diferenças em 2691 e cria 1235 novas divergências. Estes números ilustram claramente a fraude da unificação ortográfica do AO90.” excerto de texto de Luís Canau:

https://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf...


E não, não estou interessada em ser aCtivista (“activista” é brasileiro) contra a anglicização da Língua Portuguesa, porque, como lhe disse, prefiro o INGLÊS ao BRASILEIRÊS. O perigo não vem dos anglicismos. O perigo da Língua Portuguesa vem dos BRASILEIRISMOS. O Inglês é uma Língua europeia. O Brasileiro NÃO É uma Língua Europeia. E se alguém tem de ser SERVIL, ao menos que seja SERVIL a quem tem uma Língua Europeia.

E está enganado. Eu sou apenas UMA entre as MUITAS pessoas evoluídas acima da média portuguesa, que não é menos ignara e instruída do que os milhões de analfabetos brasileiros (são muitos mais). Eu apenas OUSO lutar, porque nada tenho a perder, e nada me interessa mais do que a MINHA LÍNGUA PORTUGUESA, o meu mais precioso instrumento de trabalho. Se os outros não ousam como eu, é porque não querem perder os TACHOS. Eu sou senhora do meu nariz, sou livre, e não sirvo patrão nenhum. por isso, OUSO ir mais além. E é isso que farei.

O Brasil destruiu a Língua Portuguesa, algo que nenhum outro povo colonizado por Portugal o fez.
Daí que venham os anglicismos. Abaixo os brasileirismos!
De rui castro a 27 de Junho de 2021 às 00:49
Vê -se bem que nunca viajou para Angola e Moçambique ( só para falar dos grandes). A senhora pertence a uma elite, os portugueses têm o maior índice de analfabetismo da Europa. A língua , oral principalmente, é viva, muda, se adapta , se transforma, muda de significado, se quiser falar uma língua morta, fale em latim. Como dizia o meu professor de Português, falar latim é uma forma erudita de ficar calado. Ficar preso ao passado, é morrer! e o Português que se fala no Brasil, é vivo!
De Isabel A. Ferreira a 27 de Junho de 2021 às 17:57
Vê-se logo que o senhor não é português, ainda que seja, ou pudesse ser. O senhor pugna pela mediocridade, e o mais longe que vê do mundo, com vidros esfumados, é o seu próprio umbigo. Um Português que se preza, NÃO defende a mediocridade linguística, que se implantou em Portugal, graças a gente ignorante, e de baixo nível cultural.

Não preciso de ir a Angola ou Moçambique, que, aliás, REJEITARAM o estúpido AO90, para saber do que lá se passa.

Eu não pertenço a uma elite. Eu pertenço a uma classe de Portugueses que vão rareando, e que descendem das padeiras de Aljubarrota e dos Dons Nunos Álvares Pereiras. Pertenço a uma classe que sabe lutar pelo que é melhor para Portugal e para os Portugueses, sem que andemos a rastejar pelo chão, onde os pretensos gigantes arrastam os pés.

Graças a governantes ignaros, que não promovem a Cultura Culta, não apostam na Educação, e estão-se nas tintas para Portugal, por, servilmente, servirem a mediocridade, os Portugueses actualmente têm, de facto, o maior índice de alfabetismo da Europa.

A Língua é um organismo VIVO, daí que não possa ser MUTILADO ao bel-prazer de IGNORANTES, ou então MATAM-NA. Que é o caso. A Língua adapta-se, NÃO SE MUTILA. Não se muda apenas porque políticos ignorantes, editores mercenários, e mais uns tantos servilistas, assim o querem.

Deixe-me que lhe diga que o senhor NADA sabe das Ciências da Linguagem. Chama uma Língua morta ao Latim, quando o Latim está vivo nas línguas VIVAS que originou, entre elas a PORTUGUESA.
O seu professor de Português poderia até ter dito tal patacoada, porque há PROFESSORES e professores. Uns sabem, os outros não sabem, e são esses que não sabem que FABRICAM os analfabetos, de que o BRASIL também está a abarrotar. Já tive de ajudar uma brasileira que trabalha em Espanha, a “segurar” o trabalho dela, numa tradução do “americano” para Português, porque, na Europa CULTA, ninguém quer traduções “à brasileira”. E eu ajudei-a (porque também sou tradutora) sem lhe cobrar honorários. Afinal todos têm direito ao TRABALHO, e os Brasileiros comuns não têm culpa do PÉSSIMO ensino de Português que se promove nas escolas brasileiras, onde também já estudei.

Engana-se quando diz que ficar preso ao passado É MORRER. Não, não é. Ficar preso ao passado, quando muito, é NÃO EVOLUIR. Sem passado, não se constrói o futuro, daí que haja muito povinho, que marca passo na vida, por RENEGAR o seu passado. É o caso dos brasileiros a quem fizeram uma LAVAGEM CEREBRAL, porque nem todos renegam o passado português do Brasil.

Daí que a linguagem que se fala e escreve no Brasil seja uma linguagem VIVA, correCto. Como o são TODAS as Línguas do mundo. Por isso, não podemos MUTILAR uma linguagem VIVA, como o Brasil MUTILOU os vocábulos portugueses. As línguas VIVAS adaptam-se, CRESCEM com a introdução de novas palavras, que dizem dos conceitos globais.

