De Antonieta Mendonça a 18 de Novembro de 2015 às 22:10
Cara Amiga! Se a outra senhora "lavou" o matrimónio, na verdade "compactuar com" não passa também de um brasileirismo redundante! Nós pactuamos com alguma coisa, não usamos preposições duplas; dupla só a negação e há quem diga que não é correcto.
Desculpe este desabafo, mas não resisto a combater os "brasileirismos" que têm invadido a nossa língua ao longo de décadas de corruptelas telenovelísticas!
Por Abril de 1974 também eu já ensinava Português e conheço bem os tratos de polé a que a nossa língua tem sido sujeita de então para cá! Também me nego a respeitar o des )acordo ortográfico de 1999! Não me leve a mal!
De Isabel A. Ferreira a 19 de Novembro de 2015 às 16:14
Cara Antonieta Mendonça:

Agradeço o seu comentário, porque deste modo podemos tirar a limpo esta questão.

A senhora que “lavou “ o matrimónio é portuguesa, e pode até ser uma das minhas vizinhas, pois vivemos na mesma terra.

Sinto muito dizer-lhe que a Antonieta está equivocada.

COMPACTUAR COM não é um brasileirismo redundante.

Na verdade COMPACTUAR e PACTUAR não significam exactamente a mesma coisa.

COMPACTUAR significa tomar parte em acções consideradas incorrectas ou condenáveis.

Exemplo: Não estava disposta a COMPACTUAR COM fraudes daquela natureza, como também não estou disposta a COMPACTUAR COM a imposição ilegal do Acordo Ortográfico de 1990.

COMPACTUAR significa também ter conhecimento de acções injustas e nada fazer para as anular ou combater.

Exemplo: Eu nunca COMPACTUEI COM o regime, e jamais COMPACTUAREI COM este AO/90.

***

PACTUAR, por sua vez, significa definir ou estabelecer uma coisa de comum acordo, combinar, ajustar, assumir um acordo (fazer um pacto).

Exemplo: Ele PACTUOU COM o criminoso.

Ambas as palavras são aCOMpanhadas da preposição COM.

E isto nada tem a ver com BRASILEIRISMOS.

Tem a ver com as coisas da nossa Língua Portuguesa.

Se a minha amiga quiser confirmar o que acabo de escrever, pode consultar qualquer BOM dicionário da Língua Portuguesa, da ÚNICA, a de Portugal, e verificará da veracidade do que aqui expus.

Agradeço o seu cuidado, até porque sou BASTANTE EXIGENTE na minha escrita e se ERRO (porque ninguém é perfeito em coisa nenhuma) agradeço, sem constrangimento algum, que me corrijam). Por vezes até é um lapsus scriptae que nos escapa, e há que o corrigir.

Neste caso, penso que não belisquei a DIGNIDADE da Língua Portuguesa. Penso.
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