Em Inglês, Francês, Castelhano, Português, só para referir as línguas europeias mais conhecidas, JAMAIS se escreveria “diret”, diret, ou “direto”, como os brasileiros escrevem. JAMAIS. Em Inglês, Francês, Castelhano, Português, escreve-se direCt, direCt, direCto, direCto. E todas estas línguas estão VIVAS. E por estarem vivas, todas dizem TASK FORCE, mas NÃO MUTILAM as palavras, apenas porque dá jeito, para facilitar a escrita de quem não tem capacidade para PENSAR a Língua.

“Direto”, que se lê “dirêtu”, é uma palavra MUTILADA, que existe APENAS no léxico brasileiro.

DireCto, é uma palavra VIVA do léxico europeu.

O Sr. Rui castro, compreendeu o que é uma Língua VIVA? Uma Língua VIVA dá VIDA às palavras. Não as MUTILA. Não as MATA, para que signifiquem coisa nenhuma.
De rui castro a 27 de Junho de 2021 às 00:41
Prezada senhora, porque não organiza uma Task Force para , como um rocket, transformar a língua portuguesa em inglesa, com certeza se sentiria melhor , já que são súbditos dos britânicos desde o século XV! Sem passaporte, claro.
De Isabel A. Ferreira a 27 de Junho de 2021 às 16:27
Prezado senhor, porque não organiza o senhor uma “Força-Tarefa” (assim, à brasileira) para como um foguetão, transformar o “Português” do Brasil em Língua Brasileira, de uma vez por todas?

Com certeza, sentir-se-ia realizado, uma vez que os Brasileiros prestam vassalagem aos Estados Unidos da América do Norte, desde que começaram a invejar esse gigante norte-americano, e a delirar como tudo poderia teria sido diferente se tivessem sido colonizados pelos Ingleses, esquecendo-se de que é a COMPETÊNCIA dos que se libertam dos seus colonizadores que engrandece as ex-colónias, ou as fazem andar a marcar passo, como o Brasil marca passo, desde 1822; e a AMERICANIZAR a Língua Portuguesa, traduzindo-a, à letra, do “americanês”, afastando-a, assim, das suas raízes europeias, com um único objectivo: DESLUSITANIZAR o Português que (ainda) mantêm (mas por pouco tempo mais será) como Língua Oficial do Brasil.

E parece que ainda não entendeu: não é a adopção dos anglicismos, ou melhor, da linguagem de comunicação global, que faz de Portugal um súbdito dos Britânicos. Se assim fosse, o mundo será, então, todo ele, súbdito dos Britânicos, os “donos” da Língua Inglesa, que impera no mundo, não pelos milhões de falantes norte-americanos, mas por ser uma Língua que todos os que viajam para o estrangeiro, falam.

Nunca se perguntou por que é que os Ingleses não aprendem outras Línguas para se comunicarem com o mundo?

Não consegue avaliar por que TODOS os povos dizem TASK FORCE, e não FORÇA-TAREFA como já vi brasileiros a defender? Quem na Arábia Saudita vai saber o que é uma FORÇA-TAREFA? Eu também não vou perder o meu tempo a explicar-lhe por que razão estas expressões inglesas NÃO devem ser traduzidas. Ou já nascemos a saber este “porquê”, ou então não adianta explicar.
Essa avaliação que faz, é uma avaliação muito pobrezinha e sem o mínimo fundamento, pois não consegue alcançar o fenómeno da linguagem global, que não passará pela Língua Portuguesa, e muito menos passará pela Língua Brasileira, quando esta se tornar oficialmente Língua Brasileira.

Mas, como já lhe disse, se Portugal alguma vez tiver de ser súbdito de alguém, no que à linguagem diz respeito, que seja súbdito de um País com uma Língua com História, com Raiz, com Origem e da Família das grandes Línguas do Mundo – a Indo-Europeia. Porque é cá das nossas.

E não se aflija: não são os anglicismos que ameaçam a Língua Portuguesa. O nosso Eça de Queiroz, um dos expoentes-mor da Língua Portuguesa, usa bastantes galicismos na sua escrita, ou não tivesse Eça vivido na “belle ville de Paris”, o que NÃO RETIROU o mínimo mérito à sua magnífica obra.

Já os BRASILEIRISMOS afeCtam substancialmente a Língua Portuguesa. E não vai obrigar-me a pôr aqui a enormíssima lista de PALAVRAS AMERICANIZADAS, CASTELHANIZADAS, ITALIANIZADAS e AFRANCESADAS pelos Brasileiros, quando existem as correspondentes em Português. E isto diz bem da aversão dos Brasileiros à língua que adoptaram, e não tinham obrigação de adoptar. Quando se libertaram do jugo português, adoptassem a Língua Tupi-guarani, ou uma qualquer outra língua autóctone, que diriam muito mais de um Brasil verdadeiramente LIVRE.

O seu escárnio, neste comentário, só demonstra que Nelson Rodrigues tinha razão.

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